sábado, 5 de novembro de 2011

PENTECOSTALISMO E REFORMA PROTESTANTE: Pressuposto Ético - Parte III

             
O livro “Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, do sociólogo ateu Max Weber, escolhido como o livro de não ficção mais importante do século XX, por intelectuais como o antropólogo Roberto Damatta,  o filósofo Renato Janine Ribeiro e o economista Eduardo Giannetti, entre outros, a convite da Folha de São Paulo (04/1999), faz uma verdadeira radiografia da influência do Calvinismo no  mundo, sobretudo no que diz respeito à questões Éticas, Morais e Econômicas.

Na contramão do Marxismo, que julgava que as mudanças da economia possuíam como causas apenas fatores econômicos, Max Weber faz brotar uma nova interpretação para a antiga questão. Utilizando a metodologia comparativa entre diversas economias, chega à conclusão que as mais desenvolvidas possuíam um traço em comum: a predominância protestante calvinista nos cargos importantes.

Weber chega à conclusão que há algo no estilo de vida dos protestantes Calvinistas, em sua Ética, que favorece o que ele chama de “espírito do capitalismo”:

“A crença nessa sistematização doutrinária calvinista leva o “eleito” a um imenso sentimento de gratidão a Deus, uma vez que, mesmo sem merecer, recebe esta graça extraordinária. Dessa forma, coube aos puritanos, que se consideravam eleitos, viver a santificação da vida cotidiana. Pois o caráter sectário – a consciência de ser minoria e a motivação de ser eleito de Deus – fazia de cada membro dessas comunidades não mero adepto do rebanho mas, mas um vocacionado que se dedicava simultaneamente ao aprimoramento ético, intelectual e profissional” (WEBER, 2002. p.21).

É fato digno de registro  que um ateu observe a prática dos Calvinistas e reconheça que sua crença nas doutrinas da Soberania de Deus influencia de tal modo suas vidas a ponto de produzir  a necessidade de viver uma vida Ética, que pressupõe, acima de tudo, respeito às pessoas:

“O Deus de Calvino exigia de seus crentes não boas ações isoladas, mas uma vida de boas ações combinadas em um sistema unificado” (WEBER, 2002. p.91).

Não quero me alongar nessa análise, pois retomamos esse assunto apenas como base comparativa daquilo que passaremos a abordar: a “ética” Pentecostal. Caso você se interesse por este assunto, o artigo completo sobre Max Weber está publicado no mês de março 2009 aqui no blog. É só localizar no “Arquivos do Blog”.

Finalizando essa parte introdutória, basta tão somente dizer que a contrapartida das pesquisas de Weber apontava como uma das causas da pobreza e da falta de crescimento intelectual das nações e economias colonizadas pelo Catolicismo Romano, o próprio modo de vida produzido pela Religião Católica, envolta em misticismos e crendices populares.

É exatamente aqui que entra o principal link entre a “ética” produzida pelo Catolicismo Romano e a “ética” produzida pelo Pentecostalismo.

Muito embora os mesmos traços de pobreza e do pouco crescimento intelectual, identificado por Weber nos católicos de diversos países, possam, facilmente, serem identificados, também, entre os pentecostais, como causa e também como conseqüência de sua prática religiosa, queremos aprofundar essa questão e ir além da passividade representada por essas duas características que, em nossa opinião, de forma geral, é uma produção mais peculiar da “ética” produzida a partir do entendimento doutrinário da fé Católica Romana. Como o Pentecostalismo em muito se assemelha ao Catolicismo Romano, como já demonstramos, acaba absorvendo, de tabela, essas influências. Contudo, não é esse o traço marcante na “ética” dos pentecostais.

O arcabouço doutrinário Pentecostal produz, antes, e de forma mais acentuada, o que chamaremos aqui, para fazer um contraponto com a idéia particularizada de “ética” do sociólogo Max Weber, de “Ética da Vantagem.  Isso mesmo. É característica peculiar do Pentecostal querer tirar vantagem de tudo e de todos.

A idéia de um contato, de uma comunicação direta com Deus, via “novas revelações”, produz, no Pentecostal, o efeito contrário que a doutrina da eleição incondicional produz no Calvinista. Faz dele uma espécie de “super-crente”, alguém que tem “poder”, alguém que tem um relacionamento diferenciado com Deus, o que o acaba tornando, inconscientemente, um crente soberbo. Enquanto a Eleição Incondicional, conseqüência direta da doutrina da Depravação Total do Homem, humilha o homem e o deixa consciente de sua inutilidade, comprovando que tudo que possui advem do favor divino, a doutrina da 2ª benção aliada ao semi-Pelagianismo, ao contrário, exalta o homem deixando-o prepotente e orgulhoso de si.

O resultado disso tudo não poderia ser outro: o Pentecostal entende que o mundo deve girar ao seu redor. Todas as coisas devem orbitar em sua volta. Pentecostal tem “o rei na barriga”. Mais que isso: Pentecostal se acha o próprio rei. E, por isso mesmo, ele não consegue enxergar o outro, respeitar o direito do outro, mas apenas seu alvo, que é conquistar o melhor, que é ter o melhor, aquilo que lhe é, supostamente,  de “direito”. Afinal, rei é rei!

Kenneth Hagin, muito embora não seja um legítimo representante do Pentecostalismo da primeira onda, apesar de ter tido dela toda a influência doutrinária, traduz de forma explícita e irrefutante o sentimento que paira no coração do Pentecostal que não teve nenhuma contato com a doutrina humilhante da Depravação Total do homem:

“Você não tem um deus no seu interior, você é um Deus. Uma réplica perfeita de Deus! Diga isso em alto e bom som, “eu sou uma réplica perfeita de Deus”! (A congregação repete um tanto insegura e sem jeito)...vamos digam isto! (Ele conduz a congregação em uníssono). Digam de novo! “Eu sou uma réplica de Deus!”- A congregação começa a se animar e o entusiasmo e o barulho aumentam cada vez que eles repetem a frase”. (NODA, 1997. p.23).

Por isso Pentecostal não respeita filas. Por isso Pentecostal acha que pode comprar e contratar serviços e não pagar. Por isso Pentecostal é péssimo empregado. Por isso Pentecostal é péssimo Patrão. Por isso Pentecostal é Péssimo vizinho. Por isso Pentecostal é péssimo marido. Por isso Pentecostal é péssima esposa. Por isso é cada vez maior o número de pessoas que repetem a já famosa frase “não faço negócio com crente”. Por isso  Pentecostal não assiste socialmente os membros de sua igreja, levando muitos a terem que esmolar na porta da igreja dos outros.

Permita-me colocar o resultado empírico das minhas observações. Todos os dias, juntamente com outros cristãos católicos e espíritas e até ateus, preciso esperar pacientemente o ônibus para ir trabalhar. Ao “entrar na bandeira” o coletivo, não é raro você perceber que algumas poucas pessoas têm a cara de pau de passar na frente e “furar a fila”, como se diz aqui no Nordeste. Um olhar mais treinado e pesquisador, vai  perceber rapidinho que no meio dos “furões” está sempre uma irmã Pentecostal, notadamente reconhecível por sua grife de “crente”, com cocó e tudo mais ou um irmão falastrão com ar de pseudo piedade.  

Outro dia, pasmem, numa pequena fila de frios de um supermercado alguém passou na frente de todo mundo e fez o seu pedido. Imaginei na hora: “deve ser um Pentecostal”. Na mosca. Mais uma vez comprovada minha teoria da “Ètica da vantagem”. Ei, irmão: você é Pentecostal não é? Sim, como você percebeu? Pelas minhas vestimentas santas? Não, porque você “furou a fila”. Esse diálogo só existiu em minha mente, infelizmente. Não tive coragem de iniciar a conversa. Aprendi com meu pai que “quem tem vergonha não faz vergonha”. Mas que tive vontade, ah isso tive. São inúmeros os relatos que poderíamos citar aqui como prova empírica de nossa argumentação. Mas, deixarei para você, caro leitor. Caso você tenha sido testemunha ocular de alguma situação bisonha, por favor, nos conte como comentário. Servirá de subsídios para o aprofundamento da nossa pesquisa.

O vídeo abaixo, da variação Pentecostal que é o neopentecostalismo, é um bom exemplo disso que denominamos de “Ética da Vantagem” Pentecostal.

video

O antropólogo Sérgio Buarque de Holanda, no seu livro “Raízes do Brasil”, bem como o também antropólogo Roberto Damatta, em seu livro “O que faz o Brasil, Brasil?”, abordam um assunto bem interessante que, segundo eles, é traço marcante do povo brasileiro: o chamado “jeitinho Brasileiro”.

“O jeitinho brasileiro é a transgressão suave já institucionalizada e aceita como característica fundamental e indispensável para o simpático e alegre brasileiro legitimar o seu poder diante dos outros. O seu problema é sempre mais urgente que o do vizinho. E isso, claro que somente isso, justifica que você fure a fila do supermercado”. http://gargalo.wordpress.com/2008/05/28/um-jeitinho-mais-que-brasileiro/.  O "jeito" ou "jeitinho" pode se referir a soluções que driblam normas, ou que criam artifícios de validade ética duvidável. A expressão "jeitinho" no diminutivo em certos casos, assume um sentido puramente negativo, significando não só driblar mas violar normas e convenções sociais, uma forma dissimulada de navegação social tipicamente brasileira na qual são utilizados recursos como apelo e chantagem emocional, laços emocionais e familiares, recompensas, promessas, dinheiro, e outros ou francamente anti-éticos para obter favores para si ou para outrem, às vezes confundido ou significando suborno ou corrupção [...].Os adeptos do "jeitinho" consideram de alto status agir desta forma, como se isto significasse ser uma pessoa articulada, bem posicionada socialmente, capaz de obter vantagens inclusive ilícitas, consideradas imorais por outras culturas” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeitinho)

Assim como antes de Max Weber ninguém tinha atribuído fatores relacionados ao desenvolvimento econômico às questões religiosas, desconfio que os pesquisadores do chamado “jeitinho brasileiro” também estão esquecendo de abordar essa importante formuladora da prática cotidiana: a religiosidade. Talvez fosse exagero atribuir ao Pentecostalismo a origem desse famoso “jeitinho brasileiro”, que acabou contaminando a sociedade. Contudo, observando as definições acima, não é exagero nenhum dizer que os Pentecostais, no mínimo, contribuem grandemente para a perpetuação desse modo de viver.

A “Ética da vantagem” Pentecostal tem levado muitos irmãos a serem protagonistas de famosos escândalos. Só pra lembrar alguns: o caso de Sônia e Estevam Hernandes. A máfia dos sanguessugas, protagonizada por grande parte da bancada evangélica. O caso da oração de gratidão pela propina recebida de Leonardo Prudente e Rubens Brunelli.

Todos esses casos e tantos outros que não temos espaço para dizê-los aqui, têm algo em comum: a “presença predominante”, para usar uma expressão weberiana, de Pentecostais envolvidos.

Mas é verdade também que nem sempre os Pentecostais conseguem o que querem, mesmo usando todos os meios espúrios que usam. Pensam que eles se dão por vencidos? Na “Ética da vantagem Pentecostal” não tem espaço para derrotas. Eles continuam tentando. São incansáveis. Por isso os hospícios e sanatórios estão lotados de Pentecostais. Acha que estou exagerando de novo? Então visite um.

Nota: Esse artigo, bem como os outros da série Pentecostalismo e Reforma Protestante não está se referindo a indivíduos Pentecostais. É evidente que existem muitos Pentecostais, mas não a maioria, que são pessoas de bem e que têm um testemunho digno. Pessoalmente conheço alguns. Infelizmente não muitos. Da mesma forma não estamos querendo advogar que todo calvinista tem uma postura ética e moral ilibada. Evidentemente que existem alguns calvinistas que são uma vergonha. Contudo, estamos tratando de uma visão macro dessas relações religiosas. De forma que, de uma maneira geral e abrangente, por tudo que foi argumentado aqui, podemos afirmar: o calvinismo produz no seu crente uma postura ética e moral invejável e digna de registro até de ateus, como  é o caso de Max Weber, enquanto que o Pentecostalismo produz no seu crente o que chamamos aqui de “Ética da vantagem” Pentecostal.

42 comentários:

  1. Impressionante! Todos os dias também pego o ônibus para ir estudar e são sempre as mesmas pessoas que esperam comigo. E quem é que briga para entrar primeiro no ônibus? Sem comentários.

    É claro que respeito os pentecostais, sei que muitos são pessoas éticas, mas a verdade é que na grande maioria eles são sim, pessoas exaltadas. Minha mãe, que nem é da igreja, vive dizendo o seguinte: Olha o fulaninho da Igreja X, como ele é soberbo."

    que DEUS possa abençoar nossos irmãos e quebrantá-los a ponto de entenderem que não são merecedores nada, antes, assim como nós, só são o que são - se são - pela Graça de DEUS.

    que DEUS vos abençoe
    Matheus

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  2. É isso aí Matheus. Obrigado pela sua participação. Se souber de mais algum fato ou se puder incentivar outras pessoas que saibam de fatos que comprovem nossa argumentação da "ética" da vantagem, dos pentecostais, por favor, manda ver nos comentários.

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  3. Não discordo da sua "argumentação". Em minha humilde opinião, a considero muito interessante digna de reflexão. Só não concordo com afirmação de que os pentecostais sejam pessoas soberbas. Os vejo como pessoas que não foram biblicamente alfabetizadas, e por essa razão são facilmente enganadas por falsos mestres. Uma análise fria e imparcial, poderá mostrar que os "calvinistas" estão mais próximos da soberba do que os pentecostais, pois, a nomenclatura correta para o seguidor de Cristo é CRISTÃO. Nomear essa titularidade com outra designação é ir contra a Bíblia.
    Quando, pois, alguém diz: eu sou de Paulo; e o outro: eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? 1ªCo 3.4 (Bíblia de Estudo Vida). Creio que se alguém diz : Sou luterano, sou calvinista, sou tomasiano ou agostiniano; também está andando segundo homens. Vejo que o mais propício seria dizer: "a interpretação bíblica feita por Agostinho, Lutero, Calvino, etc são mais condizentes; estão mais embasadas no texto das Escrituras.
    Nem todo aquele que diz:"eu sou calvinista, pode ser considerado um cristão verdadeiro, como, nem todo o que é um cristão verdadeiro tenha que obrigatoriamente declarar que seja um calvinista".
    Considero maravilhosa sua proposta expositiva sobre as mazelas pentecostais, porém entendo que a 'parte I' e principalmente a 'parte II' estão mais coerentes.
    Abraços.
    Fabio.
    OBS: Durante seis anos congreguei em uma igreja pentecostal, assim como um bom número de pentecostais, diariamente fazem parte de meu convívio, e sei o quanto necessitam rever os seus conceitos bíblicos.

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  4. E assim se faz cumprir a Palavra de Deus, de Jesus, quando Ele diz que muitos falsos profetas enganaram até os eleitos, fazendo sinais maravilhosos e se dizendo ser o Cristo... é só o cumprimento da Palavra de Deus... e este, meus amigos, é só o princípio das dores...

    Maranata!

    Sou Protestante, de uma Igreja Batista, e que há muitos problemas a serem tratados, mas a idoneidade dos membros começa com a liderança humilde que temos.

    Jesus Vive! Jesus Reina! Jesus Voltará!

    É chegado o tempo de uma nova geração, uma geração que não aceita as falsas pregações... uma geração que tem muita sede e fome da presença do Deus Único e Verdadeiro.

    Espero que os pentecostais entendam que isso não é uma subdivisão do Reino, senão inexistiríamos, mas uma crítica para reflexão e consciência de CADA UM diante de Deus, pois nós pregamos a Jesus Cristo, o SENHOR, e não a nós mesmos.

    Obrigado pelo espaço, a graça e a paz de nosso Senhor Jesus seja sempre com vocês!

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  5. Estimado irmão, li suas postagens e as considero relevante para o entendimento do que é ser espiritual. Devo dizer-lhe que tenho grande apreço pelas doutrinas reformadas e me esforço para ensiná-la nas aulas de teologia que ministro, pela misericórdia de Deus. Só não tenho paciência para uma discordância destituída do amor cristão.

    Se não notou, seu blog é sugerido por mim na coluna dos blogs favoritos.

    www.pbteologil.blogspot.com

    Em Cristo,

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  6. O jeito triunfalista de ser encontra solo fértil em sistemas teológicos e filosóficos que em alguma medida se sustentam no "eu". Faz sentido? Acho que faz.

    Uma obs, irmão: o rev. Nicodemus em uma palestra na net, afirma que os assembleianos (principal representante do movimento pentecostal) não consideram os neo-pentecostais com irmãos. Se isso é verdade, devemos tomar cuidado nas generalizações.

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  7. Prezado Danilo:

    O pentecostalismo não tem muita moral pra falar do neopentecostalismo e suas variações. Não podemos esquecer que esse é filho e criação daquele. Podemos dizer até que tudo isso que temos visto de negativo no mundo "gospi", como diz Genizah, é culpa da Assembléia de Deus. O que ela fez? Existiu! Mas não posso negar também que essa igreja está em franco processo de mudança e conscientização. A prova disso são as inúmeras divisões que está passando. Aqueles que estão querendo continuar no delírio e loucura do "pentecostalismo canela de fogo" estão saindo e fundando suas próprias igrejas.

    Quanto à generalização, não sei se percebeu mas tive esse cuidado e por isso concluí o artigo com uma "nota" que me livra de uma injusta generalização.

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  8. Ok, irmão.

    Bom vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=skNhhkOXfCQ

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  9. Só pra ilustrar nossa argumentação do post: hoje (07/11/2011) presenciei um Pentecostal ameaçando uma jovem de morte. Isso mesmo. Ameaçou de morte que eu vi! Seguinte:

    A paz reinava no ônibus quando entra um casal (aparentemente só a mulher era pentecostal, para fazer justiça ao marido) com dois filhos: uma menininha e um menino. O menino já entrou aos berros. Gritando e chorando desesperadamente, xingando todo mundo e com muita "malcriação", como se diz por aqui.

    O menino tava gritando tanto, esperniando tanto, sentava no chão do ônibus, maior bangunça, que uma jovem desbocada não aguentou e mandou essa: "minha senhora, dê educação a seu filho". A irmã respondeu: "você também vai ter filho". A jovem retrucou: "quando eu tiver certamente saberei dar uma educação digna".

    A tréplica da irmã pentecostal é que nos interessa e que reforçará o que temos argumentado nesse post. Disse ela, pasmem:

    "não bote a mão nisso o castigo vem do alto naõ vem da terra não".

    Isso é ou não é ameaça de morte de alguém que tem ou acha que tem Deus à sua disposição para fulminar todo aquele que contrariar "um servo que tem contato direto com Ele"?

    É aquilo que tenho dito: para o Pentecostal, levado por suas crenças, todo o universo deve conspirar a seu favor. Tudo deve orbitar ao redor de si. Afinal, a única coisa que importa é que ele sempre "se dê bem". Ainda que isso implique em uma jovem ser fulminada...rs.

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  10. Anônimo: Apartheid? Do tipo crente superior e crente inferior? É o que os Pentecostais acham dos "sorveterianos"....como eu...rs, como eles dizem.

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  11. lametavel,este blog sempre bate nos pentecostais. sejam putitanos,reformados,batistas,presbiterianos,congregacionais,pentecostais,metodista. vamos ter que com viver no ceu com todos os eleitos,ou quem vai para o ceu e pentecostais ou os reformados? sempre vivem nesta balela voces querem ser melhor que os pentecas e os penteca melhores que voces,ja que os dois tem a razao e sao a voz da verdade falem com DEUS para dividi o ceu em 2 ou mais grupos. se o reino das trevas sao unidos por que voces nao imitam eles para para com esta perca de tempo. vao fazer o idei,se voces nao sabem saiu no jornal do comercio de segunda que o crak ja supera o consumo de bebidas alcolicas em pernambuco, façam projetos e neo perca tempo nests vadiagem.Se nos pentecas tem soberbos o que falar dos puritanos? se tem gente safada nos pentecas e nas outras nao tem? Att. Diacono Fernando da Igreja Catolica em Floreste-PE

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  12. Prezado Diácono Fernando:

    Obrigado por sua participação. Não se preocupe. Isso aqui é só uma "briguinha" de irmão. No fim tudo vai acabar bem, quando estivermos com o Senhor e todas as dúvidas forem dirimidas.

    Na verdade, meu caro, isso ocorre também entre os católicos. Essa idéia de homogeneidade no Catolicismo simplesmente inexiste. Ou você acha que os Franciscanos concordam em tudo com os Jesuítas? Os salesianos com os capuchinhos? Você sabe que nem todos fazem votos de pobreza, por exemplo. Outros, porém, consideram isso absolutamente necessário. Então note que as coisas não são muito diferentes.

    Mas, claro, não podemos negar: as ordens católicas são reunidas em um ponto comum: a obediência ao papa. No meio evangélico isso também ocorre meu caro. Todos, em última análise, são unidos pela esperança de salvação unicamente em Cristo.

    Em síntese, tanto católicos quanto protestantes "vivem na diversidade no que não é essencial e na unidade no que é essencial". Para nós, como já disse, a salvação unicamente pela graça em Jesus Cristo. Para os Católicos, a obediência ao papa e aos seus dogmas. É isso. Tudo de bom!

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  13. Olá Fábio!
    Sou eu de novo fazendo uma visita na fogueira da inquisição reformada do blog do filósofo Calvinista rsrsrs!
    Mas agora falando sério, eu tenho uma consideração a fazer.
    Li vc respondendo um comentário acerca da contribuição pentecostal.
    E vc citou alguma coisa na área da musica.
    Porém, pense comigo:
    Há não ser que voce acredite que todos os pentecostais que se converteram no pentecostalismo e morreram no pentescostalismo,assim como aqueles que são pentescostais e morrerão pentecostais estão condenados ao inferno,não poderá negar a contribuição pentecostal na evangelização.
    E não vale dizer que se eram ou são eleitos iriam ouvir a mensagem de um jeito ou de outro, porque isso não é Calvinismo isso é Fatalismo.Além disso voce teria de rasgar Mateus 28:19-20 e Romanos10:13-15 de sua bíblia.Sem contar os que hoje são tradicionais mas foram alcançados por igrejas pentecostais.
    Há de concordar também que se dependesse dos reformados(Pelo menos aqui no Brasil) muitas pessoas que hoje professam a fé Cristã,não teriam sido alcançadas.Se parar para refletir um pouco acerca disso,verá que mesmo não tendo uma teologia 100% correta, Deus usa os pentecostais para cumprir o seu propósito da Grande Comissão.E o que falar da obras de responsabilidade social? As casas de recuperação de drogados e alcoóltras mantidas por departamentos da igreja pentecostal(Agora falo da Assembléia de Deus,pois não conheço a respeito das outras)O projeto Bom samaritano que destina recursos comida e vestimentas aos menos afortunados.Mas se o assunto era a contribuição somente para o Cristianismo em si,desconsidere a obra social,apesar de eu achar que não tem como dissociar uma da outra,(Tiago:1:27).Mas mesmo assim ainda fica o evangelismo para reflexão.Quando falo de não termos uma teologia 100% correta,não falo a respeito dos dons,porque vc já conhece a minha opinião a respeito dos dons.
    Fique na Paz

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  14. Concordo com voce,presbitero,existem muitos grupos que dicordam nosso meio,mais nunca chamamos de heregem.pois como existem em todos os meios que existem salvos e nao salvos,pois temos muitos membros que nao tem uma vida com o nosso Deus.Parabenizo o senhor pelo seu blog. CONVITE NO DIA 24/12/2011 ESTAREI SENDO ORDENADO PADRE DA PAROQUIA DE FLORESTA,pois o nosso padre estara indo para paroquia de uricuri.A ordenaçao sera as 16 hs. ATT.diacono Fernando

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  15. Ok Fernando. Tudo de bom! Recomendo que em seu ministério nunca se afaste das Escrituras Sagradas. Esse foi o grave erro do passado. Não se apegue a dogmas que não possam explicitamente serem comprovados nas escrituras. Lembre-se: o compromisso deve ser com Deus acima de tudo, ainda que isso venha a nos colocar em situação de enfrentamento com nossas instituições religiosas.

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  16. Meu xará Fábio:
    Sem querer ser pretensioso ao extremo, nossa fogueira só serve para a purificação dos erros doutrinários...rs...certamente é bem melhor que a “fogueira Santa de Israel”..rs.
    Com relação a contribuição dos Pentecostais quanto a evangelização, de fato, não citei porque tenho sérias dúvidas se de fato podemos dizer que foi uma contribuição. Acho que o evangelho que é anunciado pelo Pentecostalismo não é o evangelho pura das Escrituras, mas é, antes, um evangelho maculado pelos dogmas humanos do pentecostalismo. É um evangelho de uma graça misturada com as obras. Portanto, não sei se é uma contribuição positiva. Muito embora, deixo claro que os considero meus irmãos. Desviados da verdade mas meus irmãos em Cristo. Sei que a recíproca não é verdadeira em muitos casos. No máximo, os irmãos pentecostais me consideram como um crente de 2ª classe....rs...mas fazer o quê? Na minha opinião, eles, meus irmãos em Cristo, estão no mesmo vôo que eu. Sem essa de segunda classe. A graça nos coloca – todos – em uma classe melhor que a primeira. É assim o evangelho bíblico, diferente do evangelho Pentecostal.
    Tudo de bom!

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  17. Prezado Fábio!
    Voce não perde uma oportunidade de dar uma cutucadinha né rsrsr
    Mas pelo menos nessa estamos juntos, qualquer fogueira é melhor do que a "abominação santa" do Sr Macedo.
    Olha Fábio,mesmo não concordando com a maioria das suas declarações,(principalmente as mais extremistas),vc tem o meu respeito.
    Pelo simples fato de eu ver somente sinceridade em seus argumentos.Evidentemente que na minha visão, em muitos comentários voce esta sinceramente equivocado.Porém ao contrário de outros comentários que tenho observado os seus são destituídos de ódio e repugnância.
    Em suma,vejo sinceridade mas não maldade.
    Ah! Antes que voce pense alguma coisa...
    Isso é só intuição, não foi revelação OK?rsrsrs
    Fique na Paz!

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  18. Ok Fábio. Eu sei que não foi revelação...rs. Afinal, elas não existem mais. Não são mais necessárias, pois temos a bíblia que é suficiente para nossas vidas e nossa relação com Deus. Ou você não acha que a bíblia é suficiente e por isso mesmo necessita de novas revelações?

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  19. O pentecostalismo e neopentecostalismo são seitas das piores! Estão enganados todos aqueles que se acham alí!

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  20. Claro "Gunnar vingren"! E papai Noel também existe,o coelhinho da Páscoa vai te visitar ano que vem...Ah já ia me esquecendo.Jesus esta voltando e vem buscar só voce e seus amiguinhos neopuritanos.
    Cristãos Cristãos? bem "parecidos" com os verdadeiros puritanos.
    Humildes,educados,sensatos não fazedores de contendas,não causadores de divisões,únicos portadores da verdade absoluta e grandes arautos da verdade divina. Me poupe rapaz,procura ter um encontro verdadeiro com Cristo e desperta dessa anestesia hipócrita e estéril.Teus 18 anos que disseste ter de "pentecostalismo" não te credenciam em nada rapaz.
    Podia ter 50 anos que nada mudaria.
    Para com essa idolatria teológica revestida de uma piedade tabajara e hipócrita e vai fazer algo de útil para Deus.
    Chega de perder tempo respondendo sujeitos como você.
    Continuar lhe respondendo é não dar ouvidos ao conselho escrito na palavra de Deus em:
    Provérbios 26:4.
    O Gunnar Vingren original morreria de vergonha.

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  21. O pentecostalismo e neopentecostalismo são seitas das piores! Estão enganados todos aqueles que se acham alí!

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  22. meu Deus essa associaçao pentecostalismo com má ética vinda de um filosofo é de envergonhar(vc pega a parcela q é mais ''visivel'' chama de maioria e distorce conceitos e pega exemplos aleatorios para construir um padrao...),esse discurso sectario é digno de uma soberba gigantesca(soberba essa que vc acusa os pentecostais de possuir),claro que há uma deficiencia teologica no meio pentecostal,isso é visivel, mas esse seu tipo de abordagem : uma demonizaçao do pentecostal e uma divinazaçao dos ''reformados'' gera um dualismo que nada tem de edificante é só gera danos ao reino,até mesmo o nosso senhor Jesus Cristo que vc afirma tanto amar n iria ter essa tipo de abordagem

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  23. Prezada Anônima:

    Obrigado por sua participação nesse tema. Permita-me discordar de você. Não são os exemplos aleatórios que produzem o "padrão", minha cara. Você acha que a expressão "não faço negócio com crente" (que vc já deve ter ouvido, obviamente) surgiu por fruto de "maus exemplos aleatórios"? É claro e infelizmente que não. Sei que existem pentecostais decentes e, particularmente, conheço alguns. Porém, o padrão de comportamento da grande maioria é bastante questionável e nos leva a pensar que os Pentecostais (de forma geral, não todos) seguem o que chamei aqui (erroneamente) de "Ética da vantagem". Claro que esse comportamento não pode ser chamado de ético e sim de "anti-ético", mas me permiti chamá-lo assim apenas por uma questão de confronto com Max Weber. Quanto ao que vc chama de "demonização do pentecostal", por favor, não me culpe por isso. Culpe seus próprios irmãos pentecostais. É só ver os vídeos da última postagem e vai entender que eles dão total margem que isso. Mas, claro: há aqueles pentecostais que têm se afastado dessas coisas e têm estudado a palavra de Deus com seriedade. Sei que um número cada vez maior tem assumido essa postura diferente. Sei disso. Mas sei também que, ao fazer isso, estão se afastando, sem perceber, do pentecostalismo. A prova disso é que começam a ser rejeitados dentro do próprio grupo. Começam a ser chamados de "frios", de "crente crú", etc. Isso já está acontecendo com você também? Por último, o que gera mais dano ao reino? Minhas colocações ou os vergonhosos escândalos que os pentecostais têm protagonizado na mídia, na vizinhança, na escola, no trabalho? Isso é fato. Pesquise sobre os escândalos e verás que todos partiram de irmãos pentecostais ou de suas variantes, como o neopentecostalismo. Isso me afeta também. Não tenho direito de falar contra esse estado de coisas reprováveis?

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  24. Caro filósofo,

    Nunca vi tamanha demonização do "Pentecostalismos". Eu acho que na sua opinião todos nós vamos para o INFERNO. No entanto, gostaria de destacar que soberba por soberba, vocês o são historicamente. A Igreja Pentecostal é grande hoje, porque pela vossa soberba não houve a pró-atividade de ir onde o pobre, o cego, o coxo, os favelados, etc.; estavam. Não quero cometer injustiças, como você, mas conheço a arrogância de muitos reformados que fazem teologia de escritório; não tem se quer a coragem de mostrar a cara numa favela. Talvez pelo medo de ser atingindo por uma bala perdida ou por achar de que se trata de um lugar chamado "fim de mundo". É triste, caro filósofo, muito triste assistir tamanho descalabro em pleno século XXI.

    Com frustração,
    Oliveira.

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  25. Caro filósofo,

    Nunca vi tamanha demonização do "Pentecostalismos". Eu acho que na sua opinião todos nós vamos para o INFERNO. No entanto, gostaria de destacar que soberba por soberba, vocês o são historicamente. A Igreja Pentecostal é grande hoje, porque pela vossa soberba não houve a pró-atividade de ir onde o pobre, o cego, o coxo, os favelados, etc.; estavam. Não quero cometer injustiças, como você, mas conheço a arrogância de muitos reformados que fazem teologia de escritório; não tem se quer a coragem de mostrar a cara numa favela. Talvez pelo medo de ser atingindo por uma bala perdida ou por achar de que se trata de um lugar chamado "fim de mundo". É triste, caro filósofo, muito triste assistir tamanho descalabro em pleno século XXI.

    Com frustração,
    Oliveira.

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  26. Caro Oliveira:

    Sua participação foi muito importante. Sinceramente não acho que os irmãos pentecostais irão para o inferno. Os considero como meus irmãos em Cristo. Porém, a recíproca não é verdadeira. Sou considerado, no máximo, por eles, como um "crente de segunda classe".

    Meu caro, não adianta ir à favela e pregar um evangelho misturado. Um evangelho onde tem Cristo mas não é Só Cristo.

    Você deve estar mal informado. Existem igrejas reformadas em todas as classes sociais. Falo pelo minha (IPB). Contudo, não posso me furtar de pontuar que o pentecostalismo só aumenta a pobreza (material e espiritual) dos que já são pobres. Isso é fato, infelizmente.

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  27. Caro Filósofo,

    Não o considero um "crente de sugunda classe", e posso lhe garantir que há uma multidão que não o considera também. Contudo não posso concordar que o "pentecostalismo só aumenta a pobreza (material e espiritual) dos que já são pobres". Você acha isso mesmo? Será que estamos falando do mesmo Pentecostalismo?

    Oliveira.

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  28. Caro Filósofo,

    Não o considero um "crente de sugunda classe", e posso lhe garantir que há uma multidão que não o considera também. Contudo não posso concordar que o "pentecostalismo só aumenta a pobreza (material e espiritual) dos que já são pobres". Você acha isso mesmo? Será que estamos falando do mesmo Pentecostalismo?

    Oliveira

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  29. Prezado Oliveira:

    Não entendo porque seus comentários não estão sendo publicados. Recebo em meu email mas não os visualizo aqui. Por isso estou publicando como anônimo com seu nome assinando.

    Bem, devo concordar que as generalizações são sempre muito perigosas. Mas tive o cuidado em dizer na postagem que não estou tratando de indivíduos e, sim, de forma geral.

    Será que estamos falando do mesmo Pentecostalismo? Sinceramente não sei. O Pentecostalismo que conheço é exatamente como o descrevi nas postagens. O que você conhece é composto de pessoas majoritariamente prósperas intelectual e materialmente? Se a resposta for sim, então realmente estamos falando de coisas distintas. Veja, apenas peguei uma carona nas investigações do sociólogo Max Weber e tentei fazer uma ponte, uma vez que ele se refere aos católicos.

    É evidente que existem Pentecostais intelectualmente bem resolvidos, a exemplo do Malafaia, como postei hoje. Mas, de forma geral, sejamos sinceros: qual o perfil do crente Pentecostal? Não que o evangelho deva esquecer as classes C, D e E. Não tem nada a ver. Contudo, o evangelho pregado pelas igrejas reformadas realmente faz com que o crente, independentemente da classe social, ascenda para a glória de Deus em todos os aspectos da sua vida. O evangelho pentecostal vai, igualmente, em busca dos pobres mas os deixa lá, inclusive e principalmente, intelectualmente falando. Um ambiente onde se dá liberdade à criticidade e aos questionamentos não é, definitivamente, um ambiente propício ao desenvolvimento do pentecostalismo. Por isso mesmo, a maioria das igrejas Pentecostais são cheias de dogmas. E aqui mas uma vez vemos um link muito claro com o catolicismo romano. Mas, repito: se generalizar estarei sendo incoerente e injusto. Isso é apenas uma visão geral dos fatos, na minha opinião, obviamente, que não significa dizer que esteja 100% correta. Por isso estamos aqui debatendo o assunto.

    Tudo de bom!

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  30. Caro filósofo,

    Quando eu posto o comentário, para mim aparece no seu blog automaticamente.
    Prosseguindo com o assunto, eu me relaciono com pentecostais intelectualmente e materialmente bem resolvidos e, também, com pessoas inversamente inseridas nessa realidade.
    Os dogmas existentes na igreja pentecostal histórica (Assembleia de Deus) é proveniente dos costumes dos missionários suecos, e particularmente da liderança nordestina, que influenciaram por décadas todo Brasil. Mas isso já vem mudando há tempo. Na Teologia, o problema está em sua falta de cultura teológica na maior parte da liderannça. Por exemplo, muitos nunca ouviram falar de autores pentecostais respeitadíssimos como Stanley Horton, Willian Menzies, Antony Palma, Daniel Pecota, Donald Gee, Gordon Fee, dentre outros. Mas repito, esta realidade está mudando. Infelizmente, como assembleiano reconheço que sofremos influência midíaticas ruins, dentre as quais eu as classifico em primeiro lugar a do próprio Silas Malafaia, mas essa é uma longa história.
    Só gostaria de ressaltar nesse post, que há sim um grupo grande na Assembleia de Deus que pensa a fé bíblica com rigor intelectual, exegético e espiritual.
    Estou me sentindo bem a vontade em debater esse assunto com você.

    Um fraterno abraço,
    Oliveira.

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  31. Caro filósofo,

    Quando eu posto o comentário, para mim aparece no seu blog automaticamente.
    Prosseguindo com o assunto, eu me relaciono com pentecostais intelectualmente e materialmente bem resolvidos e, também, com pessoas inversamente inseridas nessa realidade.
    Os dogmas existentes na igreja pentecostal histórica (Assembleia de Deus) é proveniente dos costumes dos missionários suecos, e particularmente da liderança nordestina, que influenciaram por décadas todo Brasil. Mas isso já vem mudando há tempo. Na Teologia, o problema está em sua falta de cultura teológica na maior parte da liderannça. Por exemplo, muitos nunca ouviram falar de autores pentecostais respeitadíssimos como Stanley Horton, Willian Menzies, Antony Palma, Daniel Pecota, Donald Gee, Gordon Fee, dentre outros. Mas repito, esta realidade está mudando. Infelizmente, como assembleiano reconheço que sofremos influência midíaticas ruins, dentre as quais eu as classifico em primeiro lugar a do próprio Silas Malafaia, mas essa é uma longa história.
    Só gostaria de ressaltar nesse post, que há sim um grupo grande na Assembleia de Deus que pensa a fé bíblica com rigor intelectual, exegético e espiritual.
    Estou me sentindo bem a vontade em debater esse assunto com você.

    Um fraterno abraço,
    Oliveira.

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  32. Oliveira:

    Realmente não consigo visualizar teu última comentário. Por ele, que recebi em meu email, já dá pra notar que estamos começando a falar a mesma língua. Agora sim, estamos falando do mesmo Pentecostalismo. Ou seja, a maioria esmagadora que não conhece nem mesmo seus principais teóricos e alguns poucos estudiosos, como você e outros que eu conheço. Deixa eu te dar uma profecia...rs: sabe o que acontece com Pentecostais que passam a estudar a palavra de Deus com profundidade? Deixam de ser pentecostais...rs. Brincadeira....mas, finalmente, o Pentecostalismo que você conhece é o mesmo que estou falando. Isso fica claro no seu comentário. Certamente não é dessa minoria de estudiosos da bíblia que eu me refiro em meus posts. Antes, falo da avassaladora maioria que não conhece nem mesmo o básico de bíblia e teologia. Estou mentindo?

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  33. Filósofo,

    Não! Mas encontramos muitos pastores que embora não tenham esse domínio teológico, por motivos de força maior ou de cunho social, principalmente nos primórdios da Igreja, exercem uma coerência bíblica profícua e não concordam com essa onda avassaladora que dizem ser "Pentecostalismo". Mas que na verdade não passa de um "Pseudopentecostalismo".
    É preciso ressaltar também, que essa realidade que você destacou (a ignorância da maioria em relação as verdades propedêuticas da Bíblia e da Teologia)é um fator presente também nas Igrejas Históricas. Eu sou filho de uma delas e conheço bem tal realidade.
    No mais, sou grato pelo espaço que você me concedeu. E o parabenizo por combater aquilo que sabemos ser um mal, não só para a igreja pentecostal, mas a de Cristo. No entanto, gostaria de um dia ver um post destacando a contribuição desses teólogos pentecostais para a genuína fé cristã, citados anteriormente: a da fé sólida de um Deus que intervém pessoalmente através do Espírito Santo.

    Um abraço fraterno,
    Oliveira.

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  34. Olá Fábio!
    Gostaria de compartilhar a minha opinião sobre esse assunto tratado entre vc e o Oliveira.

    A responsabilidade pela pobreza e ignorância deve ser corretamente atribuída á desigualdade social em nosso país e no mundo, decorrente da má distribuição de recursos.
    Convenhamos Fábio, pensar diferente disso seria atribuir ao pentecostalismo mais uma injustiça,afinal, isso é um problema governamental,cultural e etc...
    Como o cidadão (pentecostal ou não) vai estudar teologia se mal sabe assinar o nome?
    O problema se torna mais evidente no pentecostalismo pelo simples fato do mesmo possuir um maior número de adeptos.
    Mas o fato é que isso é um problema nacional.



    O falso conceito de que o pentecostalismo é para a plebe, gente sem teologia, que não entende nada de grego, hebraico e etc...
    Esse preconceito se dá porque os missionários pentecostais foram levar o evangelho aos pobres, foi levado as regiões mais distantes, ao povo comum de um modo geral.
    À nível de exemplo:
    O pentecostalismo quebrou em muitas regiões o preconceito racial.
    Enquanto que algumas denominações lá nos EUA estavam envolvidos com a segregação racial, na duvida se negros e brancos podiam congregar juntos no mesmo templo, os pentecostais partiam para a África, chegavam aos quatro cantos do nosso imenso Brasil, chegando nas favelas, nos sertões e etc...

    Por outro lado, não é tão difícil encontrar cristãos com profundo conhecimento bíblico que não deixaram de ser pentecostais.


    Alguns dos pensadores de maior expressão e clareza hoje em dia são cristãos pentecostais: homens como o Dr Paul Walker, da Igreja de Deus do Monte Parã, em Atlanta, Estado da Geórgia; o Dr Mark Ruthland da Assembléia de Deus Calvário em Orlando, Flórida; Elliot Miller, editor jornalístico e autor de ‘ Crash Course on the New Age’ (Em rota de colisão com o movimento Nova Era) considerados por muitos a publicação definitiva sobre o assunto; Michael Green notório autor e reitor de Santo Aldate, em Oxford e George Carey, respeitável teólogo e arcebispo de Canberbury, e isso sem falar numa série de outros, igualmente proeminentes” Esta lista poderia prosseguir muito mais adiante, pois ainda temos o Dr Stanley Horton que foi professor emérito de bíblia e de teologia no seminário teológico das Assembléia de Deus nos EUA. Horton é bachareu em ciências, fluente em grego, mestre em teologia sacra etc. ainda temos outros de renome mundial como o DR Derek Prince, grande mestre das escrituras e homem de notável discernimento.
    Todos,autênticos pentecostais
    Fique na Paz.

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  35. Obs:Na última estrofe eu quis dizer horton é bacharel.

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  36. Prezado Fábio:

    Certamente que existem intelectuais no meio Pentecostal. São os pentecostais teóricos. Esses têm depurado a doutrina pentecostal das meninices, digamos assim. Isso é absolutamente verdade. Porém, o resultado disso é uma aproximação cada vez maior com os ideias da reforma e um distanciamento do Pentecostalismo (no que há de mais peculiar: as manifestações dos dons espetaculares). Fábio: você fala em línguas "estranhas"? Tens novas revelações extra-bíblicas? Esses doutos Pentecostais possuem esses dons? Você já os viu em plena execução desses dons?

    Outra coisa: entendo perfeitamente que a pobreza é fruto das muitas injustiças sociais. Não quis dizer que o Pentecostalismo é a causa da pobreza, assim como o Calvinismo não é a causa da riqueza e do crescimento intelectual. Mas é correto afirmar que o Pentecostalismo encontra um ambiente propício entre a pobreza, não porque é um claro alvo de evangelização, antes, porque a pobreza produz falta de criticidade e de questionamento. As pessoas são mais facilmente manipuladas. Sem querer ser ofensivo, estamos apenas falando em hipótese, os pressupostos pentecostais não se sustentam nem mesmo mediante a mais simples crítica, ao mais simples questionamento, pois ele não possui rigor verificável, nem mesmo através de validação de interpretação escriturística. Ninguém pode dizer se esse e aquela revelação são ou não de Deus. Ninguém pode questionar (pela lógica) se esta ou aquela manifestação das línguas estranhas (e mesmo sua interpretação) são verídicas ou não. Ou seja, uma pessoa com o menor espírito crítico não consegue conviver muito tempo no meio pentecostal, pois, no seu cerne, o pentecostalismo, em suas manifestações espetaculares, não dispõe de uma sólida base que permita a validade dos seus pressupostos. Essa é a principal razão porque ele é tão popular entre as pessoas menos favorecidas.

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  37. Uma vez num centro de marcação de consulta da minha cidade, às 13h00 do dia , depois de um bom tempo na fila no sol, um irmã aparece bem na minha frente, do meu lado, e disse que aquele lugar estava marcado. Eu disse" a senhora uma evangélica!

    A irmã vestia uma saia lá no mocotó. Aqui no meu estado são assim que se vestem os membros da Assembleia de Deus

    Hikaru-san

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  38. Faz-me lembrar da frase: Viver com o santos nos céus, óh que glória. Viver com os santos na terra, isto é outra história.
    Escrevi uma mensagem ‘O berro da ovelha’. Gostaria muito que lesse e opinasse. http://destilardosfavos.blogspot.com/2011/01/o-berro-da-ovelha.html
    Grande abraço e que tudo seja pra honra e glória do nosso amado Pai!
    Regina Helena

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  39. http://juliosevero.blogspot.com.br/2014/06/por-que-nunca-mais-serei-presbiteriano.html

    JESUS ME SALVOU PRA QUE EU TAMBÉM NUNCA SEJA PRESBITERIANO!!!!!!

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  40. Prezado Anônimo (27/06/2014 - 23:01)

    Provavelmente vc é pentecostal e não entendeu muito bem o que estamos argumentando. A questão, meu caro, não é ser Presbiteriano. A questão é guiar-se pelas Escrituras Sagradas. Tê-la como única regra de fé e de prática. Basear-se no princípio de Sola Scripture. A igreja Presbiteriana, como instituição, preza por todas essas características. Diferentemente da maioria das igrejas pentecostais. Porém, há presbiterianos que se desviam desses princípios. Alguns deles, quando o caso é público, são disciplinados por estarem fora dos princípios bíblicos que regem a igreja. Forte abraço!

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