quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O PODER DE MOBILIZAÇÃO DOS PENTECOSTAIS


Que o Pentecostalismo é questionável em muitos aspectos não precisa nem comentar. Mas uma coisa não podemos negar: quando eles resolvem promover uma mobilização em torno de um objetivo tornam-se quase imbatíveis. Por exemplo: se a Assembléia de Deus fechar apoio a um candidato político, seja qual for o cargo, executivo ou legislativo, é quase certo que será eleito.

Recentemente soube de uma história inusitada. Quase não acreditei, muito embora já tenha publicado sobre como funciona a "Ética Pentecostal", aqui no blog. O pior é que foi verdade mesmo. Seguinte: um presbítero amigo (da IPB) recebeu a visita de um médico da família, do posto de saúde que fica localizado no Jordão Baixo, um populoso bairro do Recife. Em meio a consulta, o médico descobriu que o referido presbítero era  oficial da IPB. Foi o suficiente para iniciar sua trágica "experiência gospel": segundo ele, há algum tempo foi procurado por uma irmã pentecostal, da Assembléia de Deus, pedindo que lhe desse um laudo afirmando uma suposta doença do seu filho, pois ele havia faltado muitas aulas e isso interferiria no recebimento de sua "bolsa família". O médico, claro, se recusou a cometer tal crime. De pronto foi ameaçado pela irmã: "se o senhor não me der o laudo vou fazer um abaixo assinado com o "povo da igreja" para tirar o senhor daqui. Dito e feito. Não demorou muito e o médico foi realmente afastado, por alguns meses, a pedido de um grande número de moradores daquela comunidade. O detalhe é que esses moradores, por pura coincidência, eram todos da igreja daquela "alma cristã". Não precisa dizer o tamanho da revolta daquele médico com relação "aos crentes".

Evidentemente que, ao publicar essa história verídica, não tenho a intenção de generalizar exatamente todos os membros da Assembléia de Deus. Sei que existem muitas pessoas dignas e honestas congregando ali. Contudo, nossa intenção é: primeiro, denunciar esse modelo de vida que está presente no "cerne do Pentecostalismo", certamente uma consequência do seu arcabouço doutrinário, como já expliquei em outra postagem, na série sobre Pentecostalismo e Reforma protestante. Fazendo isso, temos a esperança que esses irmãos acordem do seu sono social. A ideia principal que norteia esse estilo de vida é: "sou filho do Rei, logo, sou príncipe". Então, primeiro eu, segundo eu e terceiro eu. Depois, nossa intenção é também exortar a todos os Cristãos, especialmente aos Calvinistas, que jamais procedam dessa maneira, ainda que isso signifique "perder algum benefício". Portanto, não coloquem "macaco" na energia, nem "jacarés" na água; não utilizem carteira de plano de saúde de outra pessoa. Enfim, como diz o apóstolo Paulo: "quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (I Cor 10:31). 

3 comentários:

  1. Graça e paz irmão.

    Realmente os lideres pentecostais em geral possuem um poder muito grande de mobilizar seus liderados em pró de suas causas.

    Fui membro das AD por uns 11 anos e acredito que a grande causa desse fenomeno seja o sistema episcopal de governo. Hoje sou membro da IPB e vejo que nosso sistema de governo presbiteriano (e tambem o sistema congregacional...) impede que os pastores consigam ter o mesmo grau de dominio que é exercido dentro do pentecostalismo. Lá na "AD" o que o pastor diz é lei. Se a convenção geral decide apoiar algum politico (como sempre faz) a única alternativa de quem não é manipulavel é ficar de "bico fechado".

    Acredito que nós reformados deveriamos nos unir mais a fim de realizar trabalhos sociais, evangelisticos, etc. Mas é claro que sem esse tipo de manipulação e violencia aos direitos de cada um.

    E sobre o exemplo citado por você (da "irmã" que prejudicou o médico), basta avaliar o que é feito pelos líderes dos maiores escalões da AD. Quando chega o tempo de ter eleição para escolher o novo presidente da Convenção das "ADs" há ocasiões em que os candidatos só faltam sair no tapa...etc. Calunias, discussões acaloradas, etc...É realmente lamentável. E ai aquele velho ditado entra em ação: tal pai, tal filho!

    Um abraço fraterno!

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  2. Excelente reflexão.Sou pr pela A.D.Porém, com forte influencia calvinista,estudei e estudo os artigos do monergismo.net.br.Já fui quase expulso por ter "ideias calvistas",foi o que me disseram.Mas, continuo firme.No blog:rubclerm.blogspot.com.br falo contra a A.D.,como denominação.Ela se corrompeu, principalmente, a partir de 1988,ano da diretas já.
    Deus continue o abençoando

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  3. Pois é irmãos. agradeço o comentarios e vocês. ás vezes me chamam de açador de pentecostal, mas a questão não e essa. Voçês conhecem muito mais essa realidade, pois eu nuunca fui pentecostal. Alias, ainda bem...rs..

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