segunda-feira, 8 de outubro de 2012

SIMPÓSIO REFORMADO EM RECIFE - OS 5 SOLAS DA REFORMA PROTESTANTE



Em outubro de 2012 acontecerá na cidade do Recife um grande evento em comemoração aos 495 anos da Reforma Protestante.


É o Simpósio de Teologia Reformada sobre OS 5 SOLAS da Reforma, que acontecerá na 1ª Igreja Presbiteriana do Jordão, sito à rua Drº José Martorano, 402 – Jordão Baixo.

Os cinco solas são frases latinas que surgiram durante a Reforma Protestante e princípios fundamentais da Reforma Protestante em contradição com o ensinamento da Igreja Católica Romana da época. A palavra latina "sola" significa "somente" em Português. Os cinco solas sintetizam os credos teológicos básicos dos reformadores, pilares os quais creram ser essenciais da vida e prática cristã. Todos os cinco implicitamente rejeitam ou se contrapõe aos ensinamentos da então dominante Igreja Romana, a qual tinha na mente dos reformadores usurpado atributos divinos ou qualidades para a Igreja e sua hierarquia, especialmente seu superior, o Papa. http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinco_solas.

Veja abaixo os temas,  resumo das palestras e preletores:

Solus Christus – 14/10/12 – 9:30hs.

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. 

Preletor: Rev.Gaspar de Souza: Pastor da IPB Guararapes; Mestrando em Teologia Filosófica pela Mackenzie(SP); Professor de Teologia, Apologética e Hermenêutica  do  SPN.

Sola Gratia – 14/10/12 – 18:30hs

Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.

Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. 

Preletor: Rev.Marcos André: Pós-Grad.em Revitalização e Multiplicação de Igrejas  e  Mestrando  em Teologia Sistemática pela Mackenzie(SP); Diretor do SPN; Membro da APMT e da SBB.

Sola Scriptura – 21/10/12 – 9:30hs.


Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.

Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação. 

Preletor: Rev.Edijece Martin: Bel.Teologia pelo SPN; Mestre em Teologia pelo Union Theological Seminary-EUA; Doutor-PhD pelo Princeton Theological Seminary–EUA; Prof.da Unicap  e  SPN.

Soli Deo Gloria – 21/10/2012 – 18:30hs         


Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.

Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Preletor: Rev.Daniel Carneiro: Pós-grad. em Teologia Exegética; Mestre em Aconselhamento; Pastor na Cong. Presbit. em Jardim Jordão; Prof. Teologia Sistemática e Símbolos de Fé do SPN;

A importância da Reforma para a Igreja de Hoje  - 28/10/12 – 9:30hs


Preletor: Rev.Stefano Alves: Pastor da IPB Prado;  Mestre em Teologia pela Mackenzie(SP); Mestrando da UFPB; Presidente Sínodo Sesquicentenário.; Professor de Teologia Exegética do SPN.

Sola Fide – 28/10/12 – 18:30hs


Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.

Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima. 

Preletor: Rev.Paulo Brasil: Mestre em Antigo Testamento pela  Mackenzie(SP), Doutor em Antigo Testamento pelo Greenville Presbyterian Theological- EUA; Prof.de Hebraico  e  VT  do  SPN.

124 comentários:

  1. Petrus Alois Rattisbonne13 de outubro de 2012 00:38

    Vou expor-lhes um mero e casual ponto de vista que me ocorreu por conta dessa nova postagem que vossas criaturinhas risíveis do meio protestante calvinista teve a graça de nos presentear. E para começar tenho uma frase lapidar da Epístola aos Hebreus: "Havendo outrora Deus falado aos pais pelos profetas, muitas vazes e de muitos modos, ultimamente, nestes dias, falou-nos pelo filho, que constituiu herdeiro de tudo, por quem igualmente criou tudo".
    Estas sacratíssimas palavras de São Paulo nos exprime, como pouco a pouco, por muitos séculos, pelos patriarcas e os profetas, a luz da revelação foi dada a humanidade em raios sempre mais claros, até que finalmente no verbo de Deus encarnado apareceu majestosamente a própria plenitude da luz.
    No velho testamento viveram na esperança da propalada promessa e o novo testamento trouxe tudo a sua aberta realidade, a " imagem visível do Deus invisível" [Colossenses 1,15], Cristo, o filho de Deus feito homem. E nosso senhor mesmo afirma que "ele revelou tudo o ouviu do seu pai" [João 15,15]. Aos apóstolos o diviníssimo mestre ainda promete o espírito da verdade, afim de abrir-lhes o entendimento do que não puderam compreender e para completar a sua revelação, ensinando-lhes toda a verdade. Jesus entretanto, destaca:
    "Ele me glorificará porque receberá do que é meu e vo-lo comunicará. Tudo o que o pai tem é meu. Por isso eu vos disse que ele receberá do que é meu e vo-lo comunicará [João 16,12-15; Cf. 14,26]. "Mas o paráclito, o espírito santo, a quem o pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito".
    Já que Jesus, o Cristo completa e consuma a revelação da lei e dos profetas, que não foram senão pedagogos para Cristo [Gálatas 3,24], e o espírito santo só esclarece e ensina esta tão bela plenitude vinda no unigênito filho de Deus, o santo evangelho pôde proclamar:
    "Unus est magister vester: Christus" [ um só é vosso mestre: Cristo] Cf. São Mateus 23,10.
    É ele no dizer do Apocalipse [1,5], "a testemunha fiel" que em face de Pôncio Pilatos governador romano, á face da morte, proclama em altíssimo bom som:
    "Eu para isto nasci e para isto vim ao mundo: para dar testemunho da verdade; todo o que for da verdade ouve minha voz [João 18,37].
    Surge daí a pergunta muitíssimo grave para todo bom cristão ligado a santa igreja: onde e como posso ouvir a voz de Cristo? "Qual é a fonte, o foco de luz que nos transmite a plenitude da verdade sagrada de Cristo?" Todos os que creem dentro da santa igreja romana e os hereges fora dela concordam numa resposta: que na santa bíblia do antigo e do novo testamento possuímos livro sagrados que têm o próprio Deus como autor, porque nos apresentam a palavra de Deus com excelência e inspiração vinda do alto.
    Como entretanto, podemos saber isso? Quem nos garante que este e aquele livro é inspirado por Deus? É, enfim a pergunta do meu post: é a sola scriptura o meio de revelação único conforme alegam os protestantes? Devemos somente confiarmos na bíblia ignorando os grandes ganhos da patrologia em matéria de fé e dogmas?O que alegar acerca de 1 Timóteo 3,15?.
    Para respondermos com coerência e veracidade a esta questão fundamental do cristianismo vejamos três coisinhas bem básicas:
    1] Qual é o meio que Cristo usou e instituiu para nos transmitir a plenitude de sua verdade.
    2]Qual é o meio que os apóstolos usaram afim de transmitir a verdade de Cristo.
    3]Qual é o meio que nos garante a inspiração divina da bíblia, sobretudo no novo testamento.

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    1. EU CONCORDO COM OS CALVINISTAS

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  2. Desde o fim do primeiro século e o início do segundo século da Era Cristã, o termo grego katholikós (que significa literalmente “do todo” ou “universal”, “abrangente”) foi utilizado por destacados Pais da Igreja, como Clemente de Roma e Inácio de Antioquia, para designar a Igreja Cristã. Ele revelava talvez a mais singular das características da nascente religião: sua vocação universal, que não estava presa a territórios, povos e nações, como todas as demais religiões do mundo antigo.

    Com o passar do tempo, o termo foi sendo cada vez mais acentuado para designar o grupo dos cristãos não-sectários e não-heréticos, tais como os montanistas, monofisistas, arianos e donatistas. Deste modo, a Igreja Católica era identificada com o grupo dos cristãos que permaneciam firmados na doutrina dos apóstolos e na comunhão dos que rejeitavam as heresias e as seitas oriundas do cristianismo.

    Todavia, esta vocação universal do cristianismo chamou também a atenção do Império, vendo nela uma boa fundamentação para sua coesão e pretensões expansionistas. Assim, os imperadores foram paulatinamente aproximando-se do cristianismo. Inicialmente, em 313 AD, Constantino publica o Édito de Milão, que concede liberdade de culto aos cristãos e, mais tarde, em 380 AD, Teodósio vai publicar o Édito de Tessalônica, que tornava o cristianismo a religião oficial do Império Romano.

    Neste processo de aproximação do Império, vai se desenvolvendo dentro da Igreja Católica sinais de uma expressão religiosa que poderíamos chamar de Romanismo. Ela pode ser vista em diversos pontos, tais como:
    O Primado do Bispo de Roma e o desenvolvimento do Papado, sob a influência de Leão Magno, no séc. V, chamado por diversos historiadores de “O Primeiro Papa”.
    A substituição da simples veneração e honra aos mártires pelo culto popular aos Santos e à Virgem, na adesão forçada dos pagãos à Igreja.
    A relação entre a Igreja e o Estado, o Papa e o Imperador, iniciada no emblemático episódio envolvendo Ambrósio de Milão e Teodósio, em 380 AD.

    Sendo assim, é necessário que façamos clara distinção entre “Catolicismo” e “Romanismo”.

    Catolicismo fala da vocação universal da Igreja Cristã, revelando sua própria essência e substância. É por esta substância católica que a Igreja permanece unida e indivisível, mesmo através dos séculos e das diversas vertentes nas quais ela se ramificou. A substância católica é o esqueleto no qual permanece unido o Corpo de Cristo, em seus muitos membros.

    Romanismo são as práticas e doutrinas que adentraram à Igreja Cristã e que a assola desde a aproximação do Império Romano. O Romanismo é estranho ao cristianismo e ao catolicismo, é um invasor. Foi contra ele que se levantaram os Reformadores e diversos personagens na História da Igreja antes deles. E assim fizeram precisamente para salvaguardar o Catolicismo da invasão do Romanismo. Foi precisamente neste sentido que eles bradaram. A isto dá-se o nome de princípio protestante.

    O princípio protestante é o protesto contra tudo que não é divino, mas que tenta se colocar no lugar de Deus; contra toda a autoridade que não é legítima; contra toda verdade que não procede da Escritura; contra tudo que é adorado e obedecido cegamente que não seja o próprio Deus Triúno; contra toda noção de absoluto que não provém da divindade, seja ele moral, político, teológico ou social. É a vontade de construir de novo aquilo que se corrompeu com o tempo. Reformar é trazer de volta à essência aquilo que se corrompeu com o tempo.


    ”Viva a ICAR!”

    Isto é, a Igreja Católica Apostólica Reformada, não Romana…

    Fonte:www.comunhaoreformada.wordpress.com

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  3. Petrus:

    Sua fala às vezes me deixa confuso...rs. Na verdade, não dá nem pra acreditar que você está dizendo o que está! Como podes chamar de "hereges" os que estão"fora" da "comunhão" de "Roma" estando exatamente na mesma situação?
    Parafraseando as palavras do "bom" ladrão, na cruz, também deverias dizer: "nós somos acusados de hereges, de forma justa, porque estamos fora da comunhão de Roma, mas os verdadeiros católicos romanos, não"...rs.
    É muito interessante a forma como queres defender a tradição e os dogmas romanos, mesmo não sendo "um deles". Você usa a Escritura para fazer tal defesa? Isso não é Sola Scriptura? Continue nesse caminho, conclua todo o processo racional e verás que, pelo próprio preceito que usas do "sola scriptura" sua tese (teoria) se tornará indefensável.

    Adeilton:

    Muito bem lembrado. Excelente contribuição. Como vc bem demonstrou, A Igreja Romana, nos moldes que conhecemos hoje, somente começa a ser desenhada a partir do século V, com a chamada "Pretensão Petrina". Antes disso, historicamente, só podemos falar em Cristianismo Primitivo (ainda que rumo ao desvio completo do século V). Espero que o Petrus não "acredite" nesse conto da carochinha que a igreja romana teria sido a primeira e única. E a de Jerusalém, Alexandria, Antioquia e Constantinopla? Essa última, até hoje existente na igreja católica ortodoxa grega.

    Petrus, Esdras e Adeilton:

    Que tal marcarmos um dia para nos encontrarmos nesse simpósio? Seria um prazer conhecê-los pessoalmente e receber suas visitas nesse evento. Que tal? É só combinarem o dia. Como estarei presente, Deus querendo, em todos eles, estarei aguardando vocês...

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  4. Petrus Alois Rattisbonne14 de outubro de 2012 22:40

    Ora,ora ora! finalmente o historiador meia boca deu as caras com mais uma das suas lorotas históricas. Repugna muito ter que vê-lo achar que em algum momento poderá me deixar sem argumentações diante de suas bolotas de apologismos vulgares e rastaqueras tipico de um protestantezinho ignóbil e massante.
    É interessante notar como você meu caro Adeilton alega que sua diabólica seita dita "reformada" seja o retorno ás origens da fé, ao verdadeiro cristianismo, emfim o verdadeiro confessor da fé autêntica e legitima dos primeiros séculos. Aliás diga-se de passagem, se existe uma fixação nas religiões não-católicas é a chamada "teoria do resgate". A imensa maioria delas [a quase totalidade] afirma que o cristianismo primitivo foi puro e limpo de todo erro, mas que com o tempo, os homens acabaram por perverter a verdade cristã, amontoando sobre ela uma enormidade de enganos.

    O verdadeiro cristão, sob este prisma, seria aquele que, superando tais enganos, redescobre o "verdadeiro cristianismo", com toda a sua pureza e singeleza.
    Para estas religiões, o responsável pelos erros que se acumulam no decorrer dos séculos é, quase sempre, o catolicismo romano. Já as religiões que "resgatou a verdade" varia de acordo com o gosto litúrgico, dogmático e sacramental do seu fundador: Luteranismo, calvinismo, anglicanismo, pentecostalismo, espiritismo, e igrejas afins, e etc.
    De uma certa forma, mesmo as religiões esotéricas, a teologia da libertação, nova era, neo-pentecostalismo, maçonaria e [pasmem!], o próprio islamismo bebe desta "teoria do resgate".
    O motivo do universal acatamento desta "teoria do resgate" é o fato de que, para o homem, é muito difícil, diante dos ensinamentos de Jesus Cristo, e da santidade fulgurante dos primeiros cristãos, negar, ser a validade daqueles ensinamentos, seja a beleza desta santidade. Portanto, esses heresiarcas, tais como, Lutero, Calvino, Maomé, Joseph Smith e muitos por aí, precisam acreditar, que de uma certa forma, se vinculam a Jesus Cristo e ás primeiras comunidades cristãs, ainda que não diretamente.
    Mas igualmente, é muito difícil para o orgulho humano acreditar e aceitar com submissão e obediência que este genuíno cristianismo existe, intocado dentro do catolicismo romano. [Sem utilizar-se como você meu caro Adeilton de apologia barata e prestidigitação lógico-modal afim de amoldar a história cristã a sua famigerada seita pseudo-cristã] Aceitá-lo para todos os grupos não-católicos, seria aceitar que estão errados e que, muitas vezes, combateram contra o verdadeiro cristianismo. Desta forma, a "teoria do resgate" é a maneira mais fácil para que um não católico romano possa considerar-se um "verdadeiro discípulo de Cristo" sem ter que reconhecer os erros e heresias que professa.
    O problema básico de todos estes grupos é que existem inúmeros escritos dos cristãos primitivos e, por meio de tais escritos é que eu afinal de contas, posso saber em que criam e em que não criam os cristãos primitivos. E estes escritos são uma devastadora bomba a implodir todos os grupos que com petulância e mentiras ousaram se afastar da barca de Pedro.
    Os escritos patrísticos solenemente atestam que o cristianismo primitivo permanece intacto dentro da igreja romana assim [ironias das ironias], os adeptos da "teoria do resgate", frequentemente, para defender o que julgam ser a fé dos cristãos primitivos são obrigados desconsiderar todo o legado patrístico que corrobora com folga a assertiva histórica em favor da santa igreja romana, desvirtuando assim, o que se tem como certo em matéria de história cristã genuína e imparcial.

    Extra ecclesia nulla salus

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  5. Fábio, deveria ter ido hoje ao simpósio meu nobre, mas devido o evento ser aos domingos, fica um pouco difícil. Mas sem dúvidas vamos nos conhecer neste simpósio ainda. Talvez ainda não neste domingo próximo, pois estarei em um EJC durante todo o final de semana, mas no domingo 28/10 estarei lá.

    Abraço e boa semana a todos!

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  6. Boletim do Simpósio 5 Solas:

    O primeiro dia do Simpósio 5 Solas (14/10/12) foi marcado por duas palestras muito enriquecedoras.

    Pela manhã o Rev.Gaspar de Souza abordou o tema Solus Christus, numa alertadora mensagem sobre a possibilidade de se depositar fé num Cristo que não é o Cristo das Escrituras, como tem ocorrido com diversas ramificações da religiosidade, além do grave perigo, da grave heresia de usurpar o lugar de Cristo, como tem ocorrido remotamente no Catolicismo Romano e mais recentemente com os "apóstolos" hodiernos, também chamados pelo Rev.Gaspar de "Após tolos".

    À noite, o Rev.Marcos André fez uma brilhante exposição de Efésios 2:1-10,com o tema Sola Gratia, ressaltando a situação do homem pré-queda, pós-queda (quando não pode mais não pecar), finalizando com o profundo significado da Graça especial de Deus para com seus eleitos.

    Em breve estaremos postando os vídeos dessas palestras.

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  7. Petrus Alois Rattisbonne15 de outubro de 2012 01:17

    Ah! esqueci-me de dizê-lo que a igreja romana é católica de nascença, veja os dado históricos e geográficos: quando Cristo nasceu o império romano dominava grande extensão do mundo conhecido. A Palestina [Judeia-Samaria-Galileia] eram províncias romanas. Em 40 A.C Herodes, genro de Hircano II, foi nomeado rei da Judeia por Octávio e Marco Antônio. Foi-lhe concedida autonomia quase ilimitada nos assuntos internos do país. A Judeia foi então dividida pelos partos. Porém Herodes obteve ajuda das legões romanas que expulsaram os invasores. Tornou-se rei efetivamente em 37 A.C.,com a conquista da cidade de Jerusalém [...]. A partir de 6 D.C., tornou-se uma província romana sob jurisdição parcial do governador da Síria. A administração do território é entregue a governadores romanos da ordem equestre, chamados prefeitos. Mais tarde, serão chamados de procuradores. Isso posto, vê-se que a igreja que se chama católica é romana histórica e geograficamente.
    Entretanto, meu caro Adeilton você não conseguiu definir com acuidade e clareza o termo católico. Conforme você disse ele vem do grego "katholikós", o qual é a combinação de duas palavras: "kata"- concernente- e "holos"- totalidade; por consequência, "concernente á totalidade" ou "integral abrangente". De acordo com o dicionário Oxford de etimologia inglesa, o termo católico surge de uma palavra grega cujo o significado é "relativo á totalidade " ou mais vulgarmente tem o significado de "geral ou universal".
    Universal é originado de duas palavras gregas: "uni"-um-e "vetere"- giro; por consequência, "girando ao redor de um" ou "transformando em um". Palavra igreja deriva do grego: "ecclesia", a qual significa "aqueles chamados para socorrer", como se convocados a serem sublimados e libertos do mundo para formar uma sociedade distinta. então a igreja católica romana é feita destes que foram convocados e reunidos numa visível e universal sociedade fundada por cristo.
    Em seus primeiros anos a igreja era pequena, tanto geograficamente, quanto numericamente. Aproximadamente pela primeira década, a igreja na área de Jerusalém foi constituída exclusivamente de judeus; o termo católico dificilmente poderia ser aplicado. Entretanto, conforme a igreja crescia e se espalhava pelo império romano, foi incorporando judeus e gentios, ricos e pobres,, romanos, homens libertos e até mesmo escravos; ou seja, homens e mulheres de cada tribo e idioma. Porém,, por volta do terceiro século era católica, uma em cada dez pessoas no império romano. Do mesmo modo que termo trindade foi apropriado para descrever a natureza de Deus,, assim foi como o termo católico para descrever a natureza do corpo de Cristo- a igreja- mas voltemos a história do termo católico.
    O registro inicial do seu uso foi encontrado nos primeiros anos da literatura cristã. Encontramos o primeiro indício nos escritos de Santo Inácio de Antioquia, o qual era um homem jovem durante o tempo de vida dos apóstolos e foi o segundo bispo de Antioquia, sucessor de Pedro. Santo Inácio esteve imerso na tradição viva da igreja local em Antioquia, onde os seguidores de Cristo foram inicialmente denominados cristãos [Atos 11,26] ele esteve presente o suficiente não só para conhecer, os apóstolos, mas para ser ensinado e ordenado diretamente pelos mesmos. Dos apóstolos Santo Inácio aprendeu o que era a igreja, como deveria funcionar, crescer e ser governada. A história nos informa que São Pedro era o bispo de Antioquia na época, e de fato, os pais da igreja proclamam que Santo Inácio recebeu sua ordenação das mãos do primeiro bispo de roma, o venerável São Pedro.

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  8. Petrus Alois Rattisbonne15 de outubro de 2012 04:09

    Há um alerta Machadiano em Dom Casmurro para vocês hereges protestantes que burlam o sentido das coisas.
    Veja o que Machado de Assis diz em seu homônimo Dom Casmurro:"Quantas intenções viciosas há assim que embarcam, a meio caminho, numa frase inocente e pura". Mas o mesmo narrador admite que esse vício é tenebroso para sua própria alma:"Mas o que pudesse dissimular ao mundo, não podia fazê-lo a mim, que vivia mais perto de mim do que ninguém".
    Ora senhores Esdras Amorim, Fábio calvinista e o redivivo Adeilton, quão esclarecedor para suas mentes viciadas ébrias das heresias de imundícia dessa seita diabólica dita "reformada".

    Viva o católico romano Machado de Assis!!

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    1. Cara, que droga você está usando? Jesus tenha misericórdia de você! A igreja Romana é a mais herética de todas as igrejas! Todas as seitas pseudo-cristãs distorcem as Escrituras através dos ensinos de seus líderes "espirituais", eles ajustam as Escrituras aos ensinos de seus "profetas", mas a igreja romana vai além, ela simplismente diz (com nenhuma base escriturística) que a igreja interpreta a Escritura, e que a tradição é superior a ela.

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  9. Esboço das heresias romanas.todo Cristão bíblico deve repudiá-las do fundo do seu coração.

    1-Autorida na Tradição.

    2-Imagens na adoração.

    3-A doutrina da imaculada conceição de Maria.

    4-O celibato.

    5-A Primazia de Pedro como Papa.

    6-A Infalibilidade papal.

    7-O confesssionário.

    8-As indulgências.

    9-O Purgatório.

    10-A Transubstânciação.

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  10. Petrus Alois Rattisbonne17 de outubro de 2012 12:06

    O ensinamento das coisas humanas, em rigor, não demanda mais que clareza nas exposições e paciência nas reparações, ao passo que o ensinamento das coisas divinas exige clareza, paciência e ardente amor de Deus.
    Todo verdadeiro método de catequese deve basear-se na forma seguida por Jesus Cristo quando explicava sua doutrina ao povo, o qual se depreende da leitura dos evangelhos.Não que se deva procurar nos evangelhos uma teoria pedagógica ou um manual de catecismo, o instrumental adequado, definições e fórmulas acabadas. O que se deve buscar ali é o processo fundamental, a aplicação prática de princípios pedagógicos gerais, suscetíveis de constituírem o verdadeiro método catequístico de orientação apologético doutrinal do que se deve conhecer da santa igreja católica romana, pois, ela é a coluna e sustentáculo da verdade [1 Timóteo 3,15].
    Isso posto, vou entrar na questão da autoridade que a tradição tem nos assuntos referentes a fé e costumes da grei cristã, que como pressupus, deve inteira obediência á santa igreja romana que é a única fundada por Cristo.
    Mesmo assim meu querido protestante Adeilton, faço questão de publicar e salientar mais uma vez [pois temos que ser incansáveis na defesa da verdade e na prática do bem, conforme diz o apóstolo São Paulo em Gálatas 6,9] o que a bíblia sagrada tem a dizer sobre a doutrina que diz que devemos observar somente o que dizem as escrituras:
    Em João 5,39:
    "Vós examinais as escrituras, julgando encontrar nelas a vida eterna. Pois bem! São elas mesmas que dão testemunho de mim. E vós não quereis vir a mim para que tenhais vida!"
    Aí está nosso senhor Jesus Cristo declarando categoricamente que ele não pode ser encontrado somente através das escrituras
    sagradas, para sua tristeza né moço!.
    Em 1 Timóteo 3,15:
    "...Quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade."
    O venerável apóstolo São Paulo define a igreja como coluna e sustentáculo [sic! ou firmeza e o fundamento segundo outras traduções] da verdade. Em nenhum lugar nas santas letras da bíblia, encontra-se o absurdo herético da sola scriptura, ou que a bíblia por si só seja o fundamento da verdade, mas sim a igreja de Cristo. Viu moço o quando você esta errado?!!
    Em 2 Pedro 1,20:
    Mais uma vez, a escritura é mais que direta, e qualquer um que não seja cego ou não use uma venda nos olhos ou não seja bitolado como você pode ver perfeitamente: primeiramente entendem que as profecias da escritura não são de interpretação particular, isto é, não foram escritos para qualquer pessoa ler e interpretar "do meu jeito" usando-as para qualquer fim, inclusive justificar os maiores absurdos como fez o herege Calvino, Lutero e cia, como tenho visto acerca da predestinação e da 5 solas.
    Em 2 Tessalonicenses 2,15:
    "Então, irmãos estai firmes e guardai a tradição que vos foi ensinada, seja por palavras, seja por epístola nossa."
    Aí está o apóstolo Paulo declarando, objetivamente, que devemo guardar, não somente o que está escrito [ a epístola do apóstolo formam a maior parte do novo testamento], mas também a tradição apostólica. Que pena né!
    Em 2 Tessalonicenses 3,6:
    "Mandamo-vos porém, irmãos, em nome do nosso senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu."
    Veja bem! apartai-vos de todo irmão que não anda segundo a tradição! O que mais que vossa risível pessoa quer que a bíblia diga,para que alguém se convença da falsidade da doutrina da sola scriptura?


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  11. Petrus,

    Seu comentário é incoerênte,contraditorio e confuso,pois nem católico romano voçê é!

    Mas vamos falar sobre o primeiro ponto Autoridade na tradição.

    O Senhor Jesus condenou a tradição como fonte de autoridade religiosa e axaltou a Palavra de Deus:"Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar?

    continuo depois.....
    E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim;

    Em vão, porém, me honram, Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.

    Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.

    E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.

    Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, certamente morrerá.

    Vós, porém, dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor;

    Nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe,

    Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas.
    (Marcos 7:5-13)
    A Bíblia condena quem acrescenta doutrinas à Palavra de Deus:"Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando".
    (Deuteronômio 4:2)

    A Biblia condena usar sistemas filosóficos não- cristão para formular doutrinas cristã:"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;
    (Colossenses 2:8)

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  12. Petrus Alois Rattisbonne19 de outubro de 2012 10:29

    Em Gálatas 1: 13 e 14 Paulo fala que perseguia os cristãos seguindo a tradição de seus pais pela qual tinha grande zelo. Em Colossenses 2:8 ele recomenda cuidar-se contra os que ensinavam 'sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens'. E quando o apóstolo dos gentios refere-se à tradição cristã, ele de modo algum está falando de algo derivado do pensamento popular mas do que ele mesmo ensinou: 'Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa'.

    Certos autores católicos citam esta passagem para dar a entender que além do texto escrito, haveria tradições relevantes não registradas nas páginas sagradas. Contudo, a própria passagem ressalta aos leitores primários do apóstolo a importância de se aterem ao que lhes fora ensinado, 'seja por palavra, seja por epístola nossa'. Que o 'seja por palavra' não difere do que foi dado 'por epístola' é a conclusão mais lógica a se tirar. Ou será que algum tema fundamental, básico para a fé e prática cristãs, ficaria sem registro? Iria Paulo ser tão omisso em suas 13 ou 14 epístolas, deixando de fora de seu repertório de ensinos teológicos, práticos e admoestações individuais ou coletivas algum tema de fato vital para a comunidade cristã? O que ele expressou 'por palavra' certamente não destoaria do que fez 'por epístola'." (Artigo "A fonte de verdade e salvação: Sola Scriptura ou Bíblia e Tradição?". Autor: Azenilto G. Brito. Fonte: http://www.azenilto.com/34dVERDSALVA.html)

    O autor das linhas acima conclui que quando São Paulo se refere ao que ele ensinou "seja por palavra" o Santo Apóstolo está se referindo ao que ele ensinou "por epístola nossa.". Para ele essa "é a conclusão mais lógica a se tirar", pois "Iria Paulo ser tão omisso em suas 13 ou 14 epístolas, deixando de fora de seu repertório de ensinos teológicos, práticos e admoestações individuais ou coletivas algum tema de fato vital para a comunidade cristã?".

    Desta forma, o apologista protestante defende a Sola Scriptura alegando que o que São Paulo ensinou por palavra não vai além daquilo que ele ensinou por Escrito. E como ele chega a esta "conclusão mais lógica a se tirar"? Partindo do princípio de que o Apóstolo escreveu toda a sua doutrina. Ora, mas não é exatamente isto que se quer provar? Como pode ele defender a Veracidade da Sola Scritpura assumindo como premissa exatamente aquilo que está sendo questionado?

    Aqui está o problema da "petição de princípio". Ora, quando se quer provar a veracidade de um argumento, não se pode assumir como premissa aquilo que se quer provar. E esse é exatamente o recurso da "brilhante" apologética protestante que infelizmente consegue atrair para o erro os mais simples.O que ensina a Sagrada Escritura?

    A Sagrada Escritura dá testemunho de que os Apóstolos não deixaram por escrito toda a sua teologia.

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  13. Petrus Alois Rattisbonne19 de outubro de 2012 10:42

    A Sagrada Escritura dá testemunho de que os Apóstolos não deixaram por escrito toda a sua teologia.

    "Tenho muito a vos escrever, mas não quero fazê-lo com papel e tinta. Antes, espero ir ter convosco e falar face a face, para que nossa alegria seja completa" (2Jo 1,12).

    "Tenho muitas coisas que te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face" (3Jo 1,13-14)

    Os dois trechos acima mostram que o Apóstolo São João não deixou por escrito tudo aquilo que comunicou aos crentes, tendo comunicado outras coisas somente de viva voz.

    "[Jesus] depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao reino de Deus." (At 1,3)

    Veja que o que o Senhor Ressuscitado comunicou aos Apóstolos durante os 40 dias em que permaneceu ainda na terra antes de ir ao Céu, não foi colocado por escrito por nenhum dos Apóstolos. Outro fato interessante é que a grande maioria dos apóstolos nada escreveu, não deixou nada por escrito, transmitindo sua teologia somente por
    via oral.

    A Sagrada Escritura dá testemunho de instruções que foram transmitidas somente por via oral

    "E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados." (Tg 5,10). Aqui São Tiago faz referência a uma das instruções que não se encontram nos Evangelhos ou nas epístolas dos Apóstolos.

    "Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber!" (At 20,35). Aqui o Santo Apóstolo faz referência a palavras de Cristo que não se encontram em nenhum dos evangelhos.

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  14. Petrus Alois Rattisbonne19 de outubro de 2012 11:02

    Mostramos acima que a Sagrada Escritura dá testemunho da existência de outro "veículo" da Revelação Divina, que transmitiu esta Revelação por via meramente oral. A este "veículo" os antigos chamavam de Sagrada Tradição, que ao contrário do que imagina a apologética protestante, é algo bem distinto da Sagrada Escritura. Transcreveremos abaixo alguns trechos de uma famosa e grandiosa obra do Período Patrístico, obra muito estimada na antiguidade Cristã e que serviu como referência para a Igreja Antiga definir no Concílio de Constantinopla o dogma da Divindade do Espírito Santo. Vejamos agora o testemunho que ela dá do pensamento primitivo quanto à Verdade Revelada que não consta na Sagrada Escritura:

    "Entre as verdades conservadas e anunciadas na Igreja, umas nós as recebemos por escrito e outras nos foram transmitidas nos mistérios, pela Tradição apostólica. Ambas as formas são igualmente válidas relativamente à piedade. Ninguém que tiver, por pouco que seja, experiência das instituições eclesiásticas, há de contradizer. De fato, se tentássemos rejeitar os costumes não escritos, como desprovidos de maior valor, prejudicaríamos imperceptivelmente o evangelho, em questões essenciais. Antes, transformaríamos o anúncio em palavras ocas. " (Tratado sobre o Espírito Santo. Cap 66. São Basílio de Cesareia (Bispo). 380 D.C.).

    "Um dia inteiro não nos bastaria se quiséssemos expor os mistérios da Igreja que não constam das Escrituras. Deixando de lado tudo mais, pergunto de quais passagens retiramos a profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Se a extraímos da tradição batismal, de acordo com a piedade (pois devemos crer segundo a maneira como fomos batizados), para entregarmos uma profissão batismal, essencial ao batismo, conseqüentemente nos seja permitido também glorificar conforme nossa fé. Mas, se esta forma de dar glória nos é recusada, por não constar das Escrituras, sejam-nos mostradas provas escritas da profissão de fé e de todo o restante, que enumeramos. Desde que há tantas coisas que não foram escritas, e coisas tão importantes para o mistério da piedade, ser-nos-á recusada uma só palavra, proveniente dos Pais, que nós vemos persistir por um uso espontâneo nas Igrejas isentas de desvios, uma palavra muito razoável, e que muito contribui para a força do mistério?" (Tratado sobre o (Tratado sobre o Espírito Santo. Cap 67. São Basílio de Cesareia (Bispo). 380 D.C.).Outra obra célebre da Antiga Igreja que é bem anterior a obra de São Basílio de Cesareia, também dá testemunho da distinção que há entre a Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura:

    "Quando são [os gnósticos] vencidos pelos argumentos tirados das Escrituras retorcem a acusação contra as próprias Escrituras, (...) E quando, por nossa vez, os levamos à Tradição que vem dos apóstolos e que é conservada nas várias igrejas, pela sucessão dos presbíteros, então se opõem à tradição." (Contra as Heresias 2,1-2 Livro III. Santo Ireneu de Lião (Bispo). 220 D.C).

    Portanto, o nosso argumento de que São Paulo ao se referir às tradições ensinadas "por palavra" refere-se a algo distinto daquilo que fora ensinado "por epístola", não vem de nossa imaginação, mas da Antiga Fé que a Igreja recebeu dos Apóstolos. Se a Sagrada Tradição não fosse algo distinto da Sagrada Escritura, São Paulo em sua epístola aos Tessalonicenses não precisaria fazer referência "às tradições que foram transmitidas por palavra". No entanto ele faz referência a ambas tradições, tanto as "ensinadas seja por palavra, seja epístola nossa", exatamente por se tratar de algo distinto um do outro, conforme dá testemunho dos antigos Cristãos.

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  15. Petrus Alois Rattisbonne19 de outubro de 2012 11:27

    Quanto eu digo "mostramos" e "Nosso" eu me refiro a conclusão que cheguei após fazer uma consulta geral entre os meus colegas aqui do seminário. Contudo, só eu é que transcrevo estas linhas admoestadora de hereges.
    Por fim, chegamos a outro ponto da liceidade da tradição em matéria de fé: Esta é a doutrina que está no ceio da Igreja Católica desde os tempos apostólicos. Tendo Ela recebido este Evangelho jamais poderá aliar-se a um Evangelho diferente daquele recebido dos Apóstolos (Gl 1,8). Mas infelizmente muitos por falta de conhecimento e fé no Magistério da Igreja (cf. 1Tm 3,15) acabam de bom grado acolhendo outro "evangelho" (cf. 1Cor 11,3-4).

    Já nos tempos mais remotos a Igreja combatia aqueles que incentivavam o esquecimento da Sagrada Tradição, conforme podemos a testar no testemunho de São Basílio de Cesaréia (o Magno):

    "Meta comum de todos os adversários, inimigos da sã doutrina, é abalar o fundamento da fé em Cristo, arrasando, fazendo desaparecer a Tradição apostólica.

    Por isso, eles, aparentando ser detentores de bons sentimentos, recorrem a provas extraídas das Escrituras, e lançam para bem longe, como se fossem objetos vis, os testemunhos orais dos Padres." (Tratado sobre o Espírito Santo, Cap 25).

    Como vemos o incentivo de se esquecer a Sagrada Tradição de forma alguma é algo que surgiu com a Reforma Protestante.

    Na verdade os antigos erros surgidos na Cristandade cada qual em seu próprio tempo e que a Igreja de Deus tanto lutou para combater e enterrar; depois de muitos séculos esquecidos em suas tumbas, foram ressuscitados de uma só vez com o movimento da Reforma Protestante. Este fato me parece ser o cumprimento da seguinte visão profética do Santo Apóstolo:
    "Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema. Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos. Atirou-o no abismo, que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações, até que se completassem mil anos. Depois disso, ele deve ser solto por um pouco de tempo." (Ap 20,1-3)

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  16. "Assim,pois,irmãos,permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas,seja por palavras,seja por epístola nossa."( Ts 2.15)

    "Paulo usou o vocabulário de "tradição"como os rabinos comumente faziam:para identificar o conjunto de ensinos que eles transmitiam aos seus alunos.A fé cristã é construída com base nas "tradições"ou "ensinamentos"de Cristo e de seus apóstolos(1Co 11.2;15.1ss.;Ef 2.20).Essa terminologia não apoia a ideia de que a tradição da igreja está no mesmo nível que as Escrituras.Paulo transmitiu tradições práticas e doutrinárias dignas de crédito,tanto oralmente como por meio de epístolas(Rm6.17;1Co11.2,23;15.3;2Tm 1.13),mas somente suas palavras escritas foram preservadas para nós nas Escrituras.Alegações modernas de que alguns ainda possuem a tradição oral de Paulo que seja digna de crédito são frágeis e não comprovados."

    Fonte:Bíblia de estudo de Genebra.pag,1613

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  17. Veja o que Loraine Boetnner disse à respeito da tradição:

    "Alem disso que o corpo da tradição não é divina nem apostólica é provado que algumas tradições contradizem outras.Os pais da igreja repedidamente se contradiziam.Quando un sacerdote católico-romano é ordenado ele jura solenemente interpretar as Escrituras somente de acordo com o " o consenso unânime dos pais. "Mas tal "consenso unânime"é meramente um mito.O fato é que eles concordam muito pouco em qualquer doutrina.Eles contradizem uns aos outros e contradizem até a si mesmos quando mudam de opinião e afirmam aquilo que antes condenavam.Agostinho,o maior dos pais,no final de sua vida escreveu um livro especial no qual registrou suas retractions.Alguns dos pais do segundo século sustentaram que Cristo retornaria brevemente e que ele reinaria pessoalmente em Israel por mil anos.Mas dois dos mais bem conhecidos estudiosos da igreja primitiva.Orígenes(185-254)e Agostinho(354-430)escreveram contra tal visão.Os pais primitivos condenavam o uso de imagens na adoração,enquanto mais tarde aprovaram tal uso.A igreja primitiva quase unanimemente a leitura e o livre uso das Escrituras,enquanto posteriormente restringiu sua leitura e uso.Gregório,o grande,bispo de Roma e o maior dos bispos promitivos,denunciou o uso do título de Bispo Universal como anti-cristão.Mas posteriormente,e até o presente,os Papas têm sido muito insistentes em usar títulos similares que afirmam autoridade universal.Onde,então,a tradição universal e o consenso unânima dos pais são a doutrina papal?"

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  18. Petrus Alois Rattisbonne20 de outubro de 2012 19:39

    Que diabos é Loraine boetnner? Que você acha que eu porventura leve este demônio a sério? Isso não me interessa, nem estou aí para a conclusão a que isto chegou. Ora, enrusbeço-me só de imaginar o quanto esta sua inpenitente pessoa acha que a conclusão dessa leviana criatura possa de algum modo me fazer questionar os sagrados dogmas da santa igreja católica romana.
    Agora, fica patente a incapacidade de sua mentecapta e pernóstica pessoa em quetionar um ponto sequer das minhas postagens, isto só mostra o quanto o protestantismo é de uma ingnorância de fazer inveja a um caipira do século passado.
    Vendo que você não conseguiu questionar nenhum ponto de minhas missivas, coloco-me no direito de entrar na outra questão que você tão solicitamente colocou:já leram no Catecismo da Igreja Católica o ensino da Igreja sobre o uso das imagens? Lá encontramos:

    2131. Com base no mistério do Verbo encarnado, o sétimo Concílio ecuménico, de Niceia (ano de 787) justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: dos de Cristo, e também dos da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova «economia» das imagens.

    2132. O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, «a honra prestada a uma imagem remonta (63) ao modelo original» e «quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada» (64). A honra prestada às santas imagens é uma «veneração respeitosa», e não uma adoração, que só a Deus se deve:

    «O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem» (65).” (Catecismo da Igreja Católica, 2131-2132.)

    Na Sagrada Escritura há outras passagens que condenam a confecção de imagens como, por exemplo: Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7 e etc. Mas também há outras passagens que defendem sua confecção como: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7,10-14; 5,8; 1Sm 4,4 e etc.

    Pode Deus infinitamente perfeito entrar em contradição consigo mesmo? É claro que não. E como podemos explicar esta aparente contradição na Bíblia? Isto é muito simples de ser explicado. Deus condena a idolatria e não a confecção de imagens. Quando o objetivo da imagem é representar um ídolo que vai roubar a adoração devida somente a Deus, ela é abominável. Porém quando é utilizada ao serviço de Deus, no auxílio à adoração a Deus, ela é uma benção.

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  19. Petrus Alois Rattisbonne20 de outubro de 2012 19:53

    Veja mais sobre as contradiçõe que voçês fazem acerca das imagens, trocando veneração por adoração:"Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubin na extremidade de uma parte, e outro querubin na extremidade de outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele." (Ex 25,18-19)

    "E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal e ficava vivo." (Nm 21,8-9)

    "Este [Ezequias] tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã."(2Rs 18,4).

    Embora a Bíblia mostre claramente em quais casos a confecção das imagens é permitida, os “leitores da bíblia” proíbem o uso das imagens em qualquer caso, desta forma extrapolando indevidamente o mandamento de Deus.

    Entedeu Cabrón!!

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  20. Petrus,

    Voçê se mostra tão intelectual,e mesmo assim não respeita pessoas que nem mesmo voçê conhece!,chamando-o de demônio.?

    "Atrevidos,arrogantes,não temem difamar autoridades....que os ignorantes e instáveis deturpam,como deturpam as demais Escrituras,para a própria destruição deles."(2Pe 2.10b;3.16b)

    Respondendo seu comentário sobre imagens,citarei um documento protestante,Confissão de Fé de Westminster.
    Cap.XXI.
    Seção I.-A luz da natureza revela que existe um Deus que mantém o senhorio e soberania sobre tudo;que é bom e faz o bem a todos;portanto deve ser temido,amado,louvado,invocado,crido e servido de todo coração,de toda alma e todas as forças.(Rm 1.2;At 17.24;Sl19.68;Jr 10.7;Sl 31.23)Mas a forma aceitável de cultuar o Deus verdadeiro é instituída por ele mesmo e,portanto,delimitada por sua própria vontade revelada,de modo que ele não pode ser cultuado segundo as imaginações e invenções humanas,nem segundo as sugestões de Satanás,sob alguma representação visível,ou por qualquer outra forma não prescrita na Sagrada Escritura.(Dt 12.32;Mt 15.9;2 Co 13.13)
    Seção II,-O culto religioso deve ser oferecido a Deus,o Pai,o Filho e o Espírito Santo,e a ele só;(Mt 4.10;Jo 5.23;2Co 13.13)não aos anjos,nem aos santos,nem a qualquer outra criatura;( Cl 2.18;Ap 19.10;Rm 1.25)e, desde a queda,não pode ser oferecido sem um mediador,nem pode ser pela mediação de algum outro senão exclusivamente Cristo.(Jo 14.6;1 Tm 2.5;Ef 2.18;Cl 3.17)

    Petrus, espero que voçê respeite a confissão,mesmo discordando dela,não a chame de demônio,se mostre pelo mesnos educado com a opinião contrária a sua.

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  21. Petrus Alois Rattisbonne21 de outubro de 2012 14:59

    Senhor Adeilton
    Não tenho nenhuma obrigação de respeitar a qualquer herege que seja, isto em nada desabona a minha inteligência. Ora, no que toca a herética confissão de seus pares de seita, permita-me uma observação:
    o que como católico romano tenho eu que ver com essa patifaria pseudo-cristã? Porém, tenho uma reflexão sobre moral e consciência, para que você entenda meu caro que não existe amoralidades em falar a verdade mesmo designando os hereges como os protestantes como as piores coisas existentes na face desse planeta de meu Deus, dando-lhes o que lhes é devido. Veja minha reflexão:
    Uma premissa básica sustentada pelos cristãos é que todo indivíduo simplesmente sabe o que é certo e o que é errado, devido a uma lei moral que sempre existiu em todas as culturas. Eu poderia achar que é certo roubar um homem ou fazer sexo com a sua esposa. - Se ele tiver muito dinheiro e se a esposa dele consentir, que mal há nisso? E se você discorda de mim, quem tem razão? Se não temos um ponto de referência moral, o que você pensa não é mais certo nem mais errado do que o que eu penso.

    O relativismo moral, que prevalece na nossa cultura atual, traz uma questão importante, que já foi matéria de reflexão dos grandes pensadores da humanidade. Haverá uma Lei Moral Universal?

    Conduzimos nossas vidas de acordo com o nosso senso de certo e errado. De alguma maneira, possuímos a consciência do que nós "devemos" fazer. Quando falhamos em fazer o que "deveríamos", uma parte da nossa mente que chamamos de "consciência" evoca um sentimento desagradável que chamamos de "culpa". Será que esse sentimento - presente em praticamente todos os indivíduos - é uma indicação para uma Lei Moral dada por Deus? Ou isso simplesmente reflete o que nos foi ensinado pelos nossos pais?

    Nossa consciência influencia as decisões que tomamos ao longo de todo o dia. Se descobríssemos, numa estação rodoviária ou aeroporto, uma maleta cheia de dinheiro, com o endereço e o telefone do dono, decidiremos devolver a pasta ou guardá-la, dependendo do nosso código moral. A maioria das religiões diriam que a atitude certa seria devolver a maleta, mas mesmo uma pessoa que não tem religião experimentaria um ímpeto, um impulso para devolver o dinheiro. E mesmo quem resolvesse não devolver, trataria de arranjar alguma desculpa para si mesmo para poder ficar com o dinheiro. Essa pessoa poderia pensar: "quem perdeu isso tem muito mais do que eu", ou "eu estou precisando muito desse dinheiro, vou fazer um bom uso dele"... E mesmo assim, certamente experimentaria algum "peso na consciência".
    Portanto, não há amoralidade em chamá-los de "demônios" e sim em agredi-los ou roubar, fazer sexo fora do casamento e etc.

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    1. vC É BURRO !! SAI DO PAGANISMO , DO CATOLICISMO , CORNO SAFADO ! PASTEL ESSES IDOLOS BVAO TE AFUNDSAR NO INFERNO

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  22. Petrus Alois Rattisbonne21 de outubro de 2012 15:49

    Senhor Adeiton


    Embora o culto dos santos seja por vezes exagerado por parte de devotos pouco esclarecidos, ele possui um sentido profundamente cristão; dir-se-á mesmo: ...um sentido essencialmente teocêntrico e cristocêntrico.



    Com efeito, Quem são os santos, que a piedade cristã tem em vista?



    São membros do Corpo Místico de Cristo nos quais a Redenção deu a plenitude de seus frutos; terminaram a sua peregrinação terrestre totalmente penetrados pelo amor de Cristo, fielmente configurados a Ele, e gozam atualmente da visão de Deus face a face.Conscientes disto, os cristãos, desde os primeiros séculos, voltaram sua atenção para os santos (em primeiro lugar, para os mártires, que são os mais belos frutos da obra do Redentor) a fim de os envolver na sua piedade. Anualmente no dia aniversário da morte (chamado com muito acerto «o dia natalício») de tal mártir ou tal justo famoso, os fiéis se reuniam e se reúnem, para celebrar a Liturgia votiva do santo.



    E qual o sentido preciso dessa celebração? Não desvia ela a atenção dos orantes, que deve estar toda voltada para Deus?



    Não. A genuína piedade para com os santos é — repitamo-lo — teocêntrica; nem querem eles ser cultuados em detrimento da nossa união com Deus; muito ao contrário, só desejam que esta se intensifique.Na verdade, os santos, em primeiro lugar, constituem motivo especial para que os cristãos adorem, louvem e agradeçam a Deus. Com efeito, todo santo é do seu modo um artefato esmerado do Criador e do Redentor (cf. SI 4,4); é uma expressão enfática da sabedoria de Cristo e da sua vitória, que nele se desdobra com matizes particulares e traços minuciosos muito vivos. E é essa magnificência divina que, antes do mais, os fiéis reconhecem e agradecem ao considerar os santos. O culto prestado a estes, portanto, é sempre relativo; é o culto indireto do Criador, do Redentor e de sua Bondade (está claro que o cristão não pensa em adorar os santos, muito menos ainda adorar uma estátua de santo).



























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  23. Petrus Alois Rattisbonne21 de outubro de 2012 15:54

    E ainda...

    Após evocar à nossa memória Deus e suas obras, a figura do Santo cultuado não pode deixar de despertar nos fiéis que ainda peregrinam nesta terra, o desejo de chegarem também eles ao termo consumado ou à Jerusalém celeste em que se encontram os bem-aventurados. Por isto o culto dos santos implica, em segundo lugar, uma prece, geralmente dirigida a Deus Pai, a fim de que, por intercessão de tal ou tal membro da corte celeste, nos queira outorgar «o pão nosso de cada dia», as graças, tanto espirituais como sensíveis, de que necessitamos para conseguir a plenitude da Redenção, para ser imagem perfeita do Cristo Jesus (cf. Rom 8,29). O santo, em tal caso, é considerado como o amigo que, em virtude de sua caridade, não pode deixar de orar pelo amigo que dele precisa; as preces dos justos consumados são, sem dúvida, particularmente agradáveis ao Pai do céu (cf. Gên 18,22-32). Mais ainda: quando oramos a Deus apresentando-lhe a obra grandiosa que Ele realizou em seus santos, valemo-nos deles como que de penhores da nossa consumação; é-nos lícito apoiar-nos sobre o que Deus já fez em seus justos para pedir faça algo de semelhante em nós.A Sagrada Escritura mesma dá-nos a saber que o Senhor do céu manifesta aos seus justos o que nos concerne na terra, mormente as nossas necessidades; mostra-nos também como, em consequência, oram por nós (aliás, como se poderia admitir o contrário, desde que constituímos uma grande família, um Corpo Místico, a Comunhão dos Santos?). Tenha-se em vista, por exemplo, o texto de 2 Mac 15, 11-14, segundo o qual Judas Macabeu contemplou no céu Onias, o antigo Sumo Sacerdote, de «aspecto modesto e costumes brandos... entregue desde a infância a todas as práticas da virtude, o qual estendia as mãos e orava por toda a nação dos judeus». Viu também Jeremias, «notável por sua dignidade, revestido de prodigiosa e soberana majestade», a respeito do qual lhe foi dito ; «"Este é o amigo de seus irmãos, aquele "que muito ora pelo povo e por toda a Cidade Santa, Jeremias, o profeta de Deus».



    Pode-se lembrar outrossim que no Apocalipse o vidente descreve um anjo a fazer subir até o trono de Deus as preces proferidas pelos justos na terra (8,3s).A Sagrada Escritura mesma dá-nos a saber que o Senhor do céu manifesta aos seus justos o que nos concerne na terra, mormente as nossas necessidades; mostra-nos também como, em consequência, oram por nós (aliás, como se poderia admitir o contrário, desde que constituímos uma grande família, um Corpo Místico, a Comunhão dos Santos?). Tenha-se em vista, por exemplo, o texto de 2 Mac 15, 11-14, segundo o qual Judas Macabeu contemplou no céu Onias, o antigo Sumo Sacerdote, de «aspecto modesto e costumes brandos... entregue desde a infância a todas as práticas da virtude, o qual estendia as mãos e orava por toda a nação dos judeus». Viu também Jeremias, «notável por sua dignidade, revestido de prodigiosa e soberana majestade», a respeito do qual lhe foi dito ; «"Este é o amigo de seus irmãos, aquele "que muito ora pelo povo e por toda a Cidade Santa, Jeremias, o profeta de Deus».



    Pode-se lembrar outrossim que no Apocalipse o vidente descreve um anjo a fazer subir até o trono de Deus as preces proferidas pelos justos na terra (8,3s).

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  24. Petrus Alois Rattisbonne21 de outubro de 2012 16:03

    A Sagrada Escritura mesma dá-nos a saber que o Senhor do céu manifesta aos seus justos o que nos concerne na terra, mormente as nossas necessidades; mostra-nos também como, em consequência, oram por nós (aliás, como se poderia admitir o contrário, desde que constituímos uma grande família, um Corpo Místico, a Comunhão dos Santos?). Tenha-se em vista, por exemplo, o texto de 2 Mac 15, 11-14, segundo o qual Judas Macabeu contemplou no céu Onias, o antigo Sumo Sacerdote, de «aspecto modesto e costumes brandos... entregue desde a infância a todas as práticas da virtude, o qual estendia as mãos e orava por toda a nação dos judeus». Viu também Jeremias, «notável por sua dignidade, revestido de prodigiosa e soberana majestade», a respeito do qual lhe foi dito ; «"Este é o amigo de seus irmãos, aquele "que muito ora pelo povo e por toda a Cidade Santa, Jeremias, o profeta de Deus».



    Pode-se lembrar outrossim que no Apocalipse o vidente descreve um anjo a fazer subir até o trono de Deus as preces proferidas pelos justos na terra (8,3s).É neste sentido que a Igreja entende a piedade para com os santos.



    -3- Tais idéias se aplicam de maneira especial à devoção a Maria Santíssima. Além de ser, dentre as criaturas, a que mais agradou a Deus, Cristo quis torná-la Mãe dos homens (cf. Jo 19,26s); o que quer dizer : associou-a particularmente a nós por caridade, e confiou-nos de modo especial à sua proteção. Conscientes disto, é que os cristãos recorrem com ternura filial às preces da Mãe do céu; sabem que é esta a criatura na qual Cristo com mas abundância quis derramar os benefícios da Redenção, unindo-a muito intimamente a Si em toda a sua obra salvadora; foi por Maria que Cristo veio ao mundo; a carne de Maria e a carne de Jesus eram «uma só carne» (como se diz classicamente). O próprio Senhor se dignou mostrar quanto lhe agradava a intercessão de Maria : por ocasião das bodas de Caná, rogado por sua Mãe Santíssima, insinuou-lhe primeiramente que ela desejava algo de muito grande (quase a “antecipação da sua hora”), mas não deixou de fazer o seu primeiro milagre justamente a pedido de Maria (cf. Jo 2,1-11). Este episódio tem certamente profundo significado para se avaliar a devoção a Maria Ssma.Note-se ainda que esta em absoluto não derroga à mediação de Cristo; foi mesmo por causa de Jesus, para mais O pôr em realce, que a atenção dos fiéis pela primeira vez se voltou para Maria de modo solene: no séc. V, a fim de defender o genuíno conceito da Encarnação do Filho de Deus, os bispos e teólogos reunidos no concilio de Éfeso (431) definiram convir a Maria verdadeiramente o título de «Mãe de Deus» (Theotókos); dizendo isto, queriam proclamar, contra o Nestorianismo, haver em Cristo uma só Pessoa — a Divina (cf. «Pergunte e Responderemos» fasc. 6 de 1957, qu. 3). Assim a primeira afirmação mariana da teologia católica foi, em última análise, uma afirmação cristológica; e foi sempre em função de Cristo, subordinadamente a Jesus, que a genuína piedade cristã cultuou a Santa Mãe de Deus.





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  25. Petrus Alois Rattisbonne21 de outubro de 2012 16:13

    -4- Aliás, entre os protestantes contemporâneos nota-se uma renovação da estima a Maria: apareceu recentemente um folheto protestante na Suíça, onde se lamenta que a Reforma tenha ido tão longe nas suas derrogações ao culto de Maria e se afirma que o Protestantismo terá de reparar as injustiças cometidas para com a Mãe do Salvador, que é também a Mãe da cristandade toda, visto que, sendo pela fé irmãos de Jesus, havemos também de ser filhos de Maria. Em Taizé-Cluny (França) existe uma comunidade de religiosos reformados (como que monges protestantes) que, dedicando-se à Liturgia, editaram para seu uso um livro de Oficio Divino para cada dia do ano (espécie de Breviário); nesta obra estão assinaladas as festas da Anunciação e da Purificação de Nossa Senhora, assim como uma festa mariana para 15 de agosto. Max Thurian, o pastor dirigente dessa comunidade, observou que, se a invocação dos santos não é disciplinarmente legítima na Reforma, ela parece ao menos lícita. Semelhante afirmação foi proferida pelo pastor Vidal, secretário da Federação Reformada de França.



    É muito interessante também o testemunho de Karl Barth, o mais importante teólogo protestante de nossos dias:“No séc. XVI importava dizer que os santos da Igreja, os defuntos, não têm a possibilidade de nos ajudar. Contudo, talvez fosse lícito acrescentar um ponto de interrogação a afirmação tão categórica. Não estou tão certo de que os santos da Igreja não nos podem ajudar; os Reformadores, por exemplo, e os santos que estão sobre a terra. Vivemos em comunhão com a Igreja do passado e dela recebemos um auxílio. Um fato, porém, é certo: nem os homens vivos, nem os que já morreram, podem-se tornar para nós o que Deus é para nós — um socorro na grande opressão que é a nossa diante do Evangelho e da Lei” (La prière d’après les catéchismes de Ia Réformation. Neuchâtel/Paris 1949, 13).

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  26. Eita que o Petrus resolveu escrever agora. Passei o final de semana inteiro em um Encontro de Casais com Cristo e perdi o fio de meada. Vou ler os textos acima para me posicionar.

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  27. Prezado Petrus:

    Estás correto quando dizes que é um exagero e uma extrapolação do mandamento bíblico quando se proíbe fazer qualquer imagem e em qualquer situação. “Esses crentes são fogo mesmo...rs”. Também penso como você. O grande problema não é a imagem em si e, sim, o “CULTO” que a ela é prestado. Ou mesmo que não haja imagem. Qualquer CULTO prestado a outro ser, que não ao Ser de Deus, ainda que a um ser sem imagem corpórea, incorre em gravíssimo erro.

    Você mesmo cita um texto que comprova o que estamos afirmando acima. Qual é a dificuldade de entendimento? A imagem da serpente era uma tipologia de Cristo, mas, por conta do afastamento dos princípios bíblicos, o povo começou a adorar, “cultuar” a imagem da serpente. Aí, sim, o problema e a quebra do mandamento acontecem, sendo necessária a intervenção de alguém que mantinha firme a intenção de seguir os preceitos escriturísticos:

    "Este [Ezequias] tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã" (2Rs 18,4).

    O problema é o CULTO e não a imagem, ok?

    Por outro lado, você mesmo deixa claro que a Igreja Católica presta “CULTO” a Maria, a anjos e a santos: “Concílio ecuménico, de Niceia (ano de 787) justificou, contra os iconoclastas, o “culto” dos ícones”. Sua afirmação teria apenas status de “acusação de alguém de fora”, se não tivesses citado, inclusive, o catecismo católico. Citando-o, como um bom estudante deve fazer, vc “mata a cobra e mostra o pau”. De fato, a ICAR presta culto oficial a outrem, que não ao próprio Deus.

    Ou seja, quebra flagrante do 2º mandamento. “Não farás para tí imagem de escultura [...]. Não as adorarás nem lhe dará “CULTO”.

    Portanto, quando vc, então, cita Ex 25,18-19 (imagens de querubins) e Nm 21,8-9 (imagem da serpente), sugerindo que o próprio Deus fez a indicação da fabricação de “imagens” com a intenção de desconstruir a crítica que se faz de “idolatria” à Igreja Católica Apostólica Romana, não estás procedendo com honestidade intelectual.

    Sempre achei que os “crentes” realmente exageravam nessa crítica aos católicos romanos, quando dizem que são idólatras e que adoram e prestam CULTO, que só a Deus é devido, à outras pessoas. Ouvir isso de uma pessoa que gosta muito da igreja católica romana e que até já foi de lá e conhece de perto seus fundamentos teóricos é algo realmente alertador; muito embora, confesso, você acabou desconstruído minha ingênua esperança de que aquele papo de que os católicos romanos não “cultuavam nem adoravam”, e, sim, apenas “veneravam” (que não é a mesma coisa, conforme me ensinaram) fosse verdade.

    Mas isso ainda está um pouco nebuloso. Por isso, por favor, nos diga claramente, em letras garrafais:

    Os Padres e os demais Católicos Apostólicos Romanos, bem como todos os cismáticos que insistem em manter uma ligação, ainda que “apenas” intelectual, como sua ordem, por exemplo (muito embora isso não interesse à Sé Romana), com a ICAR, prestam CULTO a Maria, aos anjos e aos Santos? É culto, culto, mesmo?
    Poderias responder de forma clara, por favor?

    Tudo de bom!

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  28. Petrus Alois Rattisbonne22 de outubro de 2012 13:00

    Ah! senhor Adeiton

    Algumas repetições foram feitas de propósito para lembrar-lhe de 2 Mc 15,11-14; nesse interim devo colocar-lhe a hermenêutica proveniente do mesmo.

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  29. Boletim do Simpósio 5 Solas:

    O segundo dia do Simpósio (21/10/12) foi marcado por duas grandes palestras. Pela manhã o Rev.Edijece Martins abordou o tema Sola Scripitura, pontuando a necessidade do resgate do papel social da igreja na construção de um povo provido de crescimento intelectual. A palestra foi marcada por intensa polêmica, no momento das perguntas, em torno da doutrina da salvação x sola scriptura. O Rev.Ediceje sugeriu a possibilidade de salvação sem a necessidade da pregação do evangelho para os índios que vivem isolados, por exemplo. Segundo ele, Cristo, como uma terceira ponte que liga o homem è Deus - salvação - (a primeira sendo a natureza e a segunda sendo a Bíblia) justificaria, de algum modo, esses que naõ ouviram o evangelho, sob o argumento do livro "fator Melquisedec". Essa sugestão foi muito combatida pelos presentes, que encheram o REv.Edijece com uma avalanche de questionamentos. À noite, o Rev.Daniel Carneiro ministrou sobre Soli Deo Glória, numa brilhante exposição de I Cor 10:31.

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  30. Petrus Alois Rattisbonne22 de outubro de 2012 13:31

    Senhor Fábio calvinista


    A hiperdulia é uma veneração só que em grau muito maior à dulia e ao mesmo tempo infinitamente inferior à latria. A única diferença neste grau em relação ao primeiro é a dignidade, já que o mesmo é dado a Maria Santíssim,a aquela que foi é e sempre será cheia de graça, e chamada de bendita entre as gerações.
    Entre todos os santos nenhum foi mais puro, benevolente, obediente do que a Santa Mãe de Deus.S. Clemente que viveu no primeiro século cristão diz:
    “Os que suportaram com confiança, herdaram glória e honra; foram exaltados, e Deus os inscreveu no seu memorial pelos séculos dos séculos. Amém” (S. Clemente de Roma, aos Coríntios, n. 45.8)
    Orígenes, pelo ano 250 d.C., afirmava que:
    “virtudes nesta vida são definitivamente aperfeiçoadas no além. Ora, a mais valiosa de todas é a caridade; esta, portanto, na outra vida é ainda mais ardente do que na vida presente. Por conseguinte, os santos exercem seu amor sobre os irmãos na terra, mediante a intercessão dirigida a Deus em favor das necessidades destes peregrinos”
    Santo Inácio, já no ano 107 d.C., – na iminência de seu martírio – escreveu: “Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus”(Santo Inácio de Antioquia, tralianos, n. 13,3)
    Essas citações já tiram outra mentira dos hereges, que a intercessão dos santos foi criada no século quarto pela famosa “pagazinazação do cristianismo”
    A pergunta que nos fica é: Porque Lutero e Calvino são superiores aos primeiros cristãos?Nós católicos também cremos que só existe um mediador entre Deus e os homens, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, mas cremos também que os santos são contados como membros da Igreja, que é verdadeiramente o corpo de Cristo, isso explica o porquê da Sagrada escritura dar o título de mediador também a Moisés :
    “Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o Senhor e vós”.(Dt 5, 5)
    E de admitir na carta na carta de São Tiago mediadores secundários. os ataques que virão posteriormente de vocês protestantes, logicamente os mesmos tentarão provar através de clichês que :
    “Os santos não são onipresentes ,logo não podem atender tantos pedidos de intercessão ao mesmo tempo e outros que seguem a mesma linha de raciocínio.”
    Ora o tempo após morte é totalmente diferente do cronos, o que conhecemos, pois o tempo cronológico é medido do deslocamento entre uma ação até seu termino, por exemplo:
    O dia tem 24horas, isso ocorre porque a Terra ao girar em torno de si mesma no movimento de translação está fazendo que a posição da luz do sol mude. Mas como podemos ver esse deslocamento prevê um começo, meio e fim. Ora a eternidade não possui nenhuma dessas características.

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  31. Petrus:

    Obrigado pelos esclarecimentos que não pedi. Entretanto, gostaria que respondesse de forma mais clara. Por isso repetirei:

    Os Padres e os demais Católicos Apostólicos Romanos, bem como todos os cismáticos que insistem em manter uma ligação, ainda que “apenas” intelectual, como sua ordem, por exemplo (muito embora isso não interesse à Sé Romana), com a ICAR, prestam CULTO a Maria, aos anjos e aos Santos? É culto, culto, mesmo?

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  32. Petrus Alois Rattisbonne22 de outubro de 2012 13:58

    Como já foi dito acima, tudo que fazemos é para a maior glória de Deus. Ao prestarmos culto de veneração (honra, homenagem, admiração, estima, reverência etc.), estamos glorificando a Deus, cuja graça e cujo poder se manifestaram (e continuam se manifestando) em tantos homens e mulheres ao longo da história, e de forma especialíssima na Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor (se devotamos profundo amor à nossa mãe carnal, como não devotaremos amor muito maior à nossa Mãe espiritual, que gestou e deu à luz nosso Salvador?!). E quando visitamos uma igreja construída em honra a um determinado santo, é como se estivéssemos visitando a “casa” desse santo, lugar onde costumam se reunir aqueles que têm grande amizade por esse santo ou santa. Trata-se de uma forma a mais de homenagearmos esses nossos grandes amigos, nossos “irmãos mais velhos”, exemplos de fé, de consagração a Deus e de serviço ao próximo.

    Como a Bíblia não é um livro ocidental, mas oriental, escrita - em hebraico, aramaico e grego, é indispensável conhecimentos históricos, geográficos, antropológicos, arqueológicos, lingüísticos, exegéticos, - teológicos etc. Para compreender a proibição das imagens é necessário conhecer o ambiente religioso antigo.

    Todos os povos que se relacionavam com Israel acreditavam que a imagem não somente era um símbolo da divindade, mas que a própria divindade nela habitava maneira real. A imagem era de certa forma o mesmo Deus representado.

    Na mentalidade primitiva oriental, na imagem da divindade residia um fluído pessoal divino. Quando alguém fabricava uma imagem, o deus nela habitava, já que toda imagem, de algum modo tinha uma "epiclesis", - isto é, um chamado para Deus nela habitar. Era uma espécie de "clone" da divindade simbolizada na imagem:

    Por isso, quando Raquel esposa de Jacó, rouba os ídolos de seu pai Labão, ele se queixa de que lhe roubaram seus deuses, não as imagens (Gn 31,30). Na história de Micas, este acusou a tribo de Dã de que lhe - roubaram o seu deus, enquanto estes marchavam só com a imagem (Jz 18,27).

    Passaram-se os séculos. O ambiente grego fez com que os homens - fossem não mais escravos da magia, mas se deixaram influenciar pelo pensamento filosófico e racional. Isto contribuiu para diminuir a idéia fetiquista das imagens divinas. Aos poucos Israel foi compreendendo que Javé era o único Deus de todos os povos; que não existiam divindades distintas para outras nações.
    Por isso, qualquer imagem, altar, oração ou culto que se celebrava em qualquer lugar, ou idioma, era dedicado somente a Deus. Assim o perigo de crer que se adorava a deuses estrangeiros desapareceu.

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  33. Irmão Fabio,

    Esqueci de te responder,quanto a questão que voçê me convidou para o simpósio.
    Gostaria muito de ir e te conhecer pesssoalmente,mas devido a não morar perto do Recife e também tem a questão do trabalho que não posso me ausentar,mas agradeço de coração o convite.

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  34. Petru,

    Quanto a questão de voçê citar 2 Macabeus,para mim não importa,pois nós o concideramos um livro apócrifo,portanto,não tem autoridade em questão de fé,tem algum valor no sentido histórico.

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  35. Petrus Alois Rattisbonne22 de outubro de 2012 14:25

    O que me parece é que você senhor calvinista não entedeu o que quero dizer: é culto mesmo! e deve-se entender o grau de veneração aplicada a Maria relativo aos santos é pura questão de dicernimento teológico e gradativo. porém,O culto de veneração (não de adoração) dos Santos foi até o século XVI prática tranqüila e óbvia entre os cristãos. Note bem, durante dezesseis séculos não houve contestação a esta prática. O Concílio de Trento (1545-1563) confirmou a validade e importância deste culto, ao mesmo tempo que ensinou a evitar abusos e mal-entendidos muitas vezes enraizados na religiosidade popular. Também o Concílio do Vaticano II (1963-65) reiterou esta doutrina, mostrando o aspecto cristocêntrico e teocêntrico do culto aos santos.
    A comunhão entre os membros do povo de Deus não é extinta com a morte; ao contrário, o amor fraterno é liberto de falhas devidas ao pecado na outra vida, o que faz esta união mais forte.
    Deus, que gera esta comunhão, proporciona aos Santos no céu o conhecimento de nossas necessidades para que eles possam interceder por nós, como intercederiam se estivessem na Terra. Santa Terezinha do Menino Jesus, dizia que “passaria a sua vida na Terra”; isto é, viveria o Céu intercedendo pelos da Terra.
    São Domingos de Gusmão, fundador dos Dominicanos, ao morrer dizia a seus frades que no Céu ele lhes seria mais útil do que na Terra.
    Uma das orações eucarísticas da santa Missa diz que “os Santos intercedem no Céu por nós diante de Deus, sem cessar.” Que maravilha!
    Esta intercessão leva-nos mais a fundo dentro do plano de Deus, porque promove a a glória de Deus e o louvor de Jesus Cristo, uma vez que os Santos são “obras-primas” de Cristo, que nos levam, por suas preces e seus exemplos, a reconhecer melhor a grandeza da nossa Redenção.
    culto aos Santos tem ao menos três sentidos profundos:
    1 – dá glória a Deus, de quem os Santos são obras primas de sua graça; são Santos pela graça de Deus.
    2 – suplicam a eles a sua intercessão por nós e pela Igreja;
    3 – mostram-nos os Santos como modelos de vida a serem imitados uma vez que amaram e serviram a Deus perfeitamente.

    É entranhada na teologia católica a devoção aos Santos. Ela surge de uma perfeita compreensão do plano salvífico de Deus, especialmente quando se refere à Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe dos homens (cf. Jo 19,25-27).

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  36. Petrus:

    Agora ficou claro. É culto mesmo!

    Culto é culto.

    Isso não se constitui em quebra do 2º mandamento, que prescreve "só a Ele darás CULTO"?

    Espero que você não venha agora dizer que "é culto, mas não é bem um culto".....rs.

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  37. O nosso catecismo,o Catecismo Maior de Westminster,na pergunta número 109 diz.

    Quais são os pecados proibidos no segundo mandamento?

    Respota:Os pecados proibidos no segundo madamento são:estabelecer,(Nm 15.39)aconselhar,(Dt 13.6-8)mandar,(Os 5.11;Mq 6.16)usar,(1Rs 11.33;1Rs 12.33)e aprovar,de qualquer maneira,um culto religioso não instituído por Deus;(Dt 12.30-32)fazer qualquer imagem de Deus,de todas ou de qualquer das três pessoas,quer interiormente no espírito,quer exteriormente,em forma de imagem ou em semelhança de alguma criatura;(Dt 4.15,16;At 17.29;Rm 1.21-23,25)toda adoração dela;(Gl 4.8)ou de Deus nela ou por meio dela;(Êx 32.5)fazer qualquer imagem de deuses imaginários(Êx 32.9)e todo culto e serviço a eles pertencentes;(1Rs 18.26,28)todas invenções superticiosas(At 17.22;Cl 2.21-23)que corrompem o culto de Deus(Ml 1.7,8,14)acrescentando ou tirando dele,(Dt 4.2)quer seja inventada ou adotadas por nós,(Sl 106.39)quer recebidas por tradição de outros,(Mt 15.9)embora sob o título de antiguidade,(1Pe 1.18)de costume,(Jr 44.17)de devoção,(Is 65.3-5)de boa intensão,ou por qualquer outro pretexto;(1Sm 13.12;1Sm 15.21)a simonia,(At 8.18,19)o sacrilégio,(Rm 2.22)toda negligência,desprezo,(Mt 22.5)impedimento,(Mt 23.13)e oposição ao culto e às ordenanças que Deus instituiu.(At 13.45)

    Essa é a nossa crença a respeito da adoração a Deus,por ela nós lutamos.

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  38. Petrus Alois Rattisbonne22 de outubro de 2012 15:20

    Ah! é culto mesmo, mas, em sentido de dignidade e consideração, ou seja, uma forma menos ilustrativa e virtual de per se.
    culto
    adj.
    1. Cuidado, esmerado, polido, civilizado, ilustrado.
    s. m.
    2. Forma pela qual se presta homenagem à divindade.
    3. Cerimónias religiosas; forma externa (de qualquer religião).
    4. Acto religioso dominical (nas igrejas protestantes).
    5. [Figurado] Veneração; respeito.
    6. Amor intenso.
    liberdade de cultos: reconhecimento oficial do livre exercício de todas as religiões.Os pagãos realmente adoravam seus ídolos, pois lhes reconheciam a divindade e lhes ofereciam sacrifício:

    "Habitando os israelitas em Setim, entregaram-se à libertinagem com as filhas de Moab. Estas convidaram o povo aos sacrifícios de seus deuses, e o povo comeu e prostrou-se diante dos seus deuses" (Nm 25,1-2).

    "Em vão Acaz tinha despojado o templo do Senhor, o palácio real e os príncipes para fazer presentes ao rei da Assíria. Tudo isso de nada lhe valeu. Embora estivesse angustiado, o rei Acaz continuou seus crimes contra o Senhor. Oferecia sacrifícios aos deuses de Damasco, que o tinham derrotado: São, dizia ele, os deuses dos reis da Síria que lhes vêm em auxílio; oferecer-lhes-ei, portanto, sacrifícios para que me ajudem igualmente. Mas foram a causa de sua queda e de todo o Israel" (2Cr 28,21-23).

    No segundo livro dos Reis encontramos o conceito completo de idolatria por meio de sua condenação:

    "O Senhor tinha feito com eles uma aliança e lhes tinha dado a seguinte ordem: Não adorareis outros deuses, nem vos prostrareis diante deles; não lhes prestareis culto, e não lhes oferecereis sacrifícios" (2Rs 17,35).

    Os pagãos prostravam-se diante de seus ídolos não para reconhecerem neles instrumentos e servos de Deus de condição superior a nossa e que são capazes de interceder por nós junto a Deus, mas crendo que eram deuses verdadeiros e portanto capazes de eles mesmos realizarem milagres.

    Em 2Rs 17,35 Deus apresenta a doutrina em sentido negativo. No versículo seguinte encontramos o conceito da verdadeira adoração:

    "Mas temei ao Senhor que vos tirou do Egito com o poder de seu braço. A ele temereis, diante dele vos prostrareis e a ele oferecereis os vossos sacrifícios" (2Rs 17,36).

    Somente a Deus devemos nos prostrar reconhecendo-lhe a divindade e oferecendo-lhe o sacrifício devido.

    Os verdadeiros idólatras de nosso tempo são aqueles que oferecem sacrifício de animais (geralmente galinhas e carneiros) aos seus falsos deuses. Os protestantes não adoram a Deus, apenas o louvam. Seu culto é apenas um culto de louvor e não de adoração. Só no catolicismo se adora a Deus, pois na Santa Missa é oferecido a Deus o cordeiro imaculado que é Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme sua própria prescrição (cf. Mt 14,22-25; Lc 22,17-20; 1Cor 11,23-29). Mesmo assim a sua cabeça oca me vem com uma ironia barata, de um infeliz sem o minímo de lógica.

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  39. Petrus:

    O mandamento não está dizendo que é errado cultuar apenas outras dinvindades e, sim, que só ao Senhor "darás culto". Qualquer culto que não seja direcionado ao Deus único é quebra do segundo mandamento.Logo, o seu culto a santos, anjos e à Maria é pecaminoso e quebra do 2º mandamento. Maria, sendo a mais bem aventurada de todas as mulheres, jamais permitiria tamanho ultraje ao Deus soberano. Sei que não cultuas a outras divindades, como muitos "evangélicos" querem sugerir, de forma equivocada, e que tens apenas o único Deus como Deus, mas se cultuas qualquer outro ser,como acabas de assumir, estás, obviamente, quebrando o 2º mandamento.

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  40. Petrus Alois Rattisbonne22 de outubro de 2012 18:04

    Senhor Fábio:


    Vocês protestantes confundem o culto que os católicos tributam aos santos com o culto que se deve a Deus. Para introduzir o assunto da intercessão dos santos é necessário esclarecer a diferença que existe entre os cultos de "dulia", "hiperdulia" e "latria".

    Em grego, o termo "douleuo" significa "honrar" e não "adorar".

    No sentido verbal, adorar (ad orare) significa simplesmente orar ou reverenciar a alguém.

    A Sagrada Escritura usa o termo "adorar" em várias acepções, tanto no sentido de douleuo como de latreuo, como demonstrarei através da "Vulgata", Bíblia católica original e escrita em latim.
    "Tu adorarás o teu Deus" (Mt 4, 10)
    "Abraão, levantando os olhos, viu três varões em pé, junto a ele. Tanto que ele os viu, correu da porta da tenda a recebê-los e prostrando em terra os adorou" (Gn. 18,2).

    Eis os dois sentidos bem indicados pela própria Bíblia: adoração suprema, devida só a Deus; adoração de reverência, devida a outras pessoas.

    A Igreja católica, no seu ensino teológico, determina tudo isso com uma exatidão matemática.

    A adoração, do lado de seu objeto, divide-se em três classes de culto:
    1. culto de latria (grego: "latreuo") quer dizer adorar - É o culto reservado a Deus. culto de dulia (grego: "douleuo") quer dizer honrar.

    3. culto de hiperdulia (grego: hyper, acima de; douleuo, honra) ou acima do culto de honra, sem atingir o culto de adoração.

    A latria é o culto que se deve somente a Deus e consiste em reconhecer nele a divindade, prestando uma homenagem absoluta e suprema, como criador e redentor dos homens. Ou seja, reconhecer que ele é o Senhor de todas as coisas e criador de todos nós, etc.
    O culto de dulia é especial aos santos, como sendo amigos de Deus.

    O culto de hiperdulia é o culto especial devido a Maria Santíssima, como Mãe de Deus.

    Alguns protestantes protestam dizendo que toda a "inclinação", "genuflexão", etc, é um ato eminentemente de "adoração", só devido à Deus.
    Já demonstramos, com o trecho do Gênesis, que isso não procede. Todavia, para deixar mais claro o problema, devemos recordar que o culto de "latria" (ou de "dulia") é um ato interno da alma.
    A adoração é, eminentemente, um ato interior do homem, que pode se manifestar de formas variadas, conforme as circunstâncias e as disposições de alma de cada um.

    Os atos exteriores - como genuflexão, inclinação, etc -, são classificados tendo em vista o "objeto" a que se destinam. Se é aos santos que se presta a inclinação, é claro que se trata de um culto de dulia. Se é a Deus, o culto é de latria.

    Aliás, a inclinação pode ser até um ato de agressão, como no caso dos soldados de Pilatos que, zombando de Nosso Senhor, "lhe cuspiram no rosto e, prostrando-se de joelhos, o adoraram" (Mc 15, 19).
    A sua objeção senhor Fábio calvinista , dessa forma, cai por terra. Ou eles teriam que afirmar que havia uma "adoração" por parte dos soldados de Pilatos, o que é absurdo! Eles simulavam uma adoração (ou veneração ao "Rei dos Judeus), através de atos exteriores, mas seu desejo era de zombaria.

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  41. Petrus Alois Rattisbonne22 de outubro de 2012 18:46

    Senhor Fábio:

    "NÃO PRONUNCIARÁS O NOME DO SENHOR, TEU DEUS, EM VÃO"
    (Ex 20,7)


    I - "O Santo nome do Senhor"


    O segundo mandamento regula o uso que fazemos do Santo nome de Deus. Assim sendo, não devemos proferi-lo abusadamente. Deus revela o seu Santo nome só àqueles que crêem nele. Com isso Ele estabelece uma relação de confiança e intimidade com seu povo.

    O uso indevido do nome de Deus é proibido pelo segundo mandamento e também o nome se Jesus Cristo, da virgem Maria, dos santos, etc.... As promessas feitas em nome do Senhor mostram a fidelidade, a veracidade e a honra contida nessas promessas. Devemos pois, ser fiéis a elas e não cumpri-las é o mesmo que dizer que Deus é mentiroso.

    A BLASFÊMEA : consiste em usar palavras de ódio, ofensa, de desafio a Deus e de até mal dize-lo. A sua proibição também é estendida às palavras contra a Igreja, os santos, as coisas sagradas, etc...
    Usar o nome de Deus para encobrir práticas criminosas, submeter povos à escravidão, torturas e matar também são maneiras de blasfemar.
    II - "Não pronunciar o nome do Senhor em vão"


    O juramento é a invocação de Deus para ser testemunha daquilo que afirmamos. O cristão não pode fazer um juramento falso porque é contrário ao segundo mandamento. Fazendo isso ele está invocando a Deus para ser testemunha de sua mentira.

    O perjúrio é uma falta de respeito para com Deus. Consiste em fazer um juramento que não se pode ou, depois de algum tempo não se tem a intenção de cumpri-lo. Não se pode também fazer um juramento para realizar-se uma obra má.

    Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, expõe o segundo mandamento: "Vocês ouviram também o que foi dito aos antigos: 'Não jure falso, mas cumpra seus juramentos para com o Senhor'. Eu, porém, lhes digo: 'Não jurem de modo algum: nem pelo Céu porque é o trono de Deus; ... diga apenas 'Sim' guando é 'Sim' e 'Não' quando é 'Não'. O que você disser alem disso vem do maligno" (Mt 5,33-34.37).

    Temos que tomar muito cuidado ao invocarmos Deus, pois este ato está intimamente ligado à Sua presença em nossas afirmações. Devemos jurar apenas por uma causa justa e grave. Por exemplo: perante um tribunal.

    O juramento deve ser feito se baseado na verdade e na justiça. Não devemos jurar por coisas fúteis. Podemos recusar um juramento para não colaborar com autoridades civis ilegítimas ou para desaprovar aquilo que vai contra a dignidade das pessoas e à comunhão da Igreja. Isto posto, em que sentido nós católicos infligimos o 2 mandamento, uma vez que é em suas igrejas mercados que o nome dele é pronunciado de forma indevida.

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  42. “Roma não é uma igreja e o papa não é um bispo. Não pode ser mãe das igrejas, aquela que não é igreja, e nem pode ser príncipe dos bispos, aquele que não é bispo.” (Institutas p. 903).

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  43. Petrus,

    vamos para o terceiro ponto,Imaculada conceição de Maria(Maria nasceu sem o pecado original),isso é bíblico?A Bíblia ensina que somente Jesus nasceu sem o pecado original(Rm 5.18;Hb 4.15)todos os outros têm o pecado original"portanto,como por um só homem o pecado entou no mundo e com o pecado a morte,assim a morte passou a todos os homens,porquanto todos pecaram"(Rm 5.12)
    A igreja Católica Romana também ensina que Maria nunca cometeu o pecado real.Isto é verdade? o apóstolo João diz que qualquer que afirma não cometer pecado é mantiroso:(1Jo 1.8)Maria mesma foi quem admitiu sua necessidade de um salvador."Maria disse,Minha alma proclama as grandessa do Senhor e meu espírito se alegra em Deus meu SALVADOR"(Lc 1.46-47).Alguém sem pecado não tem necessidade de ser salva de seus pecados!!!!

    A igreja Católica Romana ensina que Maria foi perpetuamente virgem.Todavia Mateus diz que Jesus foi o primeiro filho dela(Mt 1.25)Maria teve outros filhos"não é esta Maria conhecida por ser sua mãe,e Tiago,José,Simão e Judas seus irmãos?Não são suas irmãs nossas vizinhas?"(Mt 13.55,56)eles dizem que é primo ,essa visão não tem base alguma, a palavra grega"adelphos"é sempre traduzida para "irmão"e nunca "primo"

    Quanto longe das Escrituras os católicos romanos estão!!!por isso que sua igreja está se definhando e vai morrer de inanição,porque o povão está com a bíblia na mão.

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  44. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 10:37

    Senhor Adeilton:


    Vou antes tratar dos filhos que você com sua lógica deturpada julga que Maria "a mãe do meu senhor" segundo sua prima Isabel, teve após Cristo. Para depois, tratar da imaculada conceição. Portanto, vamos por parte.
    Os protestantes costumam ensinar que Maria, Mãe de Jesus, teve outros filhos além de Nosso Senhor. Que o Verdadeiro Espírito Santo nos permita mostrar aos senhores calvinistas que estão separados da igreja e dos seus legítimos pastores [ o papa, bispos e os padres] verdade sobre os "irmãos" do Senhor.

    Jesus, o primogênito

    No Evangelho de São Lucas lemos: "Maria deu à Luz o seu filho primogênito" (Lc 2,7). Aqui os protestantes enxergam indícios de que o Senhor foi somente o primeiro filho de Maria. Ora, a palavra "primogênito" só significa primeiro filho, podendo ele ser filho único ou não.

    A própria Escritura Sagrada dá testemunho disto, vejamos:

    "O Senhor disse a Moisés: "Faze o recenseamento de todos os primogênitos varões entre os israelitas, da idade de um mês para cima, e faze o levantamento dos seus nomes." (Num 3,40) (grifos meus).

    Se para que seja primogênito é preciso que haja outros irmãos, como pode haver primogênitos "da idade de um mês para cima"?

    Um outro exemplo está no livro do Êxodo: "e morrerá todo primogênito na terra do Egito, desde o primogênito do faraó, que deveria assentar-se no seu trono, até o primogênito do escravo que faz girar a mó, assim como todo primogênito dos animais." (Ex. 11,5).

    E a promessa de Deus se cumpre, onde lemos: "Pelo meio da noite, o Senhor feriu todos os primogênitos no Egito, desde o primogênito do faraó, que devia assentar-se no trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais. O faraó levantou-se durante a noite, assim como todos os seus servos e todos os egípcios e fez-se um grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto" (Ex. 12,29-30).

    A própria tradição ensina que o Faraó só tinha um único filho. Desta forma, a palavra "primogênito" em Lc 2,7 não prova que o Senhor teve outros irmãos.


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  45. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 10:50

    Senhor Adeiton:


    José "conheceu" Maria?

    No Evangelho de São Mateus lemos: "José não conheceu Maria [não teve relações com ela] até que ela desse à luz um filho." (Mt 1,25).

    Neste trecho os protestantes entendem que depois do parto, José "conheceu" Maria.

    Quem entende o mínimo de exegese bíblia e cultura judaica, saberá que o Evangelho de Mateus é coberto de "aramaísmos", isto é, expressões típicas da língua aramaica e hebraica, que quando traduzidas para outra língua não possuem o mesmo significado.

    A expressão "até que", "até" ou "enquanto" na linguagem bíblica, diz respeito somente ao passado. Para que isso fique mais claro vejamos outros exemplos na própria Escritura:

    Ainda em Mateus, encontramos a promessa do Senhor à Igreja: "Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." (Mt 28,20) (grifo meu). Será que o versículo quer dizer que após a consumação dos séculos, Jesus não estará mais com a Sua Igreja?

    "Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte" (2 Sam 6,23) (grifo meu). O escritor sagrado quer dizer que depois de sua morte, Micol teve filhos?

    Falando Deus a Jacó do alto da escada que este vira em sonhos, disse-lhe: "Não te abandonarei, enquanto não se cumprir tudo o que disse" (Gn 28,15) (grifo meu). Depois que se cumprir o que o Senhor disse, Ele então deveria abandonar Jacó?

    Em Gênesis lemos: "[Noé] Soltou o corvo que foi e não voltou até que as águas secassem sobre a terra" (Gn 8,7) (grifos meus). Aqui não significa que o corvo voltou após as águas secarem, o que se quer é dar ênfase ao fato de que ele não voltou, mostrando que as águas finalmente secaram.
    Desta forma, em Mt 1,15, não significa que depois do parto José deveria "conhecer" Maria. O Evangelista quer mostrar aqui o milagre da encarnação do Verbo, que aconteceu por obra do Espírito Santo, sem a intervenção do homem (cf. Is 7,14).
    Agora vamos ao próximo ponto.

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  46. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 10:55

    A palavra "irmãos" na Escritura Sagrada

    Nossos irmãos protestantes alegam que em diversos lugares, o Evangelho fala dos "irmãos" de Jesus, como por exemplo: "estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos querem ver-te" (Mt 12, 46-47; Mc 3,31-32; Lc 8,19-20).

    É importante dizer que nas Sagradas Letras, as palavras "irmão", "irmã", "irmãos" e "irmãs" podem denotar qualquer grau de parentesco. Isto porque, as línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzem o nosso "primo" ou "prima", e serve-se da palavra "irmão" ou "irmã". A palavra hebraica "ha", e a aramaica "aha", são empregadas para designar irmãos e irmã do mesmo pai, e não da mesma mãe (Gn 37, 16; 42,15; 43,5; 12,8-14; 39-15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23,21), primos segundos (Lv 10,4) e até parentes em geral (Jó 19,13-14; 42,11). Existem muitos exemplos na Sagrada Escritura.

    Observamos no Gênesis que "Taré gerou Abraão, Naor e Harã; e Harã gerou a Ló" (Gn 11,27). E Ló então era sobrinho de Abraão. Contudo no mesmo Gênesis, mais adiante Abraão chama a Ló de irmão (Gn 13,8).

    Ainda em Gn 14,12, o Evangelho nos relata a prisão de Ló; e no versículo 14 observamos: "Ouvindo, pois Abraão que seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascido em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã".
    Jacó se declara irmão de Labão, quando na verdade era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29,12-15).

    Assim a qualificação de alguém pela palavra "irmão" ou "irmã" em relação ao Senhor, não significa necessariamente que fossem irmãos de fato. A única certeza que se pode ter neste caso é que eram parentes do Senhor.

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  47. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 11:24

    No que toca a imaculada conceição de Maria, vou expor um pequeno e frontispício comentário sobre o pecado á título de abreviação do que vem por aí... este pequeno comentário tem por objetivação dar uma breve visão de sua errata acerca do pecado.

    Todos Pecaram Exceto...



    Mas e quanto ao “todos pecaram” (Rm 3,23) e “se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1 Jo 1,8)? “Todos” e “qualquer homem” não incluiriam Maria? Superficialmente, soa razoável. Mas esta maneira de pensar levaria à conclusão lógica de listar Jesus Cristo em companhia dos pecadores. Nenhum cristão de fé concordaria em dizer isso. Entretanto nenhum cristão pode negar os textos claros da Escritura declarando Cristo cheio de humanidade também. Desta maneira, tomar 1 João 1,8 em um sentido estrito, literal seria aplicar “qualquer homem” a Jesus também.

    A verdade é que Jesus Cristo foi uma exceção a Romanos 3,23 e 1 João 1,8. E a Bíblia nos conta que ele estava em Hebreus 4,15: “Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado.” A questão agora é: há outras exceções a esta regra? Sim – milhões delas.

    Tanto Romanos 3,23 quanto 1 João 1,9 tratam mais de pecados pessoais do que original (Romanos 5 trata de pecado original). E há também duas exceções àquela norma bíblica geral. Mas por ora simplesmente trataremos de Romanos 3,23 e 1 João 1,8. Primeiro, João 1,8 obviamente se refere a pecado pessoal porque no próximo verso, João nos diz “se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade.” Nós não confessamos o pecado original, mas sim pecados pessoais.

    O contexto de Romanos 3,23 esclarece que também se refere a pecado pessoal:
    “Não há nenhum justo, não há sequer um. Não há um só que tenha inteligência, um só que busque a Deus. Extraviaram-se todos e todos se perverteram. Não há quem faça o bem, não há sequer um (Sl 13,lss). A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas enganam; veneno de áspide está debaixo dos seus lábios (Sl 5,10; 139,4). A sua boca está cheia de maldição e amargar (Sl 9,28).” (Rm 3,10-14)
    O pecado original não é algo que façamos; é algo que herdamos. O terceiro capítulo de Romanos trata de pecados pessoais porque fala de pecados cometidos pelo pecador. Com isto em mente, considere: um bebê no útero ou uma criança de dois anos já cometeram um pecado pessoal? Não. Para pecar, uma pessoa precisa saber que o ato que está para realizar é pecaminoso enquanto livremente empenhando sua vontade para realizá-lo. Sem as devidas faculdades para possibilitá-las a pecar, as crianças antes da idade de responsabilidade e qualquer um que não tenha o uso de seu intelecto e vontade não podem pecar. Então, há e houve milhões de exceções a Romanos 3,23 e 1 João 1,8.

    Ainda assim, como sabemos que Maria é uma exceção à norma do “todos pecaram”? E mais especificamente, há suporte bíblico para esta alegação? Sim, há muito suporte bíblico.

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  48. Petrus:

    Desculpe, havia esquecido que há certa variação com relação aos mandamentos. O que você chama de 2º mandamento(não tomar o nome do senhor em vão) os Reformados chamam de 3º mandamento.

    Para nós é assim:

    O primeiro mandamento é: "Não terás outros deuses diante de mim."

    O segundo mandamento é: "Não farás para tí imagem de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra; nem de coisas que haja debaixo da terra. Não as adorarás nem lhe dará CULTO (Êxodo 20:4-6).

    O terceiro mandamento é: "Não tomarás o nome to Senhor teu Deus em vão.

    Tinha esquecido que a ICAR aglutina o 1º e o 2º mandamento em um só (Amar a Deus sobre todas as coisas).

    Isso é bem curioso. Será que a intenção é não pontuar a proibição de cultuar outros seres em detrimento de Deus? Mas isso não vem ao caso, aqui.

    Quero retomar a questão do meu comentário anterior:

    "Sei que não cultuas a outras divindades, como muitos "evangélicos" querem sugerir, de forma equivocada, e que tens apenas o único Deus como verdadeiro Deus, mas se cultuas qualquer outro ser,como acabas de assumir (no comentário de 22/10/12 15:20), estás, obviamente, quebrando o princípio da Lei moral registrado em Êxodo 20:4-6 (independentemente do número do mandamento), que proíbe tacitamente o culto a qualquer outro ser, que não Deus.

    Ou seja, se pensarmos somente nas Escrituras nesse momento, nesse texto, (permita-se participar desse exercício - porque sabemos que pela tradição e pelos dogmas da ICAR tens base para prestar o culto, isso já ficou claríssimo), você admite que quebra esse princípio? Olhando para esse texto que proíbe o culto a qualquer outro ser, seja entendido como divindade ou não, somente por ele, admites que quebras esse preceito? Se, hipoteticamente, o Sola Scriptura fosse correto? Isso pra mim é claro e pra você?

    Nisso, concordamos?

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  49. Petrus,

    Se nós estamos separados da igreja romana,dos bispos e padresaos como voçê diz,

    "senhores calvinistas que estão separados da igreja e dos seus legítimos pastores [ o papa, bispos e os padres]"

    Porque então voçê nos chama de "irmãos "

    "Nossos irmãos protestantes alegam que em diversos lugares, o Evangelho fala dos "irmãos" de Jesus, como por exemplo:"

    Não seria incoerente de sua parte primeiro nos chamar de apostatas,hereges,demônios,e depois chamar de "irmão"

    Ou será que realmente voçê nos considera "irmãos ".Olha realmente eu não desejo que um irmão meu seja caluniado de demônio,e outros termos que voçê tem usado neste debate,

    Paz e bem!!!

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  50. Petrus, meu amigão pseudo-católico!

    Domingo é a última oportunidade de nos deliciarmos com os maravilhosos estudos sobre os cinco solas. Estive ausente por diversas atividades, mas domingo gostaria de contar com sua presença lá.
    Vimos no boletim que houve uma enxurrada de perguntas ao palestrante. Quem sabe se os próximos questionamentos não serão feitos por você?

    Está feito o convite para você vir ao evento e o estendermos para um bom almoço para celebrarmos nossa "protestanidade".

    Abraço,

    Esdras

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  51. Eu acho que Petrus tomou um rivotril para comentar sobre a imaculada conceiçao de M
    Maria,pois até nos chamou de irmãos!!!KKKKKKKKK


    Brincadeira Petrus,é só para distarir,olha eu gostei da sua argumentação,está aprendendo a ser educado!!RSrsrsrs

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  52. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 16:56

    Senhor fábio calvinista:


    Não entendi o que de fato o senhor está tentando fórmular com isso. Reformule por favor, em que situação eu devo estar, ou seja, faça com mais clareza suas perguntas. Ah! tá será que devo pensar como um "protestante" um "evangélico" è isso?

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  53. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 17:06

    Senhor Adeilton:


    Provas na Sagrada Escritura:

    Depois da queda do pecado original, Deus falou ao demônio, oculto sob a forma de serpente: “Ei de por inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça (semente) e a tua; ela te esmagará a cabeça” (Gen 3, 15). Basta um pouco de boa-vontade para compreender de que “mulher” o texto fala. A única mulher “cheia de graça“, “bendita entre todas“, na qual a “semente” ou (raça) foi Nosso Senhor Jesus Cristo (e os cristãos), é a Santíssima Virgem, a nova Eva, mãe do Novo Adão. Conforme esse texto, há uma luta entre dois antagonistas: de um lado, está uma mulher com o filho; do outro, o demônio. Quem há de ganhar a vitória são aqueles e não estes. Ora, se Nossa Senhora não fosse imaculada, essa inimizade não seria inteira e a vitória não seria total, pois Maria Santíssima teria sido, pelo menos em parte, sujeita ao poder do demônio através do Pecado Original. Em outras palavras, a inimizade entre a mulher (e sua posteridade) e a serpente, implica, necessariamente, que Nosso Senhor e Nossa Senhora não poderiam ter sido manchados pelo pecado original.

    Na saudação angélica, quando S. Gabriel diz: “Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco“. Ora, não se exprimiria desta maneira o anjo e nem haveria plenitude de graça, se Nossa Senhora tivesse o pecado original, visto o homem ter perdido a graça após o pecado.

    A maneira da saudação angélica transparece a grandeza de Nossa Senhora, pois o Anjo a saúda com a “Ave, Cheia de Graça“. Ele troca o nome “Maria” pela qualidade “Cheia de Graça“, como Deus desejou chamá-la.

    Ao mesmo tempo, a afirmação “o Senhor é convosco” abrange uma verdade luminosa. Se Nosso Senhor é (está) com Nossa Senhora antes da encarnação (“é convosco“). Sendo palavras anteriores à encarnação do verbo no seio da Virgem Maria, forçoso é reconhecer que onde está Deus não está o pecado. Ou seja, Nossa Senhora não tinha o “pecado original“.

    Prossegue o arcanjo: Não temas, Maria, pois “achaste graça diante de Deus“. Aqui termina a revelação da Imaculada Conceição para começar a da maternidade divina: “Eis que conceberás no teu ventre e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus“. (Lc 1, 28).

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  54. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 17:12

    Senhor Adeilton:


    Pela simples leitura percebe-se a conexão estreita entre duas verdades: “Maria será a mãe de Jesus, porque achou graça diante de Deus“.

    Mas, que graça Nossa Senhora achou diante de Deus para poder ser escolhida como a Mãe Dele? Ora, a única graça que não existia – ou que estava “perdida” – era a “graça original“. Falar, pois, que: “Maria achou graça” é dizer que achou a “graça original“. Ora, a “graça original” é a “Imaculada Conceição“!

    Os evangelhos sinóticos deixam claro que a palavra “Cheia de Graça“, em grego: “Kecharitoménê“, particípio passado de “charitóô“, de “Cháris“, é empregado na Sagrada Escritura para designar a graça em seu sentido pleno, e não no sentido corrente. A tradução literal seria: “omnino Plena Caelesti gratia” ou “Ominino gratiosa reddita“: “Cheia de graça“.

    Ou seja, a tradução do latim: “gratia plena” é mais perfeita do que a palavra portuguesa: “cheia de graça“. Nossa Senhora não apenas “encontrou graça“, mas estava “plena” de Graça. Corroborando o que disse o Arcanjo logo em seguida: “O Senhor é contigo“.

    Falando à Santíssima Virgem que Ela “achara graça“, o Arcanjo diz: Maria, sois imaculada, e, por isto, sereis a Mãe de Jesus Cristo.

    Também é pela própria razão que se pode concluir a Imaculada Conceição. É claro que o argumento racional não é definitivo, mas corroborou com muita conveniência – e completa harmonia – para com ele. Se Maria Santíssima fosse manchada do pecado original, essa mancha redundaria em menor glória para seu filho, que ficou nove meses no ventre de uma mulher que teria sido concebida na vergonha daquele pecado. Se qualquer mácula houvesse na formação de Maria Santíssima, teria havido igualmente na formação de Jesus, pois o filho é formado do sangue materno.

    S. Paulo assim se expressa sobre o ventre de onde nasceu o menino-Deus: “Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo” (Hebr 9, 12).
    Que tabernáculo é esse, “não construído por mãos humanas“, por onde “entrou” Nosso Senhor Jesus Cristo? Fica claro o milagre operado em Nossa Senhora na previsão dos méritos de seu divino Filho. Negar que Deus pudesse realizar tal milagre (Imaculada Conceição) seria duvidar de sua onipotência. Negar que Ele desejaria fazer tal milagre seria menosprezar seu amor filial, pois, como afirma S. Paulo: Deus construiu o seu “tabernáculo” que não foi “construído por mãos humanas“.

    Ora, este tabernáculo, feito imediatamente por Deus e para Deus, devia revestir-se de toda a beleza e pureza que o próprio Deus teria podido outorgar a uma criatura.

    E esta pureza perfeita e ideal se denomina: a Imaculada Conceição.

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  55. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 17:18

    Agora examinemos a Tradição, desde os primeiros séculos:

    S. Tiago Menor, o qual realizou o esquema da liturgia da Santa Missa, prescreve a seguinte leitura, após ler uns passos do antigo e do novo testamento, e de umas orações: “Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem“.

    O santo Apóstolo não se limita a isso, mas torna a sua fé mais expressiva ainda. Após a consagração e umas preces, ele faz dizer ao Celebrante: “Prestemos homenagem, principalmente, a Nossa Senhora, a Santíssima, Imaculada, abençoada acima de todas as criaturas, a gloriosíssima Mãe de Deus, sempre Virgem Maria. E os cantores respondem: É verdadeiramente digno que nós vos proclamemos bem-aventurada e em toda linha irrepreensível, Mãe de Nosso Deus, mais digna que os querubins, mais digna de glória que os serafins; a vós que destes à luz o Verbo divino, sem perder a vossa integridade perfeita, nós glorificamos como Mãe de Deus” (S. jacob in Liturgia sua).

    O evangelista S. Marcos, na Liturgia que deixou às igrejas do Egito, serve-se de expressões semelhantes: “Lembremo-nos, sobretudo, da Santíssima, intemerata e bendita Senhora Nossa, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria“.

    Na Liturgia dos etíopes, de autor desconhecido, mas cuja composição data do primeiro século, encontramos diversas menções explícitas da Imaculada Conceição. Umas das suas orações começa nestes termos: Alegrai-vos, Rainha, verdadeiramente Imaculada, alegrai-vos, glória de nossos pais. Mais adiante, é pela intercessão da Imaculada Virgem Maria que o Sacerdote invoca a Deus em favor dos fiéis: “Pelas preces e a intercessão que faz em nosso favor Nossa Senhora, a Santa e Imaculada Virgem Maria.“.

    Terminamos o primeiro século com as palavras de Santo André, apóstolo, expondo a doutrina cristã ao procônsul Egeu, passagem que figura nas atas do martírio do mesmo santo, e data do primeiro século: “Tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido” (Cartas dos Padres de Acaia).
    A doutrina da Imaculada Conceição era, pois, conhecida no primeiro século e por todos admitida. A esse respeito, nenhuma contradição se levantou na primitiva Igreja.

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  56. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 17:24

    Agora o segundo...

    No século segundo, os escritos dos Santos Padres falam da Imaculada Conceição como um fato indiscutível. Entre os escritores e oradores deste século, contamos: S. Jusitino, apologista e mártir; Tertuliano e Santo Irineu.

    No terceiro século, existem também textos claros em defesa da Imaculada Conceição. mas em menor quantidade.

    Santo Hipólito, bispo de Porto e mártir, escreveu em 220: “O Cristo foi concebido e tomou o seu crescimento de Maria, a Mãe de Deus toda pura“. Mais além ele diz: “Como o Salvador do mundo tinha decretado salvar o gênero humano, nasceu da Imaculada Virgem Maria“.

    Orígenes, que viveu em 226 e pareceu resumir a doutrina e as tradições de sua época, escreveu: “Maria, a Virgem-Mãe do Filho único de Deus, é proclamada a digna Mãe deste digno Filho, a Mãe Imaculada do Santo e Imaculado, sendo ela única, como único é o seu próprio Filho.”

    Em um dos seus sermões sobre S. José, Orígenes faz o mensageiro celeste dizer ao santo: “Este menino não precisa de Pai na terra, porque tem um pai incorruptível no céu; não precisa de Mãe no Céu, porque tem uma Mãe Imaculada e casta na terra, a Virgem Bem-aventurada, Maria“.

    No século quarto, aparecem inúmeros escritos sobre a Imaculada Conceição, cada vez mais explícitos e em maior número. Temos diante de nós as figuras incomparáveis de Santo Atanásio, de Santo Efrem, de S. Basílio Magno, de Santo Epifânio, e muitos outros, que constituem a plêiade gloriosa dos grandes Apóstolos do culto da Virgem Santíssima e, de modo particular, de sua Imaculada Conceição.
    Um trecho de Lutero, para mostrar que nem ele se atreveu a contestar a Imaculada Conceição: “Era justo e conveniente, diz ele, fosse a pessoa de Maria preservada do pecado original, visto o filho de Deus tomar dela a carne que devia vencer todo pecado“. (Lut. in postil. maj.).

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  57. Petrus:

    Pensar como um protestante?..rs....kkkk...isso vai ser fácil pra você...rs. Você já tem feito esse exercício quanto ao Vaticano II...rs. Um a mais, um a menos...rs. Brincadeira...vamos lá:

    O segundo mandamento completo diz assim:

    "Não farás para tí imagem de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra; nem de coisas que haja debaixo da terra. Não as adorarás nem lhe dará CULTO (Êxodo 20:4-6).

    Você admite que quebra esse mandamento quando presta CULTO aos santos, a Maria e aos anjos?

    Sei que estás acobertado pela tradição e pelos dogmas. Sei também que quando prestas culto aos santos, a Maria e aos anjos não fazes isso como quem presta culto a uma divindade. Mas, por esse texto somente, reconheces que quebras o princípio ali estabelecido de "prestar culto" apenas a Deus?

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  58. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 18:06

    Ora, se eu vê dentro da optica reformata, ou seja, se a patir dos prolegômenos do seu catecismo,o Catecismo Maior de Westminster,na pergunta número 109 que diz:

    Quais são os pecados proibidos no segundo mandamento?

    Respota:Os pecados proibidos no segundo madamento são:estabelecer,(Nm 15.39)aconselhar,(Dt 13.6-8)mandar,(Os 5.11;Mq 6.16)usar,(1Rs 11.33;1Rs 12.33)e aprovar,de qualquer maneira,um culto religioso não instituído por Deus;(Dt 12.30-32)fazer qualquer imagem de Deus,de todas ou de qualquer das três pessoas,quer interiormente no espírito,quer exteriormente,em forma de imagem ou em semelhança de alguma criatura;(Dt 4.15,16;At 17.29;Rm 1.21-23,25)toda adoração dela;(Gl 4.8)ou de Deus nela ou por meio dela;(Êx 32.5)fazer qualquer imagem de deuses imaginários(Êx 32.9)e todo culto e serviço a eles pertencentes;(1Rs 18.26,28)todas invenções superticiosas(At 17.22;Cl 2.21-23)que corrompem o culto de Deus(Ml 1.7,8,14)acrescentando ou tirando dele,(Dt 4.2)quer seja inventada ou adotadas por nós,(Sl 106.39)quer recebidas por tradição de outros,(Mt 15.9)embora sob o título de antiguidade,(1Pe 1.18)de costume,(Jr 44.17)de devoção,(Is 65.3-5)de boa intensão,ou por qualquer outro pretexto;(1Sm 13.12;1Sm 15.21)a simonia,(At 8.18,19)o sacrilégio,(Rm 2.22)toda negligência,desprezo,(Mt 22.5)impedimento,(Mt 23.13)e oposição ao culto e às ordenanças que Deus instituiu.(At 13.45).
    E estando, em um bíblismo abrangente [ sola scriptura], e tomando os escritos do reformadores protestantes, em especial João calvino, como esclarecedores [ como vocês].
    Sim! é claro que sim, mas, como você mesmo disse:
    "Sei que estás acobertado pela tradição e pelos dogmas. Sei também que quando prestas culto aos santos, a Maria e aos anjos não fazes isso como quem presta culto a uma divindade".
    Portanto...

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  59. Petrus,

    Sinceramente esse debate esta sendo muito proveitoso,voçê revela algumas coisas que muitos católicos não tem coragem de dizer,voçê disse:

    "Mas, que graça Nossa Senhora achou diante de Deus para poder ser escolhida como a Mãe Dele? Ora, a única graça que não existia – ou que estava “perdida” – era a “graça original“. Falar, pois, que: “Maria achou graça” é dizer que achou a “graça original“. Ora, a “graça original” é a “Imaculada Conceição“!

    Petrus,nesse mesmo pensamento e lógica,então Noé achou graça aos olhos do Senhor,"Porém Noé achou graça diante do Senhor"(Gn 6.8)e Moises também"conheço-te pelo teu nome;também achaste graça aos meus olhos"(Êx 33.12b)

    Então Petrus Noé e Moises também não existia o pecado original?porque neles também o Senhor achou graça.


    E agora, como voçê explica isso?

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  60. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 18:41

    Senhor calvinista Fábio:


    Este último comentário foi para você, porém, eu também te convido a inverter os papéis. portanto convido-te a pensar:

    Para verificarmos se há verdade na Sola Scriptura devemos verificar se ela foi ensinada pelos Santos Apóstolos. Se examinarmos os escritos dos Pais da Igreja, não acharemos lá a Sola Scriptura. Acharemos sim, eles defendendo a Fé utilizando as Escrituras, mas isso não é Sola Scriptura como alguns sugerem. Da mesma forma os encontraremos defendendo a Fé utilizando o ensino oral dos Apóstolos, ou o que no catolicismo é chamado de Sagrada Tradição.

    Nem na Bíblia encontramos a Sola Scriptura, encontraremos sim, versículos dizendo que Escritura é útil para ensinar, exortar na fé. E isso também não é Sola Scriptura. Da mesma forma encontraremos versículos testemunhando que tanto o ensino oral dos Apóstolos também é Palavra de Deus ao lado das Sagradas Escrituras.

    Tanto o testemunho histórico quanto o bíblico nega a Sola Scriptura e por isto é suficiente para que esta doutrina humana seja abandonada do meio Cristão; o que não acontece com a Sagrada Tradição que é corroborada por ambos.
    Logo, te proponho três análises:

    1]Julgamento particular contrário à infalibilidade da Igreja.

    2]Fé fiduciária.

    3]Afirmação de nenhuma boa obra pode ser feita, exceto por um homem justificado.

    Isto é correto? ponha-se como católico.

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  61. Petrus, sua exegese de Hebreus 9.11,12 está equivocada.

    Exertos tirado de um livro:


    "devemos observar que o autor de Hebreus escolheu o título oficial CRISTO e não o nome pessoal JESUS.Ele coloca a ênfase,então,na função de Cristo como sumo sacerdote(...)Essas passagens revelam que " o maior e mais perfeito tabernáculo"(...)O autor se expressa enfaticamente ao dizer que o maior e mais perfeito tabernáculo não é feito por mãos,"quer dizer, não desta crição".Nos primeiros séculos da era cristã,intérpretes da Bíblia entendiam a palavra TABERNÁCULO do capítulo 9.11 como sendo o corpo de Cristo,mas o autor de Hebreus descarta esta explicação com seu comentário explicativo de que o tabernáculo"não é desta criação"

    Então meu caro,dizer que este texto se refere a Imaculada Conceção é uma aberração,que só a mente católica consegue digerir.

    Simon Kistemaker,Comentário de Hebreus.Editora Cultura Cristã,pags,489,349

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  62. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 19:54

    Senhor Adeilton:


    Poventura moisés e Noé foram eleitos "mãe do meu senhor" Novo Testamento: quando Maria foi visitar sua parente Isabel, que estava grávida de João Batista - "De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?" (Lucas 1,43).
    Este ponto nos dirige diretamente para o dogma da Imaculada Conceição de Maria; entretanto, tratarei mais detalhadamente sobre esse assunto (bem como suas objeções) um pouco mais abaixo.

    A Arca da Antiga Aliança abrigava os Dez Mandamentos, que eram a Palavra de Deus. Na Bíblia, São João chama também Jesus de Palavra (=Verbo) de Deus e Maria, por carregá-lo em seu ventre, tornou-se a Arca da Nova Aliança. A Arca da Aliança é santa e pura. Se Maria tivesse o pecado original, ela não poderia ser pura e, conseqüentemente, também não poderia ser a Arca da Nova Aliança. Este conceito é apresentado na Bíblia quando comparamos o Antigo Testamento com o Novo Testamento. Observe estas semelhanças:
    Antigo Testamento: quando a Arca da Aliança foi trazida perante o rei Davi - "Temeu Davi ao Senhor naquele disse, e disse: 'Como virá a mim a Arca do Senhor?'" (2Samuel 6,9).
    Antigo Testamento: quando o rei Davi dançou de júbilo porque ele estava na presença da Arca, que continha a Palavra de Deus - "Quando a Arca do Senhor entrava na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela. E vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração" (2Samuel 6,16).

    Novo Testamento: quando o profeta João Batista saltou de júbilo no ventre de sua mãe, Isabel. Ele fez isto quando ouviu a voz de Maria, que estava grávida de Jesus, o qual também é chamado de Palavra (=Verbo) de Deus - "Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo" (Lucas 1,41).

    Antigo Testamento: os israelitas encheram-se de grande júbilo porque estavam muito próximos da Arca que continha a Palavra de Deus - "Assim Davi e toda a casa de Israel subiam, trazendo a Arca do Senhor com júbilo e ao som de trombetas" (2Samuel 6,15).
    Novo Testamento: mostra como Isabel e João Batista se encheram de júbilo por estarem na presença de Maria, que carregava a Palavra de Deus - "Exclamou ela [Isabel] em alta voz: 'Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. Ao chegar-me aos ouvidos a voz da tua saudação a criancinha saltou de alegria no meu ventre' (Lucas 1,42.44).

    tudo isto é verdade, que Maria é a Arca da Nova Aliança [Diga-se tabernáculo], então ela deve ter sido pura e não poderia haver qualquer tipo de pecado em sua alma. O fato de que Maria tenha nascido sem pecado original tem sido um ensinamento muito claro não apenas da Igreja Católica como também dos fundadores do Protestantismo. Apenas recentemente algumas denominações protestantes se afastaram desta doutrina tradicional do Cristianismo.
    Por isso Maria é arca, tabernáculo e coisas a mais basta que a igreja católica o defina.
    Contudo, no que tange ao comentário do seu coleguinha apóstata, poupe-me de mais delongas.

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  63. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 20:03

    A Antiga Tradição Cristã a respeito de Maria

    "Filho de Deus pelo desejo e poder de Deus, nasceu verdadeiramente de uma Virgem" (S. Inácio de Antioquia, "Carta aos Magnésios", ~110 dC).
    "E novamente, como Isaías havia expressamente previsto que Ele nasceria de uma virgem, ele declarou o seguinte: 'Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e seu nome será chamado "Deus-conosco"'.. A frase 'Eis que uma virgem conceberá' significa certamente que a virgem iria conceber ser ter relacionamento. Se ela tivesse relacionamento com qualquer um que fosse, ela não poderia ser virgem. Mas o poder de Deus, vindo sobre a Virgem, a encobriu, e a induziu a conceber, embora ainda permanecesse Virgem" (S. Justino Mártir, "Primeira Apologia", 148-155 dC).
    "A Virgem Maria mostrou-se obediente ao dizer: "Eis aqui tua serva, Senhor; faça-se em mim conforme a tua palavra". Entretanto, Eva foi desobediente; mesmo enquanto era virgem, ela não obedeceu. Como ela - que ainda era virgem embora tivesse Adão por marido... - foi desobediente, tornou-se a causa da sua própria morte e também de todo gênero humano; então, também Maria, noiva de um homem mas, apesar disso, ainda virgem, sendo obediente, se tornou a causa de salvação dela própria e de todo o gênero humano... Assim, o problema da desobediência de Eva foi eliminado pela obediência de Maria. O que a virgem Eva causou em sua incredulidade, a Virgem Maria eliminou através da sua fé" (S. Ireneu, "Contra as Heresias", 180-199 dC).
    "A Virgem Maria, tendo sido obediente à palavra de Deus, recebeu de um anjo a alegre notícia de que iria dar à luz ao próprio Deus" (S. Ireneu de Lião, "Contra as Heresias V,19,1", 189 aD).
    "Apesar de permanecer virgem enquanto carregava um filho em seu ventre, a serva e obra da sabedoria divina tornou-se a Mãe de Deus" (Efraim o Sírio, "Canções de Louvor 1,20", 351 aD).
    "O Verbo gerado do Pai do céu, inexpressavelmente, inexplicavelmente, incompreensivelmente e maneira de eterna, nasceu há tempos atrás da Virgem Maria, a Mãe de Deus" (S. Atanásio, "A Encarnação do Verbo de Deus 8", 365 dC).
    "Se alguém disser que a Santa Maria não é a Mãe de Deus, ele está em divergência com Deus. Se alguém declarar que Cristo passou pela Virgem como se passasse por um canal, e que não se desenvolveu divina e humanamente nela - divina porque não houve a participação de um homem, e humanamente segundo a lei da gestação - tal pessoa é também herege" (S. Gregório de Nanzianzo, "Carta ao Sacerdote Cledônio", 382 dC).
    "Nos ajuda a compreender os termos "primogênito" e "unigênito" quando o Evangelista diz que Maria permaneceu Virgem "até que deu à luz ao seu filho primogênito" [Mt 1,25]. Nada fez Maria, que é honrada e louvada acima de todas as outras: não se relacionou com ninguém, nem jamais foi Mãe de qualquer outro filho; mas, mesmo após o nascimento do seu filho [único], ela permaneceu sempre e para sempre uma virgem imaculada" (Dídimo o Cego, "A Trindade 3,4", 386 dC).
    "Entre todas as mulheres, Maria é a única a ser, ao mesmo tempo, Virgem e Mãe, não somente segundo o espírito, mas também pelo corpo. Ela é mãe conforme o espírito, não d'Aquele que é nossa Cabeça, isto é, do Salvador do qual ela nasceu, espiritualmente. Pois todos os que nele creram - e nesse número ela mesma se encontra - são chamado, com razão, "filhos do Esposo" [Mt 9,15]. Mas, certamente, ela é a mãe de seus membros, segundo o espírito, pois cooperou com seu amor para que nascessem os fiéis na Igreja - os membros daquela divina Cabeça - da qual ela mesma é, corporalmente, a verdadeira mãe" (S. Agostinho, "A Virgindade Consagrada 6,6", 401 dC.

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  64. Petrus Alois Rattisbonne23 de outubro de 2012 20:06

    E ainda mais...

    "Agora, herético, você dirá (qualquer um de vocês que negar que Deus nasceu da Virgem) que Maria, a Mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, não pode ser chamada de Mãe de Deus, mas somente de Mãe de Cristo e não de Deus, porque nenhuma mulher - afirmará você - pode dar à luz a alguém mais velho do que ela própria. A respeito deste estúpido argumento [...] deixe-nos provar por testemunhos divinos de que tanto Cristo é Deus como Maria é a Mãe de Deus" (João Cassiano, "Sobre a Encarnação de Cristo contra Nestório 2,2", 429 dC).
    "O próprio Verbo, vindo por sua vontade à Bem-Aventurada Virgem, assumiu para si o seu próprio templo da substância da Virgem e saindo dela, fez-se completamente homem de modo que todos pudessem vê-lo externamente, mas sendo verdadeiramente Deus internamente. Portanto, Ele preservou sua Mãe virgem mesmo depois dela ter dado à luz" (S. Cirilo de Alexandria, "Contra aqueles que não desejam professar que a Santa Virgem é a Mãe de Deus 4", 430 dC).
    "Assim como os marinheiros são guiados ao porto por uma estrela, também os Cristãos são guiados ao céu por Maria" (S. Tomás de Aquino).

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  65. Petrus:

    Como já assumi, o católico está acobertado para PRESTAR CULTO a homens e a anjos, pela tradição e pelas encíclicas papais. Muito embora isso seja considerado pecado pela Bíblia,quebra de mandamento, como tens reconhecido, de forma honesta e coerente.Isso nos faz entender que vocês consideram a bíblia como uma terceira fonte em autoridade a ser consultada e utilizada.

    Contudo, o católico não está isento da responsabilidade de ter uma visão crítica da própria igreja, ninguém está, sob pena de não nutrir uma religiosidade sadia. Aliás, nesse sentido, você e sua ordem começaram muito bem, vale salientar.

    O testemunho da tradição, bem como do seu "supremo pontífie" não são "inspirados" por Deus. Ou são? Já a bíblia, todos concordamos: é uma coleção de livros "inspirados por Deus".

    Sendo assim, apoiar-se em tradição, história, testemunho de homens, ainda que brilhantes, e bulas papais produzidas sem a inspiração do Espírito Santo é algo extremamente subjetivo e perigoso. Podem estar certos e podem não estar certos. Já quando à Bíblia, esse risco inexiste. Todos concordamos com isso. Portanto, nesse sentido, podemos dizer que é uma fonte objetiva para moldar nossas vidas em matéria de fé e de prática. A dificuldade de assumir esse pressuposto como verdadeiro seria apenas a de encontrar a interpretação correta dos textos.

    Quando falas da tradição oral dos apóstolos queres dar a entender que essa tradição se estendeu e se estende até aos nossos dias. àquela época, a bíblia ainda não existia de forma conclusiva e sua inspiração ainda estava em plena atividade. Fechando o cânon, que aliás é o mesmo para mim e para você, com exceção dos 7 livros incluídos na chamada contra-reformae outras pequenas variações, não há mais a necessidade de apoio extra-escriturístico, que não tem validade absoluta, por ser um comenhecimento meramente humano, sem a inspiração divina.

    Por exemplo: você considera correto as vendas de perdão e de salvação que ocorreram no séc.XVI? Tenho certeza que não, do contrário você ainda estaria utilizando essa prática e tanto sua ordem como a Igreja Católica Apóstólica Romana a abandonaram, o que é digno de reconhecimento. Esse é o risco de pautar as práticas religiosas por qualquer outro meio não inspirado por Deus.

    Esse argumento pode ser facilmente utilizado também para um ramo das igrejas chamadas "evangélicas": os pentecostais. Eles também creditam autoridade a revelações extra-bíblicas. Isso os tornam muito próximos, nesse sentido, do catolicismo Romano. Sou um dos maiores críticos dessa postura, de linha das igrejas chamadas evangélicas, por tudo o que expus acima e por todos os perigos que isso representa. Por ter sua base de prática e fé equivocados, na minha opinião, esses irmãos têm cometido as maiores barbaridades e aberrações que, certamente, são contrárias aos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos, registrados na Bíblia.

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  66. Petrus Alois Rattisbonne24 de outubro de 2012 12:07

    Senhor Fábio calvinista:


    Eu presumo que senhor saiba que, faço parte do núcleo de história da igreja da faculdade de teologia do seminário maior sant,ana mestra situada no bairro do papagaio na cidade de Feira de Santana\ba.
    O me faz está bem alerta contra lorotas apologética do tipo, veja sua palavras:
    "Quando falas da tradição oral dos apóstolos queres dar a entender que essa tradição se estendeu e se estende até aos nossos dias. àquela época, a bíblia ainda não existia de forma conclusiva e sua inspiração ainda estava em plena atividade. Fechando o cânon, que aliás é o mesmo para mim e para você, com exceção dos 7 livros incluídos na chamada contra-reformae outras pequenas variações, não há mais a necessidade de apoio extra-escriturístico, que não tem validade absoluta, por ser um comenhecimento meramente humano, sem a inspiração divina."
    De modo que se faz necessário um esclarecimento e correção de seu comentário desabonador.
    O Concílio de Trento (1545-1563) nada acrescentou à Bíblia, foi Martinho Lutero quem eliminou da Bíblia os deuterocanônicos, adaptando-se ao Sínodo de Jâmnia.

    Note-se porém, que o próprio Lutero traduziu para o alemão os deuterocanônicos.

    Observa o Prof. Alessandro Lima:

    “Felizmente alguns estudiosos protestantes em contato com os testemunhos dos primeiros cristãos têm constatado a verdade. É o caso do historiador J.N.D Kelly:

    ‘Deveria ser observado que o Antigo Testamento admitido como autoridade na Igreja era algo maior e mais compreensivo que o Antigo Testamento protestante [...] ela sempre incluiu, com alguns graus de reconhecimento, os chamados apócrifos ou deuterocanônicos. A razão para isso é que o Antigo Testamento que passou em primeira instância nas mãos dos cristãos era.... a versão grega conhecida como Septuaginta... a maioria das citações nas Escrituras encontradas no Novo Testamento são baseadas nelas preferencialmente do que na versão hebraica... nos primeiros dois séculos... a Igreja parece ter aceitado a todos, ou a maioria destes livros adicionais, como inspirados e trataram-nos sem dúvida como Escritura Sagrada. Citações de Sabedoria, por exemplo, ocorrem em 1 Clemente e Barnabé... Policarpo cita Tobias, e a Didaché cita Eclesiástico. Ireneu se refere à Sabedoria, à história de Susana, Bel e o Dragão (livro de Daniel), e Baruc. O uso dos deuterocanônicos por Tertuliano, Hipólito, Cipriano e Clemente de Alexandria é tão freqüente que referências detalhadas não são necessárias’” (KELLY,1978).
    Um parecer semelhante é do também protestante Leonard Rost:

    “Algumas dessas obras [os deuterocanônicos] foram acolhidas nas coletâneas de livros sagrados que, de acordo com o testemunho dos grandes unciais gregos do século VI, foram adotados pela Igreja cristã em solo egípcio; mas por certo não o teriam sido, se já não fizessem parte de uma coletânea judaica. Só assim se explica o motivo pelo qual esses escritos encontraram acolhida e gozaram do mesmo prestígio que o Cânon hebraico que, por razões de ordem lingüística, quanto mais tempo se passava, menos acessível se tornava aos cristãos na língua original” (ROST, 1980, p. 19-20).

    Infelizmente as alterações do Cânon Bíblico não ficaram somente por conta dos Protestantes. A Igreja Ortodoxa Russa a partir do séc. XVII também retirou os livros deuterocanônicos do AT de suas Bíblias. Os livros 3 Esdras e 3 Macabeus foram declarados canônicos nos Concílios Ortodoxos de Jassy na Romênia (1642) e Jerusalém (1672). A Igreja Ortodoxa Copta da Etiópia tem 81 livros ao todo na Bíblia, contendo a mais no NT “Atos de Paulo”, “1 Clemente”, “Pastor de Hermas”, etc. No AT da Igreja Etíope é adicionado o “Livro dos Jubileus”, o “Livro de Enoque”, além de 2 Esdras, etc. A peshita (Bíblia da Igreja Ortodoxa Siríaca) exclui 2 Pedro, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse” (pp. 95).

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  67. Do meu último comentário (24/10/12 às 8:47) deve ser retirado a frase "incluídos na chamada contra-reforma e outras pequenas variações". Peço desculpas pelo grave erro histórico. De fato, os livros não foram incluídos no concílio de Trento. Estás certíssimo na tua observação quanto a isso. Peço desculpas a você e a todos os leitores. Não vou excluir o comentário para deixar registrado também meu equívoco. Contudo, quanto dele, reafirmo integralmente. Você também é fogo....rs...se apegou a parte menos importante do comentário....rs. Mas, a correção e a crítica que nos aproximam da verdade serão sempre muito bem vindas.

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  68. Petrus Alois Rattisbonne24 de outubro de 2012 15:39

    Senhor Adeilton:



    Creio que em si tratando dos últimos comentários, não há nada que ponha em cheque os meus argumentos acerca da imaculada conceição de Maria, ou eu estou enganado? De fato eu julgo o calar-se como um, consentir, pois diz o velho adágio espanhol:
    "el silencio es consentimiento" sobretudo no que toca ao âmbito de um debate.
    Logo, tenho a título de brevidade que arrolar o próximo ponto sobre o celibato clerical.
    o celibato dos padres tem origem canônica nas decisões do Supremo Magistério, e estabelecido como (lei disciplinar)¹ no séc. III. Costume que especialmente nos concílios ecumênicos, foi estabelecido e declarado obrigatório o celibato clerical aos sacerdotes, consagrados ao serviço do altar, tornando-se lei eclesiástica principalmente para a Igreja de rito latino, formulada pelo Magistério da Igreja Católica.

    No entanto nos primórdios do Cristianismo, III primeiros séculos existiram Bispos, Presbíteros e Diáconos da Igreja que eram casados, pelo fato de encontra-se embasamento nas Sagradas Escrituras, sendo também necessidade ao contexto primitivo da Igreja, quando o celibato ainda não desempenhava notoriedade, já que numericamente os adeptos do Cristianismo, resumiam-se a pequenas comunidades dolorosamente perseguidas no séc. II. Nesta época aconteceram às primeiras tentativas de uma solida organização eclesiástica, provenientes dos primeiros lideres cristãos os Pais Apostólicos², contudo deu-se ouvidos a orientação paulina de que os candidatos ao Bispado ou presbitério sejam “casados uma só vez” e sejam íntegros na fé, postando uma boa qualificação moral, cf. (I Tim 3,2; e Tt 1, 6:) tomando a necessidade pastoral daqueles dias para as comunidades cristãs, existiram alguns que optavam por uma vida afastada da relação conjugal ou matrimonial, o que posteriormente inspirou vários monges a optaram radicalmente pela proposta auxiliada por uma vida eremita, afastados do mundo, consagrados a Deus a partir do início do século III.
    Nesta perspectiva outro grande motivo possibilitou a Igreja, afirmar o celibato entre os padres, os infelizes acontecimentos e fatos envolvendo clérigos; alguns padres no fim do III século, chegaram a praticar adultérios, ou acentuar-se a poligamia, trazendo escândalo para os fieis, no século IV, o Concílio Ecumênico de Niceia em 325, entre as varias elucidações doutrinarias, pastorais e de organização, achou oportuno tendo como algozes os padres conciliares que declaram a utilidade do celibato entre o clero e a proibição dos mesmos de se relacionarem conjugalmente com mulheres, sabe-se que tal afirmação apoiou-se nos exemplos que a Igreja salvaguardava, como a opção e situação celibatária encontrada entre os apóstolos de Cristo especialmente no apóstolo dos gentios S. Paulo.

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  69. Petrus Alois Rattisbonne24 de outubro de 2012 15:45

    E ainda mais...adiante vê-se:


    Entre os cânones conciliares havia a seguinte declaração;

    “Nenhum deles deverá ter uma mulher em sua causa, exceto sua mãe, irmã e pessoas totalmente acima de suspeita.”. “O grande Sínodo proíbe rigorosamente qualquer bispo, presbítero, diácono, ou qualquer um do Clero, ter uma "subintroducta" morando com ele, excetuadas apenas a mãe, uma irmã ou tia, ou pessoas assim, desde que sejam acima de quaisquer suspeitas.”. (Os Cânones dos 318 Bispos Participantes; I Concílio Ecumênico de Nicéia; Cânon III:).

    “A coabitação de mulheres com bispos, presbíteros e diáconos é proibida por causa do celibato desses. Decretamos que nem bispos nem presbíteros viúvos devem viver com mulheres. Não podem eles acompanhá-las, nem se familiarizarem com elas, nem contemplá-las insistentemente. O mesmo decreto é dado em relação a cada padre em celibato, incluídos os diáconos que não têm esposas. Isto deve ser assim, seja a mulher bonita ou não, seja adolescente ou mulher mais velha, seja de elevado status ou órfã acolhida em caridade com o propósito de ajudá-la; Pois que o demônio faz o mal, com tais armas, aos religiosos, bispos, presbíteros e diáconos, e os incita ao fogo do desejo. Mas se a mulher é de idade avançada, uma irmã ou mãe, ou tia, ou avó, será permitido viverem com elas porque essas pessoas estão livres de qualquer suspeita de escândalo.” (Outros Cânones de Niceia (segundo a versão Árabe); Cânon III).
    “Sinal” para a vida a serviço de Deus feito pelo ministro cf. (CIC nº 1579). Encontra-se canonicamente estabelecida no ocidente, tendo principio em São Paulo, entre as suas palavras existe a seguinte admoestação a respeito de seu exemplo de homem celibatário; “Aos solteiros e as viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu” (Cor 7, 8;) um dos seus celebres discípulos que se tornará Bispo, Timóteo imitador de S. Paulo também era celibatário, o mesmo Paulo apresenta prerrogativas a favor de tal modelo de vida sacerdotal, ”o que esta sem mulher, esta cuidadoso das coisas do Senhor, como há de agradar a Deus. Mas o que esta casado, está cuidadoso das coisas que são dos mundo, como há de agradar á sua mulher.” (I Cor 7, 32-33;). Que sejam os clérigos seus imitadores como o mesmos foram de Cristo, que como lembra o Catecismo devem “guardar o celibato "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19,12)” (CIC nº 1579).

    O Proto Bispo de Roma a qual exerceu estas funções, S. Pedro, segundo a Sagrada Tradição, tornou-se celibatário, ele mesmo confessa isto em seu abandono à missão de anunciar a boa nova e na pessoa de Jesus como discípulo; “Vê nos abandonamos tudo e te seguimos, Jesus respondeu ‘em verdade vós declaro: ninguém há que tenha abandonado por amor ao Reino de Deus, sua casa, sua mulher, seus irmãos, seus pais ou seus filhos, que na receba muito mais neste mundo e no mundo vindouro a vida eterna.” (Lc 18, 28-30.).

    Nosso Senhor declara no Evangelho de Mateus; “Porque há eunucos que são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelos homens e há eunucos que a si mesmo se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus,”. (Mt 19, 12:)

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  70. Petrus Alois Rattisbonne24 de outubro de 2012 15:48

    Por fim...


    A Igreja toma parte deste modelo e sinal de vida para os sacerdotes, oos presbíteros é dado o casamento com o altar, que deve ser o ápice desta consagração em seu ministério, que servindo ao Senhor são chamados a fazerem-se eunucos por amor ao Reino eterno, e foi por intermédio do Espírito Santo, que governa a Igreja que o desejo de velar e instituir tal costume foi promungado nos concílios ecumênicos, competindo ao parecer do Espírito Santo através do Sagrado Magistério da Igreja, continuar ou não este costume entre o clero católico.

    É bom ressaltar que certas Igrejas particulares (sui juris) que zelam pela comunhão com Roma como a Igreja Maronita de rito Antioquino, preveem em seu direito canônico próprio o costume:

    “Nas Igrejas orientais, está em vigor, há séculos, uma disciplina diferente: enquanto os Bispos só são escolhidos entre os celibatários, homens casados podem ser ordenados diáconos e padres. Esta praxe é considerada legítima há muito tempo; esses padres exercem um ministério muito útil no seio de suas comunidades. O celibato dos presbíteros, por outro lado, é muito honrado nas Igrejas orientais, e são numerosos os que o escolhem livremente, por causa do Reino de Deus. No Oriente como no Ocidente, aquele que recebeu o sacramento da Ordem não pode mais casar-se” (Catecismo nº 1580).

    Canonicamente a Igreja latina observa a prescrição dada e acrescentada por inspiração do Santo Espírito ao Magistério da Igreja de observar o celibato.

    “Todos os ministros ordenados da Igreja latina, com exceção dos diáconos permanentes, normalmente são escolhidos entre os homens fiéis que vivem como celibatários e querem guardar o celibato "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19,12). Chamados a consagrar-se com indiviso coração ao Senhor e a "cuidar das coisas do Senhor", entregam-se inteiramente a Deus e aos homens. O celibato é um sinal desta nova vida a serviço da qual o ministro da Igreja é consagrado; aceito com coração alegre, ele anuncia de modo radiante o Reino de Deus.” (CIC nº 1579: 1599).

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  71. Petrus Alois Rattisbonne24 de outubro de 2012 16:19

    Senhor Fábio calvinista:


    Um amigo meu chamado jackson, que é ex- seminarista e, hoje é protestante assim como vocé, que faz parte de uma igreja de orientação pentecostal aqui em feira onde resido atualomente. Gostaria de saber se você faz palestras ou aceita convites para dar uma demonstração de seu conhecimento na área teológica em igrejas pelo brasil.
    se sua resposta for sim, ele quer saber como e quando e quanto você cobraria pelos serviço.
    Ah! para maiores esclarecimentos, o nome da igreja seita dele é comunidade cristã Yavê, presidida pelo pastor Denir.
    Diga-me para que possa dar o recado a meu ex-aluno herege e a seus asseclas.
    Ele era u bom aluno na faculdade de teologia, pena que se bandeou para o lado dos ditos "evangélicos"

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  72. Petrus,

    Espertinho,já se adiantou não é!!!rsrsrs




    "A igreja Católica Romana requer do papa,cardeais,bispos,padres,monges e freiras que se abstenham do casamento.Ainda que Cristo não tenha proibido a vida casada de Pedro,que é considerado o primeiro papa.Jesus curou a sogra de Pedro."(Mt 8.14,15).O apóstolo Paulo claramente afirma que todos os apóstolos,exceto ele eram casados."Não temos nós o direito de nos fazer acompanhar uma esposa,como os outros apóstolos e irmãos em Cristo e Cefas(Pedro)?"(1Co 9.5)
    Esse ponto de vista que ele deixou sua esposa contradiz totalmente a Escritura.Paulo,que escreveu 1Coríntios em 58 d.c.,disse que naquele tempo Pedro era casado.Portanto,comparando essa data com o evangelho de Mateus,sabemos que Pedro esteve casado por pelo menos 26 anos.

    A Bíblia também ensina em 1 Coríntios 7.2-5 que maridos e esposas têm de prover relação sexual fixa a seu cônjuge;com exceções somente por breves períodos de oração.

    Deus deu instruções explícitas em Sua Palavra para as qualificações do bispo(Tt 1.5,6)

    A Bíblia diz que a doutrina de proibir o casamento é doutrina de demônios.

    "O Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns abandonaram a fé e darão ouvidos a espíritos enganadores de demônios pela hipocrisia de homens com a consciência cauterizada que proíbem o CASAMENTO e requerem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidas com ações de graças"(1 Tm 4.1-3)

    Por isso que vemos muitos escândalos hoje, em todo mundo,por padres que não conseguem se conter e acabam se abrasando e pecando.Como a bíblia diz:"caso,porém,não se dominem,que se casem;porque é melhor casar do que viver abrasado"(1 Co 7.9)

    (Agora vou tomar banho e vou pra igreja assistir o filme de Lutero,casando com Catarina Von Bora,rsrsrsrs.Programção especial em homenagem aos 495 anos da Reforma Protestante.)fui.......

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  73. Que pena Petrus, que seu coleguinha se debandou para os pentecostais,tendo um professor tão brilhante como voçê,talvez voçê não ensinou correto,talvez ele entrou numa crise de conciência,não sei.

    Que pena que um seminarista desse caia nas garras do misticismo pentecostal,que são realmente sinagogas de Satanás.(não generalizando claro!)

    Meu pesar!,é melhor permanecer católico,do que cair no baixo-pentecostalismo.


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  74. Petrus Alois Rattisbonne24 de outubro de 2012 18:24

    Senhor Adeilton:


    Concordo com você em, gênero, número e grau.
    Para se entender o fenômeno do crescimento das confissões evangélicas de inspiração pentecostal na América Latina, e - particularmente - no Brasil,é preciso alinhar alguns condicionamentos recorrentes e observáveis para o surgimento e a persistência do fenômeno.

    O que caracteriza as igrejas protestantes
    pentecostais é a sua flexibilidade.

    Baseado no princípio do "livro-exame" da bíblia, no "sacerdócio universal" - prescindindo da tradição - até mesmo da tradição dos protestantes históricos - cada fiel é uma igreja potencial, está ausente qualquer necessidade de submissão a uma autoridade central como intérprete legítima e guardiã fiel da doutrina, una e sã.
    Em nosso país; além do caráter emocional e vibrante do culto, recheado de pregações inflamadas, cantos e orações de libertação - as igrejas pentecostais também exibem, através dos seus pastores, uma capacidade de comunicação mais próxima e constante junto aos fieis, seja porque o linguajar do pastor é mais acessível, seja porque suas igrejas (seus templos) conseguem permanecer abertas por mais horas ao longo do dia; seja ainda porque toda a sorte de pessoas em dificuldades consegue algum tipo de consolo ou auxilio, espiritual ou material mais imediato.

    Na verdade, essas igrejas servem como centros de assistência social compensatória em nosso país.

    Muitas dessas pessoas são provenientes do interior do país e se sentem membros de uma nova família ao ingressarem nessas igrejas. Outros conseguem disciplinar as suas vidas para atender às correntes de oração e às solicitações de ofertas e contribuições da corrente dizimista, estimulados pelo pregador.

    Além disso, essas igrejas optam, freqüentemente, por apresentarem-se em grandes estádios ou grandes templos querendo demonstrar que são 'muitos', ou que estão em franco processo de crescimento.

    Muitas vezes recorrem ao discurso da auto-indulgência apresentando-se como vítimas de perseguições dos poderosos, sejam leigos ou religiosos de outras confissões.
    Conseguem incutir idéias como as de que, para sair de uma grande penúria Deus exige um sacrifício igualmente grande ou maior do que o normal.

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  75. Petrus Alois Rattisbonne24 de outubro de 2012 18:32

    E também...

    O tema da culpa também não tem o mesmo papel que possui na doutrina católica - numa certa modalidade de catequese muitas vezes inadequada - com muita facilidade os pentecostais explicam os erros e os pecados dos crentes pela ação poderosa de um "outro", ou "encosto"de uma força maligna alheia e superior à vontade. Por isso mesmo, espíritos são constantemente invocados nesses momentos; alienando a responsabilidade individual de todo o mal praticado de cima dos ombros desse mesmo individuo pecador, que perde a sua antiga identidade e assume uma suposta nova identidade. Sente-se alguém, torna-se um pregador ou um auxiliar da Igreja, exerce a sua autoridade, orgulha-se de contribuir para a causa de Deus.

    O crente tende a se identificar com o pastor bem-sucedido socialmente, que faz crer aos seus seguidores que as bênçãos de Deus devem se manifestar sempre através sinais exteriores de riqueza.

    Além disso, a eloqüência dos pregadores evangélicos é mais adequada ao ritmo acelerado da vida moderna e dos meios de comunicação de massa.

    Sem falar no grande número de pobres e miseráveis que não se sentem tão abençoados pela sua fé tradicional, - muitas vezes são instados a lutar com Deus por um destino melhor, supostamente "amarrado" pelos dogmas tradicionais - A sua antiga fé é identificada como conformista e pouco útil para novos horizontes que ele pretende alcançar.

    Além obviamente dos espetáculos de curas efetivas, psicológicas ou pretensas que sempre atraem um número significativo de pessoas desenganadas ou mal-informadas sobre as causas reais das suas enfermidades.

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  76. Petrus Alois Rattisbonne24 de outubro de 2012 20:27

    Senhor calvinista Fábio:


    Lendo a cidade de Deus de Santo Agostinho defini as características das duas morais, em que uma é a claridade, a outra a escuridão; uma o princípio de todo o progresso e felicidade, a outra o caminho do mal e a ruína neste e no outro mundo. Eis o que disse:

    1. A natureza (decaída) tem como fim apenas a si própria
    1. A graça (i. é, a verdadeira natureza, restaurada pela graça do Salvador) opera por virtude de Deus, em Quem repousa seu fim.
    2. A natureza não quer ser mortificada, nem vencida, nem submetida, nem quer se submeter.
    2. A graça suporta a mortificação, resiste à sensualidade, não afeta deleitar-se na própria liberdade
    3. A natureza trabalha em prol de seu interesse, calcula o ganho que pode auferir de outrem (Exploração do homem pelo homem).
    3. A graça não busca a utilidade nem a vantagem própria, mas sim o que pode ser útil a outrem (Devotamento ao próximo).
    4. A natureza é amiga das honrarias (sobretudo quando se acompanham de agrados).
    4. A graça sempre se presta à honra e à glória de Deus
    5. A natureza é amiga da ociosidade (um dos mais fecundos princípios da imoralidade).
    5. A graça sai em busca do trabalho. (O trabalho realizado conforme a Deus é essencialmente moralizador).
    6. A natureza cobiça os bens temporais (como se a felicidade estivesse naquela posse).
    6. A graça aspira aos bens eternos, não se apega aos temporais; possui seu tesouro no Céu, onde não há corrupção (Daí sermos generosos com os pobres).
    7. A natureza é avara, e gosta mais de receber do que dar.
    7. A graça é desinteressada, contenta-se com pouco, e julga ser maior felicidade dar a receber.
    8. A natureza inclina-se às criaturas, à carne, à vaidade, à distração.
    8. A graça conduz a Deus, à virtude, expulsa os desejos da carne, reprime nossos ímpetos.



    9. A natureza tudo faz pelo ganho e interesse próprio (é o reino do egoísmo).
    9. A graça não busca vantagens temporais, e só pede a Deus por recompensa (Princípio da devoção e do desinteresse).
    10. A natureza sorri aos poderosos e enaltece os ricos (com intenção de atrair para si uma espécie de sombra, um reflexo do poder e das riquezas alheias).
    10. A graça é mais instante ao pobre que ao rico, e agrada-se mais do inocente que do poderoso (inclinando-se aos mais fracos, ela dá-lhes apoio, e recebe deles protestos de estima a Deus).
    11. A natureza reduz tudo a si própria (clama por igualdade, para pôr tudo sob seu domínio).
    11. A graça reduz tudo a Deus, princípio de todas as coisas (eis a ordem verdadeira, fora da qual não há liberdade).
    12. A natureza gosta de exterioridades e de que os sentidos provem por meio da experiência uma multidão de coisas (Nisso, assemelha-se a Eva, que se deleitou na visão, no tato e no paladar).
    12. A graça não cuida do que é novidade ou curiosidade: ela sabe que tudo isso é efeito da corrupção antiga (da natureza, da qual fomos remidos e libertos por Nosso Senhor Jesus Cristo).
    Assim falava, no século XIII, o autor de “A Imitação” (L. III, Ch. LIV). A luta da carne e do espírito era-lhe bem conhecida e, ontem como hoje, existem homens que buscam a lei moral olhando para baixo, enquanto outros, em busca do mesmo fim, olham para cima.

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  77. Petrus Alois Rattisbonne24 de outubro de 2012 20:39

    Nesse ínterim uno a visão de Santo Agostinho a um comentário sobre a fé do venerável:



    São Francisco de Sales (1)

    As revelações de Deus
    Quando Deus nos dá a fé, Ele entra em nossa alma e fala ao nosso espírito, não por modo de discurso, mas de inspiração; propondo tão agradavelmente ao entendimento aquilo que é preciso crer, a vontade recebe com isso um grande comprazimento, de tal sorte que ela incita o entendimento a consentir e aquiescer à verdade, sem nenhuma dúvida ou desconfiança, e eis o que é maravilhoso; porque Deus faz a proposta dos mistérios da fé à nossa alma entre obscuridades e trevas, de tal maneira que nós não vemos as verdades, antes só as entrevemos, assim como acontece, às vezes, que a Terra, estando coberta de bruma, não nos permite ver o sol, mas vemos apenas um pouco mais de claridade do lado em que ele está, de modo que, por assim dizer, nós o vemos sem o ver porque, de um lado, não o vemos tanto que possamos propriamente dizer que o vemos e, de outro lado, não o vemos tão pouco que possamos dizer que não o vemos, e é isto que chamamos entrever. E, entretanto, essa obscura claridade da fé, tendo entrado em nosso espírito, não pela força de discurso ou argumentos mas pela simples suavidade de sua presença, se faz crer e obedecer ao entendimento com tanta autoridade, que a certeza que ela nos dá da verdade ultrapassa todas as outras certezas do mundo e sujeita de tal modo a si todo o espírito e todos os discursos deste que eles, em comparação, não têm crédito algum.

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  78. Petrus Alois Rattisbonne25 de outubro de 2012 09:42

    Senhor Adeilton:


    Afirmar que S. Pedro era casado por ter uma sogra é um argumento precipitado. Há muitas pessoas que tem sogra mas já não tem mulher. Da Sagrada Escritura, a única coisa de certo que se pode afirmar é que S. Pedro tinha uma sogra e que, portanto, podia ser casado, podia ser viúvo, ou podia ter deixado a esposa.
    São Jerônimo, que conhecia bem por experiência própria tanto a tradição do Ocidente como a do Oriente, disse na sua refutação do ano 393 a Joviniano, sem insinuar nenhuma distinção entre Ocidente e Oriente, que o Apóstolo Paulo, na famosa passagem de sua carta a Tito, ensinou que um candidato casado à Ordem sagrada deveria ter casado uma só vez, deveria ter educado bem aos filhos que tivesse, mas não podia procriar outros filhos. Devia, portanto, dedicar-se à oração e ao serviço divino e não só por um tempo limitado, como no Antigo Testamento, como conseqüência, “si semper orandum et ergo semper et semper carendum matrimonio”.
    Em sua dissertação “Adversus Vigilantium” do ano 406, São Jerônimo repetia o dever dos ministros do altar de ser sempre continentes. E neste sentido afirma que esta é a prática da Igreja do Oriente, do Egito e da Sé Apostólica, onde só se aceita clérigos celibatários e continentes, ou, se são casados, que tenham renunciado previamente à vida matrimonial. Já no seu “Apologeticum ad Pammachium” tinha dito que também os Apóstolos eram “vel virgines vel post nuptias continentes”; y que “presbiteri, episcopi, diaconi aut virgines eiguntur aut vidui aut certe post sacerdotium in aeternum pudici”.
    Santo Agostinho, bispo de Hipona desde o ano 395/96, conhecia bem a obrigação geral do clero maior à continência, ele que havia participado no Concílio de Cartago onde tal obrigação tinha sido repetidamente afirmada, apontando sua origem nos mesmos Apóstolos e numa constante tradição do passado. Não se conhece nenhuma dissidência sua em tais ocasiões. Em sua dissertação “De coniugiis adulterinis” também afirma que homens casados que, de repente e por isso mesmo quase contra sua vontade, fossem chamados a fazer parte do clero maior e ordenados, estariam obrigados à continência, tornando-se, assim, um exemplo para aqueles leigos que, por viver longe de suas mulheres, são vulneráveis especialmente ao adultério.
    Todos os movimentos heréticos e cismáticos que apareceram na Igreja são uma renovada demonstração dessa verdade. Uma das primeiras consequências que ocorrem entre os seus seguidores é a renúncia da continência clerical. Não pode, portanto, causar surpresa o fato de que também nas grandes heresias e defecções da unidade da Igreja Católica no século XVI, ou seja, entre os luteranos, calvinistas, seguidores de Zwinglio, ou Anglicanos, a renúncia rápida ao celibato eclesiástico. Os esforços de reforma do Concílio de Trento para restaurar a verdadeira fé e a boa disciplina na Igreja Católica, portanto, deverão também abordar os ataques contra a continência dos ministros sagrados.
    Da história deste Concílio já é conhecida, com absoluta certeza, que muitas pessoas, especialmente imperadores, reis, príncipes e mesmo representantes da mesma Igreja, com a boa intenção de recuperar os ministros sagrados que haviam deixado a Igreja Católica, se empenharam em obter uma redução ou uma dispensa desse dever. Mas uma comissão criada pelos Romanos Pontífices para tratar dessa questão, concluiu, considerando toda a tradição precedente, que se devia manter sem comprometer a obrigação do celibato: a Igreja não estava capacitada para renunciar a uma obrigação válida desde seu começo e depois sempre renovada.
    Por razões pastorais se deu permissão especial para que na Alemanha e na Inglaterra os sacerdotes apóstatas, depois de renunciar a toda convivência e utilização do casamento, podiam ser absolvidos e reintegrados ao seu ministério na Igreja Católica. Caso rejeitassem o retorno ao clero, podia ser sanada a invalidez de seu matrimônio; mas, nesse caso, seriam excluídos para sempre do ministério sagrado.

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  79. Petrus Alois Rattisbonne25 de outubro de 2012 10:09

    Senhor Adeilton:


    S. Pedro era Celibatário – provas da Sagrada Escritura

    Você, Adeilton se arvora em intérprete da Bíblia, insinuando, que conhecem-na muito melhor que os católicos. Então, vou procurar demonstrar – com a mesma Bíblia que vossa pessoa diz seguir – que S. Pedro era Celibatário. Você utiliza o seguinte trecho para tentar provar que S. Pedro não podia ser celibatário: “E a sogra de Simão estava enferma” (Lc 4, 38).

    Primeiramente, cabe distinguir entre celibato e castidade. A castidade pressupõe o celibato, mas este não pressupõe aquele. Uma pessoa celibatária pode ter sido casada, por exemplo. Enquanto uma pessoa que guardou a castidade a vida inteira, de regra, nunca foi casada. A não ser que tivesse feito um voto de castidade dentro do casamento, como foi o caso de Nossa Senhora.

    S. Pedro, segundo ensina a tradição e segundo vou procurar demonstrar com a Bíblia, foi casado, mas era viúvo ou tinha deixado sua mulher.
    De qualquer forma, estando viva ou não sua mulher, S. Pedro a tinha deixado, segundo o conselho do Mestre: “Todo aquele que tiver deixado, por amor de mim, casa, irmãos, pais, ou mãe, ou mulher, ou filhos… receberá a vida eterna” (Mt 19, 29).

    Eis um conselho do divino Mestre dirigido aos Apóstolos e, na pessoa deles, aos séculos vindouros. Nosso Senhor os convida a deixar tudo, por seu amor… até a própria mulher.

    Os Apóstolos compreenderam o convite de Nosso Senhor. E compreenderam tão bem que ficaram admirados, e disseram: “logo quem poderá salvar-se?” (Lc 18, 26).

    S. Pedro, sem hesitação, sem embaraço, como quem fala com completa certeza, dirige-se ao divino Mestre, e exclama: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos” (Lc 18, 28).

    E o Senhor aprova e apóia esta exclamação de Pedro, respondendo: “Na verdade vos digo, que não há quem deixe, pelo reino de Deus, casa, pais, irmãos ou mulher que não receberá… a vida eterna” (Lc 18, 29-30)

    S. Pedro exclama ter deixado tudo… O Mestre o confirma, e promete-lhe o céu em recompensa.

    É, pois, claro e irrefutável que S. Pedro, embora tivesse sogra, não tinha, ou tinha deixado a mulher; era pois celibatário como os outros apóstolos. Se assim não fosse, S. Pedro não podia dizer ter deixado tudo, visto não ter deixado a mulher, embora fosse incluída a mulher na enumeração, feita pelo Mestre, daquilo que se pode deixar por seu amor.

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  80. Petrus Alois Rattisbonne25 de outubro de 2012 10:23

    ADeilton:

    Para querer provar que um padre deve se casar, vossa risível pessoa , segundo seu costumeiro “Livre Exame“, utiliza-se de um texto de S. Paulo. É claro que, segundo a interpretação de cada um, um mesmo texto acaba levando a conclusões diametralmente opostas…

    Diz S. Paulo: “Se alguém deseja o episcopado, deseja uma boa obra. Importa que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, sóbrio, prudente, conciliador, modesto, hospitaleiro, capaz de ensinar” (1 Tim 3, 1-2).

    Segundo a interpretação corrente que fazem os protestantes desse texto, o padre deve casar-se. Ora, se o próprio Cristo deixou a cada um a liberdade de casar-se ou de ficar celibatário, será que ele recusaria esse direito ao padre?

    O que prova esse trecho? Prova apenas o que a Igreja sempre ensinou, ou seja, que o celibato não é uma obrigação divina, mas sim um conselho de Nosso Senhor e do próprio S. Paulo (1 Cor 7, 7 – 38). O Apóstolo não diz: “é preciso que o bispo seja casado!“; mas diz: “Sendo ele casado, deve sê-lo com uma mulher só“, excluindo, deste modo, a tal “bigamia” pública ou oculta…
    Ora, nunca a Igreja ensinou que o celibato era de ordem divina, mas sim de ordem eclesiástica.

    O padre deve ser “pai espiritual” de todos; e para isso, não deve ser pai carnal de ninguém. Seu tempo não lhe pertence e não poderia pertencer à sua família carnal, pois ele deve viver para a Igreja e para a religião, e não para mulher e filhos. Ele deve renunciar ao conforto do lar e à família, para consagrar-se ao serviço de Deus. “Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim. E aquele que ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. Aquele que não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim. Aquele que acha a sua vida, vai perdê-la, mas quem perde a sua vida por causa de mim, vai achá-la“. (Mt 10, 37-39)

    O famoso texto de S. Paulo, longe de contradizer, confirma a doutrina católica mostrando o que sempre foi repetido: que o celibato não foi exigido por Cristo; porém foi aconselhado, pela palavra e pelo exemplo, deixando Jesus Cristo à sua Igreja o cuidado de regular estes pormenores, conforme os tempos e os lugares.

    Ninguém é obrigado a ser padre, sendo, deve conformar-se com as decisões da Igreja de Cristo, pois “quem vos escuta, escuta a mim e quem vos despreza, despreza a mim“, disse Nosso Senhor aos seus Apóstolos, à sua Igreja (Lc 10, 16).

    Aliás, como tudo isso é diferente do protestantismo, que nasceu e foi impulsionado por pessoas que desejavam o adultério e a fornicação: Calvino, Henrique VIII, Lutero e Zwinglio!

    Agora, querendo justificar sua posição, protestantes procuram lançar pedras contra o sacerdócio católico… Ignoram a Bíblia, os conselhos de Cristo e os preceitos da Igreja. Mais deveriam tentar limpar a imagem de seus ‘fundadores’ do que atacar a Igreja fundada por Cristo!

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  81. Petrus Alois Rattisbonne25 de outubro de 2012 11:07

    Senhor Adeilton:

    Se depender de você São Paulo nunca teria escrito sua epístola, veja o atraso com que achas que ele a escreveu:

    "Paulo,que escreveu 1Coríntios em 58 d.c.,disse que naquele tempo Pedro era casado.Portanto,comparando essa data com o evangelho de Mateus,sabemos que Pedro esteve casado por pelo menos 26 anos".
    Porém;
    Quando foi escrito: O livro de 1 Coríntios foi escrito em cerca de 55 dC.

    Propósito: O apóstolo Paulo fundou a igreja em Corinto. Poucos anos depois de deixar a igreja, o apóstolo Paulo ouviu alguns relatos preocupantes sobre a igreja de Corinto. Eles estavam cheios de orgulho e tolerando a imoralidade sexual. Os dons espirituais estavam sendo usados indevidamente e havia um crescente mal-entendido das principais doutrinas cristãs. O apóstolo Paulo escreveu sua primeira carta aos Coríntios na tentativa de restaurar a igreja de Corinto à sua fundação: Jesus Cristo.

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  82. Petrus,

    Seu comentário foi um tiro no próprio pé,veja o que o senhor diz:" Ora, se o próprio Cristo deixou a cada um a liberdade de casar-se ou de ficar celibatário, será que ele recusaria esse direito ao padre?"


    Porque então estimado mestre,a sua igreja católica não faz o mesmo que Jesus,que segundo voçê, deixou a liberdade de escolha,mas a tua igreja proíbe o que Cristo deixou em liberdade.

    E agora obedecemos a Cristo,ou cegamente aos dogmas católico?


    Gratia Domini nostri Jesu Christi,et caritas Dei,et communicatio Sancti Spiritus sit cum omnibus vobis.Amem.

    Petrus, é que eu tenho a Vulgata Latina,e desejo essa saudação pra voçê.rsrsrs(oh!herege pra pertubar em Petrus,RSrsrsrs)

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  83. Petrus Alois Rattisbonne25 de outubro de 2012 18:23

    Senhor Adeilton:

    Antes de falar qualquer coisa acerca de celibato, vou com toda educação lhe dar um estrato de uma dissertação que fiz para o prepondêutico do curso de teologia.

    Veja:

    Deus benedicat tibi et tuis


    FUNDAMENTOS TEOLÓGICOS DA DISCIPLINA DO CELIBATO:

    No atual debate sobre celibato, se dá maior ênfase na necessidade de aprofundar teologicamente no sacerdócio a fim de deduzir a verdade e apreciar a verdade única e completa da teologia do celibato da Igreja Católica Latina.

    Temos, portanto, por esse motivo, a tarefa atual e importante de analisar os elementos teológicos tanto do sacerdócio do Novo Testamento como, a partir deste, o celibato dos ministros sagrados. Ambos têm suas raízes nas Escrituras – a principal fonte da Teologia católica – e na Tradição da Igreja que revela e interpreta o testemunho escriturístico.

    O sacerdócio de Jesus Cristo é um profundo mistério da nossa fé. Para compreender isso, o homem deve se abrir para uma visão sobrenatural e submeter a sua razão a um modo transcendente de pensar. Em tempos de fé viva, que incentiva e orienta não só a cada fiel como pessoa única, mas também permeia a vida e dá forma à vida de toda a comunidade crente, Cristo Sacerdote constitui na consciência de todos o centro da vida de fé pessoal e comunitária. Em tempos de declínio do sentido da fé, pelo contrário, a figura de Cristo Sacerdote desbota e desaparece cada vez mais da consciência dos homens e da sociedade, e não está mais no centro da vida cristã.

    Esta mesma imagem é também aplicável no caso de um sacerdote de Cristo. Em tempos de fé viva, na verdade não é difícil ao sacerdote reconhecer-se em Cristo, identificar-se com Ele, contemplar e viver a essência do próprio sacerdócio em íntima união com Cristo Sacerdote, ver nele “a única fonte” e o “modelo insubstituível” da própria condição sacerdotal.
    Mas, em meio a uma atmosfera racionalista que desvia cada vez mais a mente humana do sobrenatural, em uma época de materialismo que obscurece cada vez mais a realidade espiritual, torna-se cada vez mais difícil para o sacerdote resistir à pressão da mentalidade secularizante. A identidade espiritual e transcendente de seu sacerdócio tende a desvanecer se ele não se esforça, conscientemente, em aprofundar nela e em mantê-la viva, por meio de uma íntima união pessoal com Cristo.

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  84. Petrus Alois Rattisbonne25 de outubro de 2012 18:42

    Senhor Adeilton:


    O celibato é uma questão de disciplina e moral, pelo que aceito que possa, em algumas circunstâncias, ser mudado.

    A tradição "latina" (romana) da Igreja tem sido a favor do celibato. E este é o principal motivo para a manutenção do mesmo. As razões apontadas prendem-se com uma maior disponibilidade para se dedicar ao trabalho pastoral e uma (teórica) maior dedicação a Deus.

    Há certos "círculos" aonde o celibato não tem sentido (o caso dos missionários, por exemplo), pura e simplesmente.

    De qualquer forma, sou a favor da regulamentação que existe nas Igreja católica: o casamento SÓ pode ocorrer entre a grei da igreja e o padre deve estar impossibilitado de casar-se,. Entretanto, vou te apresentar 4 razões em favor do celibato.
    1. O celibato é a manifestação externa de um amor total, com um coração indiviso, e manifestação de uma entrega sem limites a Jesus e à Igreja. Não é, portanto, um "não poder fazer" algo contra a castidade plena, mas sim um "poder não fazer" por amor a Jesus. E isto muda tudo, porque, desta perspectiva, o celibato não é um fardo, mas um dom: o dom de amar a Jesus inteiramente, manifestado numa doação total de corpo e alma.

    2. Isto não diminui em nada o valor do matrimónio e da vida daqueles que seguem uma vocação diferente. Deus não dá duas vocações à mesma pessoa, nem dá uma vocação "hibrida": para Deus, tanto é santo o caminho daqueles que seguem o matrimônio, como o caminho daqueles que seguem o sacerdócio e a vida consagrada. Mas a cada pessoa, Deus concede uma só vocação. E essa vocação deve ser vivida plenamente, sem limites e pondo nela todo o corpo e toda a alma.

    3. Ainda que os Apóstolos e, em geral, os Santos sejam propostos, pela Igreja, como modelo para todos os cristãos, só o são porque nos ensinam a imitar a Cristo. O único modelo, em sentido absoluto, para todos os baptizados, é Jesus Cristo. No caso dos sacerdotes, o celibato deveria nascer do desejo de imitar a Cristo, Unico e Sumo Sacerdote, do qual todos os sacerdotes são imagem visível. Aquilo que queria dizer é que o modelo do sacerdote é Cristo e os Apóstolos só são modelos enquanto apontam para o exemplo do Mestre.

    4. Cristo viveu o celibato, não por ser obrigatório, mas porque foi o modo como Ele quis passar por esta terra. Será que Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, viveu "roído pela solidão", numa vida "anti natural"? É verdade que Jesus passou por momentos de solidão, mas não serviram esses momentos para se oferecer como vítima de expiação ao Pai pela salvação dos homens e mulheres que lhe foram confiados? E isso tornou-o infeliz, ou foi uma ocasião para se abandonar ainda mais inteiramente à vontade salvadora do Pai?

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  85. Petrus Alois Rattisbonne26 de outubro de 2012 11:32

    Senhor Adeilton:

    Será que já acabou o debate? Que tenho que arrolar o próximo tema? Ademais, tenho uma nítida impressão de que o caro protestante Adeilton não está cheio de profundidade teológico-argumentativa para me peitar ou me deixar sem chão.
    Contudo, se entrar-mos no próximo tema, 5-a Primazia de Pedro como Papa, tenho um aviso:
    Se quiser se meter a refutar-me, o faça no mesmo nível, com argumentações em grego, aramaico, bíblicas e patrísticas todas em harmonia entre si, caso contrário todos os delírios serão considerados falta de argumentação.
    Pax et bonum

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  86. Petrus Alois Rattisbonne26 de outubro de 2012 16:15

    Senhor Adeilton:


    Quando Deus quis estabelecer uma aliança com Abraão e constituí-lo pai dos crentes mudou-lhe o nome de Abram em Abraão (Gen. 17, 4s).

    No nosso caso, o novo nome dado por Jesus a Simão, simboliza a missão que Jesus quer lhe confiar. Para o futuro Simão chamar-se-á Pedro, porque há de ser a pedra, ou a rocha sobre a qual Jesus quer fundar a sua Igreja. O trocadilho, que tem toda a sua força na língua aramaica, na qual o nome “Kepha” dado por Jesus á Pedro é masculino e significa rocha, pedra, desaparece em grego e em latim, porque nessas línguas Pedro se diz Petros ou Petrus, e rocha, petra. Pedro será, com respeito à sociedade cristã, à Igreja de Cristo, o que é a rocha com respeito ao edifício: fundamento sólido que assegurará a estabilidade de todo o edifício, rochedo inabalável, que desafiará os séculos, e sobre o qual se virão quebrar as portas do inferno, ou por outras palavras, os assaltos e o poder do demônio.
    Finalmente as chaves do reino dos céus foram confiadas a S. Pedro. A entrega das chaves é um privilégio insigne e especial que confere um poder absoluto. Compara-se o reino dos céus a uma casa. Ora, só poderá entrar em casa quem tem as chaves em seu poder, e aqueles a quem ele quiser abrir a porta. Pedro é constituído único intendente da casa cristã, único introdutor do reino de Deus. É inútil insistir mais. A promessa de Cristo é tão clara que não pode haver dúvida acerca da sua significação. Só a Pedro se muda o nome, só ele é chamado fundamento da futura Igreja, só a ele serão entregues as chaves; se as palavras têm algum sentido, só podem significar o primado de Pedro.
    Nos Atos dos Apóstolos encontra, o historiador católico, numerosos testemunhos para provar que S. Pedro exerceu o primado desde os primeiros dias da Igreja nascente.

    Depois da Ascensão, S. Pedro propõe a eleição de um discípulo para ocupar o lugar de Judas e completar o colégio dos Doze (At. 1, 15-22).

    É ele o primeiro que prega o Evangelho aos judeus no dia de Pentecostes (At. 2, 14; 3, 16). É S. Pedro que, inspirado por Deus recebe na Igreja os primeiros gentios (At. 10, 1).

    Visita as igrejas (At. 9, 32). No Concílio de Jerusalém põe termo à longa discussão que ali se trava, decidindo que não se deve impor a circuncisão aos pagãos convertidos, e ninguém ousou opor-se à sua decisão (At. 15, 7-12). Se S. Tiago fala, depois de S. Pedro ter emitido o seu parecer, não foi para discutir a sua opinião, mas unicamente porque, sendo Bispo de Igreja de Jerusalém, julgou que se deviam impor aos gentios algumas prescrições da lei mosaica, cuja infração podia escandalizar os cristãos de origem judaica, que constituíam a maior parte do seu rebanho. Pedia S.

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  87. Petrus Alois Rattisbonne26 de outubro de 2012 16:45

    Senhor Fábio:


    "Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica. Um me distingue, o outro me designa. É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos."
    São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, 375 D.C.

    "Porque Cristo é o único canon dos ensinamentos é que a Igreja Católica adere tão obstinada e rigidamente à Sua mensagem tradicional. É por isso que Ela não pode suportar nenhum modernismo, nem se confraternizar com o espírito da época.
    Karl Adam, O Espírito do Catolicismo...

    "A Igreja Católica compreende seus antagonistas, seus antagonistas não entendem a Igreja Católica"
    Hilaire Belloc, As Grandes Heresias...

    "As pessoas podem se identificar com um Cristo crucificado exibido nas Igrejas Católicas, cada um de nós tem uma cruz a carregar. Nenhum de nós pode se identificar com um Cristo ressuscitado, já que nenhum de nós jamais se ergueu dentre os mortos"
    Fr. Groeschel...

    O conhecimento apologético da Igreja Católica é mais profundo do que o oceano e ninguém jamais poderá atingir suas profundezas."
    Anônimo...

    "Enquanto os Protestantes estudam o menu (a Bíblia), os Católicos se deliciam com a refeição."
    Dr. Scott Hahn...

    "Aqui temos uma analogia. Dispare um tiro Protestante e um Católico em direção a uma parede. A dispersão obtida refletirá as opiniões dos que dispararam, identificando-os como liberais, conservadores, etc. Com os Católicos, sempre sabemos quem está no centro: o Papa e seu Magistério. Com os Protestantes, como podemos determinar quem está no centro?"

    Marcus Grodi, ex-Pastor Protestante, agora Católico.


    "A Fé Católica não ensina o que pensávamos que ensinava e A acusávamos inutilmente de fazê-lo".
    Santo Agostinho, Confissões, 6,11, 400 A.D.

    "Os heréticos condenam-se a si mesmos já que por própria opção abandonam a Igreja, um abandono que, sendo consciente, torna-se sua condenação ."
    São Jerônimo Comentários acerca de Titus, 3,10 386 A.D.

    "Um homem Cristão é Católico enquanto vive no corpo; decepado deste, torna-se um herege. o Espírito não segue um membro amputado."
    Santo Agostinho...

    "Nenhum Protestante deveria citar a Escritura, porque ele não tem meios de saber quais são os livros inspirados; a menos que, é claro, queira aceitar a autoridade da Igreja Católica com relação à essa questão."
    Fr. William Most...

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  88. Petrus Alois Rattisbonne26 de outubro de 2012 16:52

    "Todo vocês devem seguir a liderança do bispo, como Jesus Cristo seguiu a do Pai; seguir o presbitério como seguiriam os Apóstolos; reverenciar os diáconos como reverenciariam os mandamentos de Deus. Não permitam que ninguém toque na Igreja, a não ser o bispo ou alguém enviado por ele. Onde está o bispo, é onde o povo deve estar, assim como onde Jesus Cristo está, igualmente está a Igreja Católica. Sem a autorização do bispo, não é permitido batizar ou organizar um culto; mas tudo que ele aprova é também agradável a Deus. Se agirem assim, tudo que fizerem será isento de perigo e válido."
    Santo Inácio de Antioquia, Carta aos Cristãos de Esmirna, 107 A.D..

    "Pelo que foi dito, então, parece-me claro que a verdadeira Igreja, aquela que é realmente antiga, é uma só; e dela participam aqueles que, em acordo com o que foi determinado, são justos... Dessa forma dizemos que em substância, conceito, origem e imanência, antiga, Igreja Católica está só, juntando como o faz na unidade de uma fé que resulta de alianças familiares, - ou melhor dizendo, de uma aliança em eras distintas, pela vontade do DEUS uno e através de um Senhor, - aqueles que já foram escolhidos, aqueles predestinados por DEUS, que sabia desde a criação do mundo que eles seriam justos.
    São Clemente de Alexandria, Estromata (Miscelânia), 202 A.D..

    "Portanto, a Igreja Católica é a única que retém o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade; esta, o domicílio da fé; o templo de DEUS. Quem quer que não entre nela ou não saia daqui é um alienado em termos de esperança de vida e salvação... Porque, , ao contrário disso, todos os vários grupos de hereges têm confiança de que são os Cristãos, e pensam que a Igreja Católica é deles. Que se saiba que a verdadeira Igreja é na qual há confissão e penitência, e que cuida de maneira salutar dos pecados e das mágoas aos quais os fracos na carne estão sujeitos.
    Lactantius, As Instituições Divinas, 304 A.D..

    "Levemos em conta que a própria tradição, ensinamento e fé da Igreja Católica, desde o princípio, dadas pelo Senhor, foi pregada pelos Apóstolos e foi preservada pelos Pais. Nisto foi fundada a Igreja; e se alguém se afasta dela, não é e nem deve mais ser chamado Cristão."
    Santo Atanásio, Carta a Serapião de Thmuis, 359 D.C..
    "Eu não deveria acreditar no Evangelho a não ser que este seja movido pela autoridade da Igreja Católica."
    Santo Agostinho de Hipona, Contra a Carta de Mani, 397 D.C.
    "A Igreja é Santa, a Única Igreja, a Verdadeira Igreja, a Igreja Católica, lutando sempre contra todas as heresias. Ela pode lutar, mas não pode ser derrotada. Todas as heresias são expulsas por Ela, como os galhos pendentes são arrancados de uma vinha. Ela permanece presa à sua raiz, em Sua vinha, em Seu amor. As portas do inferno não prevalecerão contra ela"
    Santo Agostinho de Hipona, Sermão aos Catecúmenos sobre o Credo, 6,14, 395 D.C.

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  89. Petrus Alois Rattisbonne26 de outubro de 2012 17:04

    A Igreja Católica sempre tem o que falta ao mundo"
    G.K. Chesterton...
    "Quando o mundo está errado, prova que a Igreja está certa."
    G.K. Chesterton...
    "É contraditório que um Protestante aceite a Bíblia e rejeite a autoridade da Igreja Católica que lha deu."
    Anônimo...
    "Ao atacar a Igreja Católica, Protestantes estão cortando suas próprias raízes."
    Autor Desconhecido...
    "As Igrejas Protestante "Nenhum Protestante deveria citar a Escritura, porque ele não tem meios de saber quais são os livros inspirados; a menos que, é claro, queira aceitar a autoridade da Igreja Católica com relação à essa questão."
    Fr. William Most...
    "Se você ler a Bíblia com olhos Católicos, as idéias começarão a pipocar em sua mente."
    Autor Desconhecido...
    "Graças a Igreja Católica, a autoridade e a integridade da Bíblia se manteve intacta."
    Autor Desconhecido...
    "As crenças Católicas têm sido afirmadas por estudos independentes por 2000 anos."
    "A Igreja Católica tem a Verdade em plenitude."
    antes têm canções e orações. As Igrejas Católicas têm canções, orações e sacrifício." Dr. Scott Hahn...

    "As crenças Católicas têm sido afirmadas por estudos independentes por 2000 anos."
    "A Igreja Católica tem a Verdade em plenitude."
    "Nossa Igreja é a que cresce mais rapidamente no mundo. Temos agora um bilhão de Católicos no mundo." (1995)
    Fr. Luke Zimmer...

    Nota! Agora somos 1,170,000,000 Católicos em 2001. World Christian Encyclopedia.
    Viu Senhor Esdras Amorim e Senhor Fábio o que dizem eminentes católicos em todos os tempos?
    É por essas e outras que sou convictamente católico romano.

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  90. Adeilton:

    Vai deixar Petrus esperando é?...rs.

    Petrus:

    Só uma coisinha não está se encaixando em seus últimos comentários . Veja o que vc diz:

    "[...] Ambos têm suas raízes nas Escrituras – a principal fonte da Teologia católica – e na Tradição da Igreja que revela e interpreta o testemunho escriturístico".

    Será mesmo que podemos considerar as Escrituras como "fonte principal de sua teologia"?

    Isso significaria que em caso de opinião discordante entre a Bíblia e a Tradição (em todo o seu conjunto)a palavra final seria da Bíblia; não tem como pensar diferente. Mas, será que na prática é isso que ocorre?

    Você mesmo admitiu que CULTUAR homens e anjos, pelo prisma das Escrituras, principalmente de Êxodo 20:1-4 -"Só ao Senhor darás CULTO"-, implicava em "quebra" do mandamento ensinado nesse texto.

    Ao mesmo tempo vc disse defenter tal prática lastreado na tradição.

    Ora, em casos de divergências entre uma e outra não deveeria prevalecer o argumento da "fonte principal"?

    Sendo a Bíblia "a fonte principal de sua teologia", como afirmas, essa prática não deveria ser abandonada o quanto antes?

    Das duas uma: ou seu discurso está incoerente ou a Bíblia não é a fonte principal de sua teologia, o que não me deixaria admirado.

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  91. Petrus,

    É muito fácil desmascarar o romanismo,não precisamos de muita coisa não,só a Bíblia!

    Veja:

    No concílio de Jerusalém Pedro tomou parte nas discussões,mas o apóstolo Tiago,e não Pedro,presidiu e pronunciou a decisão do concílio: "Depois que eles terminaram,falou Tiago,dizendo:Irmãos,atentai nas minhas palavras...pelo que,julgo eu..."(At 15.13,19).
    Pedro chama a se mesmo de presbítero e não papa: "Rogo,pois,aos presbíteros que há entre vós,eu,presbítero como eles"(1Pe 5.1).Os outros apóstolos não reconheceram Pedro como seu chefe;de fato,eles o enviaram para pregar em Samaria(At 8.14)

    O Apóstolo Paulo não creu que Pedro era o chefe;

    Paulo menciona Pedro mais de uma vez,porém ele nunca o menciona com qualquer título especial de honra,tal como vicário ou papa,ou da qualquer indício de que ele estivesse acima de qualquer dos outros apóstolos.

    Paulo ensinou que aqueles que se prendiam a Pedro ou qualquer outra pessoa como um grupo distinto eram culpados de cismo,porque Cristo é o cabeça(1Co 1.12-13;3.22)


    Paulo não menciona o papado quando se refere aos oficiais da igreja(1Co 12.28;Ef 4.11)

    Paulo como um apóstolo reivindicou autoridade sobre a própria igreja romana(Rm 1.5,6;16.17)

    Paulo era "em nada inferior aos mais excelentes apóstolos"(2Co 12.11,12)

    Paulo negou expressamente que Pedro era o papa e depois afirmou que enquanto Pedro era para os Judeus,ele,Paulo,era para os gentios.Isto certamente é incompatível com qualquer idéia de um papa nos dias de Paulo(Gl 27,8)

    Paulo reprovou Pedro sem qualquer menção da supremacia de Pedro(Gl 2.11)

    Se Pedro era chefe,era dever de Paulo e dos apóstolos reconhecê-lo como tal,respeitando-o como chefe e ensinando em seus escritos que ele era o chefe,mas nem os evangelhos,nem os Atos dos Apóstolos,nem as epístolas ou o Apocalipse mencionam jamais isto.

    Responda a essas objeções,sem mencionar,pais,concílios e papas, que eles se contradizem e muito,derrube esses argumentos com a bíblia,


    "ut in nobi discatis, ne supra quam scriptum est, unus adversus alterum infletur pro alio"(1Co 4.6)

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  92. "Nossa Igreja é a que cresce mais rapidamente no mundo. Temos agora um bilhão de Católicos no mundo." (1995)

    Isso é uma falácia e está pesquisa desatualizada e muito.

    Porque é, então, que voçês tem que imitar os pentecostais(católicos carismáticos)para parar de cair nas pesquisas e invertar ecumenismo e nos chamar de "irmãos separados" e jornada mundial da juventude.

    Petrus voçê já parou para pensar que nos cultos católicos só tem idosos!eu ligo a tv e só vejo idosos!em contra partida o calvinismo está em alta e um verdadeiro exército de jovens estão encontrando a fé reformada,uma prova disso foi a Conferência Fiel 2012,houve um número enorme de jovens,a igreja evangelica de confissão reformada está começando um avivamento no Brasil,é uma igreja jovem,vibrante,os jovens discutem teologia,e querem um compromisso mais consagrado com o Senhor Jesus.

    Converse com um católico e pergunte sobre propiciação,expiação,predestinação,eleição ou então mande ele citar um apassagem dos evangelhos é quase um afronta para ele perguntar essas coisas.]
    Estou mentindo Petrus?


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  93. Petrus Alois Rattisbonne27 de outubro de 2012 11:27

    Calvinista Fábio e Sr. Esdras Amorim

    Sabe porquê nunca me tornarei protestante?
    Por que esta seita é demoníaca e incoerênte, veja em lista minhas razões:




    Igualitarismo: o problema de fundo do protestantismo.

    Argumentos retirados de vários livros, principalmente do Pe. Júlio Maria (1949)

    1) O igualitarismo e a dificuldade de convencer os “intérpretes” da Bíblia

    Todos os protestantes, sem exceção, atribuem à si próprios o direito de ‘interpretar’ a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação ‘direta’ do Espírito Santo, sem intermediários, ou seja, sem a Igreja.

    Em todos os debates que a Frente Universitária Lepanto travou com protestantes ficou patente que o objetivo deles não era conhecer as respostas católicas, mas combater à Igreja de Cristo, à Maria Santíssima, aos Santos etc.

    Alguns apenas se limitavam a transcrever trechos da Bíblia, sem embasamento doutrinário e sem raciocínio lógico, como se os trechos fossem ‘amuletos’ mágicos.

    A grande maioria não se embaraçava em se qualificar como “voz” do “espírito santo”, como predestinados e eleitos de Deus contra Igreja católica.

    O mais curioso, entretanto, é a diferença que o “espírito santo” manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do protestantismo…

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  94. Petrus Alois Rattisbonne27 de outubro de 2012 11:31

    Sobre a unidade, eles se unem contra a Igreja.

    Sobre a infalibilidade, eles negam na Igreja Católica, mas defendem em sua interpretação pessoal, que não admite provas em sentido contrário, ainda que mais absurdas sejam suas teses.

    Sobre a hierarquia, eles obedecem apenas enquanto lhes convém, para logo depois fundarem uma Igreja que melhor se adapte à suas convicções subjetivas.

    Sobre os preceitos, basta ter fé, pois aquele que tem fé se salva…

    No fundo, eles só acreditam neles mesmos, pois utilizam-se da Bíblia para justificar suas crenças, já que não seguem uma Igreja determinada e nem devem obediência ao seu pequeno líder.

    Em vez de consultarem as aves, como os romanos, ou os astros, como os gregos, os protestantes consultam a Bíblia, dando eles mesmos, ao texto, o sentido de que precisam e que mais se adapta a seus caprichos ou seus interesses.

    Todo o livro precisa de uma interpretação autêntica, feita por uma autoridade competente, senão é uma letra morta, e a letra morta só pode dar a morte. É o que clara e energicamente exprime S. Paulo: “A letra mata e o espírito vivifica” (2 Cor 3, 6). E ainda: “Para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra” (Rom 7, 6). Os judeus estavam na velhice da letra; Cristo trouxe a novidade de espírito e os protestantes rejeitam este espírito.

    Como tal, os protestantes não têm dogmas porque o dogma exige uma verdade contida na Sagrada Escritura, e declarada autêntica pela autoridade competente.

    O Protestante tem a Bíblia (embora sem alguns livros e com interpretações diversas), porém não possui nenhuma autoridade superior, infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade.

    Não tem moral fixa, estável, porque “basta crer” e “fazer o que quiserem”, como diz Lutero, o que exclui toda moral.

    Não tem culto público, porque o culto é a expressão da crença e sendo a crença individual, o culto igualmente deve ser individual.
    No fundo, o que fazem então os protestantes? Eles protestam, criticam, censuram a Fé católica para substituí-la pela negação, pela revolta contra a autoridade do Papa, etc.

    Esse é o laço que os une, pois a essência do protestantismo é a negação da Igreja Católica.

    Não duvidamos que existam protestantes por ignorância. O que dizemos é que a essência do protestantismo é a revolta contra a autoridade da Igreja de Cristo.

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  95. Petrus Alois Rattisbonne27 de outubro de 2012 11:41

    Senhor Adeilton:



    O texto em que se baseiam é 1 Pedro 5, 1 onde lêem “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:” (Tradução João Almeida)

    Presbitero em algumas Igreja protestantes “reformadas” diz respeito ao líder espiritual de uma comunidade, algumas outras afirmam que presbitero é um pastor.

    Na Igreja católica o título prebítero é vulgarmente atribuido aos padres ordenados.

    Mas será que Pedro quis dizer realmente que ele era um presbítero no sentido de um simples pastor da Igreja? Vamos fazer uma exegese mais acurada do texto em grego:

    Πρεσβυτέρους τοὺς ἐν ὑμῖν παρακαλῶ ὁ συμπρεσβύτερος καὶ μάρτυς τῶν τοῦ χριστοῦ παθημάτων, ὁ καὶ τῆς μελλούσης ἀποκαλύπτεσθαι δόξης κοινωνός· (1Pe 5, 1 )

    A palavra Πρεσβυτέρους (do grego antigo “πρεσβύτερος” de “πρέσβυς”) em negrito no texto, apesar de se pronunciar como “presbíteros” tem sua tradução não como “presbítero” como vulgarmente entendemos hoje, como um simples sacerdote da Igreja, mas sua real tradução significa, “Ancião”, logo Pedro não estava falando como um simples presbítero como imaginamos hoje, mais sim como um ancião que foi testemunha da paixão de Cristo.

    E um presbítero , nas igrejas cristãs primitivas, era cada um dos anciãos aos quais era confiado o governo da comunidade cristã.

    A palavra hebraica equivalente é za·qen e identificava os líderes do Antigo Israel, quer no Âmbito de uma cidade, da tribo ou em nível nacional.

    Segundo o dicionário grego temos:

    1. De idade avançada, freqüentemente subst. Pessoa (mais) velha Lc 15, 25; Jo 8, 9; At 2, 17; 1 Ti 5, 1b. De um período de tempo οἱ π. Homem antigo, nossos ancestrais Mt 15, 2; Mc 7, 3, 5; Hb 11, 2.

    2. Como uma designação de um oficial idoso. presbitero.
    Logo nenhuma tradução possível se encaixa como presbítero no sentido que entendemos hoje, de sacerdote, padre ou pastor.

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  96. Petrus Alois Rattisbonne27 de outubro de 2012 11:48

    Entre Judeus

    Mt 16, 21

    Grego:

    Ἀπὸ τότε ἤρξατο ὁ Ἰησοῦς δεικνύειν τοῖς μαθηταῖς αὐτοῦ ὅτι δεῖ αὐτὸν ἀπελθεῖν εἰς Ἱεροσόλυμα, καὶ πολλὰ παθεῖν ἀπὸ τῶν πρεσβυτέρων καὶ ἀρχιερέων καὶ γραμματέων, καὶ ἀποκτανθῆναι, καὶ τῇ τρίτῃ ἡμέρᾳ ἐγερθῆναι.

    João Almeida :

    “Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dosanciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.”

    Mt 27:41

    Grego:

    “ Ὁμοίως δὲ καὶ οἱ ἀρχιερεῖς ἐμπαίζοντες μετὰ τῶν γραμματέων καὶ πρεσβυτέρων καὶ Φαρισαίων ἔλεγον”

    João Almeida:

    “E da mesma maneira também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo…”

    A mesma coisa se repete em Mc 14, 43, 53; Lc 7, 3; 9, 22; At 4, 23; 6, 12.
    Entre os Cristãos

    At 11, 30

    Grego

    “ ὃ καὶ ἐποίησαν, ἀποστείλαντες πρὸς τοὺς πρεσβυτέρους διὰ χειρὸς Βαρνάβα καὶ Σαύλου.”

    João Almeida

    “O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo.”

    At 14, 23

    Grego:

    “ Χειροτονήσαντες δὲ αὐτοῖς πρεσβυτέρους κατ᾽ ἐκκλησίαν, προσευξάμενοι μετὰ νηστειῶν, παρέθεντο αὐτοὺς τῷ κυρίῳ εἰς ὃν πεπιστεύκεισαν. ”

    João Almeida:

    ”E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao SENHOR em quem haviam crido.”

    A mesma coisa se repete em 1 Tm 5:17,19; Tt 1, 5; Js 5, 14; 1 Pd5:5; 2 Jo 1; 3 Jo 1; Ap 4:4; 7:11.

    Logo vemos que a Tradução João Almeida nada mais passa do que uma tradução tendenciosa. A palavraπρεσβυτέρους (ancião) se repete quase que 30 vezes no novo testamento e somente na que Pedro de refere a ele mesmo, a “João Almeida” traduz como presbítero. Logo na de Pedro!

    E além de tudo os protestantes caem de boca em cima da passagem, não sabendo eles o real significadoe a morfologia da palavra e o como Pedro realmente se intitulou.
    Apesar de hoje usarmos a palavra “Presbítero” como um sacerdote que preside uma Igreja particular, Pedro emprega o sentido etimológico da palavra que é “ancião” em oposição ao que ele vai falar aos Jovens no versículo 5 do mesmo capítulo onde lemos:

    “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos . . .” (1 Peter 5, 5 – João Almeida)

    Note que no versículo 1 já analisado a João Almeida traduz πρεσβυτέρους como Presbítero por que Pedro se referia a ele próprio, mas 4 versículos depois a mesma João Almeida traduz a mesma palavra πρεσβυτέρους comoAncião, logo podemos ver a tradução tendenciosa.

    Por Que Pedro Não Poderia Ser Um Simples Presbítero, no sentido atual da palavra?

    Existe uma hierarquia na Igreja e Pedro só poderia estar no todo dela, como apostolo:

    Ef 4, 11 “A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores…”

    Cada um na Igreja tem sua função logo, Pedro não teria 2 cargos:

    1 Cor 12, 29 Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres?

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  97. Petrus Alois Rattisbonne27 de outubro de 2012 11:55

    Pedro é notável e coluna da Igreja

    Gl 2, 1-9

    É freqüentemente chamado por Paulo de Cefas. Κηφᾶς, ᾶ, ὁ (Aramaico = ‘rocha’)

    Jo 1, 42; 1 Cor 1, 12; 3, 22; 9, 5; 15, 5; Gal 1, 18; 2, 9, 11, 14.

    Seu nome está na frente todas as listas dos apóstolos e dos grupo intimo de Jesus

    Mt 10,2; Mt 17,1; Mt 26,37.40; Mc 3,16; Mc 5,37; Mc 14,37; Lc 6,14; At 1,13

    Pedro- Pedra sobre a qual Jesus edificou sua Igreja

    Mt 16,18

    Jesus paga imposto por ele e por Pedro

    Mt 17,26

    Jesus confia aos apóstolos a papel de Ensinar as pessoas tudo que prescreveu

    Mt 28,20

    Pedro é sempre destacado dos demais apóstolos

    Mc 1,36; Mc 16,7; Lc 9,32; Jo 13,6-9; Jo 21,7-8; At 2,37; At 5,29; ICor 15,5

    Jesus Roga por Pedro para que ele Confirme os irmãos

    Lc 22,31s
    Cristo Ressuscitado aparece primeiro a Pedro

    Lc 24,34; 1Cor 15,5s

    Jesus manda Pedro a apascenta as ovelhas dele

    Jo 21,15ss

    É sempre ele que toma as decisões e toma a palavra entre os apóstolos

    Mt 18,21; Mc 8,29; Lc 9,5; Lc12,41; Jo 6,67ss; At 1,15.22; At 2,14; At 10,1; At 15,7-12

    Pedro realiza o primeiro milagre da Era da Igreja, curando um aleijado

    At 3,6-12

    Pedro lança a primeira excomunhão a Safira e Ananias

    At 5,2-11

    Pedro é a primeira pessoa após Cristo a ressuscitar um morto

    At 9,40
    Cornélio, o 1º pagão convertido, é orientado por um anjo a procurar Pedro para ser instruído no cristianismo

    At 10,1-6

    Pedro abre, preside e encerra o primeiro Concílio da Cristandade

    At 15,7-11

    S.Paulo vai conhecer Pedro e fica 15 dias com ele

    Gál 1,18

    Logo Pedro se referiu a ele mesmo como ancião e não como “presbítero” atual como andam colocam as palavras na boca de Pedro.

    Fica provado portanto que Pedro nunca quis dizer que ele era um simples presbitério como pensam os protestantes e insinua a tendenciosa tradução João Almeida.
    Então é fácil provar que São Pedro é um simples prebitéro em Adeilton?

    In Cord Jesu, Semper,

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  98. Petrus,

    Onde aparece o título de papa nas Escrituras?

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  99. Petrus Alois Rattisbonne27 de outubro de 2012 18:49

    Deixe senhor Adeilton de ser provinciano e rastaquera, assim como o termo "trindade" e "sola scriptura" não se encontram na bíblia.

    Não se pode esperar encontrar nos primeiros séculos um exercício do Papado (ou das faculdades entregues por Jesus a Pedro e seus sucessores) tão nítido quanto nos séculos posteriores. As dificuldades de comunicação e transporte explicam que as expressões da função papal tenham sido menos freqüentes do que em épocas mais tardias. Como quer que seja, podemos tecer a história do exercício dessas funções nos seguintes termos:
    A Sé de Roma sempre teve consciência de que lhe tocava, em relação ao conjunto da Igreja, uma tarefa de solicitude, com o direito de intervir onde fosse necessário, para salvaguardar a fé e orientar a disciplina das comunidades. Tratava-se de ajuda, mas também, eventualmente, de intervenção jurídica, necessária para manter a unidade da Igreja. O fundamento dessa função eram os textos do Evangelho que privilegiam Pedro, como também o fato de que Pedro e Paulo haviam consagrado a Sé de Roma com o seu martírio, conferindo a esta uma autoridade singular.
    No tocante ao termo "Papa" deve-se dizer que vem do grego "pappas" = "pai". Nos primeiros séculos era título atribuído aos Bispos como expressão de afetuosa veneração, veneração que se depreende dos adjetivos "meu..., nosso..." que acompanham o título. A mesma designação podia ser ocasionalmente atribuída também aos simples presbíteros (pais), como acontecia no Egito do século IV. No Oriente ainda hoje o sacerdote é chamado "papas". No Egito o "papas" por excelência é o Patriarca de Alexandria.

    O título de papa é dado ao Bispo de Roma já por Tertuliano (+220 aproximadamente) no seu livro De pudicitia XIII 7, onde se lê: "Benedictus papa". É encontrado também numa inscrição do diácono Severo (296-304) achada nas catacumbas de São Calixto, em que se lê: "iussu p(a)p(ae) sul Marcellini" (="por ordem do Papa ou pai Marcelino"). No fim do século IV a palavra Papa aplicada ao Bispo de Roma começa a exprimir mais do que afetuosa veneração; tende a tornar-se um título específico. Tenha-se em vista a interpelação colocada por S. Ambrósio (+397) numa de suas cartas: "Domino dilectissimo fratri Syriaci papae" (="Ao senhor diletíssimo irmão Siríaco Papa") (epístola 42). O Sínodo de Toledo (Espanha) em 400 chama Papa (sem mais) o Bispo de Roma. São Vicente de Lerins (falecido antes de 450) cita vários Bispos, mas somente aos Bispos Celestino I e Sixto III atribui o título de Papa.

    No século VI o título tornou-se, com raras exceções, privativo dos Bispos de Roma.

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  100. Petrus Alois Rattisbonne27 de outubro de 2012 18:54

    Aliás, S. Ireneu (+202 aproximadamente) dizia a respeito de Roma: "Com tal Igreja, por causa da sua peculiar preeminência, deve estar de acordo toda Igreja, porque nela... foi conservado o que a partir dos Apóstolos é tradição" (Contra as Heresias 3, 2). Muito significativa é a profissão de fé dos Bispos Máximo, Urbano e outros do Norte da África que aderiram ao cisma de Novaciano, rigorista, mas posteriormente resolveram voltar à comunhão da Igreja sob o Papa S. Cornélio em 251: "Sabemos que Cornélio é Bispo da Santíssima Igreja Católica, escolhido por Deus todo-poderoso e por Cristo Nosso Senhor. Confessamos o nosso erro... Todavia nosso coração sempre esteve na Igreja; não ignoramos que há um só Deus e Senhor todo-poderoso, também sabemos que Cristo é o Senhor...; há um só Espírito Santo; por isto deve haver um só Bispo à frente da Igreja Católica" (Denzinger-Schõnmetzer, Enchiridion 108 [44]).
    O Papa Estevão I (254-257) foi o primeiro a recorrer a Mt 16, 16-19, ao afirmar contra os teólogos do Norte da África, que não se deve repetir o Batismo ministrado por hereges, pois não são os homens que batizam, mas é Cristo que batiza. A partir do século IV, o recurso a Mt 16, 16-19 se torna freqüente. No século V, o Papa Inocêncio I (401-417) interveio na controvérsia movida por Pelágio a respeito da graça; num de seus sermões S. Agostinho respondeu ao fato, dizendo: "Agora que vieram disposições da Sé Apostólica, o litígio está terminado (causa finita est)" (serm. 130, 107).

    No Concílio de Calcedônia (451), lida a carta do Papa Leão I, a assembléia exclamou: "Esta é a fé dos Pais, esta é a fé dos Apóstolos. Pedro falou através de Leão".
    O Papa Gelásio I declarou entre 493 e 495 que a Sé de Pedro (romana) tinha o direito de julgamento sobre todas as outras sedes episcopais, ao passo que ela mesma não está sujeita a algum julgamento humano. Em 501, o Synodus Palmaris de Roma reafirmou este princípio, que entrou no Código de Direito Canônico: "Prima sedes a nemine iudicatur, - A sé primacial não pode ser julgada por instância alguma" (cânon 1629). Em suma, quanto mais o estudioso avança no decurso da história da Igreja, mais nitidamente percebe a configuração do primado de Pedro, ocasionada pelas diversas situações que o povo de Deus foi atravessando.

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  101. Petrus Alois Rattisbonne27 de outubro de 2012 19:33

    *Católicos "cultuam" Maria.
    Eu tenho sido Católico a minha vida inteira e nunca ouvi a Igreja dizer a seu povo que nós devemos cultuar Maria no mesmo sentido que devemos cultuar a Deus, e sim que devemos um culto de hiper veneração que em nada se aproxima de culto de latria. Para que esta acusação seja verdadeira, por favor então forneça documentos genuínos da Igreja Católica que afirma que Católicos devem cultuar Maria como se cultua a Deus. Você alguma vez já pelo menos pensou em ir à fonte para encontrar a resposta para esta pergunta?
    Portanto, a minha admissão anterior, só valeria se eu fosse protestante, o que não sou graças a Deus.
    Agora no que toca ao texto referente a sua acusações de que os católicos colocam a bíblia em terceiro plano, fica combinado o seguinte:
    Se você me provar com documentos pontifícios e patrísticos o que tão desavergonhadamente afirma, torno-me protestante agora mesmo Ok?

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  102. Petrus Alois Rattisbonne27 de outubro de 2012 19:36

    Ah! desculpe-me senhor Fábio por não ter assinalado que esse texto é pro senhor

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  103. Petrus Alois Rattisbonne27 de outubro de 2012 19:53

    Senhor Esdras Amorim e Fábio calvinista:


    Ora, ao ler a Bíblia, ele encontraria que, nos Atos do Apóstolos, o eunuco da Rainha de Candace diz que não adiante ler a Bíblia, sem ter alguém que a explique (Atos 8,31).
    Mas, então, como é que o eunuco da rainha, afirmou, na Bíblia, que não pode se entender a Bíblia, se alguém não a explica?
    Por acaso o Espírito Santo teria deixado de atender ao eunuco, enquanto ele lia a Bíblia?
    Mas que espírito desleixado ou distraído !…
    Esse protestante leria, com os seus olhos, que a Bíblia afirma que “A fé vem pelo ouvido” (Rom 10, 17).Mas, então, como é que o eunuco da rainha, afirmou, na Bíblia, que não pode se entender a Bíblia, se alguém não a explica?
    Por acaso o Espírito Santo teria deixado de atender ao eunuco, enquanto ele lia a Bíblia?
    Mas que espírito desleixado ou distraído !…
    Esse protestante leria, com os seus olhos, que a Bíblia afirma que “A fé vem pelo ouvido” (Rom 10, 17).ouvido” (Rom 10, 17)
    E para o protestante a fé vem pelos olhos, vem pela leitura. E não pelo ouvido.
    Ao ler isso, nosso suposto protestante de boa fé, começaria a se perguntar se o protestantismo, de fato, é certo.
    Mais adiante, ele leria que no Evangelho de São Lucas, Isabel saudou Maria chamando-a de “Mãe de meu Senhor”.
    E que todas as gerações chamariam Maria de bem aventurada. ..
    Exceto a geração de Lutero, que se recusa louvar a Maria…

    Esse protestante sincero e de boa fé — em ignorância já meio vencida — leria que, na Cruz, Cristo disse:
    “Mulher, eis aí o teu filho. E, dirigindo-se ao discípulo, disse-lhe: “Filho, eis aí tua mãe”. ( Luc 19. 26-27).
    Depois de ler, esse testamento de Cristo, como esse protestante “sincero” como poderia ele continuar a chamar a Mãe de Cristo, e nossa Mãe misericordiosa, apenas de “a Maria”, como os protestantes normalmente o fazem?

    E depois de ler que Cristo deu a PEDRO, as chaves do Reino dos céus, e lhe confiou a missão de apascentar cordeiros e ovelhas de Cristo, como continuar protestante, negando o pastor único estabelecido por Cristo?
    Como continuar sincero protestante, (agora, sincero sem aspas)?
    E ademais de ler a Bíblia – que condena de mil modos o protestantismo — esse protestante estranhamente “sincero” deveria também estudar as origens do protestantismo. Deveria estudar a vida de Lutero.
    Lendo essa vida, e lendo suas Tischredden — suas “Conversas à Mesa”– veria que o heresiarca de Wittenberg chamou Cristo de adúltero e de bêbado (Luthero, Tischredden, ed Weimar, II, 107, n*1472 , apud F. F. Brentano, Lutero, p 151.) .
    Lendo as obras do heresiarca, veria que, para Lutero, quanto mais o homem pecasse, mais provaria ter fé. Daí o princípio protestante: “Crê firmemente, e peca muitas vezes”.
    Pesquisando os cadernos de anotação de Lutero, ficaria sabendo que, para esse herege, Cristo era Deus e o diabo, ao mesmo tempo (Cfr. Theobald Beer, Der frölich Wecsel un Streit, e 30 Giorni, Ano VII, n*2, Fevereiro de 1992, p. 34 seg, ).
    Vemos então que não seria difícil a um protestante — “sincero” – descobrir que a “Reforma” foi uma rebelião contra a Igreja de Cristo, e que lhe era dever de consciência tornar-se Católico.

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  104. Petrus, Petrus.....

    Ainda quero crer que teus devaneios sejam fruto de olhos ainda não abertos pelo Espírito Santo. Prefiro pensar assim a entender que estás fazendo uso de desonestidade intelectual com o fim de ludibriar nossos leitores. Das duas, uma.

    Tu dizes:

    “nunca ouvi a Igreja dizer a seu povo que nós devemos cultuar Maria”.

    Ora, meu caro, você mesmo afirmou que presta “culto” (mesmo) a Maria. Vai negar isso? Está registrado. E aqui, tudo que dizemos pode e será usado contra nós; ou a nosso favor, conforme o caso...rs.

    Imagino que não tenhas inventado isso sozinho. Certamente deves ter ouvido e aprendido essa doutrina em tuas escolas de produção de idólatra (aquele que presta culto a outro ser, em detrimento do mandamento que ordena o culto somente a Deus) em escala.

    Antes que me acuses de ter usado apenas uma parte de sua frase, devo dizer que o complemento dela é improcedente e improdutivo. Na verdade, uma grande falácia. O mandamento, como tu bem reconhecestes, proíbe o “culto” a qualquer outro ser que não ao Deus único e soberano. Culto é culto.

    Nunca disse que prestas esse “culto” a Maria, aos santos e aos anjos como quem presta culto a Deus ou mesmo a outro “deus”. Somente um ignorante faria tal afirmação. Mas a questão não é essa. Então, não mude o foco do debate. O “culto”, independentemente da intenção, pelo mandamento, está proibido a qualquer outro ser e autorizado somente ao Deus único.
    Como podes dizer que “cultuas” outros seres e depois afirmar que não é “bem um culto”? Rapaz, vamos caminhar pelo caminho da coerência. Você estava indo bem, quem te aconselhou a dar um “ré” desses? Você foi muito claro ao reconhecer que, pelo mandamento (somente), estaria errado; pecando, na verdade. E eu, por outro lado, reconheci perfeitamente que não tens apenas o mandamento como regra de fé e prática. Que pela tradição e pelas bulas papais estás completamente “acobertado” para prestares culto a homens ou a anjos. Afinal, você não é nenhum protestante. Então, vamos deixar assim que está correto, ok?

    Depositar fé, esperança, confiança, fazer votos, promessas, ajoelhar-se diante da imagem, enfrentar multidões para tocar aos pés da representação de uma pessoa na certeza que ela poderá, de alguma forma, derramar graças sobre sua vida, dedicar santuários, orações, rezas, etc, implica, inegavelmente, em “culto”. E não é um simples elogio nem lembrança como alguém que contempla a foto de sua querida mãe. Você já se ajoelhou diante da foto de sua mãe Petrus? Já dedicou velas para ela? Dedicas veneração por tua mãe? Já lhe fez votos litúrgicos? Claro que não, ela não é “santa”, não é? Bom, isso só evidencia que há diferença uma enorme diferença entre uma e outra prática.

    Todos nós sabemos que o Vaticano “permite” o “culto” àqueles que são apenas beatificados. Todos nós sabemos também que àqueles que são “canonizados” Roma não somente prescreve o “culto” mas o exige e o cobra de seus cléricos e de seus fies.

    Quanto à sua afirmação:

    “Agora no que toca ao texto referente a sua acusações de que os católicos colocam a bíblia em terceiro plano...”.

    Ora Petrus, isso foi apenas uma conclusão lógica de sua opção. Se tens o mandamento dizendo, como bem reconhecestes, que “somente a Deus devemos dar culto”. Se tens também tua tradição e as bulas daquele que insistes em chamar de teu papa (muito embora ele não queira conversa contigo nem com tua ordem, agindo como um pai que não reconhece a paternidade do filho) que te dizem, contrariando o que te diz o mandamento, que podes “cultuar” a outros seres, e resolves dar ouvido a essas últimas regras de fé e de prática, deveria eu ter concluído que colocas as Escrituras em primeiro plano? Se assim fizesse, e se estivéssemos debatendo em um nível mínimo de coerência, me chamarias, acertadamente, de asno.

    Então, a menos que revejas tua afirmação, isto é, que não “cultuas” de fato, baseado na tradição e contestando o mandamento, não posso chegar a outra conclusão, sinto muito.

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  105. Quanto a tuas acusações a Lutero, devo dizer o seguinte: “ele que arrume um bom advogado.....rs”. Se falou besteira tem mais é que ser criticado mesmo. Ou estás pensando que criticando Lutero vai, de alguma forma, me atingir? Ei, ele não é um “santo” pra mim, tá? Quero só lembrá-lo que sou protestante...rs. Lutero não é nada, Calvino não é nada, eu não sou nada. Nenhum deles, nenhum de nós, temos direito a qualquer tipo de reconhecimento. Nem mesmo somos dignos de salvação. Tanto eles quanto eu somos dignos tão somente do fogo eterno. Digno de reconhecimento, de culto, somente Deus.

    Tudo de bom!

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  106. Petrus Alois Rattisbonne30 de outubro de 2012 08:55

    Senhor Adeilton:



    Diante de sua falta de respostas e esclarecimento ou no minimo de vida, tenho por dever aludir o próximo tema sobre a infalibilidade papal.
    Contudo, tenho uma observação a fazer:
    levando em consideração que você é protestante, julgo que achas o seguinte sobre a infalibilidade papal:
    1. O Papa não pode mentir.
    2. O Papa não pode pecar.
    3. O Papa não pode cometer um erro.
    4. Tudo o que o Papa diz é verdade absoluta.
    5. O Papa é totalmente perfeito.

    E a resposta correta é...
    'Nenhuma' das respostas acima.

    Se me dissessem para acreditar em qualquer dessas respostas, em mesmo ficaria desconfiado da "Infalibilidade Papal".

    Substitua o nome de "Jesus Cristo" pelo do "Papa" em todas as respostas acima e a resposta correta para todas elas é um retumbante "SIM". O Papa é a cabeça humana visível da Igreja, o Vigário de Cristo na terra, assim como Jesus Cristo é a cabeça invisível.
    O que significa exatamente a palavra "Infalível" quando se refere ao Bispo de Roma? Há tantos conceitos errôneos a respeito do que a palavra significa para outros, especialmente para os hereges Protestantes.
    A definição correta de infabilidade Papal (ex Cathedra), conforme definida pelo Primeiro Concílio Vaticano (1870), é:

    "O Pontífice Romano, quando fala ex cathedra - quer dizer, quando revestido do ofício de pastor e professor de todos os Cristãos, pela virtude de sua autoridade suprema apostólica, define uma doutrina a respeito de Fé ou Moral a ser abraçada pela Igreja universal, pela assistência divina prometida a ele no Abençoado Pedro, está possuído daquela infalibilidade com a qual o Redentor divino desejou que Sua Igreja fosse dotada ao definir doutrina a respeito de Fé ou Moral; e dessa maneira tais definições são irreformáveis por si mesmas, e não em virtude do consenso da Igreja."

    Em suma, isto significa que um pronunciamento Papal infalível, quando se encontram todas as condições, está livre de erro ao ensinar à Igreja universal em matéria de fé ou moral.
    Então, o Bispo de Roma, o Papa, é um pecador?
    Sim, todos somos pecadores. Ele não é diferente do resto de nós com respeito a isto.
    "Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: "Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador" "
    ...Então Jesus disse a Simão: "Não temas; doravante serás pescador de homens". Lucas 5,8-10
    E quanto aos autores do Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo, Pedro e outros? Eles eram pessoas infalíveis ou eram pecadores? Conforme já mostrei, Pedro admitiu ser um pecador, e todos nós sabemos da história de Saulo que tornou-se Paulo. Sabemos que todos eles eram pecadores. Como então, homens falíveis poderiam escrever tais documentos infalíveis tais como os livros dos quais são autores? É porque eles foram guiados pelo Espírito Santo. DEUS os impediu de escrever erro. DEUS é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Se DEUS impediu aqueles homens de escrever erro, por quê então Ele não podia fazer o mesmo pelo sucessor de São Pedro nos dias de hoje?

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  107. Petrus Alois Rattisbonne30 de outubro de 2012 09:05

    E ainda...


    O dom da infalibilidade foi dado por DEUS a muito poucos escolhidos:
    Em Lucas 10,16, Jesus disse:
    "Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou."
    Aquele versículo é um versículo de autoridade e é também um versículo de infalibilidade. É uma regra básica de interpretação da Escritura sempre discernir os versículos da Escritura em contexto próprio. Então, para colocar Lucas 10,16 em seu contexto próprio, devemos ver à quem Jesus se dirigiu quando disse aquelas palavras de autoridade e infalibilidade. Ele falou somente a Seus discípulos, os Apóstolos, e a ninguém mais.
    Consequentemente, as únicas pessoas autorizadas a pregar com autoridade e infalibilidade são os Apóstolos, e subsequentemente aqueles que os seguiram em uma longa linha de sucessão, o ofício Papal e o ofício dos Bispos (Salmo 109,8, Atos 1,20).

    Hoje em dia há muito mais de 36.000 seitas não-Católicas em existência, cada uma com pelo menos um pregador e todas elas estão pregando algo diferente das outras. Então, considerando-se o fato de que só pode haver uma única verdade de Jesus Cristo com a única autoridade de Jesus Cristo, qual daquelas dezenas de milhares tem a autoridade e a infalibilidade dada a ele ou ela por Jesus Cristo?
    Qual das dezenas de milhares delas poderia reivindicar o que está escrito em Lucas 10,16?
    "...e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou." A que mais poderia esta parte de Lucas 10,16 se aplicar se não àqueles que rejeitam o ensinamento dos Seus Apóstolos e seus sucessores através da Igreja que Ele fundou?

    Só existe uma única Igreja no mundo inteiro que pode reivindicar infalibilidade de doutrina em matéria de fé e moral.
    Esta única Igreja, a única fundada por Jesus Cristo, só para citar um exemplo de muitos, exerceu sua autoridade e infalibilidade há mais de mil e quinhentos anos atrás ao decidir quais livros da Bíblia foram inspirados por DEUS e quais livros não foram.
    Requer-se uma decisão infalível por parte da Igreja infalível de Jesus Cristo para proclamar o cânone daquele único livro infalível.

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  108. Petrus Alois Rattisbonne30 de outubro de 2012 09:11

    Isto nos leva ao segundo ponto:


    Só existe uma verdade, e é uma pessoa, a pessoa de Jesus Cristo:
    "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida."
    João 14,6

    Explicação:
    Assim como só existe um único Jesus Cristo, só pode haver uma única verdade. Esse versículo é verdadeiro porque Ele assim o disse.
    "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te* darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus."
    Mateus 16,18-19
    *A palavra grega usada aqui para "tu" é "sou", que é singular.

    Por que Jesus mudou o nome de Simão para Pedro? A resposta está na Escritura.
    Você percebeu que Jesus disse Igreja (singular), e não igrejas (plural) no versículo 18?
    Você notou que Jesus deu o único molho de chaves a Pedro e somente a ele no versículo 19?
    Você percebeu que ligar e desligar se referem à autoridade que Jesus Cristo concedeu à única Igreja que fundou, e a nenhuma outra?

    Explicação:
    Jesus fundou somente uma Igreja, e deu o único molho de chaves para uma única pessoa: Pedro.
    Assim como a verdade é uma e Jesus Cristo é um, a Igreja que Ele fundou é uma, a cabeça visível de Sua Igreja (Pedro) na terra é uma, e a autoridade dada por DEUS àquela Igreja é uma.

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  109. Petrus Alois Rattisbonne30 de outubro de 2012 09:15

    Caifás, o sumo-sacerdote judeu, disse:
    "E ele não disse isso por si mesmo, mas, como era o sumo-sacerdote daquele ano, profetizava que Jesus havia de morrer pela nação, e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos."
    João 11,51-52

    "Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor."
    João 10,14-16
    Você notou que Jesus disse um só rebanho e um só pastor?

    Explicação:
    Um rebanho e um pastor simplesmente significa que há apenas uma Igreja fundada por Jesus Cristo.
    "Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim."
    João 17,21-23
    Você percebeu nesse trecho as súplicas em prol da unidade elevadas ao Pai pelo Filho?

    Explicação:
    O Pai e o Filho são um, conforme mostrado nesses versículos e também em outros:
    "Eu e o Pai somos um", João 10,30.
    "Quem me vê, vê o Pai" (ou similar), João 8,19; 12,45; 14,7-11.
    "O DEUS da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a DEUS, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo."
    Romanos 15,5-6

    Explicação:
    Devemos ter um só coração, um só espírito e uma só voz. Em outras palavras, devemos pensar, acreditar e falar em uma só voz, e fazer tudo isso de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo.
    Todos os cristãos agem dessa maneira?
    "Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivam em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento."
    1Coríntios 1,10

    Explicação:
    Mais uma vez, temos que ter o mesmo espírito e devemos estar em pleno acordo, e não deve haver divisões entre nós, tendo todos um só sentimento.
    "Por que quem conhece o pensamento do Senhor, se abalançará a instruí-lo?"
    Nós, porém, temos o pensamento de Cristo."
    1 Coríntios 2,16

    Explicação:
    Cristo é um. Cristo é a única verdade. Se temos o mesmo pensamento de Cristo, temos a única verdade.
    "Cumpre, somente, que vos mostreis em vosso proceder dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, lutando unanimemente pela fé do Evangelho."
    Filipenses 1,27

    "Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus."
    Filipenses 2,5

    Explicação:
    Mais uma vez, somos lembrados de que devemos ter um só pensamento e um só espírito, e que devemos ter o pensamento de Cristo.
    Quantas vezes a Palavra de DEUS tem que ser repetida até que finalmente entendamos a mensagem?
    Mais adiante nesse escrito, mostrarei que muitos nunca entendem a mensagem.
    Ou entendem a mensagem mas continuam ignorando-a.

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  110. Petrus Alois Rattisbonne30 de outubro de 2012 10:42

    Olha o quanto você está usando de desonestidade intelectual, quando ignorando a realidade da santa igreja católica, visa condenar-nos de idolatras. Sua lorota:
    "Imagino que não tenhas inventado isso sozinho. Certamente deves ter ouvido e aprendido essa doutrina em tuas escolas de produção de idólatra (aquele que presta culto a outro ser, em detrimento do mandamento que ordena o culto somente a Deus) em escala."

    Diferença entre Imagem e Ídolo

    Imagem não é o mesmo que ídolo.
    Chama-se ídolo: uma imagem falsa, um simulacro a que se atribui vida própria, conforme explica o profeta Habacuc (2, 18). Eis o que claramente indica Habacuc, dizendo: “Ai daquele que diz ao pau: Acorda, e a pedra muda: Desperta” (Hc 2, 19)
    A Bíblia reza no livro de Josué: “Josué prostrou-se com o rosto em terra diante da arca do Senhor, e assim permaneceu até à tarde, imitando-o todos anciãos de Israel” (Jos 7, 6).
    Terão sido idólatras Josué e os anciãos de Israel?
    Foi Deus ainda que ordenou a Moisés levantar uma “serpente” de metal (Nm 21, 8) e todos os que olhassem para ela seriam curados. Ora, que “olhar” é esse que confere uma cura milagrosa diante de uma estátua de metal?
    Temos as provas de como esse culto era já uma pré-figura do culto à Deus nas palavras de S. João, que diz que tal “serpente” era o símbolo do Cristo crucificado: “Bem como ergueu Moisés a serpente no deserto, assim cumpre que seja levantado o Filho do Homem” (Jo 3, 14).
    Por acaso caíram também Moisés e S. João, e até o Espírito Santo (autor da Sagrada Escritura) em crime de idolatria? É claro que não.
    A idolatria consistiria em achar que a divindade está em uma estátua, por exemplo. Ou seja, teríamos que colocar alimentos para as imagens, como faziam os romanos, os egípcios e os demais povos idólatras. Teríamos que achar que Deus e o santo são a mesma pessoa. No fundo, seria dizer que S. Benedito não é e nem foi S. Benedito, mas foi Deus, etc.Nunca se ouviu algum católico defendendo que o Santo era Deus! Mesmo porque isso seria cair em um panteísmo (defendido por Calvino e Lutero em algumas de suas obras). Para se dizer que os católicos adoram os santos, eles teriam que dizer que S. Benedito, por exemplo, não é S. Benedito, mas Deus.
    E, ainda mais difícil, os católicos teriam que afirmar que S. Benedito é a estátua, uma espécie de amuleto mágico…
    Nenhum católico acredita que o santo seja Deus ou que ele seja a madeira da estátua (como uma divindade). Logo, não há idolatria possível, visto que esta consiste em adorar um falso deus.
    Alguns protestantes argumentam que só é possível fazer imagens quando Deus expressamente permite. Pergunta-se: onde está essa norma na Bíblia? É uma contradição dos protestantes, pois tudo para eles está na Bíblia, todavia, para condenar os católicos, não é necessária a Bíblia…
    Não me faça responder mais sobre esse tema, pois, em se tratando de entendimento de culto, sua cabecinha de herege troca letras jamais superará a santa igreja que tem 2012 anos de história.
    Portanto, ponha-se no seu devido lugar.

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  111. Petrus Alois Rattisbonne30 de outubro de 2012 10:52

    Esqueci-me novamente de endereçar o post a o Fábio desculpe-me

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  112. Petrus Alois Rattisbonne30 de outubro de 2012 15:18

    Senhor Adeilton e senhor Fábio


    O objectivo de um argumento é expor as razões (premissas) que sustentam uma conclusão. Um argumento é falacioso quando parece que as razões apresentadas sustentam a conclusão, mas na realidade não sustentam. Da mesma maneira que há padrões típicos, largamente usados, de argumentação correta, também há padrões típicos de argumentos falaciosos. A tradição lógica e filosófica procurou fazer um inventário e dar nomes a essas falácias típicas e este guia faz a suua listagem.

    Falácias da Dispersão (manobras de diversão)
    Falso dilema (falsa dicotomia)
    Apelo à ignorância
    Derrapagem (bola de neve ou declive ardiloso)
    Pergunta complexa
    Apelo a Motivos (em vez de razões)
    Apelo à força
    Apelo à piedade
    Apelo a consequências
    Apelo a preconceitos
    Apelo ao povo
    Fugir ao Assunto (falhar o alvo)
    Ataques pessoais
    Apelo à autoridade
    Autoridade anônima
    Estilo sem substânciaFalácias Indutivas
    Generalização precipitada
    Amostra não representativa
    Falsa analogia
    Indução preguiçosa
    Omissão de dados
    Falácias com regras gerais
    Falácia do acidente
    Falácia inversa do acidente
    Falácias causais
    Post hoc
    Efeito conjunto
    Insignificância
    Tomar o efeito pela causa
    Causa complexa
    Falhar o alvo
    Petição de princípio
    Conclusão irrelevante
    Espantalho
    Falácias da ambiguidadeEquívoco
    Anfibologia
    Ênfase
    Erros categoriais
    Falácia da composição
    Falácia da divisão
    Non sequitur
    Falácia da afirmação da consequente
    Falácia da negação da antecedente
    Falácia da inconsistência
    Falácias da explicação
    Inventar factos
    Distorcer factos
    Irrefutabilidade
    Âmbito limitado
    Pouca profundidade
    Definição demasiado lata
    Definição demasiado restrita
    Definição pouco clara
    Definição circular
    Definição contraditória
    Erros de Definição
    Estes foram os erros que vocês protestantes andam comentendo contra a santa igreja.

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  113. Petrus Alois Rattisbonne30 de outubro de 2012 15:38

    E ainda...

    1. «Consideram-se falácias informais os argumentos que parecem ser dedutivamente válidos.»

    A afirmação 1 ou é verdadeira ou é falsa. Um colega insistia ontem comigo que é verdadeira, até porque viu isso bem defendido algures. Mas tal afirmação é tão verdadeira como a seguinte:

    2. «Consideram-se gatos os animais com pelos.»

    Ora, qualquer pessoa sabe que 2 é falsa, mesmo sendo verdade que todos os gatos têm pelos. Isto porque não basta (não é suficiente) um animal ter pelos para ser considerado (ou chamado) gato.

    Se substituirmos a expressão «falácias informais» por «gatos» e «os argumentos que parecem dedutivamente válidos» por «animais com pelos» verificamos facilmente que estamos perante afirmações idênticas, só que acerca de coisas diferentes.

    Assim, se dizemos que 2 é falsa, temos também de admitir que 1 é igualmente falsa.
    E de nada serve dizermos que estamos a falar de coisas diferentes: se for falso, como é efetivamente, que 3 cebolas são mais cebolas do que 5 cebolas, então também tem de ser falso que três batatas são mais batatas do que 5 batatas. Falar de cebolas ou batatas é tão irrelevante como falar de falácias informais ou de gatos.

    Se a afirmação 1 fosse verdadeira, então nada haveria de errado no seguinte raciocínio da Joaquina, que vende gelados na praia:

    JOAQUINA: Olho gelado fresquinho!
    CLIENTE ANÔNIMO: Minha senhora, dê-me um gelado de chocolate, por favor.
    JOAQUINA: Aqui tem.
    CLIENTE ANÔNIMO: Bom, não tenho trocado. Posso pagar com uma nota de 50?
    JOAQUINA: (observando com cuidado a nota) Humm...
    CLIENTE ANÔNIMO: O que passa? Está com dúvidas?
    JOAQUINA: Humm... ok, parece verdadeira.
    CLIENTE ANÔNIMO: Ah!
    JOAQUINA: Logo, é falsa.
    CLIENTE ANÔNIMO: Hã?Alguém convenceu a Joaquina que se consideram falsas as notas que parecem verdadeiras. Simplesmente considerou que a nota era falsa, dado que parecia verdadeira.

    A Joaquina aplicou bem o que aprendeu. Só que um raciocínio que nos leva de premissas verdadeiras a uma conclusão falsa tem de padecer de algum vício, mesmo que pareça válido. É o que acontece precisamente com as falácias.

    Temos, portanto, aqui uma falácia. Hesito em lhe dar um nome. Aqui fica, uma pequena demonstração de um método usado por vocês, senhores protestantes aleivosos.

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  114. Petrus Alois Rattisbonne30 de outubro de 2012 16:04

    Em se tratando dos erros de lógica mais cometidos em argumentos pelos protestantes.
    No post, compartilharei com vocês as 7 falácias mais frequentes dessa lista. Fique atento para usá-las (ou melhor, não usá-las) a seu favor!
    1. Desvio de um argumento para torná-lo mais fácil de atacar.
    É, infelizmente, não vale distorcer o que a outra pessoa falou só para provar o seu ponto de vista.
    – Não gosto da sola scriptura!
    – Nossa! Não esperava que você fosse contra o que Jesus e o que seus apóstolos estabeleceram...
    – Ei, não foi isso que eu disse!

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  115. Petrus,

    Satanás não poderia ter inventado uma coisa melhor para enganar os cristãos do que essa tal de infalibilidade papal.

    Voçê é tão intelectual e tão idiota ao mesmo tempo!como é que voçê permite que uma pessoa(papa) ou instituição(igreja) seja responsável por aquilo que voçê acredita?

    Veja o que Paulo disse aos cristãos bereanos: "Ora,estes de Bereia eram mais nobres que os de de Tessalônica;pois receberam a palavra com toda a avidez,EXAMINANDO AS ESCRITURAS TODOS OS DIAS PARA VER SE AS COISAS ERAM,DE FATO,ASSIM."(At 17.11)

    Viu senhor Petrus,que na igreja primitiva não existia essa abominação(infalibilidade papal),os cristãos eram responsáveis por aquilo que escutavam,e o apóstolo amado elogiou eles pelo fato de examinarem as Escrituras e julgarem pelas Escrituras o que ele estava dizendo.

    As Epístolas foram todas endereçadas as igreja e aos cristãos em geral,e não a uma classe especial de papas,bispos,padres ou clérigos, para eles interpretarem em nosso lugar.


    As igrejas erram,assim como a romana tem errado,e podem até se tornarem sinagogas de Satanás,veja a igreja de Pergamo, "Conheço o lugar em que habitas,onde está o trono de Satanás(...)"

    As Escrituras,e somente as Escrituras é nossa regra de fé e prática!

    Amanha estará fazendo 495 anos em que Lutero na dieta de Worms disse essas palavras:


    "É impossível retratar-me a não ser que me provem que estou laborando em erra,pelo testemunho das Escrituras ou por razão evidente;não posso confiar nas decisões dos concílios e dos papas,pois é evidente que eles não somente tem errado,mas se têm contraditado uns aos outros.Minha consciência está alicerçada na Palavra de Deus,e não é seguro nem honesto agir contra a própria consciência.Assim,Deus me ajude.Amém".

    Laudate pueri Dominus!!!

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  116. Errei,ainda bem que eu não sou o papa,rsrsrsrs.

    A dieta de Worms foi em 1521.31 de outubro foi as 95 teses que tratavam do caso das indulgências.

    Laudate pueri Dominus!!!!

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  117. Petrus Alois Rattisbonne2 de novembro de 2012 14:04

    Senhor Adeilton:

    Devido as preparações para o culto de finados estive ausente por uns dias da net, mas, tenho que lembrar-lhe de algo acerca do livro que você diz seguir:


    Há mais de 50 versículos na Bíblia que se referem a supremacia de Pedro sobre todos os Apóstolos. O nome de Pedro aparece mais frequentemente do que o nome de qualquer um dos outros Apóstolos no Novo Testamento. Quando os Apóstolos são nomeados, Pedro é sempre citado primeiro em todos os casos exceto em Gl 2,9. Em Mt 10,2, Pedro é até mesmo chamado "o primeiro": "Eis os nomes dos doze Apóstolos: O PRIMEIRO, Simão, chamado Pedro...". Em At 15,7, Pedro diz: "Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo DEUS me escolheu dentre vós, para que da "MINHA BOCA" os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem." Pedro reafirmou sua supremacia, conforme DEUS lhe tinha dado em Mt 16,18-19. Em Lc 22,31-32, Jesus disse: "Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma teus irmãos." Aqui Jesus apontou Pedro para fortalecer os outros, outro sinal claro de sua supremacia. Finalmente, em Jo 21,15-17, é a Pedro, e somente a Pedro, que o Senhor ordena três vezes que alimente seu rebanho. Pedro foi o Apóstolo supremo. O Bispo supremo no tempo presente, o Bispo de Roma, é o Papa. Sucessor direto de Pedro em uma longa fila de Papas.

    Jesus Cristo deu autoridade total a seus Apóstolos quando em Lc 10,16, Ele diz: "Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou." Nós ouvimos Suas palavras através de Sua Igreja. Assim sendo, essas palavras se aplicam também à Sua Igreja "quem rejeita Minha Igreja, rejeita a Mim.". Este versículo também impede o Papa de ensinar heresia, então quando o Papa fala sobre assuntos de fé e moral, ele está falando como Cristo falaria e com a Sua autoridade. Paulo reconheceu a autoridade dada aos Apóstolos em 2Cr 10,8, "Ainda que eu me orgulhasse um pouco em demasia da autoridade que o Senhor nos deu, para vossa edificação e não para vossa ruína, não teria de que envergonhar-me."

    Jesus deu autoridade a 72 outros discípulos em Lc 10,1-12, e lhes disse que Ele os enviaria como "cordeiros em meio aos lobos". Ele disse a eles para sacodir a poeira de seus pés quando saíssem das cidades que não os recebessem.

    Nós somos ordenados a obedecer a nosso superiores (sacerdotes, Bispos e o Papa) e a nos sujeitarmos a eles, pois eles têm que dar contas de nossas almas: Hb 13,17.

    DEUS colocou também outros em Sua Igreja: "Na Igreja, DEUS constituiu primeiramente os Apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas": 1Cr 12,28. A sua Igreja tem todos estes?

    Sabendo, é claro, que os Apóstolos não viveriam para sempre, e que Sua Igreja continuaria até "o fim dos tempos"
    (Mt 28,20), Jesus Cristo tomou providências para passar a autoridade de geração a geração...
    "Segundo a graça que Deus me deu, como sábio arquiteto lancei o fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo." 1Cr 3,10-11. Então haverá seguidores que irão construir sobre o fundamento.

    "Não fostes vós que Me escolhestes, mas Eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça...," Jo 15,16.

    "...para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos (sacerdotes) em cada cidade. de acordo com as normas que te tracei," Tito 1,5. Paulo ordena-lhes que designem novos sacerdotes.

    "Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu Bispos, para pastorear a Igreja de DEUS": At 20,28. Aqui o Espírito Santo dá autoridade aos Bispos de governarem a Igreja que Jesus Cristo fundou. A sua Igreja tem Bispos?






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  118. Petrus Alois Rattisbonne2 de novembro de 2012 14:14

    E ainda...



    Estava estudando um pouquinho a história da Igreja e surgiu esta pergunta que qualquer Católico se faz. Encontrei um texto coerente e sério que, penso, ajuda a responder e que vou reproduzir aqui em parte.

    Para começar, cito a intervenção de Dom Zinelli no I Concílio Vaticano: O poder do Papa é "potestas episcopalis, ordinaria, immediata" ou seja, da mesma natureza dos demais bispos da Igreja: poder episcopal, ordinário imediato. Dom Zinelli contribuiu ainda para esclarecer a infalibilidade por meio de três adjetivos. "Infalibilidade pessoal, separada e absoluta".
    - Pessoal: esse privilégio não se aplica, como queriam certos galicanos, somente à Sé Romana mas a cada Pontífice que age dentro de condições bem precisas, ou seja, quando fala ex cathedra;
    - Separada ou melhor, distinta: porque fundada numa assistência pessoal do Espírito Santo, que não pode ser identificada com aquela que ajuda toda a Igreja. É infalível quando define o que deve ser crido ou rejeitado por todos. O papa, porém, é obrigado a servir-se dos meios próprios para examinar e enunciar a verdade com certeza: esses meios são os concílios, os conselhos dos cardeais, dos bispos, dos teólogos, etc. O papa não está separado do consesus, mas não é o consenso que garante a infalibilidade;
    - Absoluta: isto é, quando fala de fé e de costumes como pai supremo e universal. São os bispos que têm necessidade de serem confirmados por Pedro, e não o contrário; o entendimento com eles deve exisitir, mas, não é necessário. Nesse contexto compreende-se que as normas aprovadas por um concílio são infalíveis quando confirmadas pelo papa [e não o contrário]".

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  119. Petrus Alois Rattisbonne2 de novembro de 2012 14:17

    A questão de Hans Kung
    "Hans Kung em seu texto "Infalível? Uma pergunta" sustentava que se havia chegado à definição da infalibilidade [tão somente] para reforçar o princípio da autoridade, contra os progressos do liberalismo, pela ambição pessoal de Pio IX e pela expectativa de salvaguardar, desse modo, os últimos resquícios de poder temporal. Kung já havia abordado este tema numa obra anterior [...], para construir sua tese baseou-se, além de em preconceitos filosóficos e teológicos, às vezes também em fontes de segunda mão, não conseguindo dar verdadeiro equilíbrio à sua obra interpretativa. Em relação a Kung, a Igreja interveio várias vezes: no dia 24 de junho de 1973, para reafirmar que a fé católica inclui "sim" e "não" inquestionáveis (contra a tese de Kung de que uma definição sufoca ou adultera a verdade); no dia 15 de fevereiro de 1975, além de outros pontos (sacerdócio ministerial, cristologia, etc), critica-se a posição de Kung de que só existe a infalibilidade do povo de Deus, que, por pura graça divina, é sempre capaz de encontrar o modo de ser fiel a Cristo; a 15 de dezembro de 1979 declara-se que Kung não pode ser considerado teólogo católico."

    "Havia no mundo católico [do século XIX], a orientação da maioria pela definição [do dogma da infalibilidade]. Não se tratava de deificar a pessoa e os atos do papa, mas de proclamar a autoridade infalível apenas do magistério solente [distinto do magistério a Motu Proprio]. Chegara o momento de definir esta verdade, porque publicamente contestada"

    ZAGHENI, G. A Idade Contemporânea. Curso de História da Igreja IV. São Paulo, Paulus: 1999. pgs. 149-150; 159-160; 163-164.

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  120. Petrus Alois Rattisbonne2 de novembro de 2012 14:43

    Senhor Adeilton:

    Apelo a motivos (em vez de razões)

    Apelos falácias desta seção têm em comum o fato de apelarem a emoções ou a outros fatores psicológicos. Não avançam razões para apoiar a conclusão.

    Apelo à força (argumentum ad baculum)

    O auditório é informado das consequências desagradáveis que se seguirão à discordância com o autor.

    Exemplos:
    É melhor admitires que não existe outra autoridade a não ser a bíblia se quiseres ser considerado um cristão autêntico .
    A NAFTA é um erro! E se não se posicionares contra a igreja romana que é herética, então "consideramos-te" para fora da verdadeira igreja.
    Prova: Identifique a ameaça e a proposição. Argumente que a ameaça não tem relação com a verdade ou a falsidade da proposição.

    Referências: Cedarblom e Paulsen: 151; Copi e Cohen: 103.
    Apelo à Piedade (argumentum ad misercordiam)

    Definição: Pede-se a aprovação do auditório na base do estado lastimoso do Autor.
    Exemplos:

    Como pode dizer que eu reprovo acerca da tese da sola scriptura? Eu estava mais perto da positiva e, além disso, estudei a bíblia todos os dias.
    Esperamos que aceite as nossas recomendações. Passamos os últimos três meses a trabalhar desalmadamente nesse relatório.
    Prova: Identifique a proposição e o apelo à autoridade e argumente que o estado lastimoso do argumentador nada tem a ver com a verdade da proposição.

    Referências: Cedarblom e Paulsen: 151; Copi e Cohen: 103, Davis: 82.

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  121. Petrus Alois Rattisbonne2 de novembro de 2012 15:27

    Apelo às consequências (argumentum ad consequentiam)

    O argumentador, para "mostrar" que uma crença é falsa, aponta consequências desagradáveis que advirão da sua defesa.

    Exemplos:

    Não podes aceitar que a teoria da evolução é verdadeira, porque se fosse verdadeira estaríamos ao nível dos macacos.
    Deve-se acreditar em Deus, porque de outro modo a vida não teria sentido. (Talvez. Mas também é possível dizer que, como a vida não tem sentido, Deus não existe.)
    Prova: Identifique as consequências e argumente que a realidade não tem de se adaptar aos nossos desejos.

    Referências: Cedarblom e Paulsen: 100; Davis: 63.
    Apelo a Preconceitos

    Termos carregados e emotivos são usados para ligar valores morais à crença na verdade da proposição.
    Exemplos:

    Os portugueses bem intencionados estão de acordo em plebiscitar a pena de morte.
    As pessoas razoáveis concordarão com a nossa política fiscal.
    O primeiro-ministro tem a veleidade de pensar que as novas taxas de juro ajudarão a diminuir o déficit. (O uso de "tem a veleidade de pensar" sugere sem argumentos que o primeiro ministro está enganado.)
    Os burocratas do parlamento resistem às leis de defesa do património. (Compare-se com: "Os parlamentares rejeitaram a proposta de lei de defesa do património.")
    Prova: Identifique os termos preconceituosos usados: (p. ex.:. "portugueses bem intencionados" ou "Pessoas razoáveis"). Mostre que discordar da conclusão não é suficiente para dizer que a pessoa é "mal intencionada" ou "pouco razoável".

    Referências:

    Cedarblom e Paulsen: 153; Davis: 62.

    Apelo ao povo (argumentum ad populum)

    Com esta falácia sustenta-se que uma proposição é verdadeira por ser aceite como verdadeira por algum setor representativo da população. Esta falácia é, por vezes, chamada "Apelo à emoção" porque os apelos emocionais pretendem atingir, muitas vezes, a população como um todo.

    Exemplos:

    Se você fosse cristão poderia viver como nós. Compre também sua igreja e torne-se cristã. (Aqui apela-se às "aos cristãos")
    As sondagens sugerem que os liberais vão ter a maioria no parlamento, também deves votar neles.
    Todos a gente sabe que a igreja nos tempos apostólicos admitia a sola scriptura . Então por que razão insistes nas tuas excêntricas teorias?
    Referências: Copi e Cohen: 103; Davis: 62.

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