domingo, 29 de julho de 2012

O AMOR LIMITADO DE DEUS - Parte 1


O amor de Deus não é tão "grande e ilimitado" assim como muitos pensam. Se Ele quisesse salvar a todos, poderia? Obviamente que sim. Afinal, Deus é Soberano. Ele pode absolutamente tudo que quiser. Por que não salva, então? Seria porque algumas pessoas são incrédulas? Porque algumas pessoas têm um coração duríssimo? Ou ainda não salva porque outras pessoas são blasfemas e não querem saber Dele?

Evidentemente que é de se esperar que pessoas de coração tão duros e ímpios e que rejeitam a bondade da qual seriam alvo, de forma tão acintosa, sejam excluídas ou recebam algum tipo de punição ou ainda que deixem de ser alvo desse amor que seria disponibilizado para elas. Geralmente agimos assim. Somos naturalmente vingativos. Somente as pessoas "merecedoras" se tornam alvo do nosso amor. Mas, com Deus não deveria ser diferente? Ele não poderia, e até "deveria", relevar os desmandos e desvios de todas as pessoas, e, assim, salvar a todos indistintamente? É isso que ocorre? Todos serão salvos? 

Muitos Universalistas acreditam que sim. Acreditam que, por Sua misericórdia e bondade, Deus aceitará a todos e não deixará que nenhum se perca, independentemente de exercerem fé ou não. Poderíamos resumir esse pensamento na frase "Jesus morreu por todos sem exceção". 

Apesar de ser o universalismo um pensamento muito simpático e favorável a nós, transgressores inveterados da Lei de Deus, ele foi considerado como herético no concílio de Constantinopla em 543 d.C. Apesar disso, é defendido pela maioria dos teólogos liberais e seus simpatizantes. Ainda que alguns textos bíblicos pareçam sugerir tal expiação universal, entendidos, obviamente, fora do contexto geral das Escrituras, essa ideia é realmente insustentável. Afinal, a bíblia fala da existência de réprobos quanto à fé, isto é, de pessoas que não serão salvas e que terão o inferno como destino e castigo eterno.

Outra corrente teológica que reflete sobre a extensão do amor de Deus é a corrente Arminiana. Essa evolução do Pelagianismo, diferentemente do universalismo, entende que, realmente, nem todos serão salvos necessariamente; porém, todos poderão ser salvos, se quiserem. O problema é que muitos não querem. Para eles, a salvação é um grande "self-service" de possibilidades. Ou seja, Jesus morreu não para salvar efetivamente, mas para possibilitar a salvação de quem quiser ser salvo. Ele fez a parte Dele, cabe ao homem agora servir-se e apropriar-se dessa salvação através da sua fé. O homem, nesse caso, é agente completamente ativo na sua própria salvação. Poderíamos resumir esse pensamento na frase "Jesus morreu por todos que quiserem ser salvos".



Um dos textos preferidos dos Arminianos é João 3:16, que diz: "Porque Deus o amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça mas tenha a vida eterna". 

Curiosamente os arminianos alternam seu entendimento em relação à extensão do amor de Deus entre uma rápida e discreta passagem pelo universalismo e a limitação "camuflada" desse amor, muito embora não  admitam abertamente nenhum nem outro. Por exemplo, pela expressão do texto acima, "Deus amou o mundo", eles costumam entender que é um amor extensivo ao mundo inteiro, realmente. Isto é, a todas as pessoas. Porém, se perguntarmos a um bom arminiano se todos serão "necessariamente" salvos, dirá que não. Por outro lado, a expressão no mesmo texto acima "todo aquele que Nele crê" é altamente limitadora. Porém, se da mesma forma, perguntarmos a um bom arminiano se Jesus morreu apenas por alguns, eles negarão peremptoriamente. Apesar disso, não há como negar. Na visão arminiana, ainda que isso gere algum tipo de desconforto quando dito abertamente, o amor de Deus é limitado. E quem põe limite à ação extensiva do amor de Deus? O próprio homem, que decide não crer. É como se o homem sentenciasse soberanamente: "Deus, seu amor pode chegar até uma casa antes da minha, no meu vizinho; ele não deve chegar até a minha casa porque eu não permito; porque eu não quero". E Deus, na visão arminiana, obviamente, obedece ou ainda, como eles preferem dizer, respeita essa vontade do homem. 



Ora, parece claro que se o amor de Deus fosse "ilimitado e irrestrito" como, muitas vezes, supõem os próprios arminianos, deveria salvar até mesmo aquele que decide não querer crer.



Mas há ainda um terceiro grupo que se aventura a refletir séria e profundamento sobre o amor de Deus. São os Calvinistas. Esses, diferentemente dos universalistas e dos arminianos, defendem abertamente que o amor salvífico de Deus é limitado, extensivo e direcionado apenas a um grupo restrito de Eleitos. Sendo assim, admitem, sem o menor constrangimento, que os que "não são salvos" não o são porque o próprio Deus decidiu soberanamente que não seriam salvos e não porque simplesmente não quiseram crer. Ou seja, Deus decidiu eternamente tirar apenas alguns da perdição; o que pressupõe estarem todos nessa situação.

Por outro lado, admitem que  não há nada de diferente na natureza daqueles que serão salvos, em relação aos não salvos. Ou seja, os chamados "eleitos de Deus" não são intrinsecamente melhores que os não eleitos. Pelo contrário, todos são igualmente merecedores da ira de Deus, por conta de sua queda em Adão.

Estando todos caídos e mortos, espiritualmente falando, Deus, pela sua Graça, que por definição é fazer um favor a quem não merece, decide salvar alguns e derramar sobre esses - mas somente sobre esses - seu "infinito e ilimitado" amor salvífico, a ponto de sacrificar seu próprio Filho Jesus, exclusivamente por eles.  Poderíamos resumir esse pensamento na frase "Jesus morreu apenas pelos seus eleitos". 

Um dos principais e mais polêmicos pontos da teologia Calvinista, geralmente sintetizada em cinco pontos, versa exatamente sobre essa questão. Sobre a "Expiação Limita". Limitada não no poder e importância, e, sim, na extensão e aplicabilidade dessa expiação. Esse ponto ensina de forma clara e aberta que Jesus não morreu por todos. Porque se Ele tivesse morrido por todos sem exceção, todos deveriam, necessariamente, receber a salvação, sob pena de não ter sido um sacrifício perfeito e eficaz. Ensina que quando Jesus subiu à cruz, sabia exatamente, por decreto e não simplesmente por presciência, por quem estava morrendo e sendo oferecido em sacrifício: tão somente por aqueles que foram predestinados por Deus, para a salvação, desde a eternidade. Segundo essa visão, nenhuma gota de sangue do salvador se perdeu. Ou seja, todos pelos quais Cristo morreu serão, indubitável e necessariamente, salvos eternamente, tendo tido seus corações transformados e regenerados para quererem e depois exercerem fé salvífica no sacrifício de Cristo. 

Na próxima postagem estaremos abordando de forma mais detalhada esse terceiro ponto do Calvinismo, a "Expiação Limitada". Aguardem. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A PENA DE MORTE, O ABORTO E O NOVO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO

Você concorda com aplicação da Pena de Morte no Brasil? Provavelmente não. Pouquíssimas pessoas concordariam. Se você é cristão, nesse momento, deve estar pensando o seguinte: como alguém que se diz cristão quer defender a Pena de Morte? Deixe-me lhe fazer uma pergunta: você já estudou esse assunto à luz da Palavra de Deus? Não, não precisa responder. Sua resposta, se for uma resposta sincera, será um sonoro não. Mas não é essa a questão que quero abordar nesse post. Prossigamos:

Suponhamos, por alguns instantes, que você terá que decidir pela vida de dois homens. Depende de você. O que você escolher para viver, viverá. O que você escolher para morrer, morrerá. É apenas um exercício. Não se furte a participar dele. Você terá que escolher um deles para morrer. Claro que não é uma escolha fácil, nem boa. Mas, ela precisará ser feita neste exercício.

Faça essa escolha agora mesmo. Qual desses dois homens abaixo você escolheria para morrer?


Quer saber um pouco sabre a história deles antes de decidir? Nada mais justo e coerente. Vamos lá:

O primeiro homem:

Trata-se de Pedro Rodrigues Filho, mineiro, hoje com 58 anos de idade, mais conhecido como "Pedrinho Matador". Reconhece ter matado mais de 100 pessoas. Tem diversas tatuagens com a frase "mato por prazer". Cumpriu 34 anos de prisão, quatro a mais que o permitido pelas leis brasileiras. "Ninguém queria soltá-lo". Mas, lei é lei. Estava solto desde 2007, após cumprir sua "dura" pena. Hoje está preso novamente, desde 15/09/2011.

Se ainda não tiver elementos suficientes para optar por esse homem, veja a mais recente entrevista que deu ao jornalista Marcelo Resende e conheça um pouco mais de sua história. É justo, afinal, você terá que tomar uma decisão difícil:


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O segundo homem:

Bom, esse homem ainda não tem história. 

Ele tem apenas alguns meses de vida intra-ulterina e só. Ele está correndo um grave risco de nunca ter uma história. Estão querendo tirar-lhe esse direito basilar. 

Você sabia que o anteprojeto de lei do novo Código Penal Brasileiro, elaborado por uma comissão de juristas, entregue ao presidente do Senado, José Sarney, no último dia 27/06/12, prevê, entre outras atrocidades, o aborto? Veja:

A principal inovação na legislação sobre aborto é que uma gestante poderá interromper a gravidez até 12 semanas de gestação, caso um médico ou psicólogo avalie que ela não tem condições "para arcar com a maternidade". Conforme: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/03/10/comissao-do-novo-codigo-penal-amplia-regras-para-aborto-legal-435436.asp.

Se não fizermos nada, certamente, esse anteprojeto será aprovado do jeito que está e passará a ser o novo Código Penal Brasileiro. Já parou para pensar na quantidade enorme de pessoas que morrerão por meio desse instrumento do "aborto legal"?

E você? Já fez sua escolha? Quem você escolherá para morrer? É apenas um exercício. Decida agora: Pedrinho Matador - o primeiro homem - ou o feto de 12 semanas da foto, o segundo homem?

O Brasil está muito próximo de fazer essa escolha. Os mesmos juristas e políticos que são radicalmente contra a pena de morte para assassinos como Pedrinho matador são radicalmente a favor do aborto.


Por que pode matar um e outro não, se a única diferença que existe entre eles, enquanto homens, é o tempo de vida?

Assista ao vídeo abaixo e não deixe de assinar a petição pública que será encaminhada ao presidente do congresso com a finalidade de não permitir esse verdadeiro infanticídio:


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