segunda-feira, 29 de setembro de 2014

LOUVOR E TEOLOGIA: UMA UNIÃO INSEPARÁVEL - BREVE REFLEXÃO


1- Quando cantamos cânticos de louvor e adoração a Deus, qual nossa intenção? Reconhecemos seus atributos, sua divindade; dizemos o quanto Ele é grande e majestoso. Em fim, o que queremos, em última análise, é AGRADAR a DEUS. Agradar a Deus: esse é o objetivo do louvor.

2- Conseguiremos agradar a Deus dizendo ou cantando coisas  que são contrárias ao que Ele diz sobre Si mesmo, sobre o homem e sobre o mundo, nas Escrituras?

3- Há pelo menos três grandes cosmovisões acerca do entendimento sobre Deus, sobre o homem e sobre o mundo, que influenciará, necessariamente, no que se dirá a Deus nos louvores, sempre com a intenção de AGRADÁ-LO. São elas: a) Calvinismo; b) Arminianismo; c) Pentecostalismo e suas variantes neopentecostais.

4- Esses pressupostos teológicos se contradizem em muitos pontos. Ou seja, não existe possibilidade lógica de todas eles estarem certos, ao mesmo tempo, em determinados assuntos, pois são opiniões autoexcludentes. Por exemplo: o arminiano diz que o homem tem livre-arbítrio. O Calvinismo diz que o homem não tem mais livre-arbítrio. O pentecostal, que é arminiano por natureza,  acredita em novas revelações, sonhos, dons de línguas, etc, os calvinistas e arminianos tradicionais, não.

5- Então, como Calvinistas, Arminianos e Pentecostais podem AGRADAR a Deus com seus louvores, a partir de seus próprios pressupostos? Dizendo ou cantando aquilo que consideram correto acerca de Deus, do mundo e do homem. Ora, se o arminiano entende que a doutrina da eleição é errada, como poderá cantar louvores que ensinam essa doutrina? Se o calvinista entende que a doutrina do livre-arbítrio é errada, como poderá cantar louvores que tenham essa conotação? Se tanto arminianos tradicionais quanto calvinistas entendem que os dons revelacionais cessaram, como poderão cantar louvores que falam e sugerem a existência de novas revelações?

6- Não existe neutralidade em louvores ou afirmações religiosas. Necessariamente elas estarão defendendo uma dessas três grandes cosmovisões, em suas características peculiares;

7- Cantar louvores é cantar doutrina, inevitavelmente, como sugeria Lutero.

8- Se o objetivo do louvor congregacional é AGRADAR a Deus, a igreja só pode cantar aquilo que, no entendimento dela, representa a interpretação correta do que Deus disse acerca de Si mesmo, do homem e do mundo;

9- Todos que são diretamente ligados ao louvor da igreja, especialmente os líderes, devem conhecer, de forma muito clara, qual é o entendimento doutrinário da sua igreja, sob pena de estar levando a congregação a cantar coisas que, DESAGRADAM a Deus, do ponto de vista da cosmovisão doutrinária assumida por esta igreja. Por isso, os responsáveis pelo louvor no VT eram, via de regra, sacerdotes; portanto, conhecedores do entendimento doutrinário.

10- Igrejas Calvinistas não devem cantar louvores com ensinamentos Arminianos. Igrejas Arminianas não devem cantar louvores com ensinamentos Calvinstas. Igrejas Calvinistas e Arminianas tradicionais não devem cantar louvores com ensinamentos Pentecostais. Igrejas pentecostais não devem cantar louvores com ensinamentos calvinistas e/ou tradicionais.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

SIMPÓSIO DE TEOLOGIA REFORMADA EM RECIFE-PE


Copie o link abaixo em sua barra de Internet e trace sua rota até ao local do evento:

https://www.google.com.br/maps/dir/Aeroporto/Igreja+Presbiteriana+do+Brasil+-+R.+Jos%C3%A9+Martorano,+S%2FN+-+Jord%C3%A3o,+Recife+-+PE,+51240-550/@-8.1373989,-34.936154,15z/data=!3m1!4b1!4m13!4m12!1m5!1m1!1s0x7ab1e3096b865a7:0xcc456f2b961b5207!2m2!1d-34.9166298!2d-8.133354!1m5!1m1!1s0x7ab1e11f17dd1ef:0xb68fd926b1f41001!2m2!1d-34.938612!2d-8.130216?hl=pt-BR

domingo, 17 de agosto de 2014

HOMENAGEM A EDUARDO CAMPOS - #NãoVamosDesistirDoBrasil


 
 
Essa é uma foto absolutamente emblemática. Filhos de Eduardo Campos no carro do corpo de Bombeiros, ao lado do caixão do pai. Punhos serrados e gritando a última frase do seu herói: "Não Vamos Desistir do Brasil". ‪#‎NãoVamosDesistirDoBrasil‬.

A arte também homenageia o agora mito:

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terça-feira, 12 de agosto de 2014

DIÁRIO DE SIMONTON - VÍDEO - 155 ANOS DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL (DE 12/08/1859 ATÉ 12/08/2014)


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UNIVERSIDADE CATÓLICA PRODUZ VÍDEO SOBRE A IPB - 155 ANOS

O vídeo abaixo, sobre a IPB - Igreja Presbiteriana do Brasil, foi produzido pelo Observatório Transdisciplinar das Religiões, um projeto da Universidade Católica de Pernambuco:
 http://www.unicap.br/observatorio/pages/forum.htm# 

O documentário foi conduzido pelo Diretor do SPN - Seminário Presbiteriano do Norte, Rev.Marcos André e pelo seu Prof.de História do Cristianismo, Rev.José Roberto. Assuntos como Liturgia, participação das mulheres na IPB, governo eclesiástico, história da IPB,  teologia e educação, foram abordados. 



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domingo, 10 de agosto de 2014

DIA DOS PAIS, ESTÉTICA E TEOLOGIA: NEM TODOS SÃO FILHOS DE DEUS


Estética é a parte da filosofia que estuda, de modo geral, o belo, a arte. Daí surge uma pergunta: o que é o belo? O que é a arte? Diríamos, parafraseando grandes pensadores como Kant, que algo é belo e igualmente arte quando nosso sentimento é invadido pouco a pouco até ser completamente tomado por aquilo que estamos vendo ou ouvindo. Isso é arte, isso é belo. Platão, por sua vez, entendia que a beleza estava diretamente ligada com o "Sumo Bem". Ou seja, quanto mais próximo desse "Sumo  bem", mas belo. A ideia de "pai" é uma ideia bem íntima com a do "Sumo Bem", uma vez que Ele também é Pai. Deus Pai é a primeira pessoa da trindade. Assim sendo, ser "pai" e ter "pai" é algo fantástico. É pura beleza, porque nos remete, de imediato, ao "Sumo bem", aqui entendido como nosso Deus, nosso Pai Eterno.

A música "Pai", de Fábio Júnior, é pura arte, é pura beleza.

Quero oferecer essa música a meus queridos irmãos: Ane, Sergio, Marcos e Fabiane. Os três últimos tiveram que experimentar "a presença da ausência" do pai muito cedo, infelizmente. Contudo, o curto período em sua presença foi o suficiente para ajudá-los a se tornarem as pessoas de bem que são hoje.

Ofereço também a todos os filhos que agora desfrutam da "presença da ausência" de seu pai, que é a saudade, um misto de sentimentos extremamente confusos, perpassando pelas doces lembranças do passado e terminando por essa que é a mais bela e brasileira de todas as palavras: saudade, que por sua vez, é a união perfeita entre vontade de presença e certeza de não-presença, que nos conduz a uma experiência dupla: boa e terrivelmente dolorosa. Mas, ao mesmo tempo, só é saudade porque as experiências positivas suplantam a dor da ausência. Por isso, não há um único dia que não lembre do meu pai que se foi. A vocês, a obra prima:

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Neste dia não poderíamos deixar de abordar também um dos assuntos menos simpáticos da teologia - para aqueles que ainda não o entende. Resumiremos o tema na provocativa frase: Nem todos são filhos de Deus

Todos são, por natureza, criaturas de Deus, mas não filhos, necessariamente.  Todo filho é também criatura de Deus, mas nem toda criatura é, necessariamente, filho de Deus. Ninguém já nasce "filhos de Deus". Em determinado momento histórico o indivíduo torna-se filho de Deus por meio de um "novo nascimento", "por adoção"; um nascimento espiritual. Há aqueles que jamais serão filhos de Deus. Sei que é extremamente difícil estar frente a frente com essa verdade escriturística que contraria o velho bordão "eu também sou filho de Deus", mas gostaria de convidá-lo a analisar esse assunto e a pensar seriamente na possibilidade de tornar-se um verdadeiro filho de Deus. 

Existe vasta prova escriturística que comprova o que estamos dizendo acima, a exemplo de João 1:12: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome".  Note que o ser filhos de Deus não é algo natural e, sim, algo que ocorre posteriormente; que se manifesta posteriormente, melhor dizendo. Jesus também diz claramente que alguns não são filhos de Deus. Sim, Jesus diz isso: "Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe eles: Nós não somos bastardos; temos um pai, que é Deus. Replicou-lhes Jesus: Se Deus fosse, de fato, vosso pai, certamente, me havíeis de amar; porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.   Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra.   Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus" (João 8:41-44,47). 

Aqueles que são filhos de Deus o são não porque já nasceram filhos de Deus, e, sim, porque "receberam" a graça da adoção. A doutrina da Adoção é uma das mais belas e reconfortantes doutrinas da Bíblia. Passaremos a abordá-la a partir de um importante documento da cristandade, a Confissão de Fé de Westmisnter:

"Todos os que são justificados é Deus servido, em seu único Filho Jesus Cristo e por ele, fazer participantes da graça da adoção.  Por essa graça eles são recebidos no número dos filhos de Deus e gozam a liberdade e privilégios deles; têm sobre si o nome deles, recebem o Espírito de adoção, têm acesso com confiança ao trono da graça e são habilitados, a clamar "Abba, Pai"; são tratados com comiseração, protegidos, providos e por ele corrigidos, como por um pai; nunca, porém, abandonados, mas selados para o dia de redenção, e herdam as promessas, como herdeiros da eterna salvação" ( Ef.  1:5; Gal. 4:4-5; Rom. 8:17; João 1: 12; Jer. 14:9; II Cor. 6:18; Apoc. 3:12; Rom. 8:15; Ef. 3:12; Gal. 4:6; Sal. 10313; Prov. 14.26; Mat. 6:30, 32; Heb. 12:6; Lam. 3:31-32; Ef. 4:30; Heb. 6:12; I Ped.  1: 3-4; Heb.  1: 14).
No dia dos pais pense seriamente sobre algo que você nunca parou para pensar: Você é realmente filho de Deus? Já recebeu a graça da adoção?

sábado, 21 de junho de 2014

PAIS QUE NÃO GUIAM, FILHOS QUE SE DESVIAM?


Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele (Prov. 22:6)

1º) O texto alerta antes de qualquer coisa para a NECESSIDADE DE ENSINAR A CRIANÇA;

A necessidade de ensinar se dá por conta da queda e consequente depravação do homem, transmitida via DNA, por seus pais. Não é uma opção ensinar, é uma necessidade. Pois, “a estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela (Prov.22:15)”.

Isso é tão sério; a necessidade de ensinar a criança é tão urgente, que se nada for feito as consequências poderão ser desastrosas para toda a família e não somente, apenas, para a criança. Vejamos o que nos di o sábio inspirado: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe (Prov.29:15)”.

Alguém duvida que a criança é má desde o seu nascimento? Às vezes quando em visita a alguma criança que nasceu, é dito: “que anjinho”. Tem nada de anjinho. É um pecadorzinho.
                                           
Isso pode ser facilmente constatado na prática: precisamos ensinar o que é errado para nossos filhos? Imagine a cena: um pai chama seu filho e lhe diz: "filho, hoje vou te ensinar a quebrar a TV e como bater na sua irmã". Já viram por aí alguma escola que ensina a roubar? Alguma escola que ensina a usar drogas? Alguma escola para corruptos? Para assassinos? Alguma escola de prostituição? Obviamente que não! Já sabemos, naturalmente de tudo isso, sendo necessário para passar da potência à prática, apenas a ativação, o startar do gatilho, que já existe dentro de nós.

O Ensino, a educação é uma espécie de graça comum, que serve para ir retirando o mal natural do coração da criança e ir colocando coisas boas no lugar. Para saber mais especificamente sobre isso, veja nosso post que trata especificamente desse assunto:

É por isso que, quanto mais um país investe - seriamente - em educação, em ensino, mais ele se aproximará do ideal de justiça social, promovendo, assim, o bem social e uma convivência mais harmoniosa entre seus cidadãos, pois mais pessoas estarão com "menos mal" no coração. Pouca educação, por sua vez,  é igual a "mais mal" no coração,  que resultará, impreterivelmente, em graves problema sociais, como a criminalidade, por exemplo. Muita educação, como já dissemos, é igual a "menos mal" no coração, consequentemente, menos problemas sociais, que trará como resultado um menor índice de criminalidade.

2º) O texto fala de COMO SE DEVE ENSINAR A CRIANÇA. Não é de qualquer jeito. Existe um modelo de ensino que produz um resultado muito mais eficaz e duradouro: O MÉTODO DO EXEMPLO.

Note que no texto existe a expressão “ensina NO CAMINHO”, que  é completamente diferente de  “ensina O CAMINHO”.

Qual a diferença?

Ensinar “O caminho” indica que você está apenas apontando por aonde ir, mas que você mesmo não vai junto. Ensinar “NO caminho” indica que você caminha junto com seu filho,  no mesmo caminho, enquanto o ensina.
                                                                                                 
A metodologia de apenas ensinar “O CAMINHO”, está baseada na expressão “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.
  
É um pai que bebe, mas que diz a seu filho para não beber. É um pai que manda o filho comprar cigarro, mas lhe proíbe fumar. É um pai ou uma mãe que pouco se interessa pelas coisa da igreja, que quase não vai a igreja e depois quer obrigar seu filho a ir, dizendo: “você vai porque é o melhor pra sua vida”. Casos típicos de pais/educadores que apenas apontam  “O CAMINHO”.

Essa era a metodologia de ensino utilizada pelos Fariseus. Eles eram os EDUCADORES/ENSINADORES que utilizavam o método de ensino “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, que é o mesmo método de ensino que apenas aponta “O CAMINHO” por onde se deve andar. Jesus reprovava veementemente esse método de ensino. Aquele que apenas aponta O CAMINHO.

Então falou Jesus às multidões e aos seus discípulos, dizendo: Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus. Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai; mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens; pois alargam os seus filactérios, e aumentam as franjas dos seus mantos; gostam do primeiro lugar nos banquetes, das primeiras cadeiras nas sinagogas, das saudações nas praças, e de serem chamados pelos homens: Rabi. (Mt 23:1-7).

Se o pai ou a mãe não é envolvido na igreja, não faz a menor questão de frequentar a escola dominical; falta ao culto Por qualquer motivo, não leva a sério a igreja, nem tem compromisso com ela. Na igreja é uma coisa e em casa, no trabalho, no lazer, na rua é outra completamente diferente. O que, possivelmente, acontecerá com o filho que cresce nesse ambiente de desleixo completo? Começará, provavelmente, a não querer ir mais para a igreja, a não ter mais interesse com as coisas espirituais, até deixar completamente. A culpa foi do pai, foi da mãe, de ambos? Sim, certamente.

Já a expressão “ensina NO CAMINHO”, usada no texto, pressupõe que você estará junto com seu filho; VOCÊ E ELE, JUNTOS, NO CAMINHO, como alguém que pega na mão do filho e vai caminhando com ele, mostrando os perigos da estrada, lhe ensinando os preceitos básicos sobre Deus.

Mas atenção: esse é um método extremamente eficaz, e, por isso mesmo, pode ser extremamente perigo e nocivo para seu filho.

Porque a medida em que você caminha junto com ele, NO CAMINHO, seu filho estará lhe observando atentamente e todas as suas atitudes terão uma dimensão pedagógica, isto é, ele vai imitar você. Isso potencializa o valor do que está sendo ensinado com seu EXEMPLO.


 

3º) Será mesmo que PAIS QUE NÃO GUIAM FILHOS  QUE SE DESVIAM? Será que o texto de Prov.22:6 está ensinando isso?

Será que aqueles que se desviaram do caminho se desviaram por culpa dos seus pais, que não os ensinaram o caminho ou que pelo menos não ensinaram o caminho direito?

Sim e não, eu diria.

A história dos reis é um exemplo claro de como muitos filhos seguiram o exemplo negativo dos pais e se desviaram dos preceitos do Senhor. LER: II Reis 23:36-37; II Reis 23:31-32. Atenção para esses personagens: MANSASSÉS (avô do rei Josias: II Reis 21:1-2); AMOM (pai do rei Josias: II Reis 21:19-20).

PORÉM, Se entendermos que a culpa desse desvio é só dos pais, estamos tirando completamente a responsabilidade moral dos filhos.

Os comentadores do nosso texto base – Prov.22:6 - na bíblia de Genebra, edição ampliada, sobre esse texto, alertam para o seguinte: “os jovens têm liberdade de escolher o pecado e apostatar da fé” (GENEBRA, p. 840).

Portanto, eles também devem ser responsabilizados por terem se desviado da fé, do Senhor e da igreja.

Os filhos devem lutar para não copiarem os maus exemplos de seus pais. Isso é absolutamente possível.

A bíblia nos dá um bom exemplo de um filho que rejeitou o caminho mau de seu pai e do pai de seu pai, isto é, do seu avô. Ou seja, havia já um histórico de desvio dos caminhos do senhor na sua família. Mas ele não aceitou essa situação e foi completamente diferente do seu avô e do seu pai. Estamos nos referindo ao Rei Josias:

Tinha Josias oito anos de idade quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jedida e era filha de Adaías, de Bozcate. Fez ele o que era reto perante o SENHOR, andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se desviou nem para a direita nem para a esquerda (II Reis 22:1-2)

Isso denota a grande responsabilidade moral, ética e espiritual que pesa sobre os filhos. Eles não poderão simplesmente usar o desvio de seus pais como justificativa para seus próprios desvios.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

NESTA PÁSCOA OU SEMANA CHAMADA SANTA, NÃO QUEBRE E NÃO PERMITA A QUEBRA DO 2º MANDAMENTO

É muito comum, no período da Páscoa ou da Semana chamada Santa, vermos encenações da morte de Cristo. Isso ocorre também, infelizmente, todos os anos em muitas igrejas evangélicas. Até mesmo naquelas que são sérias. Na minha já fizemos, confesso. Geralmente essas encenações são organizadas pelo Departamento Infantil da EBD ou mesmo por grupos teatrais da igreja. Já participei da peça "Paixão de Cristo" também, confesso. 

Pode parecer muito bonitinho, mas trata-se de um erro grave. Essas encenações constituem flagrante quebra do 2º mandamento, de acordo com o Catecismo Maior de Westminster: um importante documento de interpretação das Escrituras, produzido no século XVII por cerca de 121 teólogos, durante 5 anos e 6 meses de intensos debates. Veja:

PERGUNTA 107: Qual é o segundo mandamento?
O segundo mandamento é: "Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra; nem de coisas que haja debaixo da terra. Não as adorarás nem lhe dará culto, porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus forte e zeloso, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e que usa de misericórdia até mil gerações com aqueles que me amam e que guardam os meus preceitos (Ex 20:4-6).
PERGUNTA 109: Quais são os pecados proibidos no segundo mandamento?
Os pecados proibidos no segundo mandamento são - o estabelecer, aconselhar, mandar, usar e aprovar de qualquer maneira qualquer culto religioso não instituído por Deus; o fazer qualquer imagem de Deus, de todas e qualquer das três pessoas, quer interiormente no espírito, quer exteriormente em qualquer forma de imagem ou semelhança de criatura alguma; toda a adoração dela, ou de Deus nela ou por meio dela; o fazer qualquer qualquer imagem de deuses imaginários e todo o culto ou serviço a eles pertencentes; todas as invenções supersticiosas, corrompendo oculto de Deus, acrescentando ou tirando dele, quer sejam inventadas e adotadas por nós, quer recebidas por tradição de outros, embora sob o título de antiguidade, de costume, de devoção, de boa intenção, ou por qualquer outro pretexto; a simonia, o sacrilégio; toda a negligência, desprezo, impedimento e oposição ao culto e ordenanças que Deus instituiu (Num. 15:39; Deut. 13:6-8; Oze. 5:11; Miq. 6:16; I Reis 11:33 e 12:23; Deut. 12:30-32 e 4:15-16; At. 17:29; Rom. 1:21-23,25; Gal. 4:8; Exo. 32:5,8; I Reis 18:26-28; At. 17:22; Col. 2 :21-23; Mal. 1:7-8,14; Deut. 4:2; Sal. 104:39; Mat. 15:9; I Ped. 1:8; Jer. 44:17; Isa. 55:3-5; Gal. 1:13-14; I Sam. 13:12 e 15:21; At. 8:18-19; Rom. 2:22; Mal. 3:8 e 1:7,13; Mat. 22:5 e 23:13; At. 13:45.

Por que fazer representação de alguma das três Pessoas da Trindade é algo tão grave? 

PERGUNTA 110: Quais são as razões anexas ao segundo mandamento para lhe dar maior força?
As razões anexas para o segundo mandamento, para lhe dar maior força, contidas nestas palavras: "Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus forte e zeloso, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e que usa de misericórdia até mil gerações com aqueles que me amam e que guardam os meus preceitos", são, além da soberania de Deus sobre nós e o seu direito de propriedade em nós, o seu zelo fervoroso pelo seu culto e indignação vingadora contra todo o culto falso, considerando-o uma apostasia religiosa, tendo por inimigos os violadores desse mandamento e ameaçando puni-los até diversas gerações e tendo por amigos os que guardam os seus mandamentos, prometendo-lhes a misericórdia até muitas gerações (Ex. 20:5-6; Sal. 14:11; Apoc. 15:3-4; Exo. 34:13-14; I Co. 10-20-22; Os 2:2-4; Deut. 5:29).
Cuide para que esse erro não se repita na sua igreja, neste ano. Se você é liderança, tome as devidas providências ou deixe de ser. Igreja de Deus não é lugar para covardes, omissos ou bananas. Se não é, procure, respeitosamente, a sua liderança e lhes fale da gravidade desse erro.

PÁSCOA NÃO É COISA DE CRISTÃO - REEDIÇÃO


Vivemos num mundo onde tudo pode ser relativizado quando o assunto é dinheiro. Até mesmo as coisas que deveriam ser mais contraditórias acabam convergindo. O sagrado e o profano, por exemplo. Por definição, um deveria ser antítese do outro; um deveria negar e repudiar o outro. Mas, em prol do lucro, caminham de mãos dadas. Um bom exemplo disso é a famosa festa do Morro da Conceição, no Recife.

Cada vez mais, curiosamente, grandes comerciantes têm investido consideráveis somas de dinheiro na religiosidade do povo; mesmo sendo, muitas vezes, ateus ou alheios à fé. A descoberta desse promissor “mercado” acabou despertando a atenção também daqueles que vivem da e na religião, como se dissessem: “se os de fora ganham com a religiosidade do povo porque nós, que vivemos de dentro, não podemos também ganhar”? Assim, muitos (não todos), acabaram aderindo ao grande comércio da fé que vemos hoje.

A Páscoa sempre teve um caráter eminentemente religioso, mas os números a seguir confirmam nossa argumentação acima. Segundo a Associação Brasileira da indústria de chocolates e derivados, em 2010, foram produzidos e consumidos 530 mil toneladas de chocolates. A expectativa de crescimento para as próximas Páscoas, que girava na casa dos 10%, tem sido superada sempre,  com faturamentos que já passam a casa dos R$ 2,0 bilhões. O significado religioso da Páscoa quase desaparece por trás dessas incríveis cifras que negam qualquer existência de crise.

Não podemos negar, entretanto, que muitos grupos religiosos cristãos (católicos e evangélicos) tentam resgatar o significado espiritual da Páscoa, o que é igualmente problemático: o que os cristãos têm a ver com a Páscoa, no que diz respeito à sua comemoração? Absolutamente nada.

A Páscoa é uma festa “estritamente” judaica. É mais que uma festa: é um sacramento (ordenança) do judaísmo, instituído em Êxodo 12:1-28/43, para comemorar a libertação da escravidão do Egito (Dt 16:1-3) e o livramento da décima praga: morte dos primogênitos Egípcios (Ex 12:27).

E para os Cristãos, quais são os Sacramentos?

Para os cristãos Católicos Romanos, existem 7 sacramentos: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio.

Os cristãos Protestantes, por sua vez, consideram que só existe base bíblica para a observância de 2 sacramentos: Batismo e Santa Ceia.

Percebam que não existe, nos moldes como era observada no VT, pelos Judeus, e com os mesmos elementos, na lista dos Sacramentos Cristãos - nem na da Igreja Católica Romana e muito menos da Igreja Protestante -, a Páscoa como um Sacramento a ser observado. 

Um conhecido Teólogo da IPB - Rev.Moisés Bizerril, num importante artigo intitulado "Sacramentos e Clericalismo: Sacramentos Bíblicos à Luz das Escrituras"  faz a seguinte afirmação:

"A páscoa era somente para Israel e alguns peregrinos estrangeiros que deveriam ser circuncidados para participarem daquele sacramento [...]. Certamente a páscoa não foi continuada e sim a ceia, como celebração característica da nova aliança", publicado em: http://www.monergismo.com/textos/sacramentos/sacramentos_moises_bezerril.htm . 

A "Páscoa Judáica" (permita-me a redundância) era e é (para os judeus) um ritual cheio de detalhes, significados e símbolos. Cada elemento que compõe a “ceia pascal” tinha e tem (para os judeus) seu significado: as ervas amargas, por exemplo, servem para lembrar os dolorosos anos de escravidão; os pães asmos (sem fermento), lembram a fuga repentina, além do cordeiro assado.

Judeu comemorando a Páscoa é coerente; é até obrigatório, pelo caráter sacramental envolvido, mas Cristãos insistindo em comemorar o “sacramento judaico” é no mínimo cômico, para não dizer trágico.

Claro que muitas transliterações têm sido sugeridas, com o objetivo de “cristianizar” a festa judaica, mas isso não justifica a comemoração.  

Não existe na Bíblia nenhuma recomendação para que os cristãos comemorem esse sacramento do VT.

Será que essa insistência dos religiosos cristãos não é motivada simplesmente por fins comerciais? Uma resposta inconsciente aos apelos consumistas?

Assim como a Páscoa, existem outros sacramentos judaicos. A circuncisão é um deles (Gn 17:9-14; Lv 12:3). Para ser coerente, todo cristão que quiser comemorar o sacramento judaico da Páscoa também deveria cumprir o sacramento igualmente judaico da Circuncisão.

Até mesmo a forma de observância da Páscoa - pelos cristãos - está completamente equivocada. Já viram algum cristão, que diz comemorar a Páscoa, comendo ervas amargas, pão sem fermento e cordeiro assado? Isso seria um requisito mínimo para uma comemoração coerente da Páscoa. Ao invés disso, chocolates. Percebe como tudo está relacionado com a questão do consumismo e absolutamente nada com o verdadeiro sentido sacramental instituído por Deus?

Esse erro (cristãos comemorando a Páscoa) tem ocorrido porque a maioria deles desconhecem que esses dois sacramentos judaicos do VT (Páscoa e Circuncisão) foram substituídos, no NT, pelo próprio Cristo, por outros dois novos, porém correlatos aos sacramentos do VT:

a) A Páscoa (que comemorava a libertação e a nova vida) foi substituída pela Santa Ceia ou Eucaristia  (Lc 22:14-27; I Cor 11:23-28), que comemora a ressurreição de Cristo (o cordeiro Pascal do VT era uma prefiguração do que aconteceria com Cristo);

b) A Circuncisão (que era o rito externo de entrada no povo de Deus, no VT) foi substituída pelo Batismo (Mt 28:19, Col 2:11), que igualmente é um rito de entrada na igreja visível do NT.

Paradoxalmente, muitos cristãos não fazem a menor questão de observar esses dois novos sacramentos instituídos pelo próprio Cristo, para sua igreja observar:  Batismo e Santa Ceia ou Eucaristia.

Se você é Cristão, nunca deseje Boa Páscoa a outro Cristão, ele não tem nada a ver com essa comemoração!