domingo, 24 de fevereiro de 2013

MORDOMIA CRISTÃ, UMA DOUTRINA ESQUECIDA: Dízimos e Ofertas




TEXTO BÁSICO: Gêneses 2:15-17

INTRODUÇÃO:

Antes de qualquer coisa é importante dizer que Deus não precisa do seu dinheiro. O salmo 24:1 afirma que “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”. Por que Deus iria querer o dinheiro que você pensa que é seu?

Jesus nos dá uma prova clara disso, em Mateus 17:27, quando precisando de dinheiro para pagar um imposto foi ao “banco peixe” e pegou quanto precisava. Disse Jesus: “vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti”. Você acha mesmo que Deus quer seu dinheiro? Ou melhor, o que você pensa que e seu?

Portanto, aprenda isso: Tudo é de Deus, nada é seu.

Então, por que temos que devolver 10% de dízimo a Deus se tudo é dele e se ele não precisa do nosso dinheiro? Antes de responder você precisa saber de outra verdade: os 90% que ficam com você, depois que você tira o dízimo, também não são seus. São de Deus também. Lembre-se: tudo é dele.

Deus não quer nosso dinheiro, Ele quer nossa fidelidade. Deus não precisava de uma árvore no jardim, Ele só a colocou Lá para testar a obediência de Adão. Deus não precisa de 10% da nossa renda. Deus quer nossa obediência, nossa fidelidade.

O Rev. Jacó silva, em seu livro Fidelidade afirma que “o homem precisa ser testado porque ele pode estar enganado quanto à sua capacidade de obedecer e ser fiel” (SILVA, 2002, p.9).

Quantos estão dispostos a obedecer? Quantos estão dispostos a dedicar-se em fidelidade a Deus?

Ler Mateus 25: 14-30

Tudo é de Deus, mas Ele nos colocou como Mordomos para administrarmos seus bens, sua criação, suas posses, seu dinheiro. Essa doutrina e conhecida na teologia como Mordomia Cristã.  Esse é um termo que tem ficado obsoleto em nossas igrejas. Os novos crentes sequer sabem do que se trata.

A Mordomia Cristã é muito ampla e envolve muitos aspectos. Por exemplo: envolve a questão do tempo. Então quando dizemos que não temos tempo para ir à igreja no Dia do Senhor não estamos administrando bem o tempo que Deus nos deu para administrar. Não estamos sendo bons mordomos ou administradores.

Contudo, sem dúvida, a parte mais importante dessa doutrina diz respeito à administração do dinheiro de Deus que Ele nos entrega para que administremos. E o teste de fidelidade é o Dízimo.

O DÍZIMO E A MORDOMIA CRISTÃ

Ler Malaquias 3:8-10

O dízimo equivale à décima parte da nossa renda que deve ser devolvida a Deus, como prova de nossa Fidelidade a Ele. É uma espécie de teste mesmo que Deus faz conosco. Assim como Ele testou Adão e Abraão, também nos testa. E o resultado desse teste será: se entregarmos o dízimo seremos considerados como Mordomos ou administradores fies por Deus. Se não o entregamos, teremos sido reprovados nesse teste que Deus faz conosco.

O Rev. Jacó Silva chega a afirmar que “só está interessado no Progresso do Reino de Deus, quem traz fielmente o dízimo à casa Dele” (Silva, 2002, p.14).

O Presb. Jonas, da 1ª IPB Jordão, costuma dizer que uma das razões de Deus ter estipulado o Dízimo – 10% - um percentual fixo, é também para que seus servos não fossem explorados por “lobos roubadores”. Mas, não é exatamente o que vemos hoje em dia? Isso ocorre pelo distanciamento do ensino bíblico sobre esse assunto. Há muitos “pastores” e “igrejas” explorando o povo, pedindo tudo e não o percentual bíblico.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O DÍZIMO:

1-      Os Dízimos e as Ofertas são os ÚNICOS métodos que Deus estabeleceu para arrecadação de verbas de sua igreja. E as ofertas só podem ser dadas depois de ter sido devolvido o dizimo. Ou seja, só tem direito de dar oferta quem já devolveu o dízimo. A ordem apresentada em Malaquias não é à toa: primeiro dizimo, depois, se for o caso, ofertas.  Entenderam isso?

Rev. Jacó Silva, sobre isso afirma:

“Algum crente diz eu não entrego o dizimo mas faço ofertas. Esse crente está muitíssimo enganado. Satanás o enganou terrivelmente [...].  Se fizer ofertas sem antes entregar o dízimo está ofendendo a Deus. Preste bem atenção a isto. Dizimo é dívida (Lev 27:30,32) [...]. Se eu não entregar o dízimo estou roubando, porque não e meu, e de Deus” (SILVA, 2002, p.27).

REPETINDO: O único método bíblico de arrecadação de verbas para a igreja é o Dízimo e depois, só depois,
Oferta.

Sobre isso o Rev. Jacó Silva faz uma das mais belas e corajosas afirmações sobre o assunto de arrecadação na igreja de Deus. Diz ele:

“Esse e o método que Deus estabeleceu para a contribuição na sua igreja – o dízimo. E depois do dízimo mas só depois do dízimo, as ofertas [...]. Todos os demais métodos usados pelas igrejas são métodos pecaminosos, inventados pelos homens, com duplo propósito de encobrir o pecado do roubo e de enganar a Deus [...]. Igreja de Deus não faz churrascada, nem canjicada, nem bazar” (SILVA, 2002, p.14). E ainda:

“Esse foi o único pecado que Cristo corrigiu com violência (Jo 2:16). Dois mil anos após a morte de Cristo há igrejas, que se chamam evangélicas, que estão fazendo a mesma coisa” (SILVA, 2002, p.19).

Eu ainda completaria:  Igreja de Deus não deve ter cantina, não deve vender caneta, chaveiros ou qualquer outra coisa. Igreja de Deus não deveria permitir que as sociedades internas cobrassem taxas ou ainda a tal da “renda per capta” da SAF, como se fora um clube.  

Precisamos retomar a confiança na palavra de Deus. Se formos fies nos nossos dízimos não precisaremos vender cocada, tapioca, roupa e sapatos velhos para fazer as coisas na igreja. Esse e um dos pontos de desvios mais sérios da igreja de Deus em nossos dias.

2-      Há aqueles que dizem: “Dízimo é da Lei. Vivemos no período da Graça e deve prevalecer o princípio de II Cor 9:7 (ler). Esse verso é estampado, inclusive, nos envelopes de dizimo e lido na liturgia, na hora da entrega dos dízimos e ofertas. Só tem um detalhe: esse texto não tem nada a ver com a questão das contribuições para a igreja. Se observamos o contexto, a oferta era para socorrer os irmãos (9:1) necessitados.

a)      O Dízimo é anterior à Lei, pelo menos 400 anos. Ler Hebreus 7:1-3; 15-17). Perceba: 400 anos da Lei Abraão dizimou ao sacerdote Melquisedec. Cristo é da ordem de Melquisedec (v.17), logo, devemos dizimar também no reinado de seu sacerdócio.

b)       Jesus reafirma o dízimo no Novo Testamente, mas não antes de retomar seu verdadeiro sentido e profundidade. Ler Mateus 23:23.

Não deixe de ver o vídeo abaixo. ele tem um recadinho pra vc:


29 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Graça e paz Fábio.
    Por causa de alguns mercadores da fé muitas pessoas tem se levantado dizendo que a entrega do dízimo e oferta é algo do AT e que Deus não precisa de dinheiro... Só que quem argumenta isso agem com dois pensamentos: 1- Porque são pessoas que não querem ser fiéis a Deus com a entrega do dízimo do que ganham; 2- Porque desconhecem a Palavra de Deus e pensam que todas as igrejas são iguais.
    Mas quem conhece a Palavra de Deus e tem compromisso com Ele são fiéis em tudo, inclusive na entrega do dízimo e não fazem dele barganha, pois o Senhor sustenta os seus filhos e em tudo supre as suas necessidades.
    Agora, uma coisa é fato,existem os mercadores da fé que fazem dos dízimos e ofertas um "bom negócio", mas tais pessoas irão responder diante de Deus por isso que andam fazendo. Isso eu não tenho dúvidas!
    Fique na Paz!
    Pr.Silas Figueira

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  3. Seria de alguma maneira coerente que integrantes e representantes do costumeiramente chamado calvinismo, segundo o qual todas as coisas já foram d'antemão ordenadas, ou preordenadas ou predestinadas por Deus, através de Seus decretos eternos, se dessem a inflamados discursos em defesa do dízimo, e ainda por cima tentando inculcar nos ouvintes que "SE FOREM FIÉIS NO PAGAMENTO DO DÍZIMO, RECEBERIAM DE DEUS BÊNÇÃOS SEM MEDIDA, QUE SERIAM DERRAMADAS DE JANELAS ABERTAS NOS CÉUS"?
    Seria infinitesimamente sensato que calvinistas, durante culto em suas denominações religiosas, ao fazerem a apologia do dízimo, insistissem na espiritualização dele a tal ponto que argumentassem ser o dízimo uma "prova de fidelidade"(sic) em função ou em razão da qual o cristão, em pagando-o, certamente seria abençoado; e, em deixando de pagá-lo, seria privado da bênçãos de Deus, como se atitudes de Deus em relação ao ser humano estivessem na dependência de iniciativas nossas; como se os predestinacionistas decretos eternos de Deus tivessem sua eficácia dependente de atitudes nossas?

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  4. Prezado José Rubens Medeiros:

    Se defendi o que sugeres no seu comentário, que me remeteria ao mesmo pensamento das igrejas pentecostais e neopentecostais em relação ao dízimo, então, reconheço: estou errado: contudo, penso que não foi isso que ensinei nesse post. Poderias citar trechos de onde defendo isso?

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  5. Desculpe se o melindrei (não foi esta minha intenção). Mas o próprio título de seu artigo representa uma clara e EXPRESSA defesa do DÍZIMO COMO DÍZIMO, e o desdobramento do artigo contém alusão explícita ao Livro de Malaquias, capítulo 3, versículos 8 a 10.

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  6. Artigo pretencionista, lógico em favor de um decreto anulado, apenas para manter um sistema de renda... Baseado na Bíblia claro mas ilegal..

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  7. Artigo pretencionista, lógico em favor de um decreto anulado, apenas para manter um sistema de renda... Baseado na Bíblia claro mas ilegal..

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  8. Curioso que todas as pessoas que fazem a defesa do finado dízimo não dizem a mesma coisa em relação, por exemplo, à circuncisão, já que era igualmente um rito anterior a Moisés e mantido durante a instituição da Lei e ao longo de toda a trajetória desse Profeta, além de sabidamente praticado pelo mesmo Abraão (Isaque e todos da casa de Abraão foram circuncidados). A propósito, Jesus mesmo, ELE MESMO, fora, também, circuncidado! E por que, cargas-d'água, ninguém defende enfaticamente a circuncisão, tomando como "exemplo"(sic) o fato de o Senhor Jesus ter passado pela circuncisão ao oitavo dia? Por outro lado, é óbvio que o Senhor Jesus, em Mateus 23:23, DEFINITIVAMENTE NÃO "DEFENDEU" O DÍZIMO! Ao contrário disso, indubitavelmente ao contrário disso, Ele simplesmente procurou demonstrar aos hipócritas que o cumprimento da lei não se limitava a "dar o dízimo da hortelã, do endro e do cominho", enfatizando que O MAIS IMPORTANTE DA LEI ERA O JUÍZO, A MISERICÓRDIA E A FÉ. E, arrematando, explica que, para o perfeito cumprimento da lei, deveriam DAR O DÍZIMO E EXERCITAR O JUÍZO, A MISERICÓRDIA E A FÉ. Isso é tão ÓBVIO quanto o brilho do sol ao meio-dia. Desculpem os que adotam pensamento distinto, como, por exemplo, equiparar Jesus a Melquisedeque, o que, longe de dúvidas, representa um erro enorme. A Bíblia evidentemente não o permite, pois que simplesmente faz um paralelo entre a figura do SACERDOTE E REI DE SALÉM chamado Melquisedeque, no curto episódio ou contato com Abraão, ressaltando sua nobreza e ausência de genealogia, semelhantemente ao Senhor Jesus que, como DEUS, também não se prendeu ou não provém de genealogias. Por isso que a Bíblia diz que TU ÉS SACERDOTE ETERNO DA ORDEM DE MELQUISEDEQUE. E observem: Melquisedeque, ANTES DE MORRER SEM RESSUSCITAR, ERA (além de Rei) efetivamente SACERDOTE-HOMEM que recebia dízimos e se foi sem nunca mais voltar; Jesus É DECIDIDAMENTE SACERDOTE ETERNO A QUEM NÃO SE ENTREGAM "OFERENDAS" DE NENHUMA ESPÉCIE, NEM DÍZIMOS, NEM POMBAS, NEM ROLAS, NEM CABRITOS, NEM CARTÕES DE CRÉDITO, NEM DINHEIRO EM ESPÉCIE, que doou-se a si mesmo, enfrentou a morte e VENCEU-A RESSURGINDO DOS MORTOS. Deus, Jesus, Espírito Santo, ou seja, o DEUS TRINO quer e deseja do homem o perfeito louvor, um coração contrito, entrega de alma, adoração verdadeira, desprendimento que, inequivocamente, envolve, também, os bens materiais de que dispusermos, os quais hão de ser utilizados para fim lícito, para fim construtivo, para fim de generosidade, para fim de edificação, para fim caridoso, para fim de suporte das Igrejas como instituição.

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    1. ...Correto em toda sua exegese. Mitos protestantes-evangélicos repetidos mil vezes acabam se tornando verdade. Não podemos ressuscitar aquilo que Deus substituiu por algo melhor.

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    2. ..Analisei como um cristão bereano toda sua exegese e concordo com cada ponto colocado. Façam-se minhas suas palavras.

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  9. ... Discordo ABSOLUTAMENTE dessa Teologia. O método de manutenção da Obra do evangelho que o Senhor nos nos elegeu foi a COOPERAÇÃO, a DIVISÃO, A SOLIDARIEDADE, A CONTRIBUIÇÃO segundo nossa prosperidade, com liberalidade, com espontaneidade, com alegria, com unção,com consciência cristã.
    ... Não absolutamente nenhum contexto neo-testamentário que admoeste os cristãos a serem mordomos ou estabeleça essa condição.
    ....No Evangelho somos declarados HERDEIROS e COERDEIROS de Deus em Cristo Jesus. Somos declarados FILHOS e não servos.
    ... Os dízimos são obras dos rudimentos do mundo e da lei Mosaica, da Aliança do Sinai, que só tem sentido no contexto sacrificial-sacerdotal-legal de Israel na Antiga Aliança.
    .... Outrossim, para quem quiser ser contencioso, os dízimos judaicos eram PROIBIDOS de serem vendidos ou resgatados na forma de DINHEIRO ou BENS, mas eram ordenados EXCLUSIVAMENTE na forma de alimentos cerimonias e sacrificiais. De outra forma o apóstolo Paulo deixa CLARO em Hebreus que os cristãos NÃO tem o direito de comerem do altar da Velha Aliança mas do Altar da Nova Aliança; e ainda nos diz CLARAMENTE que se Cristo estivesse em carne entre nós NÃO SERIA SACERDOTE.
    ... Finalizando o apóstolo Paulo deixa claro que a única coisa que devemos a Deus é o AMOR ao próximo, e quem ama seu próximo cumpre TODA a Lei. E ainda mais uma vez Cristo diz CLARAMENTE a Pedro que os FILHOS estão LIVRES dos Impostos religiosos. O apóstolo Paulo deixa CLARO em Coríntios que as sementes e os frutos dos dízimos da Velha Aliança são TRANSFIGURADOS na Graça na forma de amor ao próximo e serviço ao Evangelho, à Obra da Igreja. E ainda afirma que os dízimos da carne da lei foram TRANSFIGURADOS pela oferta a Deus de nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor.
    ... Nós cristãos estamos debaixo do primeiro Concílio de Jerusalém, da Graça do espírito Santo, e não do Judaísmo.
    ... CRISTO nos chama a como UM SÓ Corpo zelarmos pelas necessidades uns dos outros em fé e comunhão, da forma que é ministrada em Atos dos Apóstolos.
    ... Teologia Herética.

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    1. A Bíblia me conduz a pensar ou a entender na mesma direção apontada por você.

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  10. Jonny:

    As vozes discordantes tb são bem vindas aqui. Pelo que entendi, vc não é contra a contribuição e, sim, a forma como foi apresentada aqui, colocando o dízimo como parâmetro.

    Que tipo de contribuição vc propõe? Seja prático

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    1. ..............Não preciso propor absolutamente nada mais do que já está proposto pelo Espírito Santo à vida da Igreja Apostólica !!! Não preciso inovar mais nada !!! 1) Comunicação Material; 2) solidariedade; 3) Amor; 4) Carregar as cargas uns dos outros cumprindo a Lei de CRISTO; 5) não ser avarento e abrir o bolso pro Evangelho; 6) suprir os santos nas suas necessidades; 7) dar com boa medida, abundante, calcada , sacudida; 8) dar sem olhar em troca; 9) dar com alegria; 10) dar segundo a sua prosperidade; 11) dar segundo o propósito do coração; 12) dar com alegria; 13) suprir os evangelistas; 14) suprir os irmãos nas suas aflições; 15)ofertar sempre; 16) coletas específicas; 17) amor; 18) amor; 19) amor; 20 ) amor; pois Deus ama a quem dá com alegria e não por Teologia ou por Obrigação da Lei que nos foi um AIO nos conduzindo até CRISTO, pois DEus ama quem dá pelo Espírito.

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  11. Aquela contribuição que derive da voluntariedade de um coração genuinamente cristão e que, evidentemente, não guarda NENHUMA semelhança com o ritual do dízimo do Antigo Testamento, ou seja, que não se ofereçam safras de grãos ou de outros produtos da agricultura (como era a prática da lei), tampouco que se rotule a contribuição com um qualquer cognome. Em suma, que pessoas mostrem desapego ao dinheiro e dele façam bom uso, socorrendo o próximo, socorrendo o necessitado, fazendo doações no âmbito do ajuntamento CRISTÃO em que esteja inserido, de modo a permitir a disseminação da Palavra de Deus, a manutenção e o suprimento das necessidades peculiares e bem conhecidas no contexto dessas agremiações.

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  12. José Rubens:

    Sua opinião é muito interessante e bonita. Só tem um problema: vc poderia apresentar as bases bíblicas que embasam suas convicções? Por favor, queremos conhecer. Comprove com textos bíblicos isso que vc acaba de afirmar acima.

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  13. Buscando a objetividade e, portanto, pondo de parte a indesejável prolixidade, eu diria que A CRUZ DE CRISTO (esse imenso mistério a que alude o Apóstolo Paulo) colocou no passado irressuscitável todos os cerimoniais da Antiga Aliança. Repito: TODOS OS CERIMONIAIS DA ANTIGA ALIANÇA. A Lei e os Profetas, no sentido assaz conhecido em que Deus falava aos antepassados, não têm aplicabilidade após a consumação do Sacrifício Supremo. Estamos inseridos no contexto da Nova Aliança. Não somos hebreus, não há mais sacerdotes hebreus da linhagem dos Levitas. O sacerdócio dos ritos e cerimoniais do Antigo Testamento feneceu. Jesus Cristo é SACERDOTE ETERNO (Hb 5:6; 7:1-18) a quem não se entregam oferendas, ovelhas, touros, grãos, dízimos de qualquer espécie. O Novo Testamento representa o exato cumprimento da profecia contida desde Gênesis, quando Abraão ergueu o cutelo para imolar o SEU ÚNICO FILHO. No mesmo sentido, quando Moisés levantou a serpente no deserto.

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  14. José Rubens Medeiros:


    Então vc não tem nenhum texto pra fundamentar o modelo de contribuição que achas ser o correto? Ou achas que não se deve contribuir? E a energia? Quem vai pagar?

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  15. A questão central a que se propôs o texto do Blog refere-se ao dízimo. Sobre este já externei, em dois comentários, o que penso com suporte na Bíblia. Não havendo mais (NÃO PODENDO HAVER) a figura do dízimo, tampouco das ofertas alçadas, do Antigo Testamento, o suprimento das necessidades da organização religiosa, atinentes ao edifício em si (local de reuniões), às despesas do dia a dia, às despesas com o trabalho de evangelização, às despesas com eventual remuneração da pessoa que esteja à frente como líder, às despesas com combustível, às despesas com água, às despesas com energia elétrica, às despesas com telefone, às despesas com ajuda material a irmãos em dificuldade, às despesas com ajuda material a outras pessoas em similar situação, às despesas com viagens, às despesas com compras de Bíblias e outras literaturas religiosas, às despesas com a manutenção permanente do prédio, a despesas outras eventuais, OBVIAMENTE que haverão, TODAS, de ser suportadas conjuntamente por todos os que, ali reunidos, sejam realmente cristãos e manifestem interesse na disseminação do Evangelho. Bastaria, então, simples determinação ou apuração do montante mais ou menos fixo das despesas mensais, adicionadas a despesas eventuais, tudo o que seria comunicado a todos os membros, seguido de convite ou conclamação para que, cada um, voluntariamente e com coração íntegro, se disponha a estender a mão e DOAR de seus rendimentos o que lhe for possível, sem estereótipos, sem imposições, sem percentualização, sem invocação de textos Bíblicos da Velha Aliança. O texto de II Coríntios, capítulo 9, evidentemente que poderia ser utilizado em sentido amplo, não obstante ele se refira especificamente a ajuda a pessoas com necessidades específicas, conforme exortação do Apóstolo Paulo, referindo-se aos macedônios.

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  16. Por fim, gostaria de dizer que (conforme sabido) a Palavra de Deus não aborda minudentemente TODAS AS VARIANTES que acontecem na rotina dos ajuntamentos religiosos. Nesse caso específico, o bom senso, as peculiaridades e o ÂNIMO PRONTO hão de prevalecer.

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  17. José Rubens Medeiros:

    Estás dizendo que o importante tema da contribuição na igreja cristã não tem e não merece nenhuma regulação das Escrituras Sagradas?

    Entendo que vc discorda do dízimo, mas não pode se furtar a dar a base bíblica para o modelo de contribuição que vc supõe melhor e mais adequado.

    Estou no aguardo, a menos que vc entenda que naõ se deve contribuir com nada.

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  18. Desculpe, mas eu entendo que a resposta já está nos comentários supra. Mas vou, então, ser mais específico: II CORÍNTIOS, CAPÍTULO 9, e EVANGELHO DE MATEUS, CAPÍTULO 22, VERSÍCULOS 37 A 40.

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  19. José Rubens Medeiros:

    Peço desculpas pela demora. Espero que vc ainda esteja acompanhando.

    Vamos às suas fontes que dão base ao modelo de contribuição que vc considera melhor que o dízimo:

    1º) O texto de II Cor 9: Provavelmente o modelo que tens em mente é o esposado no v.7: "cada um contribua com o que estiver proposto em seu coração [...],Deus ama ao que dá com alegria". Alias, salvo engano, vc já deixou claro que esse é o modelo que considera melhor.

    Só tem um probleminha: vc está usando esse texto completamente fora do seu contexto. Tanto o capítulo 8 quanto o capítulo 9 não tratam, em absoluto, de contribuições feitas para, digamos assim, "manter a obra da igreja" em funcionamento. Essas ofertas foram levantadas por Paulo para socorrer aos irmãos pobres da Judeia. Portanto, está absolutamente fora de foco para aquilo que temos discutido aqui;

    2º) Quanto ao texto de Mateus 22:37-40, não vejo como se aplicar diretamente ao tema que temos discutido aqui. Até daria, com uma forçadinha para que ele diga o que não diz. O texto não dito e escrito com essa finalidade.

    Enfim, aguardando ainda as bases bíblicas para o modelo de contribuição que vc considera melhor que o modelo apresentado no VT, que é evidente, no NT, não mais tem status de obrigatoriedade e lei, mas que, pode ainda em nossos dias funcionar como um bom parâmetro.

    O modelo de dízimo constrange o avarento, que com o argumento de dar "o que estiver disposto no coração" só entrega migalhas e faz isso por amor ao seu próprio dinheiro e, ao mesmo tempo, é um antídoto contra os lobos roubadores da fé alheia que sugam todas as posses dos seus fiéis. Além disso, é justo para com os ricos e para com os pobres, visto que cada um contribui com o mesmo percentual.

    Muito embora, é evidente: quem puder contribuir com mais de de 10% deve fazê-lo logo e já e não deve se deter ao percentual do dízimo.

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  20. Veja bem. É evidente que respeito seu ponto de vista, assim como o ponto de vista de qualquer pessoa, reservando-me o direito pleno de plena discordância, como é o caso em questão.
    Não me entenda mal, por gentileza. Eu simplesmente REPUDIO ou REJEITO VEEMENTEMENTE O DÍZIMO, simplesmente porque o DÍZIMO FOI EXPUNGIDO DO CONTEXTO EXISTENCIAL PARA SEMPRE, A PARTIR DA NOVA ALIANÇA.
    Percebo que você se apega a parâmetros numéricos, a percentuais, a algo que traga uma espécie de VINCULAÇÃO de pessoas, de modo, inclusive, a se obter uma "previsão de caixa".
    A verdade é que as pessoas que são genuinamente cristãs e comprometidas com o Evangelho hão de contribuir sem estereótipos ou percentuais ou algo de símile estirpe; MUITO MENOS, SOB O DÍSTICO DE "DÍZIMO".
    As passagens Bíblicas que citei eu as reafirmo aqui, não como "parâmetro numérico" ou "percentual contributivo" obviamente, mas tendo em mente a ESPONTANEIDADE CRISTÃ, A VOLUNTARIEDADE DE UM CORAÇÃO DE FATO SENSÍVEL E COMPROMETIDO COM O MISTÉRIO DA CRUZ.

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  21. Prezado José Rubens Medeiros:

    Penso diferente. Entendo que não podemos forçar para que os textos bíblicos digam o que não dizem. Essas passagens simplesmente não tratam do assunto debatido aqui. Nesse sentido, então, penso que sua sugestão de contribuição, não tem nem amparo escriturístico, e, nem mesmo paralelo nas escrituras.

    Fica a sugestão de uma boa linha de condução, com a qual concordo, muito embora ele tb tenha usado, nas entrelinhas a ideia de "cada um contribua com o que estiver proposto no coração", de forma equivocada, na minha opinião:

    https://www.youtube.com/watch?v=kcfwPLXpGS0

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    1. O preletor do vídeo (conhecido adepto do segmento calvinista), cujo link você postou em seu comentário, confirma ipsis litteris que de fato não há no Novo Testamento nenhuma passagem pró-dízimo, muito menos, por óbvio, passagem estipuladora de parâmetros para aquilo que não mais tem aplicabilidade após o advento da Nova Aliança.

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  22. ...Há várias inconsistências em todo o exposto. 1) Em Levítico 27 vemos claramente que os dízimos eram PROIBIDOS de serem ofertados ou resgatados na forma de DINHEIRO, determinando a Lei outras formas de arrecadação PECUNIÁRIAS para os hebreus, entre elas as ofertas de resgate, os votos censitários e as ofertas voluntárias. 2) Hebreus em MOMENTO algum cita o dízimo dado a Melquizedeque querendo significar tal comunicação ao sumo-sacerdócio de Cristo, pois lá na frente em Hebreus Paulo diz claramente que Cristo não seria sacerdote para oferecer DONS se estivesse na Terra, e mais na frente diz que os cristãos não tem o direito de comer do ALTAR da VELHA ALIANÇA mas da NOVA. 3) Da mesma forma que a figura do dízimo ÚNICO e VOLUNTÁRIO surge na pessoa de Abraão mais de 400 anos antes da Lei, surge também a CIRCUNCISÃO, os holocaustos e sacrifício expiatório simbolizado na prova de Abraão, o que de MANEIRA ALGUMA legitima a Igreja a pregar tais arquétipos bíblicos. 4) Jesus ems eu Ministério JUDAICO reAFIRMOU que os dízimos são ministrações da LEI e dados em ALIMENTOS e não em dinheiro. 5) O conceito de FIDELIDADE apresentado pelo EVANGELHO não tem ABSOLUTAMENTE nenhuma relação com dízimos, mas com comunicação MATERIAL, Amor, doação. 6) Assim como Malaquias faz menção dos Dízimos, o profeta prescreve TODA A LEI DE MOISÉS (Mal 4;4) sendo um texto do Velho Pacto Sacrificial-Cerimonial-Sacerdotal da Antiga Aliança 7) Paulo em Hebreus em seu resumo final dá orientações MATERIAIS À Igreja e em NENHUM MOMENTO cita o aspecto dos dízimos nem forma de alimentos ou numa aberração pior ainda na forma de DINHEIRO. 8) Nem LUTERO nem CALVINO defendem a aberração teológica de pregação de dízimos ( que sempre foi PROIBIDO de ser ministrado como Dinheiro). Não há ABSOLUTAMENTE uma passagem Neo-Testamentária nas narrativas da vida da Igreja Apostólica que possa ser mencionada ou sequer interpretada como uam menção que os cristãos que seguiam a SÃ DOUTRINA vivessem sob ensinamentos de dízimos pecuniários ou da Lei Mosaica. O PRIMEIRO CONCÍLIO DE JERUSALÉM não CITA em momento algum a admoestação ou ordenação de dízimos aos cristãos remidos pela GRaça. Tudo heresia pseudo-protestante.

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