terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A MANJEDOURA OCUPADA É HUMILHAÇÃO, O TÚMULO VAZIO É EXALTAÇÃO


Temos base bíblica para proibir a comemoração do Natal? Temos base bíblica para comemorar o Natal? A questão não é tão simples quanto gostaríamos.

Como "um pricípio geral", aparentemente, temos base escriturística para tal comemoração; afinal, o nascimento de Cristo, inegavelmente, foi celebrado na Bíblia. No evangelho de Lucas 2: 1-29, lemos: "Eis aqui vos trago BOAS NOVAS de GRANDE ALEGRIA [...] é que hoje vos nasceu o salvador" [...]. E, subtamente apareceu milícia celestial LOUVANDO a Deus" (pelo nascimento?). O nascimento de Cristo foi motivo de alegria. Levaram-no presentes. Também não podemos negar, está registrado: "Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra" (MAteus 2:1-10).

A grande questão é: esses "registros Escriturísticos", que não são positivamente ordem de obediência nem mandamento, são suficientes para justificar a celebração do Natal?

Há um crescente movimento que visa PROIBIR a comemoração do Natal em algumas igrejas evangélicas, inclusive na Igreja Presbiteriana, sob o argumento de ser o Natal uma festa de origem eminentemente pagã, adaptada pelo Cristianismo medieval (Catolicismo Romano). Para saber mais sobre essa postura, você pode ler vários artigos no seguinte link: http://www.eleitosdedeus.org/categorias/natal.html#axzz18rZ3PkD6

Recentemente (2009) a IPB manifestou-se contrária a esse movimento. Portanto, deixamos claro que nenhuma tentativa de PROIBIR a comemoração do Natal, nas Igrejas Presbiterianas, pode ser considerada legítima. O que não significa dizer, necessariamente, que a IPB tenha, nesse momento, tomado a postura mais adequada face as Escrituras. Essa é uma questão que ainda, possivelmente, será reanalisada. Contudo, qualquer manifestação contrária ao posicionamento atual e oficial da IPB deverá ser feito pelos meios legais, via Concílios. Podendo, inclusive, ser considerado em falta (pecado da rebeldia) qualquer membro, pastor ou oficial que imponha qualquer PROIBIÇÃO de comemoração do Natal, assumindo, dessa forma, postura isolada, voluntária e rebelde, à revelia dos Concílios da igreja.

Vamos refletir criticamente sobre essa questão. Em linhas gerais, para que uma prática religiosa seja VALIDADA, necessário se faz existir pelo menos um preceito positivo ordenando sua execução. Para que seja INVALIDADA basta, tão somente, verificar-se a ausência de um mandamento ou preceito positivo que a justifique.

Temos a ausência de base bíblica (preceito positivo) para afirmar, categoricamente, como muitos têm feito: "não devemos comemorar o Natal"? Quando dizemos base bíblica, obviamente, nos referimos aos aspéctos confessionais. Porque, nesse sentido, nossa opinião/interpretação pessoal (tanto de quem gosta do natal como de quem não gosta) não faz muita diferença.

Levantaremos uma questão a seguir que poderá trazer alguma luz confessional sobre esse debate acerca do Natal:

O catecismo maior de Westminster (entre as perguntas 46 a 54) tratando respectivamente sobre o ESTADO DE HUMILHAÇÃO e de EXALTAÇÃO de Cristo, nos dá uma possibilidade de caminho a seguir.

Vejamos: pergunta 46: "Qual foi o estado de humilhação de Cristo? Resposta: Foi aquela baixa condição, na qual, [...] Ele tomou a forma de servo em sua CONCEPÇÃO E NASCIMENTO [...]".

Notem: o nascimento de Cristo representa a HUMILHAÇÃO DE DEUS. Sim, Deus foi, verdadeiramente, HUMILHADO. Isso é para ser comemorado mesmo? Ao comemorarmos isso não estaríamos, antes, zombando de Deus? Expondo-o ao ridículo? Escarnecendo de um Ser que, naquele momento, nasce, inclusive, em situação de extrema calamidade, junto de animais? Obviamente que esse quadro só ocorreu por decisão Soberana Dele, mas isso não diminui sua "vergonha". Exaltar o nascimento de Cristo, não seria querer diminuir a glória de Deus? Perpetuar um momento que "é" para ser esquecido - o momento da HUMILHAÇÃO DE DEUS? Ora, Humilhação é contra a própria natureza de Deus, que tem, infinitamente, mais a ver com EXALTAÇÃO.

Veja agora o que diz a pergunta e resposta de nº 47: "Como se HUMILHOU Cristo na sua concepção e nascimento? Resposta: Cristo humilhou-se na sua CONCEPÇÃO E NASCIMENTO (dá pra acreditar que festejamos esse momento?) em ser, desde toda a eternidade, o Filho de Deus no seio do Pai, quem aprouve, no seu tempo, tornar-se Filho do homem, nascendo de uma mulher de humilde posição com diversas circunstâncias de HUMILHAÇÃO FORA DO COMUM".

Comemorar o Natal não seria, em última análise, uma tentativa de HUMILHAR (contrário de exaltar) a Deus novamente?

Ao lado disso, se não devemos comemorar o Natal (sendo essa a conclusão correta), o que comemorar então? A resposta seria bem simples: O mesmo que comemoramos na CELEBRAÇÃO DA CEIA, isto é, o estado de EXALTAÇÃO de Deus.

Veja o que diz a pergunta de nº 51: Qual é o estado de EXALTAÇÃO de Cristo? Resposta: O estado de exaltação de Cristo compreende a sua RESSURREIÇÃO, ascenção e o estar assentado à destra do pai e a sua segunda vinda para julgar o mundo".

Notem: a aproximação de Deus com o homem (no sentido de tornar-se um de nós) é um estado de HUMILHAÇÃO. A aproximação de Cristo com Seu próprio Trono de Glória, perfazendo o caminho contrário ao de Filipenses 2:6-8, é um estado de EXALTAÇÃO.

Não seria mais prudente EXALTAR o que é para ser EXALTADO: A ressurreição de Cristo, sua ascenção, o fato de estar Ele à destra de Deus e sua volta com PODER e MUITA GLÓRIA?

Em contrapartida, não deveríamos esquecer o dia da HUMILHAÇÃO de Deus (tudo indica que essa tenha sido a postura adotada pelo Apóstolos, que não comemoraram, em nenhum momento, o nascimento de Cristo), sob pena de estarmos RIDICULARIZANDO o ser que deve ser EXALTADO, mas que decidiu, uma única vez, querer experimentar, por nós, a HUMILHAÇÃO?

MANJEDOURA OU CRUZ? UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE O NATAL

Deus, às vezes, nos ensina que nas contradições estão presentes os preceitos mais importantes da vida: quem quiser ser o maior, que seja o menor; quem quiser ser exaltado, será humilhado. Isso é um violento golpe contra nossa lógica da auto-suficiência.

Também neste período, chamado natalino, outra contradição, talvez a mais importante delas, nos surpreende. Enquanto todos comemoram o Nascimento de Cristo, Ele nos manda olhar para cruz; para sua morte: “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós (Lucas 22:19-20)”.

É de lá, da Cruz, e somente de lá, que vem a salvação; não da manjedoura, não de nenhum outro lugar: “Por suas chagas, fostes sarados” (I Pedro 2:24) e ainda: “Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53.5).

Castigo que traz paz; pisaduras que saram; benditas contradições! A Manjedoura tão somente aponta para a CRUZ de Cristo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

ÉTICA PROFISSIONAL NÃO EXISTE

O que é Ética? Responder a essa pergunta é fundamental para entender sua aplicabilidade e importância no mundo dos negócios. Parafraseando nosso Presidente diríamos que “nunca na história desse país” se ouviu falar tanto em “Ética Profissional”. Mas, será mesmo que existe essa “ética particularizada” da atividade profissional? Uma espécie de “Ética específica” para cada profissão específica? Certamente que sim, muitos dirão; afinal, cada profissão tem seu próprio “Código de Ética Profissional”. Código de Ética? Não seria mais adequado chamar de código Moral ou ainda de Código de Conduta Moral da Profissão? Para responder a essas e outras questões vamos dar uma breve olhada no conceito de Ética e Moral, campo em que há muita confusão. Em seguida veremos qual a terminologia mais adequada.

DEFININDO ÉTICA

Do grego Ethos (com o som de “É”, aberto) significa, originalmente, morada, habitat dos seres vivos; lugar onde ele se sente acolhido e abrigado. A morada vista metaforicamente indica que a partir do Ethos, o espaço do mundo torna-se “habitável” para o homem, denotando ao atendimento de suas NECESSIDADES ELEMENTARES. Ou seja, aquelas necessidades que são iguais para todos (sem exceção), não importando a localização geográfica e nem mesmo a etnia. A necessidade de sobrevivência, por exemplo, é uma necessidade elementar de todo ser humano, sem exceção.

A Ética não se preocupa com questões circunstanciais; a Ética é universal, no sentido de ser ÚNICA e A MESMA para todos, em qualquer parte do planeta. Isso só é possível porque ela trabalha “apenas” com elementos que sejam comuns a todos os homens. Por ser universal é também invariante (não muda de lugar para lugar, nem de época para época). É crítica, por ser essencialmente ramo ou objeto de estudo da filosofia (outras áreas de conhecimento, a exemplo da psicologia, antropologia, sociologia etc, na tentativa de definir a Ética, a partir de seus próprios pressupostos, estarão incorrendo em grave risco de não defini-la corretamente).

A ética não estabelece normas, antes, pelo contrário, já se depara com ela, cabendo-lhe o papel de criticá-la para validar ou não seus fundamentos, recomendando, inclusive, o não cumprimento caso seu fundamento seja, de alguma forma, prejudicial a alguma necessidade elementar do ser humano. É essencialmente especulativa e não pode ser engessada em uma lei, norma ou código. Ela precisa, à semelhança da filosofia, estar livre para questionar, criticar, propor cumprir, propor não cumprir, dependendo da situação. Por exemplo: sabemos que a “tortura” é errada em qualquer parte do planeta, pois atenta contra a necessidade elementar de integridade física do homem (que é a mesma em qualquer parte do planeta). Matar inocentes também é igualmente errado. Considerando isso, poderíamos então criar “a lei da ética”? A “norma da Ética”? Ou ainda o “código de Ética”? Algo do tipo “é errado torturar e é errado matar inocentes”? A resposta é não. Há determinadas situações em que a ética vai dizer: “torture e mate inocentes”.

O filme “ameaça terrorista”, estrelado por Samuel L. Jackson, nos ajudará a entender melhor essa questão. Um perigoso terrorista arma quatro bombas nucleares em importantes cidades dos EUA. Apesar de preso, ele não dá as coordenadas dos explosivos. É aí que entra em cena o investigador H (Samuel L. Jackson). Para obter essas informações ele tortura o terrorista, sem sucesso. Em seguida mata a sua esposa diante de seus olhos. Como ainda se nega a contar a localização das bombas, o investigador “H” manda trazer seus dois filhos e ameaça matá-los. O terrorista resolve confessar a localização de três das quatro bombas. Sabedor da existência da quarta bomba, o investigador “H” prossegue com sua idéia de matar os filhos do terrorista. Sua chefe, porém, não permite que ele continue. O filme termina supondo que a quarta bomba explodiu dizimando a cidade de New York. Agora responda: quem estava agindo de acordo com a Ética? O torturador e assassino da mulher inocente ou a sua chefe que não permitiu matar os filhos do terrorista? Nesse caso, o torturador e assassino da mulher inocente estava sendo Ético, porque ele estava visando “defender o preceito basilar da vida de milhares de pessoas”; ele estava, em última análise, tentando “proteger a vida”, ainda que tenha utilizado recursos que, normalmente, a Ética abominaria. Nesse caso, porém, foi para um bem maior. Logo, diria a Ética: “pode torturar, pode matar inocentes”. Perceba que o valor de milhares de vidas deverá se sobrepor ao valor de duas ou três vidas, por mais cruel que possa parecer. Essa análise não seria possível com a Ética engessada em uma lei, porque é Moral cumprir a Lei (sempre) é Ético questioná-la e não cumpri-la, se seu fundamento não beneficiar as necessidades elementares dos seres humanos.

DEFININDO MORAL

Palavra grega Ethos (pronunciada com um som de “Ê”), pode ser traduzida por costume. Serviu de base para a tradução latina “morales”, de onde deriva nossa palavra Moral. Referindo-se aos costumes dos povos, conjunto de hábitos, de regras, normas, leis que regulam a conduta de um povo, nas diversas épocas, é mais abrangente, divergente e variante de cultura para cultura e de época para época. É correto afirmar que tudo que diga respeito a Leis, Códigos e Normas está diretamente ligado à moral e não à Ética.

DEFININDO A NOMECLATURA ADEQUADA PARA OS CÓDIGOS PROFISSIONAIS

Como vimos, por força conceitual, é equivocado utilizar-se da terminologia “Código de Ética da profissão A ou B” para os manuais de condutas das diversas profissões, uma vez que tratam de NORMAS, de LEIS, de CÓDIGOS fixos. Isso os ligam diretamente, por força conceitual, repetimos, à MORAL e não à ÉTICA.

A utilização equivocada dessa terminologia tem provocado a ilusão de que uma PESSOA NÃO ÉTICA, ao exercer uma atividade profissional, poderá se transformar em um PROFISSIONAL ÉTICO. Não pode. Ela pode até ser uma pessoa que segue fielmente a MORAL (lei, normas, códigos) de sua profissão, mas daí a dizer que é uma pessoa Ética é outra história. Uma pessoa pode ser Moral e “não Ética” ao mesmo tempo? Pode sim. Podemos citar o caso do infanticídio das tribos brasileiras. A MORAL (leis, normas) dessas tribos exige que se matem todas as crianças que nascem com algum tipo de problema físico. O índio que pratica o infanticídio está sendo MORAL, porque está cumprindo as normas de condutas estabelecidas pela sua sociedade, mas não está sendo ÉTICO porque está atentando contra uma necessidade elementar do ser humano: o direito à vida. Caso ele não pratique o infanticídio a situação se reverte. Ele passa a ser ÉTICO e I-MORAL (por estar descumprindo as normas, leis, a moral de sua sociedade), ao mesmo tempo.

E se o código da profissão estiver em sintonia com os preceitos Éticos? Geralmente estão. Contudo, como esses preceitos estão engessados e se transformaram em leis, em normas, em códigos, que por definição não podem ser questionados, criticados e não cumpridos, tornam-se, imediatamente em MORAL, passivos, inclusive, de novos questionamentos pela ÉTICA, dependendo da situação.

Isso quer dizer que o “profissional” não pode ser Ético? Exatamente isso! Pelo menos em certo sentido. Não existe uma profissão capaz de tornar alguém que não é Ético em Ético. Não existe “ÉTICA COMERCIAL” ou “ÉTICA PROFISSIONAL”. A Ética não pode ser PARTICULARIZADA, pois ela é ÚNICA E UNIVERSAL. Também, como já dissemos, não pode ser transformada em códigos fixos. Portanto, não devemos falar de “ÉTICA PROFISSIONAL” ou mesmo de um “PROFISSIONAL ÉTICO”, e, sim, de UMA PESSOA ÉTICA QUE ESTÁ EXERCENDO UMA ATIVIDADE PROFISSIONAL.

Uma pessoa que é Ética será Ética em sua igreja, em sua comunidade, em seu clube e também na atividade profissional que está exercendo. Por ser uma pessoa Ética, seus preceitos serão, naturalmente, também estendidos à organização em que está gestando ou trabalhando. Portanto, quando se fala, equivocadamente, em “CÓDIGO DE ÉTICA” de uma determinada profissão, na verdade está se falando de “CÓDIGO DE MORAL” (leis, normas) e não de ÉTICA (filosofia, questionamento, crítica, especulação), do que se concluí que o correto seria chamar esses manuais de cada profissão de CÓDIGO DE CONDUTA MORAL DA PROFISSÃO.

O vídeo “Os seis pilares da Ética”, além de muitas outras abordagens importantes também trata do que acabamos de tratar acima. Não deixe de assistir.

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PESSOA ÉTICA X PESSOA NÃO ÉTICA: O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE PROFISSIONAL

Um exemplo clássico desse binômio PESSOA ÉTICA X PESSOA NÃO ÉTICA, dentro do contexto de ORGANIZAÇÃO EMPRESARIAL é o famoso filme “O diabo veste Prada”. De forma brilhante o filme apresenta dois “estilos” de vida completamente distintos, trabalhando lado a lado: uma “PESSOA ÉTICA” (Andrea Sachs, personagem de Anne Hathaway) e uma “PESSOA NÃO ÉTICA” (Miranda Priestly, personagem de Meryl Streep). O filme é rico em detalhes cujo objetivo é pontuar a diferença entre essas duas formas de viver. Na cena abaixo (figura 1) repetida em vários momentos do filme, Miranda joga, desrespeitosamente, seu casaco em cima de sua “empregada”. O filme intenta demonstrar como as “atitudes naturais” de uma pessoa “NÃO ÉTICA” são estendidas também ao ambiente de trabalho, influenciando, inclusive, a forma de gestão de uma organização, sendo esta apenas um reflexo natural, um prolongamento da vida de uma pessoa “NÃO ÉTICA”. Humilhação, traição, tortura psicológica e muitas outras atitudes são facilmente percebidas na “vida normal” dessa personagem. Ou seja, seu estilo “natural de vida”, sua opção pela FALTA DE ÉTICA, ou ainda de quebra desses preceitos é reproduzido em todas as situações de sua vida (inclusive familiar e de relacionamentos sociais) e não poderia ser diferente na ATIVIDADE PROFISSIONAL

Diferentemente de Miranda, Andrea Sachs (figura 2), com pequenas atitudes de respeito e solidariedade aos outros, representa a pessoa ÉTICA da história. O filme também intenta demonstrar que, igualmente, as “atitudes naturais” de uma pessoa “ÉTICA” são estendidas ao ambiente de trabalho, influenciando, inclusive, a forma de gestão e de trato com os colegas de trabalho, sendo esse estilo de relacionamento apenas um reflexo natural, um prolongamento da vida de uma pessoa “ÉTICA”.

MERCADO DE TRABALHO PARA PESSOAS ÉTICAS

É bem verdade que posturas Éticas nem sempre garantirão a certeza de bons negócios ou ainda de bons lucros, pelo menos a curto prazo. Uma das maiores dificuldades que as pessoas ÉTICAS enfrentarão no mundo empresarial é, certamente, a concorrência desleal. Como se tornar competitivo no mercado se seus concorrentes sempre jogam sujo? Se seus concorrentes sempre burlam licitações e se utilizam de todos os meios ilícitos para fechar uma venda e aumentar seus lucros? Jogar com as mesmas armas? Essa opção, certamente, não é compatível com uma pessoa que pauta sua vida sob os preceitos Éticos. Devemos lembrar sempre da metáfora empregada no vídeo acima “Os seis pilares da Ética”: O PROBLEMA DA CORRIDA DE RATOS É QUE MESMO O QUE VENCE CONTINUA SENDO UM RATO.

Não é correto afirmar que “só se dá bem” no mundo dos negócios as pessoas que são desonestas e que quebram todos os preceitos da Ética e da Moral. Cada vez mais o mercado está interessado por pessoas que cultivem em suas vidas esses valores. Até mesmo o conceito de “competência” tem sido mudado em virtude dos valores Éticos. Não é mais considerado competente o indivíduo que apenas possui CONHECIMENTO, HABILIDADE e ATITUDE. Esses itens não são mais suficientes para classificar um profissional como competente. O mercado requer também, para considerar o profissional competente, que ele tenha VALORES e que também tenha uma boa atitude e preocupação com o ENTORNO, como é apresentado na reportagem da Revista Você SA, abaixo:

“Já diziam, enfáticos, nossos avós: “Quem não tem competência não se estabelece!”. Esse assunto ganhou status de método a partir dos estudos de David McClelland nos anos 70, e nas organizações adotou-se universalmente a fórmula do CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude), ou, como preferem alguns, Saber, Poder e Querer. Considerando que essa equação é um produto, se um dos três for nulo, o resultado final será competência zero. Mas o tempo passa e os conceitos vão sendo aprimorados. Na competência deste século, o CHA vira CHAVE. E a chave da competência ampliada é o acréscimo de duas letras, dois conceitos e duas preocupações. O “V” representa Valores. Em uma sociedade que se diz digna, preocupada com o social e responsável com o futuro, não temos como não incluir uma lista de valores na análise da qualidade dos resultados alcançados. De que adianta produzir sem sustentabilidade, competir sem ética e conquistar sem moral? Assim como atualmente dizemos que só será líder aquele que liderar para o bem e só será competente aquele que produzir sem ferir a ética, o interesse de todos. Um profissional competente sem valores deixa de ser competente. E o “E” da CHAVE significa Entorno, o ambiente onde a competência encontra as condições para ser exercida. Esse é o único elemento que está mais fora do que dentro do indivíduo. O cirurgião não opera sem o centro cirúrgico, sem a anestesia e o bisturi. O executivo precisa da estratégia, dos recursos, da equipe. Eis a grande responsabilidade das organizações: formar pessoas competentes e fornecer-lhes o cenário para que atuem. Essa visão ampliada de competência coloca ordem na casa do mundo moderno e abre espaço para a construção de um futuro em que os resultados não serão obtidos a qualquer custo. Só assim poderemos dizer aos nossos netos: “Quem não tem competência não se enobrece!”. De que adianta competir sem ética? Conforme: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/nova-competencia-497465.shtml.

A revista Você AS, de julho de 2000, ainda tratando do mesmo tema acima, demonstra como a falta de Ética pode ser prejudicial à empresa e ao próprio profissional, frente ao mercado; uma prova evidente de como os preceitos éticos ganham cada vez mais importância no mundo corporativo:

Não podemos ser inocentes e pensar que empresas são apenas entidades jurídicas. Empresas são formadas por pessoas e só existem por causa delas. Por trás de qualquer decisão, de qualquer erro ou imprudência estão seres de carne e osso. Por isso, quando falamos de empresa ética, estamos falando de pessoas éticas. [...]. Não são apenas funcionários e consumidores que recriminam políticas antiéticas nas empresas. Os investidores também costumam fugir delas. Pegam seu dinheiro e aplicam em outro lugar. Um exemplo disso é o episódio vivido recentemente pela Telefónica, a espanhola que comprou a Telesp, em São Paulo. Suas ações, na Espanha, caíram 5,5% em um dia, após denúncias de que seu presidente mundial, Juan Villalonga, teria usado informações privilegiadas em benefício próprio. Disponível em: http://www.centroatl.pt/edigest/edicoes2000/ed_set/ed71cef-vidap1.html.

Veja abaixo os dois vídeos do programa O Aprendiz 4, de Roberto Justos, que trata exatamente sobre a necessidade de PESSOAS ÉTICAS no mercado de trabalho. O apresentador do programa deixa clara como as empresas líderes do mercado tratam esse assunto:

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Continuação:

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Lembre-se: Sua atitude gerará, necessariamente, consequências. É sobre isso que trata o vídeo abaixo. Não deixe de assistir:

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A GUERRA NO RIO E O MAGISTRADO CIVIL: A HISTÓRIA PODERIA TER SIDO DIFERENTE

Desde o dia 25/11/2010 o Rio de Janeiro vive aquela que está sendo considerada "a batalha final". A maior operação policial da história do Estado. Centenas de policiais civis, militares (inclusive do famoso BOPE) e Federais invadiram a Vila Cruzeiro e o complexo do Alemão, dois dos principal redutos do tráfico de drogas. A operação contou ainda com o apoio de blindados da Marinha, fuzileiros navais, homens e viaturas do Exército e helicopteros da aeronáutica.

Essa mega operação produziu cenas, infelizmente reais, que poderiam facilmente dar continuidade à excelente série Tropa de Elite. Uma frase, porém, em meio às imagens quase cinematográficas, resumiu e diagnosticou o verdadeiro problema do Rio de Janeiro:

"A Vila Cruzeiro hoje pertence ao estado". A frase foi dita pelo subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, delegado Rodrigo Oliveira, quando descia da favela cerca de uma hora depois que policiais chegaram ao topo do morro, no início da noite desta quinta-feira (25).

Essa frase é emblemática. Um tácito reconhecimento da existência de um "Estado paralelo" no Rio de Janeiro. Foram décadas de descaso e completo abandono por parte daqueles que deveriam promover a justiça, a igualdade e a paz social. Enquanto o Estado era completamente omisso, o povo da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão precisava criar meios, por conta própria, de sobreviver. Enquanto o Estado dava as costas para essas comunidades, suas crianças cresciam, observavam e sentiam o que significa ser órfão de Estado e, consequentemente, de pais (muitos mortos por culpa dessa nefasta omissão). Essas crianças cresceram e encontraram no tráfico de drogas uma maneira de dizer que não aceitavam mais, de forma passiva, a "sociedade anárquica" a que sempre foram submetidas, sem outra alternativa, implantando, assim, suas próprias leis, seu próprio "Estado Paralelo".

O filme Tropa de Elite 2 foi muito feliz ao abordar o tema da violênica no Rio, demonstrando com sobriedade como funciona o esquema de retro-alimentação do crime organizado. Na verdade, os criminosos não são tão "organizados" assim como se pensa. Isso ficou claro na ofensiva das forças policiais do Rio. A pouca organização que dispõem é fornecida pela própria máquina do Estado, que tem muitas engrenagens corrompidas. Veja um trecho do filme em que o protagonista, agora Coronel Nascimento, denuncia a corrupção do Estado como principal causa do caos que se instalou no Rio de Janeiro:

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Melhor previnir que remediar, já dizia o ditado. Por não ter feito seu papel de Estado e por ter abandonado essas comunidades, a força bélica empreendida nessa mega operação foi o único recurso cabível na "retomada" desses territórios para o "Estado" e não duvidem: isso ocorreu por motivos espúrios. Não estou dizendo que os policiais não são os heróis e libertadores da população. Lutaram com bravura. Mas, assim como o povo daquela região, também estão sendo usados. Tudo poderia ter sido diferente. Bastava o mínimo: escolas, saúde, saneamento, dignidade, presença do Estado. Aquelas crianças ou pelo menos a maioria delas, certamente, não teriam se tornado, numa desesperada tentativa de sobreviver, nos mais perigosos traficantes do Brasil. O que acabamos de afirmar não é nenhum exagero. A imagem acima, capa da Revista Veja de 1981, testemunha em nosso favor. Trinta anos se passaram e a inércia do Estado permaneceu a mesma. Alguém quer arriscar os motivos que resultaram no fim dessa quietude absurda?

A Confissão de Fé de Westminster, importante documento cristão do século XVII, em seu capítulo "Do Magistrado Civil" ressalta a importância do Estado, que deve agir como ministro de Deus:

"I-Deus, o Senhor e Rei de todo o mundo para a sua própria glória e para o bem do público, constituiu sobre o povo magistrados civis, a Ele sujeitos, e para este fim os armou com o poder da espada para defesa e incentivo dos bons e castigo dos malfeitores. III- Os magistrados civis [...], como pais solícitos têm o dever de proteger a pessoa".

O grande reformador João Calvino, falando sobre a grande responsabilidade dos que governam, em suas Institutas Livro IV, capítulo 20 e seção 4, afirma que "Se eles cometem qualquer pecado, isso não é apenas um mal realizado contra pessoas que estão sendo perversamente atormentadas por eles, mas representa, igualmente, um insulto contra o próprio Deus, de quem profanam o sagrado tribunal. Por outro lado, eles possuem uma admirável fonte de conforto quando refletem que não estão meramente envolvidos em ocupações profanas, indignas de um servo de Deus, mas ocupam um ofício por demais sagrado, porque são embaixadores de Deus".

Quando o "Magistrado Civil", representantes legais do Estado, se corrompe, o povo sofre. Roguemos a Deus, conforme nos orienta a CFW, seção IV: "É dever do povo orar pelos magistrados", para que nossos governantes não mais dêem as costas para a população em troca de dinheiro sujo, para que este lamentável filme não se repita.

Por enquanto, não devemos nos iludir com essa mega operação no Rio. Ela não foi deflagrada em defesa daqueles que viviam como reféns do trafico, dos mais carentes, nem mesmo das pessoas que moram na Vila Cruzeiro e no complexo do Alemão, como querem que acreditemos. Tudo isso é por causa dos muitos dólares que serão trazidos pela Copa do Mundo de Futebol e pela Olimpíada. Mais uma vez o Estado está a serviço dos mais abastardos, que por aqui pisarão em 2014 e 2016. Aos pobres, que não terão direito de frequentar esses eventos resta, orgulhosamente, fartar-se com "as migalhas que caem da mesa dos ricos", como sempre foi.

domingo, 14 de novembro de 2010

SOU A FAVOR DA PIRATARIA: uma breve análise dos problemas Éticos e Morais envolvidos


Outro dia um amigo blogueiro publicou um post afirmando que Pirataria é pecado por ser uma flagrante quebra do 8º mandamento (Não roubarás).

Penso que devemos refletir seriamente sobre isso. Se ele estiver certo, muitos cristãos precisarão acrescentar pirataria em sua já extensa lista de pecados. Se ele estiver certo, os líderes cristãos deverão, impreterivelmente, disciplinar todo “crente” que tiver CD ou DVD pirata, sob pena de omissão de dever. Teremos muito trabalho. É uma verdadeira legião de “crentes com perna de pau e olho de vidro”. Quem não tiver um CD gospel ou um filme pirata em casa que atire a primeira pedra!

Antes de entrarmos realmente no assunto, não deixe de assistir o vídeo abaixo:


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Já ouvi de um amigo pastor que “um cristão ter CD e DVD pirata é inadmissível”. Eu, por exemplo, dizia ele com ar de piedade: “só compro CD's e DVD's originais”. Fiquei pensando: Será que os membros da igreja dele têm esse mesmo poder de compra? Caso não tenham, devem ficar sem música e sem filme? Será que ele emprestaria seus CD’s e DVD’s, originais, aos membros de sua igreja? Será que a licença do Windows do computador dele é original?

Estamos diante de um problema Ético? Ou seria o problema (se é que é problema) de ordem Moral? Quando você compra um CD ou DVD pirata está sendo “anti-ético” ou uma pessoal “i-moral”? Responder a essas perguntas é muito importante para o entendimento desse caso.

A Ética é a parte da filosofia que supervisiona a Moral. Tem caráter Universal, o que significa dizer que não se preocupa com as questões circunstanciais e variáveis da vida, mas apenas com as necessidades elementares dos seres humanos. Por ser essencialmente filosofia é especulativa e crítica. A Ética não estabelece norma, antes, já se depara com ela, estabelecida na e pela sociedade, cabendo-lhe julgar a validade dessas normas que são, em última análise, práticas culturais. Já a Moral é normativa, é lei, é norma, é código de conduta, circunstancial e "variável", de cultura para cultura e mesmo dentro da mesma cultura de “tempo para tempo”.

Portanto, por força conceitual, quando tratamos da Pirataria estamos diante de um tema relacionado à “Moral” e não à “Ética”. Ou seja, estamos falando de normas de condutas, de leis "variantes", por não terem caráter elementar nem validade univesal. Não precisaremos de muito esforço para lembrar que as leis existem para organizar sociedade. Mudando a sociedade, necessariamente deverá haver, também, mudança das leis. Essa idéia óbvia está presente até na Bíblia: “Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei” (Hebreus 7:12).

Nesse sentido, concordo em número, gênero e grau com Alexandre Matias, que é jornalista, editor do Link, caderno sobre tecnologia e cultura digital, que circula às segundas-feiras no Estadão. Matias também tem um blog pelo jornal e outro pessoal, o Trabalho Sujo. Ele acompanha de perto o dia a dia das transformações tecnológicas e seus impactos em diversos meios (entre eles, na indústria cultural). Veja o que ele diz sobre a Pirataria:

“Pela legislação atual, a troca de arquivos pela internet é pirataria. O problema é que quando a sociedade muda, as leis devem mudar. As leis são feitas para se adequar ao comportamento das pessoas – e não o contrário. Já foi permitido, um dia, ter escravos humanos, por lei. E até o começo do século XX a mulher tinha menos direitos legais do que o homem. As leis relacionadas a esses assuntos mudaram porque a sociedade mudou. A troca de conteúdos digitais via internet é um fenômeno muito recente e as leis ainda não se adequaram a ele. Por isso mesmo, a definição de pirataria nesta época é vaga – da mesma forma que definir quem perde ou quem ganha com ela [...]. o próprio Paulo Coelho advoga a favor da pirataria de seus livros. E há uma frase de Hermeto Paschoal que ilustra bem esse dilema: Por favor, me pirateiem – se não ninguém vai ouvir minha música. O que estamos vendo é um movimento que permite que a humanidade, como um todo, possa ter acesso ao que ela mesma produz, todo dia, o tempo todo. Artistas estabelecidos e indústria cultural são só obstáculos no meio dessa comunicação total que estamos começando a assistir”. Disponível em: http://culturanaeradigital.wordpress.com .

Meu amigo blogueiro também disse o seguinte: "O desenvolvimento da informática e dos meios de comunicação a ela associados (Internet, CDs e MP3s) facilitou esse tipo de pirataria". Acho que esse é exatamente o ponto.

O Estado promove esse desenvolvimento tecnológico, permite criar-se e comercializar-se, livremente, equipamentos com capacidade de copiar CD’s e DV's e depois diz que não pode copiar? Ou que só pode copiar para determinados fins? Será que nossos legisladores pensavam que iriam poder controlar isso? Essa é uma briga que já começou perdida. Os interessados terão que dar outro jeito de ganhar seus milhões, pois a questão da "pirataria é irreversível e invencível".

Tenho dificuldade em aceitar o argumento que o cristão deve seguir as leis, as normas, os códigos de conduta, enfim, a Moral, a todo custo, independentemente se ela é justa ou injusta, lógica ou completamente desprovida de logicidade. Até mesmo no militarismo não se deve cumprir ordens absurdas. Não podemos esquecer que o apóstolo Pedro descumpriu uma ordem “expressa” de uma autoridade (ver Atos 5:27-29). O profeta Daniel e tantos outros, da mesma forma. Eles foram Éticos por terem questionado a “lei” antes de cumpri-la. Sim, isso mesmo: “É moral cumprir a lei, é Ético questioná-la e não cumpri-la, inclusive, se seu fundamento não for justo ou ainda desprovido de logicidade.

Acho que até mesmo o conceito de “roubo” deve ser revisto. As informações estão disponíveis na internet para quem quiser pegar. Isso é roubo? Na minha opinião, somente se há quebra de senha de forma desautorizada. Da mesma forma o CD/DVD. Alguém invadiu a gravadora ou distribuidora para "roubar" a matriz da obra para daí fazer várias cópias "piratas"? Nesse caso teríamos a configuração de um "roubo". Penso que estamos querendo usar as mesmas categorias do passado para classificar as práticas de hoje, situação completamente diferente.

Não estou dizendo, contra o mandamento, que o roubo não é mais pecado. Sempre será! Mas questiono: será mesmo que as “novas práticas” cybernéticas e tecnológicas podem ser julgadas com a mesma legislação e juízo de valor? Acaso não precisaríamos de uma “legislação” específica, com linguagem específica para só então classificar o que é e o que não é um crime? Talvez por isso não se consiga combater os abusos, pois estão usando as "armas erradas".

Enquanto cidadãos, somos também responsáveis e convocados por e para promover a justiça social. Portanto, se a lei não é justa ou se beneficia apenas uma parcela da sociedade em detrimento das outras, devemos ser "Éticos" e questionar a sua validade. Não podemos admitir que poderosos oprimam os mais carente, para seu auto-benefício. Isso também é evangelho; evangelho integral. As grandes indústrias fonográficas estavam contabilizando lucros que chegavam a 100%, em relação ao custo. Em contrapartida, os autores intelectuais das obras - os artistas - sempre ficaram com a ínfima parte desse lucro. Arte não é uma mercadoria qualquer; todos devem ter acesso.

A banda Calypso é um bom exemplo de como se pode promover um CD por um preço acessível à população e ainda assim ganhar muito dinheiro. Em média seus CD's são vendidos a um preço de R$ 9,99. A banda ainda paga pela distribuição, do que se conclui que poderia ser mais barato ainda. Aqui cabe uma reflexão: quem compraria um CD "pirata" a R$ 5,00 se um "original" tivesse um preço parecido? O ex-titãs Arnaldo Antunes, que produz seus discos em sua própria casa, fez a seguinte afirmação: "não adianta me pedir para dizer a meus fãs que comprem um CD de R$ 30,00 se eles podem comprar por R$ 5,00".

Cada vez mais os artistas "abrem os olhos" para a questão da pirataria e acabam percendo que, ao contrario do que querem que pensemos, ela pode ser uma excelente fonte de divulgação de seus trabalhos e que, além disso, os "piratas" não são seus "reais" inimigos e sim aqueles que deles se aproveitam para aumentar potencialmente seus "lucros privados".

A Revista "IstoeDinheiro", em sua edição nº 385, tratando sobre a questão da pirataria, publicou uma reportagem intitulada "Ralf, o salvador?". Segundo a revista  “O cantor Ralf, da dupla Chrystian & Ralf, diz ter a salvação. Ele inventou o SMD (Semi Metalic Disc), uma alternativa ao CD convencional, que toca em qualquer aparelho e é mais barato que o pirata. “Tenho muito orgulho de chegar aos EUA e dizer que um brasileiro acabou com a pirataria”, diz o pai da idéia. O segredo do baixo custo do SMD, que será vendido a R$ 4, está no número de músicas “injetadas” e na embalagem. Ele armazena de 3 a 7 faixas (para que mais, se as pessoas compram CD só por causa do hit que toca na novela e no rádio?) e, por isso, a parte metálica do disco é menor. “Ninguém compra pirata porque gosta. A única maneira de competir com ele é no preço”, diz Cristina Monteiro, diretora da produtora Rádio Mídia System, que comprou a licença para gerenciar a patente do SMD por dez anos. O novo CD não traz um sistema de segurança que impeça a produção de cópias caseiras. “Mas não compensa, pois ele é mais barato que o pirata sem ser pirata e a qualidade é de CD original”:
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/8616_RALF+O+SALVADOR .

Em 2006 foi realizado pela FGV o seminário "O processo da Música", teve como tom geral das mesas a contestação à posição assumida pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica), que anunciou que processaria 20 brasileiros que têm mais de 3.000 músicas compartilhadas na internet, estreando aqui uma forma de atuação que já usa em outros países."Não vejo diferença entre uma pessoa que troca arquivos gratuitamente pela internet e outra que entra numa loja e rouba um CD", afirmou, na época, o presidente da IFPI, John Kennedy. A importante reflexão que se fez nesse seminário foi a seguinte: "Até que ponto estamos fazendo bom uso dos custos públicos mobilizando polícia e Justiça para proteger lucros privados? É melhor contratar 50 mil fiscais para implementar a lei atual ou mudá-la?", conforme:
http://www.creativecommons.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=69&Itemid=1.

Ainda sobre essa questão, em entrevista à revista Trip, Chinbinha, considerado um dos articuladores da nova forma de ganhar dinheiro com música, à pergunta: "Mas a piataria não ajudou a divulgar a Banda Calypso no começo?" Respondeu da seguinte forma: Olha, é difícil falar mal da pirataria porque eu fui ajudado por ela. Mas no nosso começo não existia essa pirataria de internet que tem hoje, de baixar música de graça. Na época a pirataria era só de CD. Isso ajudou bastante a gente", conforme: http://revistatrip.uol.com.br/revista/175/paginas-negras/guitar-hero/page-4.html

As leis do Estado não são e não podem ser absolutas. Elas são variáveis. Sempre modificam e uma das formas de promover essa mudança para um melhor ajuste social é, também, pela pressão popular, e não considero que um cristão deve se eximir dessa luta. Isso não tem nada a ver com Marxismo, antes que me acusem de militante do MST.

Relembrando: O mercado vende o aparelho de DVD pra copiar, vende CD e DVD virgem (que só servem para virar cópias) e depois pede para que o Estado regule e proíba copiar? Ou ainda que delimite o que eu posso ou não fazer com os recursos disponíveis em um aparelho que peguei por ele o preço que me pediram? Existe muita coisa envolvida nisso. Existe muito interesse econômico e financeiro de grupos poderosíssimos, que sempre lucraram absurdamente sob a proteção do Estado. Mas as coisas mudaram, senhores. E essa é uma mudança irreversível e de base.

Não quero nem entrar no mérito da injusta divisão de renda que existe em nosso país, além da falta de empregos e oportunidades. Se a realidade fosse outra será mesmo que muitas pessoas iriam querer ficar empurrando o dia inteiro um carrinho de CD e DVD pirata? Vejo nessa “nova atividade” uma forma de socializar os lucros que sempre encheram, egoisticamente, os cofres das grandes corporações do mundo da música. Serão 60.000 empregos a menos, argumentam alguns, se a pirataria continuar nesse ritmo. Verdade, mas a sociedade e o mercado são dinâmicos. Por que não enxergamos o problema da seguinte forma: as pessoas estão deixando de ser empregados e se tornando pequenos empreendedores? Quem sabe assim, com essa pressão popular, os empregos não reapareçam?

Não seria hora de repensar alguns valores e práticas? Esse negócio de CD, DVD e outras “mídias físicas” estão fadadas ao desaparecimento. Tudo será virtual. Quem quizer não tornar sua obra pública que coloque suas travas.

John Ulhoa é músico, guitarrista e líder da banda mineira Pato Fu, e produtor musical, com trabalhos com Zélia Duncan, Arnaldo Antunes, entre outros. O Pato Fu lançou um álbum, ‘Daqui pro Futuro’, em agosto de 2007 de forma independente. A banda foi uma das primeiras a ter site e disponibilizar suas músicas para download em MP3. Hoje, eles cuidam pessoalmente do site da banda e até criaram um outro endereço, o Pato Fu Extra!Extra!, para divulgar e também oferecer boa parte do conteúdo dos últimos DVD's da banda. Em entrevista, falando sobre a pirataria, John se revela bastante consciente em relação aos desafios e possibilidades do futuro da música na era digital. Veja o que ele diz:

“Prefiro tentar me adaptar e aperfeiçoar esses novos meios do que lutar contra eles, isso seria perda de tempo”.

E ainda:

“Enxergo como algo irreversível (o compartilhamento de arquivos na internet), vamos ter que torná-lo positivo de alguma maneira, para artistas e usuários. Em minha opinião, até mesmo a venda de músicas em lojas de download legal está com os dias contados, as pessoas não pagam por aquilo que é ofertado de graça logo ali ao lado. Só consigo enxergar um futuro bom para os dois lados no streaming de música. Liberado, sem custo para o ouvinte, mas remunerado para os artistas pelos anunciantes dos sites. Exatamente como funciona uma rádio. Em breve, a tecnologia vai fazer as pessoas pararem de fazer download de musicas, vão simplesmente ouvir online. Se tudo isso estiver ali nos grandes portais, quem vai perder tempo procurando torrents?”. Disponível em:
http://blogs.estadao.com.br/link/pessoas-nao-pagam-por-aquilo-que-e-ofert .

Talvez tudo isso seja somente uma questão de assumir que vivemos em “outra era”: a era das coisas virtuais, e assim devem ser tratadas. Leis específicas para "dimensões" específicas. Travas específicas para tentativas específicas de “novos crimes”.

Não dá pra dizer: "Tá na net, mas é proibido baixar". Pode copiar, mas não pode copiar muito e para algumas finalidades. Esse tipo de proibição não cabe mais. Se é proibido, então coloquem "travas ou proibições adequadas e funcionais"; virtual, quem sabe. Caso contrário terão que dar voz de prisão aos “bytes”.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PENA DE MORTE: MAIS UM CRIME HEDIONDO REFORÇA A NECESSIDADE DE IMPLANTAÇÃO DA PENA CAPITAL NO BRASIL

O carpinteiro Jonas Marcolino da Silva, de 35 anos, confessou ontem ter estuprado e matado a facadas Camila Evangelista da Conceição, de 9 anos. A criança foi encontrada morta segunda-feira em uma lixeira nos arredores do Morro da Providência, na zona portuária do Rio. Policiais chegaram ao acusado após denúncia de um vizinho. Silva, que foi preso em casa, morava próximo da casa dos pais da menina, na Gamboa (zona portuária). O carpinteiro foi transferido para a Delegacia de Homicídios na Barra da Tijuca.
(http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=26207123).

"O que eu fiz foi uma maldade. Quando bebo fico com a mente assim... não me lembro do que aconteceu. Eu queria morrer" (http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/-o-que-fiz-foi-maldade-diz-homem-que-estuprou-e-matou-crianca-de-nove-anos-20101103.html).

Até o carpinteiro do mal reconhece ser merecedor da morte, tendo perdido o direito à vida ao tornar-se, voluntariamente (o crime, inclusive, foi premeditado), um assassino cruel.

Jonas afirma que a menina praticou sexo oral com ele, mas a perícia ainda vai indicar se houve ou não penetração. O marceneiro contou que após o ato sexual, a menina e ele dormiram. Camila teria acordado assustada e gritado. Na tentativa de calar a criança, Jonas tentou esganar a menina. Sem sucesso, ele a esfaqueou. O suspeito foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e sem chance de defesa, e estupro de vulnerável. Somadas, as penas chegam a 45 anos. Camila foi encontrada em meio a sacos de lixo, sem roupa e com um corte no pescoço. Ela estava desaparecida desde a noite de domingo (31), quando participou de uma festa na favela, onde morava com a família. Os pais estiveram no local e reconheceram o corpo. A menina foi enterrada terça-feira (2), no cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, na zona norte
(http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/-o-que-fiz-foi-maldade-diz-homem-que-estuprou-e-matou-crianca-de-nove-anos-20101103.html).

Veja o vídeo abaixo com a reportagem completa.

video

Até quando iremos ouvir esse tipo de barbárie e ficaremos passivos quanto à necessidade da implantação imediata da Pena de Morte no Brasil?

Essa pena, caros leitores, efetivamente já existe. Eis aqui mais uma prova inquestionável. A diferença é que, hoje, somente assassinos cruéis como Jonas e tantos outros a utilizam, e fazem isso sem dor nem piedade com suas vítimas inocentes. Queremos que o Estado, após justo julgamente e provas incontestáveis, "também" possa fazer uso "legal" dessa pena, que "em si" é legítima. Na verdade, naturalmente, o pai de Camila é que teria o direito de, com suas próprias mãos, "vingar" o sangue derramado de sua filha. Contudo, como vivemos em um Estado democrático de direito, por meio de um contrato social, abrimos, e ele conosco, mão desse "direito natural" e o entregamos ao Estado. Abrimos mão de, nós mesmo, executarmos a justiça e passamos esse direito ao Estado que, assumindo, passa a ter o dever de nos proteger e de promover a justiça em nosso lugar e em nosso benefício, quando for o caso. Como contrapartida desse contrato lho pagamos o imposto acertado.

Nenhuma outra pena, além da Pena Capital, será justa o suficiente para punir e atender o critério de proporcionalidade que esse tipo de crime exige. Nem mesmo a prisão perpétua iria satisfazer o "Princípio de Justiça". Mesmo ela, aliada ainda a trabalhos forçados dia e noite, seria uma pena muitíssimo mais branda que o crime cometido e a punição que requer, pois o agressor estaria em vantagem em relação à criança vitimada. Ela morta e ele vivo. Ainda que ele, após o crime, se arrependesse e se tornasse o homem mais espiritual e bondoso do mundo, mesmo assim deveria ser executado, pelo simples fato de que essa pena, e somente ela, seria a única justa.

E para os cristãos que querem ser mais bondosos que Deus e que, certamente, nunca estudaram o assunto à luz das Escrituras Sagradas, recomendo a leitura e análise do estudo sobre "pena capital", de Solano Portela, disponivel em:

http://www.solanoportela.net/na_integra/pena_capital.htm

Minha sugestão é que façamos uma verdadeira corrente de assinaturas (dessas que rolam na internet) para chamar a atenção para a necessidade de rever o tema e, quem sabe, levar os legisladores desse país a promoverem as mudanças necessárias na Constituição, com o objetivo de implantar a Pena Capital, para a punição dos "Jonas" e proteção das "Camilas". Caso alguem saiba como fazer, ficaria grato e honrado em ser um primeiro a assinar a lista.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

POR QUE VOTAR EM LULA SE ELE NÃO É CANDIDATO?

Caro eleitor de Lula. Sim, Lula. não estou enganado. Todo mundo que vai votar em Dilma, ao apertar a tecla verde do nosso "orgulho eleitoral" verá, metaforicamente, a foto de Lula.

Alguém teria a coragem de negar isso? Teria? Então responda: se Dilma fosse de outro partido e não estivesse sendo apoiada por Lula, você votaria nela? Claro que não né? Sejamos sinceros, ok?

Fico pensando cá com meus botões: se queríamos que Lula governasse por mais um mandato, por que então não lutamos por isso? Se ele queria isso também, por que ele mesmo não autorizou o "rolo compressor" que lhe dá sustentação no congresso e senado atropelar todo mundo, como sempre fez, para que isso acontecesse? Mudar qualquer lei e até a constituição seria moleza para Lula e seus súditos. Ficou cantando de democrático, que acha que isso não seria bom para o país, blá, blá, blá.... e agora quer perpetuar seu mandado através de um espelho que tem por única função refletir sua imagem.

Não se preocupe Serra. Se você perder não será para uma pessoa insignificante no cenário política. Perderá para um presidente que tem 82% de aprovação da população. Pelo menos é o que dizem....rs.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ENQUANTO LULA CRITICA PESQUISAS E PLANO REAL, DILMA RECONHECE GOVERNO DO PSDB


Quem era o ministro da Fazenda (economia) do Brasil em 1993 e 1994? Lembra? Isso é muito importante. Não lembrar desse período pode causar demência e anestesia cerebral Pteriana. Por não lembrar, muitos estão sendo enganados pelo engodo de que a estabilidade do Brasil é de responsabilidade do PT e do governo Lula. Não seremos idiotas a ponto de negarmos alguns avanços do governo Lula. Contudo, atribuir-lhe o crédito da estabilidade do país é um grave erro, uma covardia e uma grande injustiça.

Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, era o ministro da fazenda (economia) do Brasil entre 1993 e 1994. Por que essa data é tão importe? Porque a partir desse momento o Brasil começa sua caminhada em direção à estabilidade política, econômica e social, com a implantação do PLANO REAL ( Claro que, em minha visão, os créditos dessa conquista começaram com Fernando collor de Melo; talvez o homem mais injustiçado pela história recente, porém, isso abordaremos em outra postagem).

"Esse plano de estabilização econômica foi idealizado por uma equipe de economistas agrupados por FHC, de que faziam parte Persio Arida, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Edmar Bacha, Clóvis Carvalho, Winston Fritsch, entre outros". http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Henrique_Cardoso.

Ainda em 1994 FHC se candidata à pesidência da república e é eleito EM PRIMEIRO TURNO (diferente de Dilma), democraticamente, pelo povo brasileiro. Sabe quem era seu oponente? Luis Inácio Lula da Silva. Isso mesmo, Lula já perdeu para o PSDB. E não uma mais duas vezes (1994 e 1998) e nas duas levou uma lapada logo no primeiro turno. Ora, se Lula (que é tão bom) já perdeu para o PSDB (duas vezes) isso significa, no mínimo, que o governo do PSDB não foi, não é, e não será tão trágico assim quanto os Ptistas querem fazer acreditar. A impressão que tenho é que querem nos fazer de idiotas a todo custo.

Não é justo fazer o que estão fazendo: iludir o povo para que ele acredite que Lula sempre foi "o bom" e o governo do PSDB "nunca prestou". Parece óbvio que, se Lula perdeu para "um péssimo governo", pior que péssimo ele é. O governo do PSDB foi tão bom (ou melhor, devido às circustâncias encontrata naquela ocasião) quanto o de Lula. Tanto é assim que teve, por dois mandatos, igualmente a Lula, a aprovação dos brasileiros.

O PT, Lula e Dilma agora aplaudem a estabilidade do Brasil, além de tentar roubar os créditos dessa estabilidade. O que muita gente não sabe é que, inicialmente, Lula e o PT se posicionaram fortemente contra o PLANO REAL.

Veja você mesmo no vídeo abaixo como, claramente, o PT e Lula se posicionaram contra o plano que estabilizou o Brasil. Até torciam para não dar certo. Observe também como Dilma, que agora nega, reconhece os créditos do governo do PSDB:

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Ps: Sou um eleitor ainda indeciso e a culpa não é minha!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

LULA FAZ CAMPANHA E PEDE VOTO PARA SERRA

Não acredita? Poucas Imagens dizem mais que mil palavras. O presidente Luis Inácio Lula da Silva, na reta final da campanha, parece reconhecer que o candidato Serra é realmente a melhor (entenda-se menos triste) opção para governar o Brasil. Sei que é difícil acreditar, ainda mais se você for simpatizante do PT. Não, não feche os olhos. O pior cego é aquele que não quer ver. Seja forte. Veja você mesmo com esses "olhos que a terra há de comer". Só era o que faltava nesse cenário político complicadíssmo. E agora Dilma? Estás sem sombra, sem eleitores próprios.

Ainda sem acreditar no que viu? Então veja mais esta da nova opção de Lula. Perceba a alegria, como quem diz: "agora sim oPTei pelo candidato certo".

Veja agora Lula fazendo campanha para Serra na plataforma da Petrobras. Perceba que ele está indicando o número do canditado certo a ser votado: 4 e 5, ou seja, 45. E quem é 45? Serra, claro.

Diante dos fatos (e fotos) não há argumentos.

E aí? Ainda está pensando em votar em Dilma? Acho bom mudar ou.....

PS: Pode até não parecer, mas ainda sou um eleitor indeciso...rs. Essa tá difícil!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

OS 33 MINEIROS CHILENOS, A DEPRAVAÇÃO TOTAL DO HOMEM E A GRAÇA DE DEUS

A tragédia ocorrida com os 33 mineiros no Chile acaba por revelar, metaforicamente, a real condição do homem diante de Deus.

A partir do século XIX o homem se auto-define "ser autônomo". Isto é, aquele que vive por ele e para ele; aquele que existe por si mesmo. Uma espécie de "Super-homem" capaz de resolver todos os seus problemas. A morte de Deus chegou a ser anunciada, enquanto o homem assumia o controle absoluto, não somente de seus próprios atos mas também da natureza. Tudo isso acabou forjando no inconsciênte coletivo, principalmente das gerações posteriores, a idéia de segurança, autonomia e, sobretudo, de auto-suficiência. A força desse novo sistema filosófico foi tão grande que propiciou o desenvolvimento das ciências positivas e mudou o DNA da religiosidade. Agora o homem pecador é quem "resolve" ACEITAR a Cristo. Isto é, conceder-Lhe uma "oportunidade" para habitar em seu vil coração.

Evidentemente que esse tema não é novo. Na verdade uma retomada do antigo embate entre Agostinho e Pelágio, Lutero e Erasmo, Calvinistas e Arminianos. Uma diferença, entretanto, surge como divisor de águas: o Sistema de Apelo, inventado por Charles Finey, que viveu na enfervescência da filosofia humanista do século XIX. A partir de então o pregador, como nunca, exalta o poder de escolha do pecador, dando-lhe o poder de "dar ou não uma chance a Deus", sintetizada na famosa frase: "levante sua mão e aceite a Jesus", transformando, em contrapartida, Deus em mero expectador da vontade decaída do homem.

A situação de completa passividade dos 33 mineiros, sem a menor condição de, por eles mesmos, alcançarem a salvação, nos remete à real situação do homem diante de Deus: fraco, indefeso, completamente dependente do favor divino. Claro que essa comparação é simplória e imperfeita, devido a gravidade do que quer representar, pois no sentido espiritual, diferentemente dos 33 mineiros, o homem está "morto em seus delitos e pecados". Os mineiros ainda puderam caminhar em direção à capsula e exercer a "vontade" de sair de sua prisão. Com a vida espiritual, de todos os homens ainda não regenerados, não é assim que ocorre. A situação é muitíssimo mais grave. Neste sentido, não podem exercer nenhum tipo de vontade relacionada a algum bem espiritual ou mesmo dar, pelo menos, um passo em direção a Deus, pelo simples fato de estarem mortos.

O principal elo da teologia calvinista, a Depravação Total do Homem, ensina que ele, numa situação pós-queda, é completamente incapaz de caminhar com seus próprios pés em direção a salvação de sua alma. Ele nem mesmo pode querer isso. É totalmente incapaz. Está morto espiritualmente e, assim como os 33 mineiros chilenos, a única possibilidade de Salvação é através de uma intervenção externa.

Guardadas as devidas proporções, poderíamos considerar a cápsula que desceu com o objetivo de resgatar os 33 mineiros como uma "tipologia de Cristo". Assim também Cristo desceu, tornando-se "A única" esperança de Salvação para o homem perdido.

Que Deus o Salve, exclusivamente por sua graça e misericórdia,pela única capsula providenciada por Ele: a Cruz de Cristo. Saiba, porém, que não tens nenhum merecimento se assim Ele resolver. Se quiser conhecer mais sobre os Cinco pontos do Calvinismo, acesse:

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

12 DE OUTRUBRO. CRENTES E KARDECISTAS, EIS A VOSSA PADROEIRA

12 de outubro é feriado Nacional. Muitas pessoas pensam, equivocadamente, que o feriado é em comemoração ao "Dia das Crianças". Evidemente que ninguém reclama; afinal, um dia de descanso é sempre muio bem vindo. Contudo, esse feriado, em especial, esconde um escândalo. Um verdadeiro absurdo; algo que deveria ser inaceitável.

Dia 12 de outubro é, antes de mais nada, um feriado religioso. Dia da Padroeira do Brasil. Isso pressupõe, de forma extremamente pretenciosa, que uma prática cúltica que deveria ser apenas da Igreja Católica Apostólica Romana - o fato de ter uma "padroeira" -, portanto restrita aos fiés Católicos Romanos, passa a ser, por uma imposição quase ditatorial, extensiva às demais crenças. Ou seja, o "crente" brasileiro tem uma padroeira católica; o Kardecista brasileiro tem uma padroeira católica e até mesmo o ateu brasileiro tembém tem uma padroeira católica. Um país inteiro parado por causa de uma religião, em detrimento das muitas outras existentes. Isso é um típico caso de beneficiamento religioso.

Nosso país não tem mais uma religião oficial. Por isso mesmo é um país laico. A Constituição Federal de 1988 assevera que todos são iguais perante a Lei e em seu artigo 5ª inciso VIII, afirma: “Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa”.

Quero que o Estado brasileiro estabeleça um dia inteiro de feriado "nacional" em comemoração a alguma data ou prática cúltica peculiar da minha religião. O contribuinte kardecista também deve requerer este direito, sob o argumento da jurisprudência. Caso contrário, consideraremos uma "privação de direitos por causa de nossa crença religiosa".

Como já dissemos, o Brasil é um país laico. Contudo, isso é verdadeiro apenas em tese. Como a maioria dos nossos gestores e parlamentares ainda são predominantemente ligados ao Catolicismo Romano, agem como se não soubessem dessa realidade e usam da sua condição para beneficiar sua igreja, vivendo ainda propositadamente pela Constituição de 1824, que ratificou o Catolicismo Romano como a Religião Oficial do Império, em seu artigo 5º:

"A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casas para isso destinadas, sem fórma alguma exterior do Templo".

Uma prova disso é o financeiamento público de reformas das igrejas Católicas Romanas, sob pretexto de patrimônio cultural. O fato é que existem igrejas Católicas sendo restauradas com dinheiro público, proveniente de impostos e taxas de pessoas dos mais variados credos, enquanto suas próprias igrejas/terreiros nada recebem. E não deveriam mesmo receber. O dinheiro público não deve ser investido em nenhuma entidade religiosa. Essas devem prover seus próprios meios de subsistência. Outro exemplo clássico foi a homologação de tombamento do Terreiro Aleketu/Ialorixá, pelo ex-ministro da cultura Gilberto Gil (adepto do camdomblé). Se esse tombamento era devido, que gerará a obtenção de recursos públicos, por que não foi feito antes?

A teologia reformada sempre ensinou a clara separação entre Igreja e Estado, especialmente em suas vertentes calvinistas. O próprio Calvino abordou o tema no último capítulo das Institutas (Livro IV, Cap. 20), intitulado “O Governo Civil”. Ele afirma na Seção 1: “O reino espiritual de Cristo e a ordem civil são duas coisas completamente diferentes”. E ainda: “Assim como acabamos de indicar que o governo temporal é distinto do Reino espiritual e interior de Cristo, também temos de saber que eles não são contraditórios”.

Um importante documento da cristandade protestante, a Confissão de Fé de Westminster, em seu capítulo "Do Magistrado Civel", afirma o seguinte sobre essa separação entre Igreja e Estado:

Os magistrados civis não podem tomar sobre si a administração da palavra e dos sacramentos ou o poder das chaves do Reino do Céu, nem de modo algum intervir em matéria de fé; contudo, como pais solícitos, devem proteger a Igreja do nosso comum Senhor, sem dar preferência a qualquer denominação cristã sobre as outras, para que todos os eclesiásticos sem distinção gozem plena, livre e indisputada liberdade de cumprir todas as partes das suas sagradas funções, sem violência ou perigo. Como Jesus Cristo constituiu em sua Igreja um governo regular e uma disciplina, nenhuma lei de qualquer Estado deve proibir, impedir ou embaraçar o seu devido exercício entre os membros voluntários de qualquer denominação cristã, segundo a profissão e crença de cada uma. E é dever dos magistrados civis proteger a pessoa e o bom nome de cada um dos seus jurisdicionados, de modo que a ninguém seja permitido, sob pretexto de religião ou de incredulidade, ofender, perseguir, maltratar ou injuriar qualquer outra pessoa; e bem assim providenciar para que todas as assembléias religiosas e eclesiásticas possam reunir-se sem ser perturbadas ou molestadas. Ref. Heb. 5:4; II Cron. 26:18; Mat. 16:19; I Cor. 4:1-2; João 15:36; At. 5:29; Ef. 4:11-12; Isa. 49:23; Sal. 105:15; 11 Sam.23:3 (WESTMINSTER. Confissão, XIII.III).

Assim deve ser.

Repudio completamente o feriado de 12 de outubro. Não por causa da prática cúltica Católica Romana em si, pois eles têm esse direito assegurado por nossa constituição, muito embora tenhamos seríssima advertência das Escrituras Sagradas para "Só ao Senhor Deus adorar e prestar culto". Nosso repúdio, neste momento, é pelo absurdo e inconstitucional beneficiamento religioso.

sábado, 9 de outubro de 2010

DILMA: A PIADA DO ANO

O QUE É O QUE?

BAIXINHA, GORDINHA, DENTUÇA, USA VERMELHO E TEM UM AMIGO QUE FALA ERRADO?

SE SUA RESPOSTA FOI......




EM TEMPOS DE ELEIÇÃO? TÁ COM BRINCADEIRA?


A RESPOSTA CERTA É...


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

IMPRESSÕES DE UM MESÁRIO: 1º TURNO, ELEIÇÕES 2010

Trabalhei como mesário no 1º turno das Eleições 2010; aliás, assim tem sido por mais de 10 anos. Como tivemos uma considerável abstenção de votos, nos longos intervalos sem eleitores, ficava refletindo sobre o processo eleitoral, de forma bem fortuita mesmo. Resolvi compartilhar:

1- A eleição ficou sem graça sem "Boca de Urna". A festa da democracia era muitíssimo mais animada e bonita com ela. Claro que a idéia de baixar custos de campanha é sempre positiva mas, cá pra nós, o custo de manter militantes na rua não é nada se comparado a "outros gastos", como bem sabemos. Boca de urna já!


2- Um fato que me chamou a atenção nessa eleição foi o "voto por eliminação". Ouvi muita gente dizendo que estava votando no candidato "menos triste". Não é que é verdade mesmo!? Estamos muito mal de candidatos a presidenTE. Para o segundo turno continuamos muito mal, mas quem disse que as coisas não poderiam piorar? Agora temos menos opções de voto por eliminação. O melhor nome do PSDB não era Serra e sim Aécio e o melhor nome do PT não era Dilma e sim qualquer outro nome. Sem contar no "chega pra lá" que deram no coitado do Ciro. Aliás, em abril Ciro afirmou que Serra era o candidato mais preparado, muito embora seja seu inimigo político; o que só dá força ao reconhecimento. Agora ele é o coordenador da campanha de Dilma. Como assim? Trabalha pra uma mais acha que o outro é melhor? Se quiser saber mais sobre isso acesse: http://www.atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=2254643.


3- Tem gente que diz que "vice" não tem nenhuma importância. Tancredo morreu, o vice assumiu. Collor saiu, o vice assumiu. Lula viaja (sempre), o vice assume (sempre). Não dá pra tratar a vice-presidência sem a devida seriedade, como estão fazendo. Com relação aos candidatos a vice-presidência, temos o seguinte: Dilma é fraca, mas o vice dela é muito bom, o experiênte e respeitado Michel Temer (se eu votar em Dilma é por causa do seu vice). Serra é melhorzinho que Dilma, mas o vice dele.... bom... o vice dele.......alguém conhece? Alguem sabe quem é? Parece que é um cacique, pajé, não sei muito bem.


4- Outra coisa interessante é a "ditadura do Ptismo" (não estou falando do partido e sim de muitos eleitores). Já experimentou dizer que vai votar em Serra? (pelo menos aqui em Pernambuco). Você é logo taxado de alienado, pouco estudado, não pensa no Nordeste (como se Dilma fosse Nordestina). Disseram até que eu não votaria em Dilma porque não gostava de mulher....rs. Dá pra acreditar? Se deixar, vira Venezuela...rs.


5- Também essa é a primeira eleição que se vota em uma sombra. Responda pra você mesmo, caro eleitor de Dilma: Se ela fosse do PSDB você votaria nela? Se Dilma não estivesse sendo apoiada por Lula você votaria nela? Ou melhor, você conheceria Dilma? Certamente sua resposta é "não" para todas as perguntas. Estou errado? Claro que não. Agora pergunto novamente: Por que você votará em Dilma? E a sua resposta será: por causa de Lula. É ou não é? Logo, concluo: você não está votando em Dilma e sim na sombra de Lula. Certo? Mas, sombra pode governar? Estará sempre disponível? Não seria mais fácil e coerente ter lutado pelo terceiro mandado de Lula?


6- Analfabeto não deveria votar. Não é uma questão de preconceito. Quem quisesse votar deveria, antes, pelo menos, aprender a ler e escrever. Tiririca já aprendeu, por que que o eleitor não pode aprender também? Essa proibição seria até um incentivo à erradicação dessa mazela brasileira. Acreditam que na seção que trabalhei uma senhora parou do lado de trás da urna, onde só dá pra ver o papelão, e soltou a pérola: "onde é que eu aperto, se não tem nenhum "butão"? Como quem não estava acreditando, o colega mesário a conduziu para dentro da cabine de votação. Lá estava ela, frente a frente com aquele "monstro", a urna eletrônica. A presidente da mesa liberou a votação e disse que ela poderia começar a votar. Algum tempo depois: "moça, moça é pra votar primeiro em quem?" Perguntou a senhora. Gentilmente a presidente da seção recomendou: "veja o cargo que está aparecendo e vote". "Como vou saber, se não "seio" ler"? Finalizou. Analfabeto tem condições de votar? Penso que não. De dez, apenas dois conseguem votar sem maiores problemas e com o uso da fila, claro. Quem garante que os candidatos ali indicados são realmente os que foram escolhidos por eles? Presa fácil de manipulação eleitoreira.


7- E agora.... A PIOR DE TODAS, pra finalizar: Um rapaz com cara e roupa de crente (a grife gospel é auto-indicativa) adentrou na cabine de votação, demorou um pouco, pegou o celular e não teve dúvida: "pastor, é pra votar em quem "mermo"? Diga aí os número". Fiquei indignado. Como tem gente (crente) besta que se deixa manipular. Isso não é protestantismo verdadeiro; não é mesmo. É imitação da pior qualidade, pois o verdadeiro esclarece as pessoas ao invés de emburrecê-las. Isso explica o motivo de tantos email babacas de pastores aproveitadores e manipuladores de consciência que circularam nos últimos dias. Claro que não deixamos o irmão completar seu curso de burrice à distância, muito embora o diploma ele já tenha recebido em sua igreja. Jesus disse: "o meu povo perece por falta de conhecimento". Esclarecer dá muito trabalho e às vezes prejuizo. É mais fácil manipular e mandar votar no seu candidato. Se isso fosse por opção ideológica ficaria até calado. O grande problema é que a maioria desses pastores e líderes religiosos, manipuladores corruptos, só querem auto-promoção. Só pensam em seu próprio bem estar e no seu próprio bolso. Usam suas igrejas como tranpolim para melhorar de vida. Ladrões e salteadores em pele de cordeiro. Certamente pagarão muitíssimo caro por isso. Resultado: a presidente da mesa proibiu que o irmão continuasse o crime. Ele ainda teve a cara de pau de dizer o seguinte: "e agora? Como vou terminar de votar". Branco, verde e some...rs.


8- Na próxima vou falar do fenômeno Tiririca.

sábado, 2 de outubro de 2010

PENA DE MORTE: EDMAR TEM A CORAGEM, EU TENHO O VOTO

Tomas de Aquino, em sua Suma teológica, expõe com simplicidade seu argumento em defesa da Pena Capital:

"Se fosse necessário para a saúde de todo o corpo humano a amputação de algum membro, por exemplo, se a parte está apodrecida e pode infeccionar as demais partes, tal amputação seria louvável e salutar...

Pois bem, cada pessoa singular se compara a toda a comunidade como a parte para o todo...

Portanto, se um homem é perigoso para a sociedade, louvável e salutar, para a conservação do bem comum, pôr à morte aquele que se tornar perigoso para a comunidade e causa de perdição para ela" (Suma Teológica, Questão LXIV, Art.11).

Evidentemente que os argumentos pró pena capital são muitíssimo mais numerosos, abrangentes e profundos. Contudo, a maior parte das pessoas se dizem contrárias à essa pena, muito embora nossa pesquisa registre cerca de 60% do total de votos favoráveis à pena de morte para assassinos incorrigiveis.

Ainda que as motivações sejam diferentes, votarei no único candidato a Deputado Federal - EDMAR DE OLIVEIRA 3131 - que levanta a bandeira de punições mais severas para aqueles que ameaçam a sociedade. Não estou pedindo votos para ele. Estou apenas tornando publico meu voto para Deputado Federal. Pense, analise e escolha, por você mesmo, seus candidatos. Não aceite que ninguém seja tutor do seu voto. Conheça as propostas de Edmar:

http://www.penademorte3131.com.br/

video


Para saber mais sobre PENA DE MORTE clique no link abaixo e veja um dos mais completos estudos teológicos sobre o assunto, em três partes:

http://www.solanoportela.net/na_integra/pena_capital.htm

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