sábado, 30 de março de 2013

A VISITA DO PAPA JOÃO PAULO II AO RECIFE E A CONFISSÃO DE FÉ DE WESMINSTER


Em 7 de Julho de 1980 uma criança de apenas 8 anos de idade presenciou a visita do Papa João Paulo II na Cidade do Recife, mais precisamente no bairro da Imbiribeira, próximo ao Aeroporto internacional dos Guararapes.

A foto acima é real e foi tirada por seu pai. Naquele dia as pessoas se aglomeravam para ver o Papa  em seu Papamóvel. A lembrança é de ter chegado muito perto do Pontífice. Um mito; o Santo Padre. Vê-lo era como ver o próprio Cristo.

32 anos depois da visita do Papa ao Recife, hoje (29/03/13), tive a oportunidade de rever a foto e relembrar daquele momento. Eu realmente estava lá; bem pertinho. Muita coisa mudou. Já não sou mais Católico Romano. Hoje sou oficial de uma igreja Reformanda - IPB. Minha visão acerca do pontificado da Igreja Catolica Apostólica Romana tambem mudou, e muito. O que penso sobre o sistema Papal? 

Abaixo transcrevo a opinião da Confissão de Fé Westminster, adotada como interpretação oficial da IPB. Essa posição e opinião acerca do Papado é a que subscrevo hoje, 32 anos após a visita de João Paulo II.

Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; em sentido algum pode ser o Papa de Roma o cabeça dela, mas ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus. Col. 1:18; Ef. 1:22; Mat. 23:8-10; I Ped. 5:2-4; II Tess. 2:3-4 (Confissão de fé de westminster, XXV.V).

terça-feira, 26 de março de 2013

ABANDONANDO TUDO PORQUE NÃO CONSIGO OBEDECER OS MANDAMENTOS DO SENHOR EM SUA INTEIREZA




Nós e nossa mania de perfeição. Julgamo-nos bons além da conta, mas para que isso não pareça prepotência, sendo, nos fazemos de coitadinhos para justificar nossa falta de compromisso com a verdade Revelada de Deus. Se não tomarmos cuidado, se não tivermos clareza do que realmente somos a religiosidade nos empurrará, impreterivelmente, aos famosos “túmulos caiados”.

Somos pecadores e essa condição não nos largará até sermos recolhidos ao Senhor, de uma forma ou de outra. Por conta disso, simplesmente não conseguimos cumprir a Lei Moral de Deus e seus demais preceitos em sua inteireza.

Isso deve nos levar a uma condição de desconforto diante de Deus. Era assim que se sentia o apóstolo Paulo, quando anunciava em tom trágico:

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? (Romanos 7:18-24)”.

Segundo o Catecismo Maior de Westminster, essa agonia sentida por Paulo é provocada, de forma proposital, pela própria Lei Moral de Deus, que:

1º) Primeiro nos ordena obedecer sem pestanejar:

Pergunta 93:  Que é a lei moral?

A lei moral é a declaração da vontade de Deus, feita ao gênero humano, dirigindo e obrigando todas as pessoas à conformidade e obediência perfeita e perpétua a ela - nos apetites e disposições do homem inteiro, alma e corpo, e no cumprimento de todos aqueles deveres de santidade e retidão que se devem a Deus e ao homem (Deut. 5:1, 31, 33; Luc. 10:26-28; Gal 3:10; I Tess. 5:28; Luc. 1:75; At. 24,:16; Rom. 10:15).

Pergunta 95:  De que utilidade é a lei moral a todos os homens?

A lei moral é de utilidade a todos os homens, para os instruir sobre a natureza e vontade de Deus e sobre os seus deveres para com Ele, obrigando-os, a andar conforme a essa vontade.

2º) Nos mostra que não temos a menor condição de obedecê-la:

Pergunta 94:  É a lei moral de alguma utilidade ao homem depois da queda? 
Embora nenhum homem, depois da queda, possa alcançar a retidão e a vida pela lei moral, todavia ela é de grande utilidade a todos os homens (Rom. 8:3; Gal. 2:16; I Tim. 1:8).

95. De que utilidade é a lei moral a todos os homens? (Continuação)

A lei moral é de utilidade a todos os homens [...] para os convencer de que são incapazes de a guardar e do estado poluto e pecaminoso da sua natureza, corações e vidas; para os humilhar, fazendo-os sentir o seu pecado e miséria, e assim ajudando-os a ver melhor como precisam de Cristo e da perfeição da sua obediência (Lev. 20:7-8; Rom. 7:12; Tiago 2:10; Miq. 6:8; Sal. 19:11-12; Rom. 3:9, 20, 23 e 7:7, 9, 13; Gal. 3:21-22; Rom. 10:4).

O resumo da “ópera’ é mais ou menos o seguinte: Deus é Santo e o Padrão ou o modelo de Moral exigido por Ele é Ele mesmo. Ele não baixará esse nível de Santidade exigido de suas criaturas somente porque elas não conseguem atingi-lo. Não é sem motivos que ele prescreve “Sede santos porque Eu sou Santo” (I Ped 1:16). Ou seja, atingir esse modelo de Santidade é nosso alvo mas, ao mesmo tempo, sabemos que não conseguiremos jamais mas, mesmo assim, devemos continuar tentando, sempre, sempre e sempre. Desistir de tentar atingir esse padrão tonar-se pecaminoso.

Diante disso, quem não repetiria com Paulo “Desventurado homem que sou”?

Nessa altura de nossa breve reflexão algumas perguntas ecoam em nossas mentes, insistindo em não calar:

O que fazer, então? Liberar geral? Deixar de ensinar os Preceitos Corretíssimos e Santíssimos da Palavra de Deus porque nós mesmos não os conseguimos cumprir?

Tenho ouvido com preocupação esse argumento, escondido em frases do tipo: “quem é que cumpre todos os mandamentos aqui? Quem guarda o dia do Senhor como deve ser guardado?”.

Esse tipo de pergunta retórica, que só abre espaço para respostas do tipo “ninguém e ninguém” (conforme já demostrei pelo Catecismo Maior, acima), são extremamente falaciosas e perigosas. Beiram à heresia e estão carregadas de “dardos inflamados do maligno”. É assim porque, certamente, a sentença que vem a seguir é: “então ninguém pode cobrar que isso ou aquilo deixe de ser feito ou passe a ser feito”, ainda que o que é requerido seja claramente ensinado ou proibido nas Escrituras Sagradas.

Finalmente, devemos deixar de obedecer e ensinar alguns ensinamentos e preceitos Bíblicos porque não conseguimos obedecer outros ou eles mesmos? Absolutamente. Nossa incapacidade natural não nos isenta de tentarmos seguir esses preceitos novamente, novamente e sempre. É cair aqui, levantar-se e seguir de novo para o alvo.

Era assim que agia o Apóstolo Paulo. Sabedor que não conseguiria cumprir fielmente os mandamentos e preceitos do Senhor, ele não desistiu de tentar, não se permitia usar isso como desculpa para não continuar tentando, como muitos querem fazer. Apesar dessa angustiante luta, descrita por ele em Gálatas 5:17, Paulo prosseguia. Ele não recuava; ele teimava em tentar obedecer os preceitos eternos da Palavra de Deus.

Vejamos o que ele diz:

Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;  para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;  para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,  prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Filipenses  3:7-14)

Façamos como o apóstolo Paulo: Prossigamos para o alvo, sempre. Desistir de tentar obedecer os mandamentos e preceitos da palavra de Deus, sob o argumento que “ninguém consegue” é pecaminoso.

quinta-feira, 21 de março de 2013

A SOLUÇÃO “DEFINITIVA” PARA O DEBATE EM TORNO DA QUESTÃO DA HOMOSSEXUALIDADE


Religiosos, deixem os Gay’s em paz! O que os senhores têm a ver com as práticas sexuais dos outros? Absolutamente nada. Se Preocupem mais com suas vidas e deixem a vida dos outros. Eles são livres para ser o que bem entenderem. Eles se dizem satisfeitos e felizes do jeito que são; do jeito que escolheram ser. Talvez, até mais felizes que os senhores. São cidadãos que, igualmente a vocês, pagam impostos, cumprem com suas obrigações sociais. Isso pressupõe que, igualmente a vocês, possuem todos os direitos garantidos por um  estado laico. O que os senhores querem? Transformar o país numa grande igreja? Por favor, não façam isso. A depender dos exemplos que temos visto do “evangelicalismo moderno”, o país sucumbiria.

Mas, toda moeda tem dois lados. Os Gay’s também são fogo. Têm, certamente, sua parcela de intransigência nesse debate.  O que os senhor(es/as?) querem? Imagino que viver sua opção sexual sem nenhum constrangimento, não é isso? Concordo plenamente. Também não gostaria de ser maltratado pelo fato de ser heterossexual. Porém, a forma como estão tratando a questão é que está criando toda essa celeuma. Hoje, sem PL-122, se algum Gay for agredido(a), moral ou fisicamente, o que acontecerá com o agressor? Irá preso, responderá processo, etc, etc. Da mesma forma que aconteceria com um “não-Gay’. Ou seja, vocês já estão protegidos, como qualquer outro brasileiro, contra os desmandos dos foras-da-lei. Vocês não precisam de uma Lei específica. 

Esse ponto realmente tem gerado muita polêmica e entendo que ele é fundamental para a solução definitiva do problema. Penso que se abrirem mão dessa ideia de uma Lei específica, nos moldes da PL-122, tudo ficará mais fácil de ser resolvido. “Abortem” esse pensamento; ele é desprovido de logicidade. Vejam: eu sou muito chato, por opção. Tenho o direito de sê-lo, desde que não invalide o direito dos outros; a velha máximo do direito. Suponhamos que alguém não goste do meu jeito “cabuloso” de ser e resolva me agredir, me xingar, me denigrir e até me bater. Precisaria eu de uma lei da “chatofobia” para enquadrá-lo? Obviamente que não. Procuraria meus direitos na forma da lei, que já existe. Por que simplesmente vocês não fazem o mesmo? Esse seria um passo importante na mediação desse conflito. 

A PL-122 é boa pra vocês, mas invade o direito de outras pessoas. E isso não é legal, não é verdade? Vocês são vítimas constantes desse tipo de procedimento, não podem enveredar pelo mesmo caminho. 

Se reter o direito das minorias já é errado imagine, então, das maiorias?!

Por incrível que parece, a solução dessa briga é bem simples e depende muito dos Gay’s.


É sabido por todos que no cerne dessa briga está a questão Religiosa. É uma briga entre Gay’s e Religiosos, principalmente evangélicos, em última análise.

O que proponho abaixo solucionará todo esse problema. Os dois lados precisarão fazer sua parte. Estão prontos a buscarem a solução definitiva para esse debate em torno da questão homossexual?  

A parte dos Evangélicos e outros Religiosos já está posta logo no início desse post. Agora vamos à parte que cabe aos Gay’s, similares e outros simpatizantes. Seguinte:

Esqueçam o Deus pregado pelo Cristianismo. Esqueçam o Cristianismo. Desprezem a Bíblia. Virem ateus, nesse sentido. Vivam como se o Cristianismo, de fato, não existisse. Esqueçam que um dia vocês ouviram falar da Bíblia. 

Pronto. Façam isso e verão que terão paz no exercício pleno de sua homossexualidade ou de sua homoafetividade. 

Certamente se vocês não tiverem nenhuma pretensão de se tornarem Cristãos ou membros de alguma igreja evangélica, não terão mais nenhum problema nessa área. Serão realmente livres, como sempre quiseram. Façam o teste.

Enquanto os senhor(es/as) insistirem na possibilidade de uma convivência harmônica entre sua opção sexual e o Cristianismo, esse problema será sempre reavivado. A razão disso é muito simples: O Cristianismo e a Bíblia são completamente incompatíveis com a prática homossexual. Isso sempre foi tratado como Pecado e sempre continuará a ser. Não tem como mudar isso. Para outras áreas do saber, como a sociologia, psicologia, antropologia, por exemplo, não há essa dificuldade. Voltem-se, então, para essas outras áreas. Tornem-se alheios à Religiosidade Cristã. Sejam "entregues a si mesmos", autônomos. Façam côro com o filósofo ateu Friedrich Nietzsche, que alardeava contra toda divindade e contra toda religiosidade: "Deus morreu e nós o matamos". Matem, também, a ideia da possibilidade da existência do Deus da Bíblia em suas mentes e em seus corações. Não permitam que fique nenhum indício de possibilidade da menor aproximação com o Cristianismo e com a Bíblia. Façam isso e vivam uma homossexualidade completamente desprovida de culpas.


Para que os evangélicos, católicos e demais religiosos aceitem um “cristão gay”, eles precisarão abrir mão dos pressupostos mais basilares da fé que professam. Percebam que é praticamente uma agressão, uma violação da liberdade de culto. Entendam esse lado da moeda também.

segunda-feira, 18 de março de 2013

TALES ROBERTO, O ECUMENISMO DA LÓGICA DO TERCEIRO INCLUÍDO E O SELF SERVICE DE IGREJAS




Dia 17/03/2013, no programa Esquenta de Regina Casé (sim, senhores, eu vi uma parte desse “programa”, infelizmente) o tema abordado, de forma bem direcionada, diga-se de passagem, foi a questão da Tolerância Religiosa; um dos temas da moda.

Esse assunto tem cada vez mais espaço na mídia e até na Academia, principalmente por meio do curso de Ciência da Religião, em nível de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado. Um dos pressupostos básicos desse curso é a famosa “lógica do terceiro incluído”. Em síntese, poderíamos dizer que essa lógica prevê uma convivência harmoniosa entre as Religiões. Um discurso lindo aos menos avisados. Segundo ela, o meu argumento e aquilo que creio está certo, mas o da outra Religião também está certo. Uma antítese, de fato, da lógica Aristotélica, que afirma não ser possível “uma coisa ser e não ser ao mesmo tempo”. Para clarear, tomemos como exemplo a seguinte sentença: “A bíblia é inspirada por Deus”. Há pessoas e religiões que creem assim. Outras, porém, negam completamente que isso seja verdade. Pela “lógica do terceiro incluído”, quem estaria com a razão? O que acredita na inspiração da Bíblia, mas também o que não acredita nessa inspiração. Ou seja, é o fim da apologética, da hermenêutica e de tantas outras ferramentas de investigação da verdade.

Essa lógica, que supervaloriza o discurso da “tolerância Religiosa”, em nome de uma perfeita harmonização entre as Religiões, esconde algo de muito perigoso em suas entrelinhas: a relativização de preceitos bíblicos absolutos, como a existência de Deus, a inspiração das Escrituras, a deidade de Cristo, a realidade do céu, do inferno e do pecado, além de muitos outros ataques à genuína fé cristã.
O resultado prático da aceitação irrestrita da “lógica do terceiro incluído” é, sem sombra de dúvidas, o Ecumenismo.

No programa “Esquenta”, exibido pela TV Globo, já mencionado acima, estavam presentes representantes dos mais variados seguimentos religiosos, principalmente e de forma mais numerosa, por razões obvias, das religiões de matriz Afro, como Umbanda, Candomblé, etc. Estava presente também um Padre, um Rabino, uma percursionista Batista e ele - o “grande cantor” da música Gospel; aquele que arranca suspiros das irmãs e que tem suas embaladas músicas cantadas até mesmo nos círculos das Igrejas Históricas de teologia Reformada: Tales Roberto. Todos eles, ao ritmo do samba. Afinal, “samba é Samba”, disse o Tales.

Mas, dentre as poucas falas do cantor Gospel (sim, poucas, porque, claramente, o objetivo do programa é promover e desmistificar o Candomblé, a Umbanda e todas as religiões de matriz Afro), uma me chamou a atenção. Perguntado pela apresentadora, que já o denunciou como membro da Igreja Sara Nossa Terra, se sua igreja pregava a tolerância, a aceitação do diferente, sem titubear, respondeu Tales: A minha igreja é diferente é é por isso que eu sou assim tão aberto. Eu sempre fui um cara aberto. Eu Procurei uma igreja que me aceitasse, assim do jeito que eu sou”.  

O Tales passou longe de estar correto no modo e na escolha. Mas, não podemos negar: é assim mesmo que as pessoas escolhem uma igreja, hoje em dia. Aquela que tem tudo que eu gosto, tudo que me agrada e que me deixa viver de acordo com meus próprios pressupostos (desde que eu “chegue junto”, se é que me entendem); é essa mesmo a igreja ‘boa”. Quem vai escolher uma igreja que coloca o homem no seu devido lugar de miserável pecador? Que não massageia o seu ego? Que insiste na pregação e no estudo exaustivo das Sagradas Escrituras?

A fala do Tales Roberto descortina por completo a realidade que estamos vivendo: temos hoje um grande Self Service de igrejas. Literalmente tem “Igrejas para todos os gostos”.

Isso me fez lembrar de uma postagem, publicada aqui no blog,  sobre a edição de Nº 91 da Revista Eclésia, que trazia exatamente esse título em sua capa: “Igrejas para todos os gostos”. Nessa reportagem a revista lista cerca de 70 nomes esquisitos de igrejas. Alguns são realmente hilários, quase não dá para acreditar que realmente existe alguém com tamanha capacidade criativa e desvio das escrituras. Relembre alguns: 

“Congregação Anti-Blasfêmia”, “Igreja Chave do Édem”, “Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo”, “Igreja da Pomba Branca”, “Igreja ‘A’ de Amor”, “Igreja E.T.Q.B (eu também quero benção)”, “Igreja Pentecostal do Pastor Sassá” e por aí vai. Para relembrar essa postagem acesse:  http://filosofiacalvinista.blogspot.com.br/2009/06/qual-o-nome-de-sua-igreja-como-bem.html.


“Eclesia reformata et reformand est”- IGREJA REFORMADA SEMPRE SE REFORMANDO.

segunda-feira, 11 de março de 2013

A RENÚNCIA DE BENTO XVI E O DESVIO DAS IGREJAS PROTESTANTES HISTÓRICAS: DOIS FATOS, UM MESMO MOTIVO.




Com a notícia da esquisita renúncia do Papa Bento XVI o Vaticano ficou exposto. O que teria realmente motivado o inusitado afastamento “voluntário” de Ratzinger?  Os comentários e as notícias não são das melhores. Toda podridão, ou pela menos uma pequena parte dela, dos bastidores da basílica de São Pedro estão vindo à tona. Até um dossiê foi formulado e entregue ao renunciante Bento. A situação está tão difícil que os cardiais “papáveis”, aqueles que participarão do Conclave para eleger o novo “Supremo Pontífice da Igreja Romana”, estão pressionando para conhecer o conteúdo desse documento “secreto”. Para saber mais sobre esse assunto, acesse: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21616.

Na verdade, nada do que ali esteja, porventura, denunciado, será pior ou ainda novidade tal que já não tenha sido notícia nos labirintos da Sé Romana. O jornalista da Band, Fernando Mitre, no programa Canal Livre, exibido em 11/03/13, fez uma afirmação muito pertinente com relação ao momento vivido pela Igreja Católica Romana. Em síntese, ele disse: “Essa crise é mínima considerando os absurdos ocorridos na história dessa igreja. De papas devassos a assassinos de cardiais; nada pode ser pior do que já foi um dia”. De fato, as recentes acusações de desvios de verbas do banco do Vaticano, de Pedofilia e de omissão moral por parte dos bispos refletem apenas os mesmos problemas com nomes e características diferentes.

Não podemos esquecer que essa mesma igreja, na idade média, chegou a vender salvação, através das indulgências inventadas pelo então Papa Leão X. Muitos historiadores cristãos consideram que esse fato foi a “gota d’agua” que faltava para fazer eclodir a Reforma Protestante, que intentava trazer a “genuína igreja de Cristo” de volta às Escrituras Sagradas.

A Reforma obteve êxito no seu intento? Penso que por algum tempo, sim. Evidentemente que apenas na perspectiva da “doutrina que salvou a Reforma Protestante de se tornar um aborto histórico” – a doutrina da Igreja Invisível de Cristo -. O problema é que as igrejas posteriores, mesmo aquelas que se dizem herdeiras da Reforma, esqueceram-se dos antigos pressupostos pelos quais lutaram os Reformadores; esqueceram-se da velha máxima “Igreja reformada sempre se reformando”.

Mas, há ainda algo de muito intrigante nessa vasta história de desvios da ICAR:

Como uma genuína igreja de Cristo, como já foi um dia a igreja Romana, chegou a tamanho grau de desvio e distanciamento dos preceitos de Deus?

A resposta a essa pergunta é tão simples quanto assustadora. Em primeiro lugar, devemos entender que esse desvio não aconteceu de uma “hora para outra”. Foi um longo processo. Pequenas concessões aqui e ali. Novas práticas, estranhas às Escrituras, sendo acrescentadas sorrateiramente como parte de um grande projeto diabólico para desviar a genuína igreja de Cristo. Essas práticas, maquiadas com ar de inofensividade, fazia com que seus líderes assistissem a tudo passivamente como quem afirma “não sejamos radicais, isso é uma besteira”. E depois mais uma inovação e mais outra, até chegar nesse monstro chamado Vaticano. Em segundo lugar, precisamos pensar seriamente sobre essa questão: no passado, uma igreja genuína de Cristo se desviou por conta de pequenas concessões; nada garante que não ocorrerá novamente. Isso já está ocorrendo com muitas igrejas Protestantes Históricas dos EUA e certamente ocorrerá com qualquer igreja que trilhar os mesmos passos.

Por fim, revelamos os motivos reais que fizeram o Papa Bento XVI não somente existir como renunciar. É exatamente o mesmo motivo que está empurrando muitas Igrejas Protestantes históricas para o mesmíssimo buraco:

O desvio e o esquecimento do “Princípio Sola Scriptura”.

As igrejas não perguntam mais o que a bíblia tem a dizer acerca de sua Fé e de sua Prática. O pragmatismo reina absoluto em nossas igrejas. O bonito discurso de ter a Bíblia como “Única Regra de Fé e de Prática” foi abandonado faz tempo, muito embora ainda seja balbuciado apenas “da boca para fora”.  Esse é o real problema.

Se o desvio e o abandono da Bíblia fossem, de fato, absolutos, a situação não seria tão grave, pois apontaria inevitavelmente para o indício de uma nova Reforma surgindo. Ainda com a Bíblia na mão, porém fechada, a igreja tem sido iludida e levada a ficar satisfeita em tê-la apenas como “Uma das Regras de Fé e de Prática, e não como a Única, como foi no passado recente”.

Líderes da igreja do Senhor: voltemos ao princípio do Sola Scriptura. Os Senhores são profetas de Deus eleitos ou outorgados, dependendo da forma de governo eclesiástico, para governarem Sua igreja. Não tenham medo de se tornarem impopulares, de desagradarem a muitos que correm em busca de resultados. Coloquemos, como fez João Batista, a cabeça “a prêmio” pela mesma verdade que decapitou muitos outros servos de Deus no passado. A verdade de Deus não muda. A igreja, como ocorre com a ovelha, pode querer mudar; pode querer trilhar por caminhos perigosos, mas cabe aos pastores e líderes desses rebanhos trazê-la sempre de volta, usando o cajado, se preciso for.

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