quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

MARTORELLI DANTAS E A CLIMATIZAÇÃO DO INFERNO


A bíblia conta a história de um Rei que um dia deu lugar à cobiça em seu coração. Essa história tem se repetido com diferentes personagens e com diferentes variantes. Primeiro cobiçou dinheiro, depois a mulher do próximo. Olhou ele e viu que “ela era mui formosa”. Prontamente ordenou que a trouxessem e a possuiu. Pronto! O que era apenas tentação e não pecado virou adultério; uma flagrante quebra do sétimo mandamento, “não adulterarás”. O grande problema é que a mulher engravidou. O pecado ficaria evidente a todos. O rei precisava fazer algo para evitar.

Acusado por sua consciência e pelo conhecimento da “verdade”, conforme aprendeu desde a sua infância, teve uma idéia: SE FOSSE POSSÍVEL RELATIVIZAR E FAZER COM QUE ALGO QUE É PECADO DEIXE DE SER ENTENDIDO COMO PECADO, então teria resolvido o problema. Bastava tão somente convencer a todos que as pessoas do passado pensavam assim por que eram ignorantes. Brilhante!

Chamou ele o marido da mulher, que estava no campo de batalha, e sugeriu que se deitasse com ela para, por fim, atribuir-lhe o ônus (ou bônus) de sua gravidez “indesejada”. Isso o tornaria ISENTO DE CULPA, pelo menos diante das pessoas. Ninguém lhe poderia acusar, afinal, ONDE NÃO HÁ PECADO NÃO HÁ JULGAMENTO OU ACUSAÇÃO.

Mas o rei não contava que ainda existissem pessoas fiéis aos “antigos pressupostos”. O marido traído não se deitou com ela. Nesse momento o plano B entra em ação. O marido precisaria morrer para que a história não se voltasse contra o rei, trazendo assim, sobre ele, a necessidade de ASSUMIR AS CONSEQUÊNCIAS DE SEU PRÓPRIO ERRO E FOSSE PUNIDO POR ELE. Mas o rei não poderia matá-lo, abertamente, pois todos e a sua própria consciência o acusariam de PECADO, de quebra do sexto mandamento: “Não matarás”.

O que fez ele? Utilizou o mesmo recurso de tentar CAMUFLAR SEU PRÓPRIO PECADO, para que as pessoas o tivessem por inocente, afinal, como já dissemos: ONDE NÃO HÁ PECADO NÃO HÁ JULGAMENTO, NEM ACUSAÇÃO E ACRESCENTAMOS: NEM DISCIPLINA.

O plano deu certo por algum tempo. O rei, com sua “majestade e maestria”, conseguiu convencer a muitos que nada pesava sobre ele. Fazia isso com um brilhantismo ímpar. Sua expressão, ao defender sua inocência, tendo MUDADO, PARA AUTO-BENEFICIAR-SE, O DNA DO PECADO, era de uma brancura semelhante às suntuosas construções caiadas, lembradas por Jesus.

Mas o rei tinha uma atitude no mínimo contraditória; dúbia: só RELATIVIZAVA a “verdade estabelecida” quando lhe era conveniente. Para ele, o benefício da dúvida; para os outros, o rigor da Lei. Ora, se a VERDADE depende da subjetividade daquele que interpreta os fatos e não está nos fatos ou nos fenômenos em si, não seria óbvio concluir que a VERDADE dos outros também deveria ser aceita e considerada tão boa e verdadeira quanto a nossa, no mínimo? Mas não era isso que acontecia com o rei. Ele julgava, mas não queria ser julgado. Sentenciava, mas não queria receber sentença alguma. Rotulava os outros, mas não admitia receber rótulos.

Qualquer semelhança poderá ser, apenas, mera coincidência, mas não necessariamente.

“O que interessa a Jesus não é o que eu fiz; o que interessa a Jesus não é com quem eu durmo; o que interessa a Jesus é se eu o amo" (MARTORELLI DANTAS).

Fico me perguntando se isso inclui também relações homossexuais. Afinal, o importante é o amor. Não é um absurdo pensar isso. Primeiro porque a declaração abre um leque de possibilidades. Segundo porque o Liberalismo Teológico, historicamente, não inibe, antes, admite, esse tipo de comportamento. O Drº Augustus Nocodemos, em entrevista para “Defesa da Fé”, explica com clareza esse binômio Liberalismo X Homossexualismo:

Defesa da Fé – Em sua avaliação, o liberalismo pode ser apontado como um dos fatores responsáveis pela adesão às causas pró-homossexualidade que adentraram em muitas igrejas dos EUA e que já começaram a grassar no Brasil? Profº Nicodemus – Sim, mas sem generalizar. Uma vez que a Bíblia é vista como reflexo da fé e da crença do povo de Israel e dos primeiros cristãos, e não como Palavra infalível de Deus, os valores e os conceitos que ela traz são vistos como culturalmente condicionados e irrelevantes aos tempos modernos, em que os valores são outros. Dessa forma, o que a Bíblia diz, por exemplo, sobre a prática homossexual, é interpretado pelos liberais como fruto da cultura da época, que não sabia que a homossexualidade é uma opção sexual, e também que as pessoas nascem geneticamente determinadas à homossexualidade. Em igrejas onde a ética da Bíblia é vista como ultrapassada, fica aberta a porta para a conformação da ética da Igreja à ética do mundo. Conforme: http://www.icp.com.br/86entrevista.asp

Recentemente, no programa CONSENSUS, apresentado pelo Rev . Roberval Goes, o ex-pastor presbiteriano e ex-pastor Episcopal, Martorelli Dantas fez algumas declarações acerca da fé, da bíblia, da teologia e do procedimento cristão, que deixou muita gente “estupefada”, para utilizar a expressão do apresentador do programa. Antes de qualquer coisa, seria interessante ao leitor procurar saber por que Martorelli saiu da IPB e também da igreja Episcopal. Aproveitem e postem aqui nos comentários, caso desejem e tenham informações verídicas. Isso também ajudará a entender sua nova postura de amor aos pressupostos liberais.

Veja nos vídeos abaixo trechos da entrevista com Martorelli Dantas:


Como diria o sábio: “nada novo debaixo do sol”. Martorelli apenas reafirmou as mesmas ladainhas do liberalismo teológico. Destacaremos abaixo apenas algumas:

1- As bases filosóficas da Negação do ensinamento bíblico-ortodoxo do Inferno:

“O evangelho que eu creio é um evangelho que não precisa do fogo eterno. Eu não acredito numa condenação eterna por um motivo simples: eu acredito num Deus que é amor, graça e misericórdia [...]. O inferno é você, tendo a possibilidade de gozar comunhão com o Pai viver alienado dessa relação com o pai [....]. Céu é saber da presença de Deus na sua vida [...]. Inferno é o estado de vida de qualquer pessoa, que confia apenas em si mesmo, confia apenas nos seus recursos, confia nos seus parentes [...], portanto, o inferno é o estado de alienação de Deus” (MARTORELLI DANTAS).

Evidentemente que Martorelli não inventou isso do nada. Seus pressupostos são tão contaminados pelas idéias de Paul Tillich - reconhecido teólogo liberal -, entre outros, quanto é possível ser. Veja abaixo as bases filosóficas que influenciaram Tillich em seu pensamento – diferente do ensinamento bíblico-ortodoxo - sobre o inferno e, de tabela, traçou o norte do “novo” pensamento Martorelliano:

“Tillich [...] está cônscio de que o desespero é inescapável. A própria palavra, segundo ele, significa "sem esperança" expressando "o sentimento de uma situação da qual não existe 'saída'" . Além de Kierkegaard, Tillich também tem em mente uma peça teatral de Jean-Paul Sartre, escrita em 1944, um pouco antes do fim da guerra. A peça tem como título "Huis Clos", no português "Portas Fechadas" [....]. Sua interpretação é absolutamente inseparável das teses de "O ser e o nada", em que o essencial das relações entre as coisas é o conflito. A peça é a estória de três pessoas condenadas ao inferno. Não o inferno cristão, com cheiro de enxofre e a presença de Satã como carrasco, mas uma sala decorada no estilo do Segundo Império, com três poltronas e uma estátua de bronze sobre a lareira. Levados a esta sala pelo Criado chegam os "mortos": Garcin (um homem de letras), Inês (uma funcionária dos correios, lésbica) e Estelle (uma mulher da alta sociedade) são enclausurados e condenados ao inferno por não terem assumido a liberdade que lhes facultava sua condição humana. Cada um, a seu modo, escolheu uma forma de alienação e foram obrigados a se tolerarem mutuamente. Assim, todos descobriram que "o verdadeiro inferno são os outros" e perceberam que o carrasco era cada um deles para cada um dos outros . A experiência do desespero, descrita por Sartre nessa peça, aponta para a questão decisiva que está teologicamente envolvida no significado de desespero [...] arrazoado por Tillich”. Disponível em: http://metodista.uol.com.br/ppc/correlatio/correlatio03/o-significado-de-desespero-e-o-problema-do-suicidio-em-paul-tillich

Interessante que Martorelli fala com tamanha propriedade desses assuntos que os menos avisados incorrerão, certamente, no erro de acreditarem que ele é autor e descobridor dessa “nova” interpretação; que ele está fazendo uma nova teologia. Não está. Ninguém duvida de seu brilhantismo como orador (um dos melhores que já tive oportunidade de ouvir), mas, com relação a tudo que falou, nada mais fez a não ser reproduzir o pensamento de outros Teólogos Liberais do passado.

Martorelli fez uma afirmação bem interessante sobre os modelos de interpretação: “toda “interpretação, toda hermenêutica, é engajada; é comprometida com certos interesses”. Apesar de admitir que até mesmo a “sua” interpretação (a que escolheu para crer, melhor dizendo) não consegue ficar fora desse comprometimento com “certos interesses”, age e fala como se fosse alguém completamente isento delas e, portanto, alguém que detém a VERDADE, em si, e é exatamente isso que lhe dá o “direito”, por exemplo, de chamar o Calvinismo – e de tabela todos os Calvinistas convictos – de “doutrina farisaica e fariseus”. Sua atitude e opção teológica deixa bem claro quais são seus compromissos e interesses: viver uma vida desregrada sem ter ninguém que lhe possa convencer de seus próprios pecados. Por isso mesmo abraçou com todo seu amor a Teologia Liberal como lastro de abono de suas ações pecaminosas. Esquece, porém, que a Lei Moral de Deus está gravada no coração do homem, queira ele ou não. Ainda que convença o mundo inteiro que ADULTÉRIO NÃO É PECADO, sua consciência jamais lhe deixará viver em paz.

Um artigo muito relevante, publicado no site da Editora Fiel, traz luz sobre o pensamento liberal acerca do inferno:

“Embora certo número de crenças centrais e doutrinas essenciais tenha sido submetidos a revisão liberal ou a rejeição franca, DOUTRINA DO INFERNO (grifo meu) foi muitas vezes objeto de maior protesto e negação. Considerando o inferno e suas doutrinas relacionadas, o pastor congregacionalista Washington Gladden declarou: “Ensinar uma doutrina como essa a respeito de Deus é infligir ao cristianismo uma injúria terrível e subverter os próprios alicerces da moralidade”. O inferno tem sido um componente da teologia cristã desde a época do Novo Testamento, mas se tornou um odium theologium – uma doutrina considerada repugnante pela maioria da cultura e agora mantida e defendida somente por aqueles que vêem a si mesmos como conscientemente ortodoxos no compromisso teológico. O romancista David Lodge fixou a década de 1960 como a data do desaparecimento final do inferno (num artigo intitulado “UM INFERNO COM AR CONDICIONADO”). “Em algum ponto nos anos 1960, o inferno desapareceu. Ninguém pode dizer ao certo quando isso aconteceu. Primeiro, ele estava lá; então, sumiu”. O historiador Martin Marty, da Universidade de Chicago, viu a transição como simples e, pelo tempo em que ela ocorreu, não percebida. Ele afirmou: “O inferno desapareceu, e ninguém percebeu”. Disponível em:
http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=319

Ainda sobre as bases filosóficas da negação do inferno na perspectiva bíblico-ortodoxa, por Martorelli, podemos encontrá-las, nas entrelinhas, em um artigo escrito por ele, intitulado “ENTRE NIETZSCHE E HODGE”, do qual reproduzimos parte:

“Nietzsche é a alma filosófica mais próxima a minha [...].Hodge era um pensador sistemático, como de resto o são os protestantes. Seu pensamento é esquemático, seu Deus é esquartejável, cabe em compartimentos, em tomos teológicos analisáveis pela lógica cartesiana [...]O dogma da harmonia das Escrituras era o martelo e o formão para deixar plano o sinuoso e a lamparina para clarear o obscuro. Mas fiquei velho para tais contorcionismos, quero ver o que se pode e aprender a andar na penumbra onde a natureza não lançou luz [...]. Nietzsche muito me ajudou nisso tudo. Aproximei-me dele através das frases bombásticas, como a maioria das pessoas. Afirmações como a de que Deus morreu me impressionaram, queria saber do que ele estava falando, queria ler o autor de contundentes assertivas, forjadas em um coração tumultuado, crescido num lar luterano. Entendi o que ele queria dizer. O deus que morreu é aquele que já não cabe em uma alma livre. Liberta pela revelação de que o verdadeiro Deus é Pai presente e amoroso, de que não é alguém a quem temer, mas para se confiar e contar. O filósofo alemão nos chama para viver o aqui e agora, mas acima dos tabus e preconceitos nascidos das taras moralistas da hipocrisia reinante. O deus que morreu é o de Hodge”. Disponível em:
http://comuncrista.wordpress.com/2008/06/02/entre-nietzsche-e-hodge/

Abraçado e influenciado por essas bases filosóficas, principalmente via teólogos liberais, que por sua vez também beberam nas mesmas fontes turvas da “vã filosofia” (porque existe a que não é vã), que teve sua origem no mais límpido ateísmo, só poderia dar no que deu. Porém, no caso de Martorelli, não culparia a filosofia, por mais perniciosa que seja. Diria com o profeta Jeremias: “de que se queixa ele ainda? Queixe-se dos seus próprios pecados”.

2- Martorelli nega a doutrina bíblica da disciplina eclesiástica:

Um dos principais argumentos de Martorelli para negar a validade da Disciplina Eclesiástica é o fato de Jesus não ter disciplinado ninguém. Segundo ele, deveria ter feito no caso de Pedro, quando o negou, e do próprio Judas, quando o traiu, mas não o fez. “Jesus não se ocupa com isso”, concluiu. Esse argumento parece ser muito forte, mas não passa de uma falácia e de uma bem ajustada técnica sofista que tenta, intencionalmente, confundir o ouvinte. Durante o ministério de Jesus a igreja (como comunidade eclesiástica) ainda não havia sido estabelecida, nos moldes convencionais, o que só vai acontecer depois de sua ressurreição, logo, NÃO HAVIA ESSA NECESSIDADE DE DISCIPLINA ECLESIÁSTICA. Aliás, a palavra ECLESIÁSTICA é derivada da palavra grega εκκλησία [ekklesia] e da latina ecclesia. Obviamente que só passa a ter sentido e significado dentro de um contexto de igreja. Por isso mesmo, esse assunto é tratado de forma mais densa nas cartas direcionadas às igrejas. Mesmo assim, o próprio Jesus (já que Martorelli despreza as outras falas da bíblia) tratou do assunto:

“Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. 18.16 Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. 18.17 E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano” (Mateus 18:15-17).

Mas, esse texto, provavelmente, é um daqueles rejeitados por Martorelli.

Lembrado pelo apresentador do programa, Rev.Roberval Goes, que no passado também havia disciplinado e presidido muitos tribunais eclesiásticos, Martorelli responde em tom de arrependimento:

“eu pediria perdão a todas as pessoas que um dia sentaram-se em um tribunal eclesiástico comigo” (MARTORELLI DANTAS).

Nesse momento da entrevista vi o quanto meu antigo professor é brilhante e um especialista na arte da auto-defesa. Nada mais óbvio do que desabonar tal ensinamento bíblico. Ensinar isso seria dar um tiro no próprio pé.

Veja a opinião de Martorelli sobre a disciplina eclesiástica em um artigo escrito por ele, intitulado: “Descobrindo Tribunais”:

“Hoje eu quero lhes falar sobre os que armam tribunais. Sobre aqueles que vivem colocando seus semelhantes, amigos e parentes, e não raro a si mesmos, diante de cortes de justiça. Todo mundo para eles é um réu em potencial; eles não têm relacionamentos, têm processos; estão o tempo todo formulando ou recebendo queixas, denúncias…construindo casos; não dão opiniões, emitem sentenças. Se não são juízes por ofício, o são por vício. Faltam magistrados no Judiciário, mas eles abundam por toda parte, em casa, no trabalho, na escola e até mesmo na igreja de Cristo Jesus. E por que não devemos julgar os nossos irmãos? 1- Porque Deus não nos confiou esta autoridade. Assim, quem julga o seu irmão está usurpando um poder e um direito que o Pai reservou exclusivamente para si na presente dispensação; 2 Porque como irmãos somos suspeitos para exercer juízo sobre eles. Nós somos sempre família do réu, e o nosso lugar não é a cátedra de juiz, mas o banco humilhante e frio, especialmente reservado para os parentes de quem está sendo julgado; 3. Porque também somos culpados de nossos próprios pecados. Como pecadores, temos consciência que chegará o momento em que seremos julgados pelo bem ou mal que tivermos praticado. Somos réus no tribunal da graça e da misericórdia de Deus; 4. Porque o fato de sermos igualmente pecadores, impede que vejamos os pecados de nossos irmãos de forma adequada, para que possamos fazer qualquer juízo válido e competente; 5. Porque quando julgamos alimentamos o monstro das relações judicantes, que findarão apor vitimar a nós mesmos. Alguns podem dizer que este tipo de postura estimula a impunidade no meio da igreja e finda por favorecer um tipo daninho de permissividade. Eu creio que não! É minha função dizer que o adultério é pecado. E o adúltero? Entreguemo-lo ao Senhor (NADA DE DISCIPLINA ECLESIÁSTICA. ALGUÉM SUPÕE POR QUÊ? Grifo meu). É minha obrigação ensinar que o homossexualismo é pecado. E o homossexual? Entreguemo-lo a Deus. É minha obrigação afirmar que a mentira é pecado. E o mentiroso? Entreguemo-lo a Deus. Disponível em: http://comuncrista.wordpress.com/

3- A negação da suficiência das Escrituras na velha máxima do Liberalismo: “A bíblia não é a palavra de Deus, mas contém a palavra de Deus”.

O “compromisso” de Martorelli com esse pressuposto liberal é flagrante. Veja o que ele diz:

“Não tenho compromisso com Isaias e vou mais longe: não tenho compromisso nem mesmo com Paulo. Eu sou discípulo de um carpinteiro. Meu compromisso é com Jesus de Nazaré” (MARTORELLI DANTAS).

Quem conhece Martorelli há algum tempo não vai estranhar muito a afirmação acima. Há informações que, ainda professor do SPN, foi encontrado ensinando que Gêneses é mito.

Falando sobre essa postura Liberal face as escrituras, o Drº Augustus Nicodemos Lopes, na mesma entrevista já citada, para “Defesa da fé”, aborda de forma profunda essa questão. Reproduzimos trechos da entervista para que possamos entender o que Martorelli (e os outros liberais) pensa sobre a Bíblia.

“Defesa da Fé – O alemão J. Solomon Semler distinguiu a “Palavra de Deus” da “Escritura”, e esse é um dos princípios que norteiam o liberalismo teológico. O senhor poderia nos esclarecer um pouco mais sobre essa distinção? Profº Nicodemus – Por detrás desta declaração de Semler está a crença de que a Escritura contém erros e contradições, lado a lado com aquelas palavras que provêm de Deus. Desta declaração, percebe-se também os pressupostos racionalistas do Iluminismo quanto à impossibilidade do sobrenatural na história. Partindo desses pressupostos teológicos, os críticos iluministas se engajaram na busca da Palavra de Deus que, supostamente, estava dentro da Escritura, misturada com erros e contradições. Essa busca se tornou o objetivo do método histórico-crítico, que é fazer a separação entre essas duas coisas, por meio da exegese “científica”, e descobrir a Palavra de Deus dentro do cânon da Bíblia. O subjetivismo inerente aos critérios utilizados para reconhecer a Palavra de Deus dentro do cânon fez que os resultados fossem completamente díspares. Até hoje, não existe um consenso do que seria a Palavra de Deus, dentro do cânon, reconhecida e aceita pelos próprios críticos. Defesa da Fé – Quais são as implicações mais prejudiciais dessa diferença para o cristianismo? Profº Nicodemus – O problema que os evangélicos e conservadores sempre tiveram com essa diferenciação e com o método histórico-crítico que surgiu dela é que ambos pressupõem, desde o início, o direito que o crítico tem de emitir juízos sobre as afirmações bíblicas como sendo ou não verdadeiras. Para os críticos liberais, interpretar a Bíblia historicamente significava, quase que por definição, reconhecer que a Bíblia contém contradições. Para eles, qualquer abordagem hermenêutica deixa de ser histórica se não aceitar essas contradições. Em resumo, concordar que a Bíblia não era totalmente confiável se tornou um dos princípios operacionais do liberalismo e de seu “método histórico-crítico”. Tal desconfiança se percebe, por exemplo, nas declarações de Ernest Käsemann, um dos críticos recentes mais proeminentes. Seu desejo é “distanciar-se da superstição incompreensível de que no cânon [bíblico] somente a fé genuína se manifesta”. Para ele, “a Escritura, à qual as pessoas se rendem de maneira não-crítica, não leva somente à multiplicidade de confissões, mas também a uma confusão indistinguível entre fé e superstição”. Essas declarações de Käsemann representam bem o pensamento liberal sobre a Bíblia. Disponível em:
http://www.icp.com.br/86entrevista.asp

J.G. Machem, em seu livro Cristianismo e liberalismo, faz a seguinte afirmação acerca do Liberalismo Teológico. É importante conhecermos esse assunto para, assim, entender os ensinamentos anti-bíblicos de Martorelli:

“O liberalismo representa a fé na humanidade, ao passo que o cristianismo representa a fé em Deus. O primeiro não é sobrenatural, o último é absolutamente sobrenatural. Um é a religião da moralidade pessoal e social, o outro, contudo, é a religião do socorro divino. Enquanto um tropeça sobre a ‘rocha de escândalo’, o outro defende a singularidade de Jesus Cristo. Um é inimigo da doutrina, ao passo que o outro se gloria nas verdades imutáveis que repousam no próprio caráter e autoridade de Deus”. A história tem provado que onde o liberalismo teológico chega a Igreja morre. Disponível em: http://www.cacp.org.br/estudos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=936&menu=7&submenu=4

Em tudo isso que abordamos acima uma coisa fica muito clara: Martorelli escolheu o lado do Liberalismo Teológico para viver e lastrear suas atitudes. Apesar de ter plena convicção de que está, agora, do lado certo, nada pode lhe assegurar isto, uma vez que, pela sua lógica do “terceiro incluído”, também utilizada pelo Liberalismo Teológico, todos podem estar, de alguma forma, certos, uma vez que não existem verdades em si; uma vez que, como o próprio Martorelli afirma, “A interpretação é algo que acontece no intérprete não no texto”. Sendo assim, Martorelli não está, necessariamente, certo. Mas, infelizmente, essa parece ser uma opção sem volta para ele.

O mais grave de tudo, em nossa opinião, é que se o discurso Liberal de Martorelli estiver errado (e tudo leva a crer que está), ele está iludindo muita gente. Muita gente chegará no inferno na esperança de encontrar uma central de arcondicionado plantada por ele, mas só encontrar o rigor do fogo eterno.

Martorelli, juntamente com todos os seus tutores Liberais, promoveram uma verdadeira CLIMATIZAÇÃO DO INFERNO.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PMS PERNAMBUCANOS AFASTADOS POR CAUSA DE BEIJO DE TORCEDORES DO SANTA CRUZ

Uma avalanche de denúncia de "supostos abusos" afasta Policiais Militares por todo o Brasil. Em Goias, em São Paulo, no Rio e em Pernambuco. Sim, digo supostos porque as imagens podem não revelar toda a verdade, uma vez que não apresentam áudio nem maiores informações. Os policias sofrem diversos perigos durante as abordagens e, por vezes, precisam usar a força. Não quero aqui defender que o policial tem carta branca para fazer o que quiser, inclusive espancar as pessoas, ainda que sejam marginais. Absolutamente não. Contudo, vejo com preocupação essa onda de perseguição à polícia. Daqui a pouco os policias vão ter que OFERECER ROSAS (sem espinhos) ao prenderem marginais. Imagina a cena: "Meu querido, você está preso. Por favor permita-me colocar essa linda pulseirinha rosa choque acochoada em suas mãozinhas". Ah, tenha paciência. Você já ficou frente a frente com um marginal? Eles tocam terror; humilham, desdenham, batem e matam.

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco afastou 08 Policiais Militares das ruas por se envolverem num fato inusitado. Obrigaram dois presos a se beijarem na boca. Isso mesmo. O que isso significa? Que nas ruas do Recife temos menos 08 Policiais para o combate ao crime. Claro que eles se excederam "um pouquinho". Deveriam receber um aviso para que tomem cuidado com essas "brincadeiras". Na verdade, sinceramente, não fiquei com peninha desses marginais não. Não foi nada de violento. Houve excesso? Claro, mas nada violento. Esses marginais torturam suas vítimas em todos os sentidos: moral, física e psicologicamente, sempre com uma arma apontada para suas cabeças, numa clara relação de poder e humilhação. Cá pra nós, achei foi pouco! E ainda tem um detalhe que me incentivou a publicar essas imagens: observe na camisa do ladrão beijoqueiro (o da esqueda no vídeo). Não é que o cara é tricolor?!! Torcedor do Santa Cruz. Essa não poderia deixar passar! Vejo o vídeo abaixo:

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"APÓSTOLOS", "PROFETAS", TELEPASTORES E CRENTES MATERIALISTAS DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE. VOCÊS PRECISAM OUVIR ISTO!


Essa postagem é um sincero alerta para os seguidores e admiradores dos "apóstolos" e "telepastores" modernos. Homens que têm comprometido a credibilidade do povo de Deus. Homens que se enquadram, infelizmente, no grave alerta do Apóstolo (verdadeiro) Paulo: "Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa" (Rom 2:24). Gananciosos que fazem comércio da fé alheia (alheia mas não inocente e ingênua, uma vez que apresenta um claro desejo em negociar com Deus coisas materiais). Edir Macedo, Silas Malafaia (esse tem enveredado pelo mesmo caminho, muito embora não seja da mesma raíz podre), Renê Terra Nova, Estevão Hernandes, R.R.Soares, Valdemiro Santiago, Cantores e grupos evangélicos, além de tantos outros "lobos roubadores": voltem ao evangelho enquanto há tempo; se é que um dia foram contados entre os que são de Deus.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF: COMEÇOU A DESCONTINUIDADE DO GOVERNO LULA?

A presidenta da República, Dilma Rousseff, começa a imprimir sua própria cara e estilo no governo. É uma clara transição: de sombra de Lula à proprietária de uma sombra. Nada mais natural! A primeira página do Jornal Diário de Pernambuco de 10/02/2011 é muito emblemática, pois apresenta com clareza sintomática a antítese do modelo Lula de Governar. Enquanto Lula foi o Rei dos concursos e nomeações, Dilma agora suspende peremptoriamente. Não quero questionar se isso está certo ou errado. Parece até que a decisão foi acertada, segundo alguns economistas. Mas a questão é: era esse modelo de governo que os eleitores de Lula (que votaram em Dilma por tabela) queriam? O voto em Dilma não foi, claramente, um voto pela continuação? Ouvi vários colegas, antes da eleição, mencionando exatamente essa questão dos Concursos como um dos principais motivos para votarem em Dilma, que supostamente daria continuidade ao modelo Lula. Será que estão se sentindo traídos? Como diria o Luiz Fernando Veríssimo: "Comecei a esquecer as coisas: Sabe aquele carro? Esquece! Aquela viagem? Esquece! Tudo o que o barbudo presidente prometeu? Esquece!".

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

QUE REINO DE DEUS QUE NADA!

Até que ponto somos realmente comprometidos com Deus e com seu Reino? Nosso discurso, muitas vezes, destoa completamente de nossa pratica. Repetimos, constantemente, um para o outro: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Essa é a missão; esse é nosso dever, dizemos. Mas, é isso que acontece?

Estamos tão envolvidos com as coisas deste mundo que esquecemos o que Paulo disse: “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (II TM 2:4). Não, Paulo não está falando de largar tudo. Não é o caso aqui. Mas ele está ensinando, de forma inspirada, que tudo que fizermos precisa ter como objetivo maior a glória de Deus. Veja o que ele mesmo afirma em outro texto: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I COR 10:31). É assim que funciona? Vejamos: quais são seus planos? Seus sonhos para o futuro? Se você for bem honesto vai perceber que eles nada têm a ver com Deus e com seu Reino, não é verdade? Deixa eu "advinhar" alguns deles: carro novo, casa, bom emprego, aumentar o comércio, um bom casamento, etc, etc, e nada de Deus; nada de seu Reino. Nenhum problema com esses sonhos, desde que sejam almejados visando - essencialmente - a glória de Deus. Mas não é esse o objetivo, não é verdade?

Acho muito engraçado quando as igrejas falam da necessidade de evangelismo e até de envio de missionários. Acreditem: o discurso bonito não é por causa de Deus e do seu Reino. Antes, pelo contrario, é para levar bem alto e longe a bandeira de suas denominações. Relatórios pomposos: isso é o que realmente importa.

Em certo sentido, não deveríamos ter nenhum compromisso com a conversão dos pecadores, apenas com a pregação da palavra. A conversão é trabalho e preocupação do Soberano Espírito Santo. Ao invés disso, vemos verdadeiras bajulações para com o pecador. Claro, ela precisa existir; afinal queremos abarrotar nossas igrejas de “cifrões em potencia”. Estamos num franco processo de “fareseamento” de nossas igrejas: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!” (Mateus 23:15).

Há aquelas até que saem aos domingos à tarde entregando literatura bíblica - como se isso fosse evangelizar! Apesar de tudo, esse é um trabalho que poucos se dispõem a fazer - ou sua igreja é de outro planeta? Esses poucos vivem num verdadeiro “pedestal” criticando os outros que não fazem o mesmo. Interessante que esses irmãos convivem todos os dias com pessoas que ainda não conhecem a Cristo, mas não lhes anunciam o evangelho. Só o fazem em “campanhas de evangelização”, quando comissionados pelas igrejas. Isso também é sintomático. Não saem por Deus e por seu Reino e sim para serem vistos e considerados como “crentes melhores”. Quanta diferença da evangelização dos cristãos dos primeiros séculos, quando o anúncio do evangelho se dava de forma natural e espontânea, sem “forçar a barra”; ou seja, onde estava um servo de Deus, ali estava sua igreja pronta a pregar o genuíno evangelho, em toda e qualquer situação: “Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8:4).

Essas literaturas – apenas entregues – para nada servem aos que estão “mortos em seus delitos e pecados”. É necessário a “pregação” do evangelho para que as pessoas vivam novamente. O “morto espiritual” vai ler e não vai entender nada, porque essas letras “se discernem espiritualmente”. Lembram do Eunuco? Até ouvir a pregação do evangelho, por Felipe, lia as Escrituras e nada entendia. Estava morto, espiritualmente falando. “Peço-te que me expliques” (Atos 8:34), diz ele. Seus olhos não podiam enxergar a mensagem espiritual ali contida. Apenas pela pregação os olhos espirituais podem ser despertados: “aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação” (I Cor 1:21). Contudo, não queremos mais pregar somente por causa da mensagem. Queremos resultados!

Já se foi o tempo em que depois de uma pregação se dizia: “procure uma igreja evangélica mais próxima de sua casa”. Muito embora entenda a razão de ser muito complicado dizer isso hoje em dia, visto que há uma serie de “templos pagãos” que assim se auto-denominam, a exemplo da igreja universal e da igreja mundial do poder de Deus, penso que isso é também um sintoma. Sintoma que estamos mais comprometidos com nossas denominações que com Deus e seu Reino. Só pregamos nos limites de nossa igreja. Ou já viu alguma mobilização para ajudar na evangelização em favor de outra denominação? Afinal, não devemos trabalhar para beneficiar as outras igrejas e sim apenas a nossa! Há bairros que já estão saturados de “igrejas evangélicas”, mas sempre há espaço pra mais uma; e assim tem sido. Pregamos para encher nossas igrejas e não por causa da mensagem do evangelho. Uma verdadeira concorrência gospel, onde ganha quem tem uma melhor assessoria de marketing, um melhor isso, um melhor aquilo. Há ruas onde podemos contar quatro igrejas diferentes. Sim, em uma mesma rua: Batista, Presbiteriana, Assembléia de Deus e a vergonha do evangelho: Universal. Das duas uma: ou assumimos de vez que a única igreja certa é a nossa ou então devemos procurar outro lugar para abrir uma nova “agencia do céu”, uma vez que, supostamente, as pessoas que moram nas imediações já estão sendo contempladas com a mensagem do evangelho, sob pena de estarmos perdendo tempo precioso que deveria ser investido em uma localidade ainda não alcançada. Mas quem liga pra isso, não é verdade? Mas importante que anunciar o evangelho é ver a “bandeira” de nossa denominação tremulando, marcando território.

Esse é apenas um aspecto que denuncia nossa falta de compromisso com Deus e com seu Reino. Poderíamos falar de muitas outras coisas. Há pessoas, por exemplo, que estão na igreja para serem agradadas, e, por isso, se auto-pastoreiam. Pessoas que querem e promovem verdadeiros “shows” na hora do louvor. Aliás, cantor e grupo evangélico com “fã clube” é uma verdadeira piada. Tá todo mundo “doidinho de atirar pedra”. Tudo de "cabeça pra baixo". Esse é um dos maiores sintomas da patologia da igreja na pós-modernidade. Pastores que não trabalham na mesma proporção de suas altas côngruas; não visitam as ovelhas, que vivem abandonadas e precisam procurar seu próprio pasto se quiserem comer. Muitos deles sequer concordam com o que sua própria igreja ensina, mas apesar disso não a deixam. Claro que é pelo dinheiro. Enquanto isso, continuamos “tapar o sol com a peneira”.

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