terça-feira, 31 de outubro de 2017

A (CONTRA) COMEMORAÇÃO DOS 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE - Parte 1/4


Em meio às muitas e justas comemorações dos 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE um fato inusitado e até inesperado chama a atenção: a campanha Católica "PROTESTANTES VOLTEM PRA CASA". A campanha conta com um SELO comemorativo (acima) e um VÍDEO bem sugestivo desse chamamento (abaixo):



Além disso, a campanha prevê várias ações, como ROSÁRIO PELA CONVERSÃO DOS PROTESTANTES, não por acaso exatamente no dia 31/10/, dia da Reforma Protestante: 


E ainda e a EDIÇÃO DE 03 LIVROS:

1) Index Librorum Prohibitorium (1564):
É a versão revisada e publicada após o Concílio de Trento sob liderança do papa Pio IV. No texto original, que traduziremos na íntegra do latim, também estão expostos uma introdução do referido papa, um prefácio composto pela Delegação do Sínodo Tridentino e 10 regras anexas úteis para os estudos de homens doutos, sem prejuízo da verdade e da religião. Como textos de introdução ao Index, publicaremos três tratados da fé de renomados professores católicos. São eles: Antônio Angueth, Carlos Nougué e Sidney Silveira.

2) A "Heresia Protestante" do dr. Carlos de Laet (1847-1927):
Laet conta-se entre um dos maiores intelectuais leigos católicos da história do Brasil. Escreveu cerca de 3.000 artigos para inúmeros jornais, traduziu para o português a encíclica Rerum Novarum e foi declarado Conde Romano pelo Papa. Além disto, foi membro-fundador e presidente da Academia Brasileira de Letras, além de ter sido professor e diretor do colégio Pedro II. Entrou em um debate com o pastor protestante Álvaro Reis e o resultado desse histórico embate é o escopo desse livro.

3) “Objeções e erros protestantes com as respectivas respostas irrefutáveis” é um livro do Servo de Deus Padre Júlio Maria de Lombaerde (1878-1944).
Pe. Julio foi um padre Belga que começou a vida religiosa como missionário na África e pregou na Europa antes de vir para o Brasil em 1912. Durante as décadas seguintes, fundaria três congregações em solo brasileiro: as Filhas do Coração Imaculado de Maria em Macapá/AP; os Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora e as Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora em Manhumirim/MG. O Servo de Deus possui uma vasta obra literária que se encontra quase perdida. Apenas entre os escritos mapeados, são 63 livros e centenas de cartas. O pe. Júlio Maria ainda editava o jornal “O Lutador” no qual respondia aos questionamentos de protestantes. Do compêndio de algumas respostas surgiu o livro que reeditaremos nesta campanha.

O CENTRO DOM BOSCO, do Rio de Janeiro, um dos articuladores dessa campanha, apresenta a seguinte fundamentação:

"Estamos nos aproximando dos 500 anos da revolução protestante. Como o filho pródigo que abandonou o seu lar, milhões de pessoas se afastaram da Igreja fundada por Jesus Cristo desde o infame episódio. Por isso, é tempo de voltar para a Igreja Católica. Que todos sejamos um na Verdade. Protestantes, Voltem para Casa!".

A campanha se baseia em um pressuposto muito utilizado pela Igreja Católica Apostólica Romana: Existe apenas uma igreja verdadeira e essa foi a única realmente fundada por Jesus Cristo e isso é precisamente o que faz dela a única verdadeira. 

Até que ponto isso é verdade? Há verdades nesse pressuposto? Jesus Cristo realmente fundou a Igreja Católica Apostólica Romana? São os protestantes uma espécie de aborto histórico, sem nenhuma ligação umbilical com o cristianismo primitivo?

Na segunda parte dessa série em comemoração aos 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE estaremos desmistificando e desmoronando esse que é o principal argumento da Igreja Católica  Apostólica Romana, pra se afirmar como única igreja verdadeira. Na terceira parte estaremos demonstrando as bases doutrinárias e teológicas que ligam o Protestantismo ao verdadeiro e autêntico Cristianismo, e, finalmente, na quarta parte postaremos as principais reportagens e comemorações históricas desse marcante 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE.

QUEERMUSEU: O QUE HÁ POR TRÁS DA POLÊMICA EXPOSIÇÃO NO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER? 3/3

Algumas opiniões sobre o QUEERMUSEU:









QUEERMUSEU: O QUE HÁ POR TRÁS DA POLÊMICA EXPOSIÇÃO NO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER? 2/3


A arte sempre esteve presente quando se intentou provocar uma mudança radical de paradigma social. O Renascimento é um grande exemplo disso. Não era raro obras, quadros, pintudos com temas de confronto direto às estruturas religiosas. A arte, de fato, é uma grande aliada das mudanças. Umberto Ecco, em sua obra magistral "O Nome da Rosa" descreve essa utilização da arte com a intenção de minar as forças e o poder da igreja Romana, no século XIII, dentro dos mosteiros. 

A QUEERMUSEU acaba por revelar um dos principais objetivos desse tipo de "arte": combater a cultura judaico-Cristã, em última análise. Não é só uma investida contra o cristianismo enquanto religião, antes, trata-se de algo maior, de uma guerra conta a cosmovisão cristã, que serve de base para toda a cultura ocidental. Por conta disso, esse tipo de exposição sempre trás obras que denigram símbolos reconhecidamente cristãos, porque, só assim, desconstruindo a cosmovisão cristã, é que será possível provocar mudanças radicais no paradigma cultural,  com o fim de secularizar todas as áreas da vida.

Kuyper compreendeu bem a guerra cultural que se desencadeia contra o Cristianismo. Não é luta de uma religião contra a outra ou mesmo do ateísmo teórico contra a religiosidade. É luta entre visões de mundo, entre cosmovisões. Vejamos o que ele afirma:

Não há dúvida, então, de que o Cristianismo está exposto a grandes e sérios perigos. Dois sistemas de vida estão em combate mortal. O Modernismo está comprometido em construir um mundo próprio a partir de elementos do homem natural, e a construir o próprio homem a partir de elementos da natureza; enquanto que, por outro lado, todos aqueles que reverentemente humilham-se diante de Cristo e o adoram como o Filho do Deus vivo, e o próprio Deus, estão resolvidos a salvar a “herança cristã”. Esta é a luta na Europa, esta é a luta na América, e esta também é a luta por princípios em que meu próprio país está engajado, e na qual eu mesmo tenho gasto todas as minhas energias por quase quarenta anos.Nessa luta apologética não temos avançado um único passo. Os apologistas invariavelmente começam abandonando a defesa assaltada, a fim de entrincheirarem-se covardemente em um revelim atrás deles. Desde o início, portanto, tenho sempre dito a mim mesmo, -“Se o combate deve ser travado com honra e com esperança de vitória, então, princípio deve ser ordenado contra princípio. A seguir, deve ser sentido que no Modernismo, a imensa energia de um abrangente sistema de vida nos ataca; depois também, deve ser entendido que temos de assumir nossa posição em um sistema de vida de poder, igualmente abrangente e extenso. E este poderoso sistema de vida não deve ser inventado nem formulado por nós mesmos, mas deve ser tomado e aplicado como se apresenta na História. Quando assim fiz, encontrei e confessei, e ainda sustento, que esta manifestação do princípio cristão nos é dada no Calvinismo (KUYPER, 2002, p.19).

Como já deve ter ficado claro, a arte é uma das principais ferramentas ou armas de combate a uma cultura estabelecida e o surgimento de outra. Precisamente por isso é que numa exposição de "artes" voltada para o grupo LGBT,  estará sempre presente temas religiosos. Para que eles se sintam confortáveis é absolutamente necessário diminuir a influência que o Cristianismo exerce fora dos templos e o motivo é um só: a total impossibilidade lógica do cristianismo aceitar como natural e normal a homossexualidade.




Lutemos, pois, a luta que nos está proposta, em defesa da cultura ocidental, alicerçada sob as bases do Cristianismo. 

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