sábado, 28 de março de 2015

REVENDO VALORES: A SALVAÇÃO NUNCA FOI, NÃO É E JAMAIS PODERÁ SER SOMENTE PELA GRAÇA E PELA FÉ-Parte 2/2

 
Na postagem 1/2, dessa série, afirmamos a necessidade da prática de Boas Obras para a Salvação. Reafirmamos. De fato, sem a prática delas, não há salvação.

Vejamos alguns textos que nos dão base para fazer tal afirmação:

"Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem , mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?" (Tiago 2:14).

"Assim, também a , se não tiver obraspor si só está morta" (Tiago 2:17).

"Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a  sem as obras é inoperante?" (Tiago 2:20)
Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a  sem obras é morta (Tiago 2:26).

A pergunta retórica "Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?" requer apenas uma resposta: Não. Aqui já identificamos algo importante: não é toda fé que "salva"; tem fé que "salva" e fé que não "salva"; tem fé que trás a morte em seu próprio DNA, isto é, trata-se de um tipo de fé que pode até servir para alguma coisa, mas não serve para a "salvação".

Então, diante de tais "textos prova", podemos afirmar que os Católicos e Espíritas estão corretos quando depositam uma esperança meritória nas obras que praticam?  Não, óbvio que não. Isso é um entendimento errado dos textos acima, que são interpretados sem levar em consideração a totalidade do ensinamento das escrituras, no que diz respeito à soteriologia.

É evidente que Tiago não está ensinando salvação baseado em obras. Nos textos acima, Tiago vai ensinar sobre o que não é a fé que Paulo menciona. Destacamos a palavra  fé em vermelho para indicar que, nesse momento, o uso da palavra fé não está se referindo à mesma fé indicada por Paulo, tendo em vista que essa é uma fé inoperante; apenas intelectualizada.

Ninguém, exceto Adão, teve ou tem a possibilidade de salvar-se pelas obras que pratica. A confissão de Fé de Westminster, no capítulo VII, interpretando esse assunto, afirma:

"II. O primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida prometida a Adão e nele à sua posteridade, sob a condição de perfeita obediência pessoal (Ref. Gal. 3:12; Rom. 5: 12-14 e 10:5; Gen. 2:17; Gal. 3: 10). III. O homem, tendo-se tornado pela sua queda incapaz de vida por esse pacto, o Senhor dignou-se fazer um segundo pacto, geralmente chamado o pacto da graça; nesse pacto ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvação por Jesus Cristo, exigindo deles a fé nele para que sejam salvos; e prometendo dar a todos os que estão ordenados para a vida o seu Santo Espírito, para dispô-los e habilitá-los a crer (Ref. Gal. 3:21; Rom. 3:20-21 e 8:3; Isa. 42:6; Gen. 3:15; Mat. 28:18-20; João 3:16; Rom. 1:16-17 e 10:6-9; At. 13:48; Ezeq. 36:26-27; João 6:37, 44, 45; Luc. 11: 13; Gal. 3:14)". 

Existe uma ideia errada de que há uma flagrante contradição entre o ensino de Tiago, que parece sugerir salvação pelas obras, e o de Paulo; especialmente em Romanos e Efésios, quando afirma: "O justo viverá pela " (1:17) e "Porque pela graça sois salvos, mediante a ; e isto não vem de vós; é dom de Deus; 2.9   não de obraspara que ninguém se glorie(Ef 2:8-9).


É evidente que não existe contradição nenhuma entre o ensino de um e do outro. Nem seria possível, pois ambos são igualmente inspirados pelo Espírito Santo. O que ocorre é o seguinte:

Paulo apenas fala da fé, mas não a explica. Ele não entra em detalhes acerca da natureza dessa fé. Esse papel coube ao apóstolo Tiago. A fé que Paulo fala é a mesma que Tiago explica.

É como se Tiago dissesse o seguinte: "sabe aquela fé que o apóstolo Paulo fala em Romanos, em Efésios e em muitos outros texto? Muito bem, vou explicar o que é e como é essa fé. 

Nos textos a seguir, finalmente, Tiago vai explicar a natureza da fé utilizada por Paulo, trabalhando, paralelamente, com o conceito de  de Paulo e um conceito equivocado de , que não provoca vida, nem serve para a salvação. Utilizamos a cor azul quando Tiago estiver explicando a fé utilizada por Paulo e vermelha quando estiver falando de um  diferente da que Paulo utiliza.Vejamos mais alguns textos: 

"Mas alguém dirá: Tu tens , e eu tenho obras; mostra-me essa tua  sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha " (Tiago 2:18).

"Vês como a  operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a  se consumou" (Tiago 2:22), 

"Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por  somente" (Tiago 2:24). 

"De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho?" (Tiago 2:25).

Concluímos afirmando que as obras são absolutamente necessárias para a a confirmação da salvação. As obras funcionam como uma espécie de "doutrina da prova da eleição". Eleitos, necessariamente, praticam boas obras. Se alguém se julga eleito, salvo e não tem obras que abonem seu discurso, de fato, está absolutamente enganado. As obras são evidências da eleição.

A confissão de Fé de Wesminster, no capítulo XVI, nos ensina sobre essas boas obras que são inerentes aos salvos. Evidentemente que "boas obras" são somente aquelas designadas pelas Escrituras sagradas, incluindo, aí, "toda obra de bom testemunho e a próprio estilo de vida do eleito"


"II. Estas boas obras, feitas em obediência aos mandamentos de Deus, são o fruto e as evidências de uma fé viva e verdadeira; por elas os crentes manifestam a sua gratidão, robustecem a sua confiança, edificam os seus irmãos, adornam a profissão do Evangelho, tapam a boca aos adversários e glorificam a Deus, cuja feitura são, criados em Jesus Cristo para isso mesmo, a fim de que, tendo o seu fruto em santificação, tenham no fim a vida eterna (Ref. Tiago 2:18, 22; Sal. 116-12-13; I Ped. 2:9; I João 2:3,5; II Ped. 1:5-10; II Cor. 9:2; Mat. 5:16; I Tim. 4:12; Tito 2:5, 912; I Tim. 6:1; I Pedro. 2:12, 15; Fil. 1,11; João 15:8; Ef. 2:10; Rom. 6:22). 

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