quinta-feira, 1 de novembro de 2018

REFORMA 501 ANOS: A NECESSIDADE DE REFORMA E AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA QUE ELA OCORRA


O que foi a Reforma Protestante? De forma sintética, podemos dizer: foi um movimento de retorno aos princípios basilares das Escrituras Sagradas, que haviam sido pulverizado a ponto de quase desaparecerem. Ou seja, a Reforma não foi um movimento pontual, circunscrito a um tempo, visto que o que gerou sua necessidade pode ocorrer, e tem ocorrido, em todo e qualquer tempo. Desviando-se do princípio de Sola Scripture a Igreja de Cristo, nasce junto a necessidade de Reforma.

Foi assim com a igreja de Roma, única igreja cristã no ocidente, até o século XVI. Foi assim também na Igreja da Inglaterra - Anglicana -, separada da igreja Romana por motivos espúrios e conveniência do Rei Henrique VIII. Separou-se da Igreja Romana, mas não promoveu as Reformas necessárias para que a igreja retornasse às Escrituras Sagradas, motor que move todo e qualquer movimento de Reforma da Igreja de Cristo. Lloy-Jones, comentando sobre essa questão, afirma:

"Henrique VII, como se sabe muito bem, estava realmente interessado em uma só coisa, e essa era poder conseguir o divórcio e novo casamento. Isso o levou  ao desejo de livrar-se do Papa e da sua autoridade, para que ele próprio se tornasse o chefe da igreja da Inglaterra" (LLOY-Jones, 2016, p.282).

Isso deixa claro que não basta afastar-se do epicentro do erro. É preciso muito mais que isso pra que se crie um ambiente adequado e favorável à Reforma da igreja. Não basta nem mesmo ser apenas combativo; é preciso ser assertivo e proativo.

Já aqui passamos a refletir sobre as condições necessárias para que aja essa Reforma. Não é preciso muito. Basta, tão somente, haver homens ou pelo menos um homem com a consciência de que as Escrituras Sagradas devem nortear todos os princípios de Fé e de Prática da igreja. E, na Igreja da Inglaterra, assim como Lutero na Igreja Romana, eles existiam. Eram os Puritanos. Ainda que exista alguma dificuldade para determinar a data de nascimento do movimento Puritano na Inglaterra,  Lloy-Jones defende que ser Puritano não é simplesmente fazer parte de um grupo temporal. Ser Puritano é ter uma "atitude Puritana", que é sumarizada no desejo e no empenho para que a Igreja de Cristo tenha as Escrituras como única regra de Fé e de Prática.

Algumas controvérsias na Igreja da Inglaterra, acabaram por deixar claro a diferença entre o que  Lloy-Jones chama de "espírito Anglicano" e "espírito Puritano". Uma delas tratava sobre a necessidade e obrigatoriedade do uso dos paramentos clericais:

"Essas questões indiferentes são sem importância e, contanto que o evangelho esteja sendo pregado e a igreja esteja sendo preservada, todos deveriam ficar satisfeitos" [...]. A isso, replicavam os puritanos: se não são importantes, por que vocês as impõe obrigatoriamente? [...]. O conceito anglicano é progressivo, evolutivo, é o conceito tipicamente "católico", ao passo que o dos puritanos é um conceito estático, que declara que essas coisas são determinadas pelo Novo Testamento, e isso de uma vez por todas [...]. Essa é uma exposição ampla da diferença. O anglicanismo sempre ensinou esta ideia progressiva, esta ideia evolutiva que acentua que a igreja, em sua experiência e sabedoria, continua a fazer descobertas e obtém novas percepções do ensino das Escrituras. Isso leva a certos desenvolvimentos e  acréscimos na igreja, em questões de governo, cerimônia e assim por diante. Por outro lado, os Puritanos diziam: Não, o ensino é fixo no Novo Testamento, e devemos permanecer nele" (LLOY-Jones, 2016, p.285.287).

E, ainda, tratando sobre o "rosto" que a igreja de Francoforte deveria ter:

Diziam os Anglicanos: "eles teriam que fazer como haviam feito na Inglaterra, e teriam que ter o rosto de uma igreja inglesa. Ora essa era uma declaração tipicamente anglicana [...]. A isso Jon Knox replicou: Queira o Senhor que ela tenha o rosto da igreja de Cristo. Igreja inglesa - igreja de Cristo. Aí vocês têm a divisão essencial entre anglicano e puritano" ((LLOY-Jones, 2016, p.287).

Na igreja de Cristo sempre haverão aqueles que apresentarão o "espírito anglicano/católico", que não entende inclusões e inovações (extra-bíblicas) no culto e nas práticas religiosas como problemáticas. Mas, também, em todos os tempos, haverão homens e mulheres com o "espírito puritano", que conclamarão a igreja de Cristo a voltar para as Escrituras Sagradas, somente.

Qual a postura e o "espírito" que você tem adotado na sua comunidade cristã?

Lembre-se: "não é preciso muito. Basta, tão somente, haver homens ou pelo menos um homem com a consciência de que as Escrituras Sagradas devem nortear todos os princípios de Fé e de Prática da igreja".

sábado, 13 de outubro de 2018

A (CONTRA) COMEMORAÇÃO DOS 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE: A doutrina que liga o Protestantismo ao Cristianismo Apostólico - Parte 3/4


Qual a doutrina mais importante para o Protestantismo?

Se fizéssemos uma enquete com esse questionamento, entre as mais variadas correntes teológicas do protestantismo, teríamos um inacreditável reduzido número de respostas; pois, em linhas gerais, no que é essencial, a maioria dos protestantes concordam. A doutrina da salvação pela graça, provavelmente, seria a mais votada. Outras doutrinas também receberiam um considerável número de votos, a exemplo das doutrinas da Soberania de Deus, Suficiência das Escrituras e da Contemporaneidade dos Dons.

No entanto, no que diz respeito à historicidade do cristianismo protestantes, nenhuma dessas doutrinas, em nossa opinião, é a mais importante. A questão é: qual a apostolicidade das igrejas evangélicas? O que liga – historicamente – os protestantes ao cristianismo primitivo, fundado por Cristo e por seus apóstolos?

É legítimo um grupo que não tem essa “raiz histórica” dizer-se igreja legítima de Deus? Os antigos católicos romanos costumavam responder que não. Segundo eles, a Igreja Católica Apostólica Romana foi a “primeira” e “única” igreja fundada por Cristo e pelos Apóstolos. Mas, isso não é verdade?

Tirando alguns exageros e o descabido “homicídios da história”, essa afirmação tem algo de verdadeiro sim. A igreja romana não foi a “primeira” nem a “única”, mas, certamente, foi “uma das” igrejas fundadas por Cristo e pelos Apóstolos. Nesse sentido, podemos afirmar: historicamente, é uma igreja apostólica. Desse mal eles não sofrem, diferentemente dos evangélicos.

Qual foi o apóstolo que fundou a igreja evangélica? (Claro que não estou aqui me referindo a esses “pseudo-apóstolos dos últimos dias”). Aquele que tem o mínimo de bom senso e que conhece um pouquinho de história tem que reconhecer: as igrejas evangélicas foram criadas à revelia de Cristo e de seus Apóstolos. O protestantismo mais próximo dessa “raiz primitiva” é aquele fruto imediato da Reforma Protestante: Luteranos, Reformados Calvinistas Anglicanos, Reformados Calvinistas Presbiterianos, Batistas (se considerarmos sua origem no movimento Anabatista) e outros reformados.

Todo esse “protestantismo raiz” tem como único “parentesco histórico” com os apóstolos o “Catolicismo Romano”. O problema é que os protestantes negam e não querem saber dessa espécie de “cordão umbilical do cristianismo apostólico”. Não querem ter nada a ver com ela. Com isso, reconhecem: são outra coisa e não – historicamente – uma igreja legitimamente fundada por Cristo e seus apóstolos.

Nosso leitor deve estar pensando: “isso é uma brincadeira; ele vai concluir explicando tudo”. Não é não. Vou repetir: as igrejas evangélicas – todas elas – historicamente, não possuem nenhuma ligação com o cristianismo primitivo, nem com os Apóstolos, nem com Cristo, historicamente falando.
Mas, há uma doutrina que salva toda essa história; que evitou que os protestantes tivessem se tornado em um “aborto da história”. A doutrina mais importante para os cristãos não católicos (romanos e ortodoxos): a doutrina das duas naturezas da igreja.

O Catecismo Maior de Westminster, com grande heroísmo, da pergunta 62 até a pergunta de nº 65, aborda essa importantíssima questão. Diz o catecismo (pergunta 62) que a igreja possui uma dimensão visível – é a igreja visível -, constituída por todos (salvos e não salvos) que professam a “verdadeira religião”. Ora, o que é a verdadeira religião se não aquela fundada e comissionada por Cristo e por seus Apóstolos, com suas marcas?

Nesse sentido, os protestantes estariam fora, considerando apenas o aspecto histórico. Contudo, a outra dimensão da igreja, a dimensão espiritual – a igreja invisívelnos trás de volta ao cristianismo autêntico.
Vejamos:

Pergunta 64:“O que é a igreja invisível?” Resposta: “A igreja invisível é o número total dos eleitos que foram, são ou ainda serão reunidos em um só corpo sob Cristo, o cabeça”.

Eis a doutrina mais importante do protestantismo. Dela depende estar unido verdadeiramente a Cristo ou não. A ideia de uma igreja invisível (mas real e verdadeira) acaba, por completo, com a necessidade lógica de uma ligação direta, física e histórica com o cristianismo primitivo; com a igreja literal fundada por Cristo e pelos seus Apóstolos (Jerusalém, Roma, etc).
Em ultima análise, todos os protestantes verdadeiros e eleitos em Cristo (porque há aqueles que só fazem parte da igreja visível) fazem parte da verdadeira igreja de Cristo: a igreja invisível, aquela constituída apenas pelos eleitos de Deus, em qualquer época, em qualquer lugar,  independe de tempo, espaço e história.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

A (CONTRA) COMEMORAÇÃO DOS 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE: estaria correto o pressuposto da ICAR em ter sido ela a única e verdadeira igreja de Cristo, fundada pro ele mesmo? - Parte 2/4


Temos registrado no livro de Atos dos Apóstolos, em seus primeiros capítulos, e particularmente nos capítulos 1 e 2, que tratam respectivamente da ascensão de Jesus e da descida do Espírito Santo, o marco Zero do Cristianismo, dando início assim a sua grande carreira missionária.


A INFLUENCIA DO IMPÉRIO ROMANO

Já em meados do ano 100 dC existiam Igrejas em inúmeras cidades da Ásia Menor e muitos lugares da Palestina, Síria, Macedônia, Grécia, Roma, Alexandria e provavelmente na Espanha. Este progresso assustador, em tão pouco tempo, deve-se, em certo sentido, pelo domínio que o Império Romano exerceu em todo mundo, alcançando seu apogeu exatamente no desabrochar da igreja de Cristo.

As condições facilitadoras e necessárias, criadas e/ou desenvolvidas para atender à expansão do Império Romano, acabaram contribuindo para o avanço do Cristianismo. Vejamos algumas das mais importantes:

Um mercado interlocal ativo;
A unidade cultual;
Língua comum;
Os meios de transporte terrestres e marítimos.

Ao estudarmos este assunto é  impossível não notar a clara intervenção de Deus na História, moldando os mapas geopolíticos, os tempos, os povos, os corações dos governantes, os poderes políticos e tudo o mais que se fizesse necessário para que seu Filho viesse tão somente na “Plenitude dos Tempos“, isto é, quando todas as condições estivessem favoráveis para possibilitar o alastramento de sua pregação, como registra o apóstolo Paulo em sua epístola: “mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei” (Gal. 4:4).


AS PERSEGUIÇÕES

Por mais que pareça paradoxal, um outro fator que possibilitou o alastramento do Cristianismo foi a perseguição. Em  Atos 8:1-4, temos os primeiros registros dessas perseguições, que se estenderam até o século IV, com momentos de abrandamento e picos de crueldade.

Dentre os mais  impiedosos perseguidores da Igreja destacamos o imperador Nero, que governou de 54 a 68 dC. A História registra fatos de extrema impiedade, como, por exemplo, o de se divertir com os cristãos, que eram atirados para os leões ou feitos tochas humanas para iluminar a noite.

Entre o ano 100 dC e o reinado de Constantino  em 306 dC, apesar das perseguições, o Cristianismo alcançou um maravilhoso progresso, passando inclusive de Igreja perseguida para religião oficial do império Romano em 313. O edito do imperador Constantino não só proibia a perseguição aos cristãos como impunha a seus súditos que se tornassem cristãos. Isto trouxe duas consequências para a história do Cristianismo, com tentáculos que perduram até aos dias atuais:

A primeira foi positiva: Sendo o imperador Constantino favorável ao cristianismo, possibilitou e facilitou seu progresso físico.

A segunda foi negativa: Obrigados ou ainda constrangidos a se tornarem cristãos (não era uma boa política fazer parte de uma religião diferente da religião do imperador), os súditos do império  ingressavam no cristianismo sem a devida e necessária conversão, levando assim para a Igreja suas muitas práticas antigas, na maioria das vezes, oriundas de religiões pagãs, como culto ao Imperador (de onde se origina as indumentárias do papa), adoração de outras divindades  e  muitas outras heresias comuns à cultura greco-romana, que foram posteriormente adaptadas e incorporadas até aos dias de hoje.

COMO A IGREJA SE TORNOU CATÓLICA

Até aproximadamente o ano 400 dC, todas as Igrejas existentes se reuniam em concílios para tomar alguma decisão de caráter doutrinário. Isto fica evidente em Atos 15. Foi exatamente isso que promoveu a ligação da igreja nos mais variados pontos, passando a ser Católica (que quer dizer Universal), formando assim uma espécie de  governo geral para todas as Igrejas, pois aceitavam a autoridade das decisões desses concílios. Os principais concílios foram:

Data dC
Nome do concílio
Motivo

50
Jerusalém
Leis judaicas e os Cristãos – Atos 15
325
Nicéia
Contra o arianismo – Credo (Maria mãe de Deus)
381
Constantinopla 1º
Finalização do Credo
432
Éfeso
Contra o nestorianismo
451
Calcedônia
Contra o monofisitismo
553
Constantinopla 2º
Contra o nestorianismo
681
Constantinopla 3º
Contra monotelitismo
869
Constantinopla 4º
A paz entre o Leste e Oeste
1123
Latrão 1º
Disciplina. Contra os Valdenses (Inquisição)
1545
Trento
Contra-Reforma (Igreja Católica Romana)
1870
Vaticano 1º
Infabilidade do Papa

A partir daí vemos na Igreja Católica (universal), um processo de centralização de autoridade, com o aparecimento do Bispo com caráter monárquico, isto é, o Bispo que a principio é somente o dirigente de sua igreja local, surge como dirigente de várias igrejas.

A ideia de Diocese (conjunto de igrejas) se fortalecia cada vez, tornando cada vez maior o poder dos Bispos.

Num passo mais adiante no processo de centralização, os Bispos das  províncias romanas tornaram-se, naturalmente, mais importante que os demais e foram chamados Bispos de suas dioceses.

Continuando o  processo de centralização, Cinco Bispos se destacaram e foram considerados Patriarcas, por serem Bispos de cidades importantes e influentes tanto na política como na economia do império. A existência dessas "cinco maiores igrejas" (porque, na verdade, haviam muitas outras, faz cair por terra o argumento católico Romano de ser ela a única e verdadeira igreja, fundada por Cristo. Foram eles:

Bispo de Roma;
Bispo de Constantinopla
Bispo de Alexandria
Bispo de Antioquia
Bispo de Jerusalém


COMO A IGREJA SE TORNOU ROMANA

Das cinco cidades patriarcais, duas eram as mais importantes: Roma e Constantinopla, pois eram capitais do Império Romano, do ocidente e do oriente, respectivamente.

No V século, com a chamada pretensão petrina (que o apóstolo Pedro teria sido o primeiro Bispo de Roma), o Bispo de Roma fortaleceu-se e passou a ser a última palavra do Cristianismo, dominando e liderando as demais Igrejas e patriarcados, exceto o de Constantinopla que não se encurvou ao poderio do Bispo de Roma. Este patriarcado deu origem a Igreja católica Ortodoxa Grega, até hoje existente. Isto, na verdade, traz luz à pretensão católica romana que afirma ter sido a primeira e única igreja cristã, fundada por Cristo e por seus apóstolos. Como vimos, a igreja Ortodoxa Grega e outras são da mesma época de fundação da igreja romana.


Também nesse período houve um grupo que se separou do patriarcado de Constantinopla e fundou outra Igreja independente, a Nestoriana (498 dC.).

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A (CONTRA) COMEMORAÇÃO DOS 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE - Parte 1/4


Em meio às muitas e justas comemorações dos 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE um fato inusitado e até inesperado chama a atenção: a campanha Católica "PROTESTANTES VOLTEM PRA CASA". A campanha conta com um SELO comemorativo (acima) e um VÍDEO bem sugestivo desse chamamento (abaixo):



Além disso, a campanha prevê várias ações, como ROSÁRIO PELA CONVERSÃO DOS PROTESTANTES, não por acaso exatamente no dia 31/10/, dia da Reforma Protestante: 


E ainda e a EDIÇÃO DE 03 LIVROS:

1) Index Librorum Prohibitorium (1564):
É a versão revisada e publicada após o Concílio de Trento sob liderança do papa Pio IV. No texto original, que traduziremos na íntegra do latim, também estão expostos uma introdução do referido papa, um prefácio composto pela Delegação do Sínodo Tridentino e 10 regras anexas úteis para os estudos de homens doutos, sem prejuízo da verdade e da religião. Como textos de introdução ao Index, publicaremos três tratados da fé de renomados professores católicos. São eles: Antônio Angueth, Carlos Nougué e Sidney Silveira.

2) A "Heresia Protestante" do dr. Carlos de Laet (1847-1927):
Laet conta-se entre um dos maiores intelectuais leigos católicos da história do Brasil. Escreveu cerca de 3.000 artigos para inúmeros jornais, traduziu para o português a encíclica Rerum Novarum e foi declarado Conde Romano pelo Papa. Além disto, foi membro-fundador e presidente da Academia Brasileira de Letras, além de ter sido professor e diretor do colégio Pedro II. Entrou em um debate com o pastor protestante Álvaro Reis e o resultado desse histórico embate é o escopo desse livro.

3) “Objeções e erros protestantes com as respectivas respostas irrefutáveis” é um livro do Servo de Deus Padre Júlio Maria de Lombaerde (1878-1944).
Pe. Julio foi um padre Belga que começou a vida religiosa como missionário na África e pregou na Europa antes de vir para o Brasil em 1912. Durante as décadas seguintes, fundaria três congregações em solo brasileiro: as Filhas do Coração Imaculado de Maria em Macapá/AP; os Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora e as Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora em Manhumirim/MG. O Servo de Deus possui uma vasta obra literária que se encontra quase perdida. Apenas entre os escritos mapeados, são 63 livros e centenas de cartas. O pe. Júlio Maria ainda editava o jornal “O Lutador” no qual respondia aos questionamentos de protestantes. Do compêndio de algumas respostas surgiu o livro que reeditaremos nesta campanha.

O CENTRO DOM BOSCO, do Rio de Janeiro, um dos articuladores dessa campanha, apresenta a seguinte fundamentação:

"Estamos nos aproximando dos 500 anos da revolução protestante. Como o filho pródigo que abandonou o seu lar, milhões de pessoas se afastaram da Igreja fundada por Jesus Cristo desde o infame episódio. Por isso, é tempo de voltar para a Igreja Católica. Que todos sejamos um na Verdade. Protestantes, Voltem para Casa!".

A campanha se baseia em um pressuposto muito utilizado pela Igreja Católica Apostólica Romana: Existe apenas uma igreja verdadeira e essa foi a única realmente fundada por Jesus Cristo e isso é precisamente o que faz dela a única verdadeira. 

Até que ponto isso é verdade? Há verdades nesse pressuposto? Jesus Cristo realmente fundou a Igreja Católica Apostólica Romana? São os protestantes uma espécie de aborto histórico, sem nenhuma ligação umbilical com o cristianismo primitivo?

Na segunda parte dessa série em comemoração aos 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE estaremos desmistificando e desmoronando esse que é o principal argumento da Igreja Católica  Apostólica Romana, pra se afirmar como única igreja verdadeira. Na terceira parte estaremos demonstrando as bases doutrinárias e teológicas que ligam o Protestantismo ao verdadeiro e autêntico Cristianismo, e, finalmente, na quarta parte postaremos as principais reportagens e comemorações históricas desse marcante 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE.

QUEERMUSEU: O QUE HÁ POR TRÁS DA POLÊMICA EXPOSIÇÃO NO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER? 3/3

Algumas opiniões sobre o QUEERMUSEU:









QUEERMUSEU: O QUE HÁ POR TRÁS DA POLÊMICA EXPOSIÇÃO NO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER? 2/3


A arte sempre esteve presente quando se intentou provocar uma mudança radical de paradigma social. O Renascimento é um grande exemplo disso. Não era raro obras, quadros, pintudos com temas de confronto direto às estruturas religiosas. A arte, de fato, é uma grande aliada das mudanças. Umberto Ecco, em sua obra magistral "O Nome da Rosa" descreve essa utilização da arte com a intenção de minar as forças e o poder da igreja Romana, no século XIII, dentro dos mosteiros. 

A QUEERMUSEU acaba por revelar um dos principais objetivos desse tipo de "arte": combater a cultura judaico-Cristã, em última análise. Não é só uma investida contra o cristianismo enquanto religião, antes, trata-se de algo maior, de uma guerra conta a cosmovisão cristã, que serve de base para toda a cultura ocidental. Por conta disso, esse tipo de exposição sempre trás obras que denigram símbolos reconhecidamente cristãos, porque, só assim, desconstruindo a cosmovisão cristã, é que será possível provocar mudanças radicais no paradigma cultural,  com o fim de secularizar todas as áreas da vida.

Kuyper compreendeu bem a guerra cultural que se desencadeia contra o Cristianismo. Não é luta de uma religião contra a outra ou mesmo do ateísmo teórico contra a religiosidade. É luta entre visões de mundo, entre cosmovisões. Vejamos o que ele afirma:

Não há dúvida, então, de que o Cristianismo está exposto a grandes e sérios perigos. Dois sistemas de vida estão em combate mortal. O Modernismo está comprometido em construir um mundo próprio a partir de elementos do homem natural, e a construir o próprio homem a partir de elementos da natureza; enquanto que, por outro lado, todos aqueles que reverentemente humilham-se diante de Cristo e o adoram como o Filho do Deus vivo, e o próprio Deus, estão resolvidos a salvar a “herança cristã”. Esta é a luta na Europa, esta é a luta na América, e esta também é a luta por princípios em que meu próprio país está engajado, e na qual eu mesmo tenho gasto todas as minhas energias por quase quarenta anos.Nessa luta apologética não temos avançado um único passo. Os apologistas invariavelmente começam abandonando a defesa assaltada, a fim de entrincheirarem-se covardemente em um revelim atrás deles. Desde o início, portanto, tenho sempre dito a mim mesmo, -“Se o combate deve ser travado com honra e com esperança de vitória, então, princípio deve ser ordenado contra princípio. A seguir, deve ser sentido que no Modernismo, a imensa energia de um abrangente sistema de vida nos ataca; depois também, deve ser entendido que temos de assumir nossa posição em um sistema de vida de poder, igualmente abrangente e extenso. E este poderoso sistema de vida não deve ser inventado nem formulado por nós mesmos, mas deve ser tomado e aplicado como se apresenta na História. Quando assim fiz, encontrei e confessei, e ainda sustento, que esta manifestação do princípio cristão nos é dada no Calvinismo (KUYPER, 2002, p.19).

Como já deve ter ficado claro, a arte é uma das principais ferramentas ou armas de combate a uma cultura estabelecida e o surgimento de outra. Precisamente por isso é que numa exposição de "artes" voltada para o grupo LGBT,  estará sempre presente temas religiosos. Para que eles se sintam confortáveis é absolutamente necessário diminuir a influência que o Cristianismo exerce fora dos templos e o motivo é um só: a total impossibilidade lógica do cristianismo aceitar como natural e normal a homossexualidade.




Lutemos, pois, a luta que nos está proposta, em defesa da cultura ocidental, alicerçada sob as bases do Cristianismo. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

QUEERMUSEU: O QUE HÁ POR TRÁS DA POLÊMICA EXPOSIÇÃO NO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER? 1/3


Há um fato envolvido na polêmica exposição QUEERmuseu, ocorrida no Espaço Cultural do Banco Santander, em setembro/2017, na cidade de Porto Alegre-RS, que passou desapercebido pela maioria das pessoas. Na verdade, a maioria delas não têm conhecimento desse importante detalhe. Focaram, por razões óbvias, "nas obras" que retratavam desvios e bestialidades como zoofilia, pedofilia, além do tipificado crime de vilipêndio. 

Alguém já se perguntou por que o nome da exposição é QUEER? 

Certamente não tem nada a ver com o verbo "querer", como, talvez, se quis sugerir ou se possa imaginar, de forma subliminar. QUEER é o nome de uma teoria: "Teoria Queer". É uma teoria sobre a categoria Gênero, tão na moda atualmente. 

Basicamente essa teoria propõe que a orientação ou identidade sexual não está diretamente ligada à questões genéticas, biológicas. Antes, pelo contrário, os "papeis sexuais" são fruto de um "Construto Social", não existindo, segundo essa teoria, portanto, "papéis sexuais" biologicamente definidos, nem um traço na essência da natureza humana que possa definir antecipadamente esses papais. Ou seja, a Construção Social é que definirá esses papéis: se homem, se mulher ou se algo "ALÉM" disso, que é precisamente o que significa o termo "TRANS": trans-homem-mulher e todas as variações TRANS possíveis.

No vídeo abaixo, um parlamentar alemão saúda pelo menos 60 variações TRANS, reconhecidas na Alemanha:



O termo "Construto Social" pressupõe o conjunto de percepções e visões de mundo produzidos por uma dada sociedade. Mas, também, pressupõe a existência de "construtores". Isso explica a militância em torno da chamada "cultura TRANS". A Teoria Queer intenta possibilitar, em relação ao gênero, que as pessoas possam assumir "papéis sexuais" a partir do que a própria sociedade (entenda-se, na prática, "construtores sociais") pré-definir como novos e possíveis "papéis sexuais".

De pronto se identifica, no cerne da Teoria Queer, um traço que é característico dos ideólogos sociais: seus pressupostos não partem do olhar intencional do cientista para compreender uma dada realidade. Antes, pelo contrário, a intenção é "Construir a própria realidade". Nesse sentido, não se encontra na Teoria Queer o que poderia ser chamado de "papel da boa ciência".

Não há limites de "papeis sexuais" para a Teoria Queer. Não há também "papéis sexuais" pré-definidos. A regra é exatamente retirar todos os limites "impostos pelo argumento biológico-genético". Isso significa dizer que qualquer "papel sexual" é válido e que todos devem ser aceitos como perfeitamente possíveis e normais. Ou seja, um homem pode ter relações ativas ou passivas com uma mulher, com outro homem, com uma criança e até com animais. Nada disso será tratado como anti-natural e muito menos como bestialidade. Por conta disso, obras que contemplam no mesmo cenário, homossexualismo e zoofilia, além de pedofilia, têm espaço franqueado, sem o menor constrangimento, na polêmica exposição do Espaço Cultural Santander:


A ideia de não ter limites quando o assunto é "papel sexual", o que, como já está claro e repetimos, inclui práticas como "zoofilia, necrofilia e pedofilia", é defendida por um dos mais famosos Miilitantes Queer do Brasil, o Deputado Federal Jean Willis, que no vídeo abaixo insinua que classificar tais práticas com conotação negativa é nada mais nada menos que fruto de "preconceitos arraigados da extrema direita": 


Por fim, esperamos ter deixado claro que o nome da exposição foi pensado e escolhido cuidadosamente, com o objetivo de difundir os pressupostos da teoria Queer.

Nas próximas postagens trataremos sobre os principais objetivos ocultos da Teoria Queer e entenderemos os motivos da mistura sexualidade x religiosidade (2/3), além de analisarmos as atitudes tomadas  por diversos seguimentos da sociedade (3/3).

quinta-feira, 27 de julho de 2017

SOLA SCRIPTURA - Parte 5/5


  5-   O EMBATE SOBRE O SOLA SCRIPTURE E O RELATIVISMO NOS NOSSOS DIAS:

A igreja tem esquecido de perguntar: o que a Bíblia ensino sobre isso ou aquilo? Por não fazer essa pergunta, muitos erros têm entrado sorrateiramente na igreja e isso a levará, necessariamente, ao desvio. A igreja tem relativizado sua fonte autoritativa para definir sua fé e sua prática.

Apenas para citar algumas áreas em que a igreja de nossos dias tem permitido a entrada de práticas sem a devida preocupação com o embasamento escriturísticos: No Culto (danças litúrgicas, shows, peças teatrais, etc). Na forma de arrecadação de verbas (enquanto a bíblia só reconhece dízimos e ofertas, a igreja tem inovado e utilizado coisas como baratilhos, cantinas, mensalidades, taxas, etc). 

Evidentemente que a igreja tem esquecido de perguntar "o que a bíblia diz" sobre determinadas crenças e práticas em muitas outras áreas, mas, basta, por hora, a reflexão: a igreja dos nossos dias precisa voltar urgentemente a perguntar qual o ensino bíblico acerca das coisas que intenta crer e fazer. Sola Scripture já; hoje!


quarta-feira, 26 de julho de 2017

SOLA SCRIPTURA - Parte 4/5


   4- O EMBATE ENTRE O SOLA SCRIPTURA E O PENTECOSTALISMO NO SÉCULO XIX E XX

Os REFORMADORES não enfrentaram esse problema relativo CONTEMPORANEIDADE E ATUALIDADE DE DONS ESPETACULARES COMO LÍNGUAS, PROFECIAS, NOVAS REVELAÇÃO, SONHOS. Esse é um debate que é travado na igreja cristã principalmente a partir de 1906 com o advento do Pentecostalismo, que nasce na Rua Azuza, nos EUA, onde um grupo reunido disse ter recebido manifestações dos DONS ESPETACULARES QUE CARACTERIZARAM A ERA APOSTÓLICA. O Brasil foi muito afetado pelo Pentecostalismo porque muito cedo essa movimento iniciado na Rua Azuza, em 1906 chegou por aqui. Já em 1910 o Pentecostalismo se estabeleceu no Brasil. 

Sola Scriptura, como já vimos, significa que todas as práticas religiosas, doutrinas e cultos devem emanar “somente” das Escrituras Sagradas. Pressupõe também que toda e qualquer “nova revelação” e, portanto, extrabíblica, deve ser REJEITADA, pois a Escritura, o Canon fechado, os 39 livros do VT e os 27 do NT, são SUFICIENTES PARA A IGREJA DE CRISTO e inerrantes. 

Era assim que pensavam os reformadores. É assim que pensam os Reformados até hoje.  Agora, perguntamos: É assim que pensam os Pentecostais?

Para os  PENTECOSTAIS, assim como para os CATÓLICOS, como já vimos, a palavra de Deus não é a ÚNICA regra de fé e prática. Os CATÓLICOS DÃO À TRADIÇÃO E AS BULAS PAPAIS o mesmo valor de autoridade das Escrituras. Os PENTECOSTAIS, da mesma forma, nas NOVAS REVELAÇÕES, que podem vir por “profecias”, “sonhos”, ou através das “línguas estranhas”.  
Quantos casamentos feitos e desfeitos; quantas “visitas pessoais” do próprio Deus nos arraiais Pentecostais. Falam como se pela boca do próprio Deus: “eis que sou Deus que te digo varão”. Quebra flagrante do terceiro mandamento. É mais do que claro que “as novas revelações” possuem, para os pentecostais, status de regra de fé e de prática, posto que eles obedecem cegamente a “ordem de Deus”, vinda diretamente de um “VASO”. Bom seria que obediência se estendesse à voz de Deus publicada na bíblia. Mas não é esse o caso, infelizmente. Alguém poderia negar essa realidade?

O pressuposto Pentecostal de “ESCRITURA TAMBÉM” e não “SOMENTE A ESCRITURA”, como defendiam os REFORMADORES, pode causar a falsa impressão de similaridade com o pressuposto da Reforma, mas são diametralmente opostos. “ESCRITURA TAMBÉM” pode ser, e tem sido em muitas ocasiões, TRAVESTIDO por “Somente Novas Revelações, nada de bíblia”.

Permita-me ilustrar o que acabamos de argumentar: há muitos anos atrás, em nossa igreja, uma irmã envolvida com o Pentecostalismo recebeu a seguinte revelação: “seu atual marido não é o que Deus escolheu para você”. Essa mesma “profecia” foi levada pela mesma “profetisa” (pessoa com grande reconhecimento no meio pentecostal, possua cargo ou não) a um membro da igreja Assembléia de Deus: “vaso, a sua atual esposa não é a mulher que Deus escolheu pra você”. Resultado: ambos deixaram seus cônjuges e passaram a viver maritalmente “felizes para sempre”. Detalhe: a tal profetisa conhecia os dois pombinhos. Lembro que o conselho da igreja listou uma série incalculável de versículos bíblicos para aquela irmã, na esperança de fazê-la entender o quanto estava enlameada com o pecado de adultério. Sua resposta a cada versículo era: “esse eu já sei decorado, mas nada vai fazer eu mudar de ideia porque eu tenho a confirmação da revelação de Deus na minha vida”. É ou não é “somente nova revelação e bíblia nada”? Ela foi disciplinada, saiu da nossa igreja e foi fazer parte de uma igreja Pentecostal com seu novo parceiro "canela de fogo". 

Diante disso, podemos afirmar: o pressuposto Pentecostal que contrasta com o “Sola Scriptura” é: “Escritura também, mas não só Escritura”. 

A IPB, como uma igreja reformada, ENTENDE QUE A BÍBLIA É SUFICIENTE E NÃO ACREDITA NA CONTEMPONEIDADE DOS DONS ESPETACULARES. A IPB entende que eles CESSARAM COM O FECHAMENTO DO CANOM BIBLICO.

Aliás, já havia profecia quando ao encerramento desses dons. Leia I COR 13: 8-11. A TEOLOGIA REFORMADA TEM ENTENDIDO QUE ESSE “PERFEITO” É A CONCLUSÃO DO CÂNON BÍBLICO, A COMPLETUDE DAS ESCRITURAS, visto que todo o contexto anterior, como o capítulo 12 e o posterior, como o 14 estão tratando de formas de Deus se revelar ao seu povo.

Agora leia Hebreus 1:1 – João 14:6 e João 17:17

Palmer Robertson, escrevendo sobre o fim, a cessação dos DONS ESPETACULARES, em seu livro "A palavra Final", faz a seguinte afirmação:

"O término da atividade revelacional concretizado por Deus não deve ser lamentado como se fosse algo como o expirar de um amigo predileto. Ao contrário, deve ser visto como uma caixa repleta de joias que expõe à vista o inestimável tesouro existente em seu interior. Por mais decorada e bela que seja a caixa, a substância propriamente dita tem de ser encontrada na plena revelação do  próprio tesouro que jaz no seu interior" (pg.62). 

A Escritura Sagrada é esse tesouro e os dons espetaculares a bela caixa de deu lugar ao tesouro propriamente dito.

A Confissão de Fé de Westminster, interpretação oficial da IPB sobre esse assunto de ATUALIDADE OU CESSAÇÃO DOS CHAMADOS DONS ESPETACULARES, faz a seguinte afirmação: 

I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor. 1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa. 8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19. VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas. II Tim. 3:15-17; Gal. 1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

SOLA SCRIPTURA - Parte 3/5




Não vamos nos deter muito nesse ponto porque já trabalhei de alguma forma esse ponto quando do apanhado histórico que fizemos na introdução. Basta tão somente lembrar que o cenário que caracterizava a IGREJA CATÓLICA do século XVI era uma cenário que NÃO TINHA A BÍBLICA COMO ÚNICA REGRA DE FÉ DE PRÁTICA.  Ou seja, eles tinham a bíblia como uma fonte, uma regra de fé e prática, mas TAMBÉM A TRADIÇÃO DA IGREJA E AS BULAS PAPAIS. Ou seja, A BÍBLIA, A TRADIÇÃO E AS BULAS PAPAIS tinham à época, e ainda hoje é assim, exatamente o MESMO VALOR DAS ESCRITURAS SAGRADAS.

É por isso que quando você vai conversar com um Católico Romano que entenda um pouco da teologia de sua teologia e pergunta “onde eles veem na bíblia Maria sendo assunta aos céus, elevadas aos céus”? (esse é um dos mais importantes dogmas católicos) Eles responderão: “não precisa ter na bíblia. A tradição da igreja ensina que foi assim”.

Da mesma forma quando Lutero perguntava “em que parte da bíblia vocês veem o ensinamento para vender perdão, vender salvação”, eles respondiam: “Não precisa. A bula papal diz que deve ser assim”.

Então, a Luta de LUTERO e de outros reformadores do século XVI, como Calvino e tantos outros, era contra esse erro  acerca da doutrina da Salvação, que ensinava salvação pelas obras. Contra isso LUTERO e os outros gritavam bem alto: NÃO É ISSO QUE AS ESCRITURAS ENSINAM. SOBRE SALVAÇÃO OU QUALQUER OUTRO ASSUNTO, SOMENTA  A ESCRITURA DEVE SER CONSIDERADA COMO AUTORIDADE NO ASSUNTO. SOLA SCRIPTURA – SOMENTE A ESCRITURA, NADA MAIS.

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