terça-feira, 21 de dezembro de 2010

MANJEDOURA OU CRUZ? UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE O NATAL

Deus, às vezes, nos ensina que nas contradições estão presentes os preceitos mais importantes da vida: quem quiser ser o maior, que seja o menor; quem quiser ser exaltado, será humilhado. Isso é um violento golpe contra nossa lógica da auto-suficiência.

Também neste período, chamado natalino, outra contradição, talvez a mais importante delas, nos surpreende. Enquanto todos comemoram o Nascimento de Cristo, Ele nos manda olhar para cruz; para sua morte: “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós (Lucas 22:19-20)”.

É de lá, da Cruz, e somente de lá, que vem a salvação; não da manjedoura, não de nenhum outro lugar: “Por suas chagas, fostes sarados” (I Pedro 2:24) e ainda: “Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53.5).

Castigo que traz paz; pisaduras que saram; benditas contradições! A Manjedoura tão somente aponta para a CRUZ de Cristo.

3 comentários:

  1. Shalom!

    Prezado "filósofo calvinista", o Eterno lhe abençoe e resplandeça o rosto Dele sobre ti. Muito agradecido por suas incursões e pertinentes comentários em meu singelo blog.

    Desejo-lhe um Feliz Natal, com Aquele que é o Maior Presente que o Pai nos ofertou - Jesus, o Messias prometido!

    Pr Marcello

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  2. Presb. Fábio,

    Um trecho de um artigo que publiquei hoje no site foi: "O fato é que o Natal, conforme o co­nhecemos, é uma invenção um tanto mo­derna. O dia natalício de Cristo não foi celebrado senão depois de decorridos mais de 300 anos, durante cujo período se perderam os registros exatos de nasci­mentos (se houvesse tais registros). A igreja primitiva lembrava-se da ressurrei­ção de Cristo dentre os mortos e a cele­brava, que era mais importante; mas a igreja demorou para acrescentar o Natal ao rol das datas dignas de reconheci­mento".

    Apesar do Natal ser uma data milenar, ela não contém nenhum significado redentivo para nós. Apesar de alguns reformados afirmarem que o nascimento de Jesus possui um significado salvífico, vemos que, de fato, o início do ministério sacerdotal de Jesus foi 30 anos depois do seu nascimento.

    E o clímax da sua obra sacerdotal, redentiva e salvífica foi no dia que Ele "esmagou a cabeça da serpente" na cruz, ou seja, na sua morte. E é isso que devemos comemorar: sua morte!

    Mais uma postagem simples e profunda.

    Um abraço!

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  3. Presb. Fábio,

    Tasquei outra lenha lá no seu comentario no meu site. rsrsrsrsrsr

    Leia lá. Um abraço!

    PS: Percebi num post seu que você é flamenguista! Sério? arg!!!! kkkkk

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