quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PENTECOSTALISMO E REFORMA PROTESTANTE: Pressupostos doutrinários – Parte II


Não quero ser injusto. Nossa intenção aqui é tão somente compararmos os pressupostos doutrinários mais basilares da Reforma Protestante com os do Pentecostalismo. Só isso. O julgamento quem fará são nossos leitores. Julgarão se esses pressupostos possuem coerência entre si. Julgarão se eles são, de alguma forma, convergentes ou completamente divergentes, muito embora essa seja a nossa desconfiança.

Poderíamos analisar a questão em várias frentes mas, por questão de espaço, vamos abordar sinteticamente apenas os chamados “Cinco Solas da Reforma”. Evidentemente que não podemos esquecer do contexto histórico em que os Solas foram formulados, sob pena de graves deslizes. Contudo, assim como estamos convencidos que o Pentecostalismo é outra Reforma Religiosa, como já afirmamos na parte I dessa série, também estamos convencidos que o Pentecostalismo é o mais grave passo de retorno ao Romanismo. Sendo assim, o ambiente de nossa análise possui praticamente as mesmas características encontradas pelos Reformadores no século XVI, o que nos habilita a tomar emprestado os “Solas da Reforma” e aplicá-los diretamente à questão Pentecostal.

Sola Scriptura:  Somente a Escritura

Essa é, talvez, a bandeira mais importante defendida pela Reforma Protestante. Cair nessa é cair em gravíssimo erro. Ela significa que todas as práticas religiosas, doutrinas e cultos devem emanar “somente” das Escrituras Sagradas. Pressupõe também que toda e qualquer “nova revelação” e, portanto, extra-bíblica, deve ser rejeitada, pois a Escritura, o Canon fechado, os 39 livros do VT e os 27 do NT, são suficientes e inerrantes. 

Era assim que pensavam os reformadores. É assim que pensam os Reformados até hoje.  Agora, perguntamos: É assim que pensam os Pentecostais?

Até mesmo uma interpretação errada, por mais herética que seja, é minimizada diante dessa “opção consciente” de não ter a Escritura Sagrada como regra  exclusiva de fé e de prática.

Para os  pentecostais, assim como para os católicos, a palavra de Deus não é a ÚNICA regra de fé e prática. Os Católicos têm nas bulas papais e na tradição o mesmo valor de autoridade das Escrituras. Os Pentecostais, da mesma forma, nas NOVAS REVELAÇÕES, que podem vir por “profecias”, “sonhos”, ou através das “línguas estranhas”.  

Quantos casamentos feitos e desfeitos; quantas “visitas pessoais” do próprio Deus nos arraiais Pentecostais. Falam como se pela boca do próprio Deus: “eis que sou Deus que te digo varão”. Quebra flagrante do terceiro mandamento. É mais do que claro que “as novas revelações” possuem, para os pentecostais, status de regra de fé e de prática, posto que eles obedecem cegamente a “ordem de Deus”, vinda diretamente de um “vaso”. Bom seria se essa obediência se estendesse à voz de Deus publicada na bíblia. Mas não é esse o caso, infelizmente. Alguém poderia negar essa realidade?

Já a variação neopentecostal,  que pouco se utiliza das “manifestações de dons espetaculares” e que investe, principalmente, no exorcismo,  utiliza uma interpretação tão esdrúxula da Bíblia que a transforma em palavra de qualquer pessoa, menos de Deus.

O pressuposto Pentecostal de “Escritura também” pode causar a falsa impressão de similaridade com o pressuposto da Reforma, mas são diametralmente opostos. “Escritura também” pode ser, e tem sido em muitas ocasiões, traduzido por “Somente Novas Revelações, nada de bíblia”. Permita-me ilustrar o que acabamos de argumentar: há muitos anos atrás, em nossa igreja, uma irmã envolvida com o Pentecostalismo recebeu a seguinte revelação: “seu atual marido não é o que Deus escolheu para você”. Essa mesma “profecia” foi levada pela mesma “profetisa” (pessoa com grande reconhecimento no meio pentecostal, possua cargo ou não) a um membro da igreja Assembléia de Deus: “vaso, a sua atual esposa não é a mulher que Deus escolheu pra você”. Resultado: ambos deixaram seus cônjuges e passaram a viver maritalmente “felizes para sempre”. Detalhe: a tal profetisa conhecia os dois pombinhos. Lembro que o conselho da igreja listou uma série incalculável de versículos bíblicos para aquela irmã, na esperança de fazê-la entender o quanto estava enlameada com o pecado de adultério. Sua resposta a cada versículo era: “esse eu já sei decorado, mas nada vai fazer eu mudar de idéia porque eu tenho a confirmação da revelação de Deus na minha vida”. É ou não é “somente nova revelação e bíblia nada”? Ela foi disciplinada, saiu da nossa igreja e foi fazer parte de uma igreja Pentecostal com seu novo parceiro "canela de fogo". 

Diante disso, podemos afirmar: o pressuposto Pentecostal que contrasta com o “Sola Scriptura” é: “Escritura também, mas não só Escritura”.

Esse pressuposto Pentecostal pode até estar correto e o da Reforma Protestante errado. Mais uma coisa é certa:  são completamente diferentes. Além disso, são auto-excludentes. Não há possibilidade de conciliação entre eles.
  
Sola Fide: Somente a Fé

Significa que o perdão dos pecados e, conseqüentemente, a justificação, advêm tão somente pela fé no sacrifício vicário de Cristo e não por obras meritórias.

Martinho Lutero baseou sua vida nesse princípio para lutar contra os desmandos da ICAR e, principalmente, contra a venda de indulgências, que é a venda de benefícios espirituais, do perdão ou mesmo de uma benção. Ao ler a epístola de Romanos 1:17 “O justo viverá da fé”, Lutero teve seus olhos desvendados para a realidade de que não pode negociar benesses com Deus, antes, pelo contrário, elas devem ser recebidas pela fé somente, sendo fruto da preciosa graça de Deus. Fé esta, aliás, outorgada pelo próprio Deus aos seus eleitos.

Era assim que pensavam os reformadores. É assim que pensam os Reformados até hoje.  Agora, perguntamos: É assim que pensam os Pentecostais?

Rui Barbosa, no prefácio do livro “O Papa e o concilio”, referindo-se à venda de indulgências pela ICAR, na idade média, chega a dizer que não se respeitava nem mesmo os pontos mais melindrosos da Fé. Diz ele: “É só jogar o dinheiro na caixa que, no mesmo instante, as almas que estão no purgatório escapam, e que todos deveriam comprar o perdão da alma de seus entes queridos, e ainda que tivessem uma só veste, deveriam despi-la, logo e já, para comprar benefícios tamanhos”.

Os pentecostais são os responsáveis por ressuscitarem a famigerada idéia de indulgência. A troca de dinheiro por benefícios divinos é evidente, sobretudo em sua vertente neopentecostal, que se utiliza, também de muitos símbolos físicos como “unção com óleo”, “pulseiras da vitória”, “rosa ungida” e muitos outros, afastando por completo a idéia de “pela fé somente”. Mas, esse não é um privilégio apenas dos neopentecostais. Um dos mais proeminentes representantes do “Pentecostalismo tradicional ou original”, Silas Malafaia, também enveredou pela negação do “Sola Fide”. Em um vídeo muito famoso, também publicado no filosofiacalvinista sobre o título “A indulgência eletrônica de Malafaia e Murdock”, fez as seguintes afirmações, que o reaproximam e junto com ele o Pentecostalismo, mais uma vez, ao Romanismo e dessa feita em suas característcias mais graves: o Romanismo pré-reforma:

“E quando mais rápido a semente entrar no solo uma colheita começa a crescer”. Essa afirmação é uma referência a uma oferta “voluntária” de R$ 1.000,00 pedida pro Malafaia e Murdock.

Que outros benefícios essa oferta traria? Pasmem. Essa frase da dupla Malafaia/ Murdock é completamente  indiscutível:

“Salvação para membros da família" (é uma referência a um dos benefícios adquiridos por quem pagar a indulgência, ou melhor, a "oferta voluntária" de R$ 1.000,00).

Agora compare com o que disse Rui Barbosa acerca da venda de indulgência, pela Igreja Católica Romana pré-reforma, que reproduzimos acima, com a Indulgência Eletrônica (porque poderia ser até dividia no cartão) de Malafaia e Murdock. É ou não é a mesmíssima coisa?

Isso não é simplesmente um desvio de conduta de um Pentecostal. É, antes, uma conseqüência mais ou menos lógica e previsível dos desdobramentos da negação dos princípios basilares da Fé Reformada, que é, na verdade, o cerne do Pentecostalismo.

Diante disso, podemos afirmar: o pressuposto Pentecostal que contrasta com o “Sola Fide é: “Fé em Deus, mas também Fé no esforço do homem”.

Esse pressuposto Pentecostal pode até estar correto e o da Reforma Protestante errado. Mais uma coisa é certa:  são completamente diferentes. Além disso, são auto-excludentes. Não há possibilidade de conciliação entre eles.

Solus Christus:  Somente Cristo.

Significa, em última análise, que não necessitamos de mais absolutamente nada além do Sacrifício substitutivo de Cristo Jesus, para a salvação. Implica que aquele que é salvo o é única e exclusivamente pelo sacrifício de Cristo. Isto é, o eleito nada faz que possa contribuir para sua salvação.  De forma que a pregação numa Igreja Reformada  poderia, tranquilamente, fazer a seguinte exortação: “não tentem fazer nada para alcançar a salvação, pois isso lhes seria um esforço inútil, pois vocês nada podem fazer para alcançar a vida eterna, nem mesmo podem contribuir ou ajudar a Deus nessa tarefa”.

Era assim que pensavam os reformadores. É assim que pensam os Reformados até hoje.  Agora, perguntamos: É assim que pensam os Pentecostais?

O que aconteceria se essa exortação fosse feita em uma igreja Pentecostal?

Os pentecostais, pelo fato se serem semi-Pelagianos, não suportam a idéia da passividade face à doutrina da Salvação.  Não estou querendo afirmar que os Pentecostais não crêem em Cristo para a salvação. Isso seria absurdamente desonesto. O problema é que não depositam a confiança de sua salvação “Somente em Cristo”, como o pressuposto da Reforma Protestante, baseado na Bíblia, requer. É sempre Cristo+cabelos+“joelhos no chão”+roupas+“manifestações do espírito”+“prosperidade” (características da variação neopentecostal)+“santificação pessoal”, cujo conceito é extremamente parecido com o conceito Católico Romano, isto é, santo como sendo aquele que não peca. Essa similaridade é evidenciada também pelas roupas dos santos católicos e dos crentes pentecostais, que parecem proceder da mesma grife.  

O pressuposto Pentecostal de “Cristo também” também pode causar a falsa impressão de similaridade com o pressuposto da Reforma, mas são diametralmente opostos.

Diante disso, podemos afirmar: o pressuposto Pentecostal que contrasta com o “Solus Christus” é: “Cristo também, mas não só Cristo”.

Esse pressuposto Pentecostal pode até estar correto e o da Reforma Protestante errado. Mais uma coisa é certa: são completamente diferentes. Além disso, são auto-excludentes. Não há possibilidade de conciliação entre eles.
  
Sola Gratia: Somente a Graça

“Durante a Reforma, os líderes protestantes e os teólogos geralmente concordavam que a doutrina da salvação da Igreja Católica Romana seria uma mistura de confiança na graça de Deus e confiança no mérito de suas próprias obras, comportamento este chamado pelos protestantes de sinergismo” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sola_gratia), enquanto eles defendiam o monergismo, que significa que a salvação depende exclusivamente de Deus: no início, no meio e no fim.

Era assim que pensavam os reformadores. É assim que pensam os Reformados até hoje.  Agora, perguntamos: É assim que pensam os Pentecostais?

Observe: a mesma constatação que os “líderes protestantes” do século XVI chegaram acerca da doutrina da salvação da Igreja Católica Apostólica Romana pode, integralmente, ser observada na doutrina da Salvação dos Pentecostais.

Eles não acreditam que Cristo resolveu o problema da condenação eterna de forma igualmente eterna e definitiva, pois também acreditam na perda da Salvação. Ora, se Cristo morreu pelo indivíduo e ele ainda pode perder a salvação, o que, afinal, seria suficiente para dar-lhes a certeza da salvação? Respondemos claramente o que os Pentecostais respondem na sua prática religiosa: as obras. À semelhança dos Espíritas, que praticam boas obras por acreditarem ser importante para melhorarem seu processo de reencarnação, tudo que o Pentecostal faz é visando a “continuação da sua salvação”. Ou seja, faz porque entende que deve fazer para “continuar salvo”, do contrário poderá perder essa salvação, a exemplo das vigílias, das longas orações, das manifestações públicas de “espiritualidade” e das campanhas de evangelização, que servem como uma espécie de “cartão de visita” para ser apresentado na porta do céu.

Diante disso, podemos afirmar: o pressuposto Pentecostal que contrasta com o “Sola Gratia” é: Sinergia. Nós podemos contribuir ativamente para nossa salvação. A graça, no contexto Pentecostal, é algo quase dispensável, pouco utilizada, pouquíssimo estudada e nunca compreendida.

Esse pressuposto Pentecostal pode até estar correto e o da Reforma Protestante errado. Mais uma coisa é certa: são completamente diferentes. Além disso, são auto-excludentes. Não há possibilidade de conciliação entre eles.

 Soli Deo Gloria: Glória somente a Deus

A primeira pergunta do Catecismo Maior de Westmister faz uma indagação cuja resposta representa bem esse Sola: Qual o fim supremo e principal do homem? A Essa pergunta os herdeiros da Reforma responderam: Glorificar a Deus e Gozá-lo para Sempre.

Esse ponto foi levantado pelos Reformadores exatamente para combater a questão hierárquica da Igreja Católica, bem como da canonização de pessoas consideradas “santas”. É evidente aqui que a luta era contra o orgulho humano que quer, insuflado pelas idéias de satanás, assumir a glória devida “somente a Deus”.

Os Reformadores não admitiam, em hipótese alguma, dividir a glória devida “somente a Deus” com homens, ainda que esses fossem líderes religiosos proeminentes.

Era assim que pensavam os reformadores. É assim que pensam os Reformados até hoje.  Agora, perguntamos: É assim que pensam os Pentecostais?

A busca frenética pelo reconhecimento pessoal no meio Pentecostal é algo gritante. Muitos jovens se martirizam psicologicamente para ter “o dom de línguas estranhas”, por exemplo. Com que objetivo? Edificar a igreja? Absolutamente. Com o fim de serem reconhecidos como “homens e mulheres de Deus”. Isso, em última instância redunda em glória pessoal e particular, além de render cargos. Cargos que inclusive possuem natureza hierárquica, o que possibilita uma nova ponte à idéia de clero do Catolicismo Romano, passando pelo “cargo” de presbítero, evangelista e evoluindo aos diversos tipos de pastores, numa escalada gradual, sendo o posterior superior ao imediatamente anterior.  

De todo esse estado de “glorificação velada do homem”, característica peculiar do humanismo - principal influenciador do Pentecostalismo, decorre a variação encontrada nas igrejas neopentecostais: a figura do Apóstolo, que pressupõe um grau extremamente alto e superior em relação aos demais líderes da igreja. Só não se sabe onde essa escala hierárquica de poder eclesiástico vai parar.

Há também a glorificação dos “profetas” e “profetisas” que não possuem, necessariamente, um cargo, muito embora seja o objetivo de muitos deles. Esses são “eleitos” pelo próprio povo para receberem a glória do reconhecimento. Esses têm uma oração mais poderosa que os demais. Com esses, dizem seus admiradores, Deus fala coisas profundas e misteriosas. Uma das principais frases de Malafaia, por exemplo, para trazer alguma espécie de “maldição” aos seus oponentes é “sou profeta de Deus”. Isso requer para si uma espécie de contato direto com Deus, o que lhe confere um poder extremamente grande.

Diante disso, podemos afirmar: o pressuposto Pentecostal que contrasta com o “Soli Deo Glória” é: Deus seja glorificado, mas também o “homem e a mulher de Deus".

Esse pressuposto Pentecostal pode até estar correto e o da Reforma Protestante errado. Mais uma coisa é certa: são completamente diferentes. Além disso, são auto-excludentes. Não há possibilidade de conciliação entre eles.

Agora decida: o Pentecostalismo tem algo a ver com a Reforma Protestante? Os pressupostos do Pentecostalismo são convergentes ou divergentes em relação ao pressupostos da Reforma Protestante do século XVI?

Se por acaso (e espero que sim) atribui ao Pentecostalismo algum pressuposto que não lhe pertence, por favor apontem, faço questão de corrigir.


Série: Reforma Protestante.

36 comentários:

  1. olá filosofo calvinista!

    muito bons artigos! parabéns!

    os cinco gritos de sola da reforma, são claramente negados pelos pentencostais.
    o que é incrivel é que muitos ditos reformados ainda tomam partido desses falsos crentes...que ultrajam as Escrituras Sagrada.


    Interessante´é que no dia 31 de outubro muitas igrejas pentencostais que de quebra são arminianas comemoram a reforma protestante como se fossem os aniversariantes.

    quando na verdade deveriam comemorar o dia da histeria antiintelectual pentencostal.

    Pb Alexandre Galvão
    Ex-pentencostal. com muita alegria!
    Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Jo 8. 32
    Cristo me libertou!

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  2. Graça e paz Fábio.
    É engraçado que entre os pentecostais eu sou tradicional e entre os tradicionais eu sou renovado, ou pentecostal (rs), mas na verdade eu sou bíblico, como comentei anteriormente eu creio na contemporaneidade dos dons, mas estou firmado na Palavra e soberania de Deus. Creio que Deus cura, mas não cura a todos e quando cura sempre há um propósito para isso. É o que a Bíblia nos mostra nos evangelhos. Mas independente de Deus agir segundo a minha vontade ou não Ele continua sendo o meu Senhor e Salvador e é Ele quem dirige a minha vida em todas as áreas da minha vida.
    Fique na Paz!
    Pr. Silas Figueira

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  3. Prezado Pr.Silas:

    Ser Pentecostal e tradicional ao mesmo tempo é impossível...rs. São possibilidade auto-excludentes. Pelo que o senhor disse, é e assume uma postura tradicional e "quer" acreditar na contemporaneidade dos dons. Permita-me fazer uma pergunta: o senhor fala línguas estranhas? O senhor recebe novas revelações? O senhor tem sonhos revelacionais? Pelo que percebo não! Então por que acredita na contemporaneidade de tudo isso? Baseado na experiência de alguns que dizem ter esses dons, mas que não tens como comprovar efetivamente? Ora pastor, longe de mim querer ensinar algo, mas acho que o senhor não é bem aceito no meio pentecostal mesmo...rs. Na verdade o senhor quer ser pentecostal mas não consegue mais..rs.

    Tudo de bom!

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    1. Quando oramos por um milagre(aqueles que necessitam de um) pedimos a Deus que o manifeste-se sobrenaturalmente na esfera racional, o que é contra dizer toda a racionalidade. Além de que, Ele opera milagres por meio de servos que vivem em retidão e justiça bíblicas. Mas, ainda poderíamos ir além, Deus faz o que quer, quando quer aonde quer, por meio de quem Ele quer, não é isto o significado da palavra soberania? Fechar-se para as possibilidades espirituais existentes, encerrando tudo dentro do racionalismo seria o mesmo que dizer que somente o homem pode curar, visto que muitos cristão calvinistas vão à igreja orar em busca de cura, e lá na bíblia diz que, os presbíteros devem ungir com o óleo e orar, isto também era para aquela época? Se fizermos uma leitura minuciosa de 1 Coríntio 13 veremos que, lá diz claramente que os dons( todos) só cessarão quando vimos por completo aquilo que vimos em parte, ou seja quando formos para o céu não necessitaremos mais de dom nenhum. Eu já tive visão, e creio que a Palavra de Deus é o único fundamento da verdade cristã, e creio na predestinação( que é divina e propalada anteriormente por Paulo, para depois Calvino ser usado por Deus como "vaso" de divulgação mais contemporânea e esclarecida),

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  4. E o próprio Jesus Cristo desceu a Terra para combater a quem seguia religião... e perdeu a intimidade com Deus.

    Cristo veio mostrar como ser íntimos com Deus, como entrar em sintonia com a canção do seu Reino.

    Não, eu não quero saber de notas, melodias e nuances dessa música do Reino, eu só quero entrar em sintonia...

    Amai Deus com todas as forças, toda a alma, todo entendimento...
    Amai-vos uns aos outros como eu vos amei...
    Renunciar a si mesmo...
    Carregar a sua própria cruz...
    E seguir Jesus... só Ele sabe o caminho para chegar no Reino...
    Ele é o caminho, a verdade e a vida.

    Eu sou protestante, e a salvação me basta. Meu descanso é no Céu. Minha glória foi negada por mim mesmo. E minha vida pertence a Cristo Jesus!

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  5. Paz do Senhor Fábio!
    Ou Graça e paz se desejar rsrs.
    Em 1° lugar, gostaria de agradecer pelo convite que me fez no blog do Pr Silas para participar dessa postagem,e também dizer que é um prazer estar aqui, mesmo que tenhamos opiniões e convicções opostas, acredito que podemos nos respeitar. Vou postar minha argumentação e desde já aviso que desconsiderarei comentários agressivos feitos por pessoas como o Alexandre Galvão acima e o "Gunnar Vingren" por exemplo, por considerar tais comentários desnecessariamente ofensivos e grosseiros.
    Vc usou os 5 pilares da reforma para dar base a sua tese.

    Farei meus comentários em cima de cada uma delas:

    Porém, antes,devo dizer lhe que sou pentecostal Clássico(se é que assim pode ser chamado). Portanto,não sou, e não apoio o neopentecostalismo e suas heresias e automaticamente considero como equivocadas 40% de suas argumentações, porque as mesmas não se aplicam ao movimento ao qual pertenço.
    Pelo que entendi,na 1°parte de sua postagem vc deu a entender que é impossivel dissociar o pentecostalismo do neopentecostalismo.
    Fazendo isso vc encontraria mais facilidade para defender a sua tese, visto que com a mesma argumentação vc poderia atingir tanto um como o outro.Porém a verdade é que são dois movimentos totalmente distintos, ainda que possuam algumas(pouquissimas)similaridades.
    Mas ao fazer isto vc utiliza uma lógica tendenciosa e parcial.
    Seguindo a sua lógica eu poderia argumentar que não há diferença entre as testemunhas de Jeová e os presbiterianos porque Charles Taze Russel antes de fundar a seita era presbiteriano.E levou algumas coisas do cristianismo histórico e misturou com suas heresias.
    Foi exatamente isso que o neopentecostalismo fez com relação ao pentecostalismo.
    Joseph Smith, o fundador do Mormonismo também era membro de uma igreja histórica.
    Contudo, seria um absurdo colocar o mormonismo e o Russelismo com as igrejas históricas no mesmo "balaio".
    Talves não perceba, mas é exatamente isso que está fazendo com relação ao verdadeiro pentecostalismo.

    Vamos aos pilares da reforma:

    1° Sola scriptura!
    Fábio, eu não sei se foi voce que escreveu o post,mas vamos ser sinceros,o argumento não condiz com a retórica dos tradicionais, costumeiramente bem embasada e coerente.
    De onde o autor tirou que nós recebemos novas revelações extra bíblicas através de profecias?Temos como pressuposto básico, e é pregado incansavelmente em nossas escolas dominicais e seminários bíblicos que a a profecia como dom, não tem a mesma autoridade do que as escrituras.na 1° carta de paulo aos Corintios cap 14:29 nos ensina a julgar a profecia.O julgamento de uma revelação ou declaração profética consiste em julgar se ela está alinhada com a Palavra de Deus,seu conteúdo e sua relevância para a reunião!
    Quanto ao caso da irmã e do casamento.
    Vc percebeu o que o autor fez?
    Julgou um movimento inteiro a partir de um caso isolado.Esse caso não passaria no crivo das escrituras, devido ao fato de Deus abominar o adultério.
    Fábio, fica evidente que esta irmã tinha sérios problemas de moral e conduta assim como o seu parceiro "canela de fogo".Não preisa nem ser espiritual para dizer que quem falou com ela foram seus desejos carnais rsrs.
    Só me espantou o fato do autor usar isto como "prova" de que o movimento pentecostal quebra o sola scriptura.

    2º Sola Fide

    Há tempos o Pastor Silas Malafaia vem cometendo o equívoco de flertar com a teologia da prosperidade.(Uma pena,pois eu gostava muito de suas pregações)
    Sim Fábio,ao contário do que diz o seu post, isto é simplesmente o desvio de conduta de um pentecostal.Um desvio de conduta perigoso,confesso, por ser ele um lider que influencia multidões,mas, ainda assim não se pode aplicar os erros de um homem a um movimento inteiro.

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  6. 3°Solus Crhistuse e 4° Sola gratia
    Aqui é necessário fazer uma ressalva.
    Concordo com vc que há alguns(isso já diminuiu muito atualmente) lideres ignorantes que associam a salvação a manutenção de um cabelo comprido ou uma saia comprida e etc...
    Porém sempre teve aqueles dentro da igreja que combatem tal equivoco.E esses que combatem tal quivocos são tão pentecostais quanto aqueles.
    E como já foi dito, isso está cada vez mais raro.
    E quanto á oração, o autor esta enganado,não oramos para ser salvo Fábio, oramos porque o novo testamento está inundado de versiculos nos exortando a tal prática.Passamos noites em vigilias não para nos salvar, mas intercedendo por pessoas que necessitam de Cristo, e buscamos, dentro de nossas limitações, cuprir a grande comissão.Deixa eu lhe contar uma coisa.Eu mesmo já experimentei o poder do Jejum e da oração na minha vida ao consagrar alguns dias á Deus em oração e Jejum com o propósito de evangelização e colhi frutos. Já vi em minha vida muita coisa acontecer ao orar a Deus com suplicar é clamorese alcançar a graça da oração respondida.Não Fábio,não oramos para sermos salvos,oramos porque cremos que temos um Deus que atende as orações de acordo com a sua soberana vontade.
    Quanto aos outros argumentos,eu reitero.
    São para os católicos romanos e neopentecostais.

    5°Soli Deo Glória
    Mais uma vez o autor usou uma meia verdade.
    Quando eu era novo convertido,e via alguém sendo usado por Deus(Não falo somente dos dons espirituais)desenvolvia uma profunda admiriração por esta pessoa.
    Para vc entender melhor, usarei meu próprio exemplo. A parte do culto que eu mais gosto é a hora da palavra.Quando era novo na fé e contemplava um irmão que tinha uma boa retórica e pregava com eloquência, eu anseiava em meu coração em ser como ele.Isto é normal,admito que é perigoso, mas absolutamente normal.Quando comecei a adqurir o conhecimento bíblico, comecei a ver que nem tudo oque reluzia era ouro.A maturidade espiritual que veio pelo estudo da palavra não me fez deixar de ser pentecostal,mas me permitiu identificar o que era legitimo e o que era meninice.Até existe o exagero por parte de alguns ao idolatrar certos icones.Mas assim como aconteceu comigo, tenho visto muitos olharem somente para |Jesus depois que adquiriram maturidade.Isso também acontece no meio tradicional,veja o que aconteceu com John Piper dias atrás, a mesma idolatria.Agora se eu disser que todos os tradicionais idolatraram ele, estaria sendo totalmente parcial.Considero um erro grosseiro da Assembléia de Deus somente consagrar aos cargos eclesiásticos pessoas que somente falam linguas estranhas mas isso não coloca o pentecostalismo contra a reforma e tampouco faz da Assembléia de Deus uma seita herética.

    Não pretendo convencer ninguém aqui com esses argumentos,muito menos criar atritos e contendas,mas sim,trocar idéias.
    E antes de mais nada quero dizer lhe independente da sua opinião a meu respeito ou sobre a minha posição teológica eu o considero meu irmão em Cristo.(mesmo que não me considere rsrsrs) Pois sei em quem tenho crido!
    Fique na Paz!
    Fábio Costa

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  7. Prezado Fábio:

    suas colocações são sóbrias. Mas, desculpe meu irmão...rs. Pelo que percebi você em nada ou em "quase nada" se parece com um pentecostal. Ou então, no mínimo, é um pentecostal diferente de 98% dos outros pentecostais. Tudo isso que argumentei nos posts são características peculiares dos pentecostais e de sua consequência: o neopentecostalismo. Se você pensa diferente de tudo isso, das duas uma: ou você está deixando de ser pentecostal ou está criando um outro movimento religioso.
    Tudo de bom!

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  8. Parabéns pelo Texto,

    Mas assim como o Pr. Silas Figueira, também acredito na contemporaneidade dos dons, visto que a palavra de D'us diz que Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre será, não podemos limita-Lo.
    Fui catequizado numa igreja batista tradicional, me considero sim Reformado, por não admitir o enganos que muitas igrejas pentecostais e neopentecostais tem pregado, que são extremamente anti-biblicas. Acredito nos cinco Solas, porem acredito muito mais na palavra de D'us.

    Só Cristo salva, e isso é que realmente importa.

    D'us seja louva, sua palavra é unica, somos salvos mediante a graça de D'us e somente por ela.

    Graça e Paz

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  9. Graça e paz Fábio.
    Eu não tenho novas revelações, não me guio por sonhos, embora eu creia, por experiência própria, que o Senhor nos fala através de sonhos também. Falo em línguas também, mas nem sempre. Não faço campanha, pois não creio que possamos marcar dia e hora para Deus agir na vida de alguém. Aliás, eu odeio esse tipo de coisa. Para ser mais transparente, eu sou batista renovado, mas estou longe de tudo aquilo que está relacionado com pentecostalismo louco ou neopentecostalismo.
    Fábio, quando eu disse que creio na contemporaneidade dos dons é porque eu tenho vivenciado algumas coisas em meu ministério onde Deus tem nos mostrado como agir em determinadas situações e principalmente em determinadas famílias.
    Quando eu disse que para os pentecostais eu sou tradicional e para os tradicionais eu sou pentecostal é porque eu procuro ter em minha vida e em meu ministério um equilíbrio dentro da Palavra de Deus.
    E acredite se quiser, eu sou Calvinista do pé roxo (rs).
    Fique na Paz!
    Pr. Silas Figueira

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  10. Pr.Silas:

    O senhor realmente está começando outro movimento religioso...rs. Pentecostal Calvinista é bronca..rs. Só não entendo a necessidade de um dom revelacional como o de linguas, por exemplo, já que o senhor afirma ser guiado e guiar seu ministérios pelo princípio de Sola Scripture. Sinceramente, isso me parece completamente contraditório. Ora, se as revelações estão contidas na bíblia, logo não são "novas revelações" que o senhor recebe, logo não é o dom descrito na bíblia. E se tá tudo na bíblia mesmo é só ler e praticar. Simples assim. Explique esse negócio direito aí..rs.

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  11. Graça e paz Fábio.
    Eu não sou o único renovado calvinista não, há muitos outros por aí (rs).
    Eu não recebo novas revelações, eu fico com a Bíblia e o que está registrado em 1Co 12, sempre pedindo ao Espírito Santo que nos dê sabedoria e discernimento de espírito.
    Fique na Paz!
    Pr. Silas Figueira

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  12. não existe calvista pentecostal ou pentencostal calvinista. e sim um bando de incoerentes e mal informados se dizendo tal....

    a lei de não contradição reza: A não pode ser B e não-B no mesmo tempo e no mesmo sentido. logo, esses incoerentes não podem ser pentencostal e calvinista no mesmo tempo e no mesmo sentido. ou vc crê ou não crê na suficiência das Escrituras, a terceira opção é excluida.

    Pb Alexandre galvão

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  13. Quando vejo pessoas como esse que se diz Presbitero Alexandre Galvão postando algo,a 1°coisa que me vem a mente são adeptos de seitas como mórmons,testemunha de jeová,adventistas do sétimo dia e etc.

    As semelhanças são incriveis:

    1° Se acham os únicos filhos de Deus andando sobre a terra.

    2° Se acham os únicos portadores da verdade.

    3° Se consideram "iluminados e seres superiores intelectualmente e espiritualmente".

    4° Só enxergam nas escrituras o que lhes é conveniente para defenderem seu ponto de vista incoerente e obscurecido pela soberba.

    Infelizmente o mundo tá cheio desses figuras.

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  14. Eu não vou escrever nada grande e nem muitos linhas para os incoerentes, inconsistentes teologicamente e que procuram desenvolver uma anomalia antibíblica chamada pentecostalismo para um grau elevado sem seu ranço espírita dos fundadores e da famosa rua azuza. Isso é totalmente impossível, assim, como ver um presbiteriano querendo receber alguma entidade qualquer, ele não sabe ser totalmente presbiteriano nem totalmente pentecostal(imagine o problema mental que dar). Tentar refazer a Assembleia de Deus, por exemplo, para uma igreja verdadeira cujo as Escrituras seja sua única regra de fé e prática, não somente na teoria, mas na prática, é mesmo que querer ver a Igreja Católica Reformada. Sem velas e papado.Assembleia de Deus, seita qual fiz parte é isso aí mesmo que estamos vendo, os seus desdobramentos na história só pioram cada vez mais.O resultado é pentecostalismo, uma fera que esmaga seus adeptos em nome das cifras.

    Sem ressentimentos...
    Gunnar Vingren (Ex-pentecostal com muita alegria).

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  15. Sem ressentimentos?????rsrsrs
    Imagina se tivesse ressentimentos!
    Não importa se vc teve 15 ou vinte ou 30 anos de Assembléia de Deus.
    A verdade é que vc nunca foi pentecostal.
    Aliás, vc nem sabe o que é pentecostalismo.(pelo menos o verdadeiro).
    Se soubesse não iria perder o seu tempo postando esse monte de bobagens.
    Me poupe.
    É cada um que aparece!

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  16. Graça e paz Fábio.
    Não estou querendo ser repetitivo, mas sendo (rs). Torno a dizer que tem muito calvinista renovado em nosso meio. Ser renovado não é ser pentecostal do reteté como temos visto por aí, mas são cristãos que crêem na contemporaneidade dos dons para os dias de hoje, mas de uma forma muito equilibrada. John Piper é um deles.
    Fique na Paz!
    Pr. Silas Figueira

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  17. Faço coro ás palavras do último comentário do Pastor Silas,é exatamente assim que eu penso.
    Não sabia que o John Piper acreditava na contemporaneidade.
    Acho que depois dessa alguns vão querer crucifica-lo rsrsrs
    Fiquem na paz!

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  18. "John Piper acredita na contemporaneidade dos dons". É preciso definir o que ser calvinista ou reformado. Hoje todo mundo diz que é, isso, aquilo mas quando observando mais de perto é uma anomalia. Piper um batista que rejeita o sacramento aos infantes. Precisamos saber que não existe essa coisa de calvinista equilibrado e nem muito menos pentecostalismo equilibrado. afirmo a suficiência da Escrituras e mais alguma coisa, um sonho, uma visão do diabo e coisa assim (mas somos reformados). Por favor!

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  19. Veja esse artigo publicado no Púlpito Cristão a respeito desse pastor batista calvista, admirado por muitos e inclusive muito respeitado aqui no Brasil: http://www.pulpitocristao.com/2011/05/john-piper-cre-nos-dons-espirituais-inclusive-o-de-linguas/
    John Piper é uma anomalia muito repeitada pelos calvinistas é só ver os vários artigos e videos dele aqui no Brasil quando esteve aqui recentemente.
    Fique na paz!
    Pr. Silas Figueira

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  20. Muito boa colocação Pastor Silas!
    Contra fatos não há argumentos.
    A verdade é que John Piper só constatou o óbvio: Os dons espirituais são claramente bíblicos e neotestámentários.Negar isso é mais uma questão ideológica do que propriamente convicção bíblica.Mas cada um esteja seguro quanto a sua posição.Portanto,façamos como Paulo e Barnabé,tomando caminhos separados mas indo ao mesmo destino!.
    Fiquem na Paz!

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  21. Os dons espirituais são claramente bíblicos e neotestamentários, mas isso é muito mais que evidente que sim, e tenho certeza que o presb. Fábio também concorde com isso. Mas daí, afirmar que ele são para hoje os nobres, estão completamente enganados. Dons serviram para um propósito e uma época especifica. John Piper não é a voz da verdade que os dons não cessaram. Piper é o "guro" espiritual para dizer se aquilo estar certo ou errado. E, por fim, é um batista que não subscreve sua confissão de fé de 1689.Dizer que alguém é calvinista só porque possui uma soteriologia calvinista, é pouco de mais para afirmar que ele seja realmente calvinista.

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  22. É evidente que John Piper não é dono da verdade. Mas quem é o dono da verdade? Lutero?Calvino? Knox? ou as Escrituras? É inegável o valor desses homens para o Cristianismo,porém,é bom lembrar,(e muitos esquecem)que eles ainda eram somente homens.

    Faço menção de uma citação que li em um blog de posição reformada que diz:

    "Faça um teste você mesmo, que nome você enxerga nas abreviações “J.C”, se o primeiro nome que lhe veio a mente foi João Calvino- Você é idolatra.Se enxerga Jesus Cristo,louvado seja o nome do Senhor"

    Aliás,recomendo a leitura do artigo completo.

    http://reformaparaosnossosdias.blogspot.com/2011/10/soli-deo-gloria-sera.html

    Pode entrar sem medo,afinal,o blog é reformado rsrsrs.

    É em vão fazer apologia contra a continuidade dos dons, usando a bíblia, porque não há versículos bíblicos que apóiem a cessação dos dons. Tudo o que se pode fazer, desde que se rejeite a atualidade dos dons, é desenvolver pressuposições, para se chegar a uma conclusão a que se deseje chegar, e não numa conclusão definitiva do que a bíblia deseja ensinar.

    Concordo, respeito e aceito o fato de voce não crer na contemporaneidade dos dons espirituais.Só não acho que suas convicções a respeito deste assunto estejam 100% pautadas nas escrituras porque para mim isto é inviável.Lembre-se:Só estou aqui por que fui convidado pelo Fábio para comentar a respeito das postagens,portanto, esta é somente a minha posição,não vou ataca-lo nem ofende-lo para defender a minha posição,porque isto seria de nenhum proveito para ambos.
    Com relação a isto,acredito que podemos nos respeitar,mesmo que em pouco ou quase nada concordemos.

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  23. É outra Reforma (também acredito), em moldes místicos e não escriturísticos.

    Mesmo assim, o irmão consegue ver alguma contribuição do Pentecostalismo pro evangelicalismo ortodoxo, reformado?

    Abs, irmão!

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  24. Caro Danilo:

    Contribuição? Preguei domingo passado em uma igreja neopentecostal. O tema versava sobre a contribuição/influência da igreja em nossa época. A igreja influencia e sempre influenciou. Porém, acho que a influência que o movimento pentecostal e suas variações têm trazido é sempre negativa, a exceção da qualidade musical (não da teologia contida nas músicas) trazida por grupos neorenovados. Diria que essa foi a unica contribuição positiva

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  25. Este comentário foi removido pelo autor.

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  26. Essa eu não entendi: O movimento neorenovado tem contribuído positivamente na área música por sua qualidade. Que eu saiba, as seitas pentecostais clássicas e neo tem contribuído e muito em espalhar o erro, a heresia, gerar hereges cada vez pior e escandalizar também, cada vez mais o evangelho bíblico, bem como propagar as sementes do maligno no meio da igreja de Cristo. E, um dos canais usados, é justamente na área da música com sua péssima qualidade e ensinos antibíblicos em sua letras. O senhor tem realmente ouvido, músicas neorenovadas mesmo?. Repito, eu, não entendi!

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  27. Prezado Gunnar:

    Sim. Qualidade musical não das músicas (necessariamente), não das letras (pelo menos da maioria). Por exemplo: a inclusão de orquestras sinfônicas na execução de muitos grupos. Não entremos aqui na velha polêmica da validade da utilização de instrumentos, ok? Me refiro à qualidade dos músicos (da igreja renascer, por exemplo), dos instrumentos utilizados, etc. Isso, não podemos negar: a contagem é antes e depois do movimento neorenovado.

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  28. Prezado que estão postanto,

    Estou vendo que os comentarios estão bons e bem polemicos também, concordo com o Pr. Silas e com o Fábiodc79.
    Li em um blog de cunho reformado(que não me lembro agora) que usava a seguinte analogia: "sou calvinista por que sou Cristão e creio nas escritutras como regra de fé e pratica, logo calvinista e meu apelido para Cristão."
    Mas não querendo causar polemica com o comentario acima(mas sei que alguem vai achar um absurdo), o que quero falar e que não é por que sou calvinista que não vou acreditar na contemporaniedade dos dons, se a Biblia não fala nada sobre o cessar dos mesmo.
    Lembrando que não sou pentecostal, prefiro o termo reformado renovado, pois não concordo com as sandices pentecostais que se utilizam dos dons(que duvido realmente serem geniunamentes divinos) para ulidir e enganar os fieis, para ganhar proveitos e não pregar o evangelio da Salvação.
    Creio que os Dons de D'us tem um proposito, e no estudar as escrituras, percebi que tirando o don de lingua(polemica), todos os outros são ligados ao beneficio da comunidade local e para provar sobre a genuinidade do evangelio de Cristo, porem nos dias de hoje vejo os dons de D'us só com a funciam de benificiar a comunidade local(lembrando que isso é uma visão que eu retirei dos meus estudos biblicos).

    A Paz do Senhor para todos.

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  29. Derly:

    Obrigado por sua participação nesse debate. Gostaria de saber algumas coisas a seu respeito, ok?

    1º) Você tem o dom de línguas estranhas?
    2º) Você tem o do de profecias?
    3º) Você tem o dom de cura?
    4º) Você tem o dom de novas revelações?
    5ª) A bíblia é suficiente para você ou é incompleta e carece de novas revelações de Deus?

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  30. Prezado Filósofo Calvinista,

    Respondendo as perguntas;

    1º) Sim falo em linguas, mas não do jeito que vemos hoje em dia, pois creio no que Paulo nos diz que o dom de linguas sem tradução não edifica o corpo de Cristo(igreja), mas sim para edificicação pessoal com D'us;
    2º) Não não possuo dom de Profecias, mas para quem tem sempre lembro da palavra que nos exorta que "o profeta se destingue pelos frutos" e em segundo ponto para que ao quem venho profetizar, essa profecia tem que estar embasada na Biblia, fora disso e lorota;
    3º)Creio que sim, pois se orar por alguem infermo e essa pessoa melhorar for dom de cura, sim tenho, porem creio que todos os crentes podem fazer isso, pois não somos nos que fazemos isso, pois e D'us quem faz, nos simplesmente pedimos, e Ele em sua misericordia o faz de acordo com a Sua Vontade;
    4º)Não tenho e não tenho, pois entermos de revelações, principalmente escatologicas, estão todas na Biblia, fora dela não existe, só para diferenciar revelação de profecia, ao meu ver revelação e quando fala sobre algo futuro que acontecera ao seu povo e profecia e quando D'us fala especificamente para uma pessoal, porem lembrando que essa tem que estar embasada na palavra, nada de "eis que te digo varão";
    5º)A Biblia é complenta e todas as revalações que dissem respeito ao povo de D'us a volta de Jesus Cristo e aos acontecimentos dos finais do tempo já estão contidos nela, a Biblia e perfeita e ispirada por d'us, tudo que precisamos aprender para sermos pessoas melhores encontramos lá.

    Paz e Graça de D'us em nossas vidas!

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  31. Derly:

    Admiro seu esforço em tentar transitar bem pelos pressupostos pentecostais sem, contudo, esquecer das Escrituras. Penso que é uma tarefa muitíssimo árdua. Apesar disso, vc me deixa a impressão que um dia vai perceber que isso é uma impossibilidade lógica.

    Vamos lá:

    Os dons que estamos tratando, nas Escrituras, são tratados como dons REVELACIONAIS, isto é, são dons que serviam para uma efetiva comunicação entre Deus e seu povo, extremamente necessários à época, uma vez que o cânon bíblico, naquela ocasião, ainda não havia sido fechado.

    Sua maneira de entender esses dons misteriosos realmente me intriga. Você constantemente usa expressões do tipo "essa profecia tem que estar embasada na Biblia, fora disso e lorota".

    Ora, pelo que percebo você NÃO acredita em novas revelações, no sentido de ser uma "palavra nova de Deus" para seu povo. ISTO É, QUE NÃO ESTÁ REGISTRADO NA BÍBLIA. Tem que estar embasada na bíblia, argumenta você. Sinceramente, na minha opinião, uma coisa anula a outra. Não seria o caso de ler e estudar a bíblia, já que tudo tem que ser "embasado nela"? Já que tudo está registrado nela e que essas revelações não têm nada de "novo"?

    Pelo que entendi também sua "lingua estranha" difere da língua da maioria esmagadora dos pentecostais exatamente porque você dá ênfase à INTERPRETAÇÃO daquilo que você, em outra lingua, anuncia - mensagem (nova?) supostamente enviada por Deus. Diante disso, por favor me esclareça:

    o que a tradução da sua "língua estranha" revela? Uma mensagem completamente nova de Deus para seu povo, que ainda não está registrada na Bíblia, ou, ao contrário, apenas coisas já escritas na Palavra de Deus?

    Quando ao dom revelacional de cura, que eu definitivamente não tenho, como vc supõe, mas que você diz tê-lo, permita-me fazer uma colocação: das duas uma: ou você não tem esse dom ou você não tem a menor compaixão pelas pessoas que sofrem com dores terríveis. Não parece óbvio, já que pode curar e não o faz? Qual dessas duas opções é a correta?

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  32. Prezado Filosofo Calvinista,

    Vejo que não me fiz entender.
    Deixa eu tentar explicar novamente:
    1º: Não sou pentecostal como você diz, mesmo por que minha catequisação foi dada em uma igreja Batista Tradicional e não renovada;
    2º quando me refiro em profecias, não me refiro aquela loucura pentecostal de "eis que te digo varão" ou "o senhor esta me dizendo que", um profeta no velho testamento e realmente como você diz "dons que serviam para uma efetiva comunicação entre Deus e seu povo", hoje temos a Biblia para fazer essa comunicação, porem pessoas instruidas na doutrina biblica que trazem o ensinamento de D'us revelado na palavra são os profetas dessa geração, por isso digo que acredito no dom profetico(favor ler Efesios 4:10-12);
    3ºDons de linguas(isso sempre e polemica), primeiramente eu não disse que traduzo o don de linguas, segundo quando me referir igual aos outros, me refiro a propogar o don de linguas como o maximo do Espirito Santo, por que isso e a maior mentira dos pentecostais, por que o don de linguas e como qualquer um, sou continuita, pois creio que os Dons de D'us são para o aprimoramento da Igreja como esta escrito em 1ºCoríntios 12, quando falei de interpetração me referi ao texto de 1ºCorintios 14:5,e quando falei de edificação propria me referia ao texto de 1ºCoríntios 14:4.
    No meu entendimento (peço que me corrija se estiver errado), os dons de D'us são para a edificação da igreja, por tanto os dons são sim para esse tempo, sera que ninguem mais tem que ser curado pela Vontade de D'us? Sera que ninguem mais precisa receber a palavra de D'us contida nas escrituras de forma revelada(pois era isso que os apostolos faziam)?, Sera que ninguem mais precisa de que sejam ensinados nas escrituras?
    4º sobre o Dom de cura, quando digo que creio que todos tem, e pelo fato de que o que temos que entender e que D'us em quem nos da o dons, então não sou eu ou você que "faz a coisa acontecer" e sim D'us que na Sua Vontade e misericordia decidiu nos usar para a sua maravilhosa obra, que é a levar a mensagem do Evangelia da Cruz de Cristo.

    Espero ter sido claro dessa vez.

    Graça e Paz do Senhor

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  33. "estamos convencidos que o Pentecostalismo é o mais grave passo de retorno ao Romanismo".

    Amei isso!!!!

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  34. Meu Deus! Quanto debate sem conclusão!
    Até quando vamos ficar degladiando entre nós ao invés de assumirmos aquilo que está nas Escrituras Sagradas, que a nossa luta não é contra carne e sangue?!?

    Sinceramente, irmãos! Toda essa discussão não tem edificado e muito menos, produzido Glória para Deus!

    Presbítero Carlos Sidney (IPB).

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