terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A TEOLOGIA DE LUIZ GONZAGA E A DEPRAVAÇÃO TOTAL DO HOMEM. UMA HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DE GONZAGÃO - Parte 3/3



Depois de uma breve pausa para refletir sobre Natal e Ano Novo, estamos de volta para encerrar a série em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. Nas duas primeiras postagens tratamos da “Depravação Total do Homem”, partindo da afirmação “gonzaguiana” de que “o homem é mau”.

Vimos que historicamente duas pregações vêm assumindo posturas antagônicas com relação a esse assunto, deixando de lado por completo a lógica do terceiro incluído. Ou seja, uma delas está, necessariamente, correta e a outra errada, pois são auto-excludentes.  

A primeira delas, conhecida convencionalmente de Calvinismo, dá ouvidos à pregação de Deus, que afirma peremptoriamente: “certamente morrerás”  (Gêneses 2:16,17), acreditando, portanto, que Deus cumpriu sua ameaça solene e que o homem, de fato, está numa condição de morte espiritual,  não havendo, assim, nele, nenhum, poder de escolha em relação a qualquer bem espiritual, como converter-se a Deus, por exemplo. 

A segunda pregação, conhecida convencionalmente como Arminianismo, escolheu dar ouvidos à voz de Satanás, que minimiza o problema da desobediência a Deus ensinando: “é certo que não morrereis” (Gêneses 3:4).

Logo, estando o homem morto, (e aqui já assumimos que preferimos ficar com a opinião de Deus em detrimento da de Satanás) resta-lhe apenas uma alternativa de Salvação: Deus resolver, de forma incondicional, salvá-lo; mesmo que não haja nele o menor merecimento, antes, pelo contrário, ainda sendo ele merecedor dos maiores castigos e finalmente do fogo eterno. Essa possibilidade ficou conhecida na história da teologia como “Eleição Incondicional”, que passaremos a abordar agora.

ELEIÇÃO INCONDICIONAL:

O segundo ponto do Calvinismo, Eleição Incondicional, tem por objetivo combater o também segundo ponto do arminianismo – Eleição Condicional -. Armínius e seus seguidores acreditavam que Deus havia elegido os homens que elegeu baseado em seu pré-conhecimento ou presciência. Ou seja, Deus anteviu aquele que iria, por seu próprio mérito, (não podemos esquecer que o homem arminiano é um homem que ainda está habilitado, mesmo depois da queda, a buscar a Deus mesmo sem que, necessariamente, haja alguma intervenção divina para isto) crer Nele, e, por conta disso, o elegeu. Isso faz de Deus um mero jornalista que apenas registra os “atos soberanos” do homem.

No sínodo de Dort, foi elaborada a seguinte contra-argumentação, relativamente ao condicionamento ou não da eleição do homem, por Deus, a algum movimento ativo desse homem:

Esta eleição é o imutável propósito de Deus, pelo qual Ele, antes da fundação do mundo, escolheu um número grande e definido de pessoas para a salvação, por graça pura. Estas são escolhidas de acordo com o soberano bom propósito de sua vontade, dentre todo o gênero humano, decaído pela sua própria culpa de sua integridade original para o pecado e a perdição. Os eleitos não são melhores ou mais dignos que os outros, porém envolvidos na mesma miséria dos demais. São escolhidos em Cristo, quem Deus constituiu, desde a eternidade, como Mediador e Cabeça de todos os eleitos e fundamento da salvação (DORT, 1996, p.34).

Na visão calvinista, diferentemente da arminiana, nada havia no homem, que fosse condição, a seu favor, para que justificasse um merecimento, por  menor que seja, muito menos ainda um merecimento do tamanho da salvação eterna. A eleição de Deus baseou-se exclusivamente por sua graça (que por definição já denota um favor não merecido) e imensa bondade. Isso faz de Deus o autor da salvação e não apenas um coadjuvante dos direcionamentos humanos.

Agostinho também subscrevia uma eleição incondicional, como afirma:

Procuremos entender a vocação própria dos eleitos, os quais não são eleitos porque creram, mas são eleitos para que cheguem a crer. O próprio Senhor revela a existência desta classe de vocação ao dizer: Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi (Jo 15: 16). Pois, se fossem eleitos porque creram, tê-lo-iam escolhido antes ao crer nele e assim merecerem ser eleitos. Evita, porém, esta interpretação aquele que diz: Não fostes vós que me escolhestes (AGOSTINHO, 1999, p.194).

Analisemos o texto Escriturístico a seguir:

 “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom, se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido, assentadas em pano de saco e cinza” (Lucas 10:13).

Nesse texto, fica muito evidente que o decreto de Deus sobrepõe-se à sua presciência. Deus conhece todas as possibilidades, evidentemente, mas permite acontecer tão somente o que já de antemão decretou.

A confissão de Westminster, em seu capítulo sobre os “Eternos decretos de Deus”, faz as seguintes afirmações:

Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece [...]. Ref. Isa. 45:6-7; Rom. 11:33; Heb. 6:17; Sal.5:4; Tiago 1:13-17; I João 1:5; Mat. 17:2; João 19:11; At.2:23; At. 4:27-28 e 27:23, 24, 34. Ainda que Deus sabe tudo quanto pode ou há de acontecer em todas as circunstâncias imagináveis, ele não decreta coisa alguma por havê-la previsto como futura, ou como coisa que havia de acontecer em tais e tais condições Ref. At. 15:18; Prov.16:33; I Sam. 23:11-12; Mat. 11:21-23; Rom. 9:11-18. Segundo o seu eterno e imutável propósito e segundo o santo conselho e beneplácito da sua vontade, Deus antes que fosse o mundo criado, escolheu em Cristo para a glória eterna os homens que são predestinados para a vida; para o louvor da sua gloriosa graça, ele os escolheu de sua mera e livre graça e amor, e não por previsão de fé, ou de boas obras e perseverança nelas, ou de qualquer outra coisa na criatura que a isso o movesse, como condição ou causa. Ref. Ef. 1:4, 9, 11; Rom. 8:30; II Tim. 1:9; I Tess, 5:9; Rom. 9:11-16; Ef. 1: 19: e 2:8-9. (WESTMINSTER, 1999. p.13).

Como bem afirma Spencer: 

Se a eleição dependesse do homem, ele nunca creria, porque o homem é totalmente depravado e incapaz de fazer aquilo que é bom aos olhos de Deus. Deixando a si mesmo para decidir-se por Cristo, sem que antes a fé lhe seja outorgada por um ato de Deus, o homem nunca irá a Cristo (SPENCER, 1992. p.39).

Diante do exposto, eis aqui o único remédio possível para a doença mortal que atinge a toda a raça humana, como já diagnosticou Luiz Gonzaga, o Rei do Baião: “O homem é mau”.

17 comentários:

  1. Ou seja, Deus anteviu aquele que iria, por seu próprio mérito, (não podemos esquecer que o homem arminiano é um homem que ainda está habilitado, mesmo depois da queda, a buscar a Deus mesmo sem que, necessariamente, haja alguma intervenção divina para isto)

    irmão Calvinista com todo respeito - o irmão não "conhece" bem a doutrina arminiana
    1) - quem te falou que o homem arminiano não precisa da intervenção divina?
    Doutrina Arminiana crê na Depravação total , por isso o homem necessita da Graça Divina -
    Salvação é pela Graça - muitos aceitam outros rejeitam (Eleição Condicional)
    2) também a Doutrina não diz que há mérito não ser humano - o homem é Salvo pela Graça e é condenado pela sua rejeição/desobediencia etc
    quiser conhecer acesse - ai sim você terá um argumento - http://deusamouomundo.wordpress.com
    fazer umas perguntas
    1) se a Eleição e Incondicional como os calvinista creem , por que Deus não salva todos? sendo que Deus não faz acepção de pessoas?
    2) por que Cristo ficou indignado com Jerusalém (mat23) sendo que o próprio Deus Pai predestinou eles para a rejeição? será que Cristo esqueceu este "detalhe"?
    3) por que Cristo meu salvou e meu irmão(sangue) não? por que esta diferença?
    sendo que Os eleitos não são melhores ou mais dignos que os outros, porém envolvidos na mesma miséria dos demais.(frase "sua") pois toda humanidade é pecadora?
    agradeço atenção
    Paz

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  2. Prezado Danilo, andou sumido...rs:

    1- Os Arminianos acreditam, de fato, na depravação do homem, mas não na depravação total, nos moldes do calvinismo. Seria uma loucura achar que é a mesma coisa;

    2- Os Arminianos não atribuem mérito humano? É claro que sim. Se eu creio, por mim mesmo, tenho mérito em relação ao que não quis crer. Se eu não creio por mim mesmo e se creio pela graça de Deus exclusivamente e outros não creem, logo, devemos concluir que minha fé foi outorgada com Deus exclusivamente na eleição não meritória;

    3- A eleição é incondicional (sua pergunta no item 3 já deixa evidente sua contradição com seu item 2), mas Deus não salva a todos porque não quis estender sua bondade, misericórdia e graça a todos. Na verdade, se ele quisesse condenar a todos seria achado por justo. Mas que isso: isso seria a resposta mais adequada à afronta do homem. Mas Ele sendo rico em misericórdia resolveu, por sua livre e soberana vontade, outorgar e preservar a fé a alguns. Simples assim.

    4- A Trindade Santíssima sempre se indignará contra a impiedade e o pecado, seja ele cometido por qualquer homem;

    5- Por que Cristo lhe salvou e a seu irmão não? Bom, primeiro: por que julgas a teu irmão? Como podes saber se ele não será salvo? Segundo: se isso realmente ocorreu, não deverias estar fazendo perguntas tolas e sim deverias glorificar a Deus pela salvação.

    Tudo de bom!

    Ps: Danilo, vamos por partes. Uma coisa de cada vez, vc parece uma metralhadora de perguntas...rs..aí levo muito tempo pra responder...rs...e não tenho esse tempo todo...rs.

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  3. O homem é tão degradado quanto pode ser.O homem está além de toda capacidade de auto-ajuda,como diz Paulo(Ef.2.2,3)O espírito do homem está morto.O homem em seu estado natural é incapaz de fazer qualquer coisa ou desfazê-la para agradar a Deus,no que se refere a salvação(Gn 6.5)Do ponto de vista de Deus,todos os homens(não regenerados)estão sob condenação,porque amou o pecado este o impede de dar glória a Deus.E para os que afirmam que existe no coração do homem o bem divino,a bíblia afirma(Rm 3.10,11; Jo 3.19)O homem é totalmente depravado, no sentido de que tudo,na sua natureza,é rebelião contra Deus(Is 64.6).A Depravação total significa que o homem,por sua livre vontade,nunca se decidirá por Cristo(Jo 5.40,42).E porque Jesus diz isto? Paulo explica a timóteo (II Tm 2.26)

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  4. Filosofo calvinista você tem a resposta na "ponta da língua"- rsrr - "direito de resposta"
    1) os arminianos creem na depravação total - …...tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram,... (Romanos 3:9–12)- porém isto não dá base para Eleição Incondicional - esta é a diferença do Calvinismo
    Desde o século XVII os arminianos são acusados de Pelagianismo, Semi-pelagianismo e até “quase” Semi-Pelagianismo, no site que escrevi tem a defesa apresentada pelos Remonstrantes ao Sínodo de Dort contra a acusação de Pelagianismo / Semipelagianismo:
    o homem necessita da Graça Divina para se achegar-se a Ele .
    2) vou usar um exemplo simples: estou me afogando no mar chega um homem(João) e joga uma corda e me puxa para fora.pergunta o mérito é para quem? para mim ou para o João?
    3) sua resposta não foi convincente - Deus não quis estender sua graças a todos ? e João 3v16? Deus pode condenar todos (justo da parte de Deus)e pode Salvar alguns(simples assim)acepção? Calvinismo não tem uma resposta lógica
    4) Ok - mas não respondeu minha pergunta corretamente - pois Deus que predestinou eles para a rejeição -? por que Cristo indignou?
    5) apenas usei um exemplo do meu irmão(sangue) não estou julgando ele - creio que Deus vai salva-ló pois é da vontade Divina (jo3 v16 .. Pois a graça de Deus se manifestou, trazendo a salvação a todos os homens, (Tito 2:11)e creio pela graça Divina ele aceitara esta Salvação
    Ah, e as perguntas é para poder entender -
    tudo de bom - vou tentar fazer poucas perguntas rsrs


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  5. Como é bom ver os apologistas em ação novamente, já estava com saudades dos debates com os arminianos.

    Meus caros Fábio, Beto e Danilo; Saudações em Cristo!

    Por falar em Calvinismo X Arminianismo, ontem a noite tive a grata oportunidade de falar das doutrinas da graça em um núcleo de estudo bíblico no lar, tirando as dúvidas quanto ao TULIP e arrancando de vez essa heresia arminiana da cabeça dos irmãos ali presentes. Vibrei muito ao ver eles entendendo perfeitamente a doutrina da depravação total do homem e da soberania de Deus, anulando todos os pressupostos semi-pelagianos.
    Fiquei muito feliz em poder falar estas grandes verdades a um grupo que estamos preparando para ser os plantadores de mais uma Congregação Batista de fé reformada (Calvinista).

    Danilo meu nobre, estava com saudades dos seus comentários por aqui (embora que eu mesmo tenha andado sem postar por algum tempo, mas sempre estava por aqui lendo). Não consigo entender porque vocês tentam ressuscitar este defunto chamado arminianismo. Defunto sim, pois foi morto e enterrado no dia 09 de Maio de 1619 em Dordrecht - Holanda.
    Me surpreendi ontem como tantas pessoas compreenderam tão rapidamente as doutrinas da graça. Sem dúvidas, isto se deu ao fato das Escrituras serem muito claras e objetivas quanto a este assunto, que vocês insistem em "não compreender", não sei se para poder manter a chama do debate acesa eternamente ou simplesmente pelo fato de "ser do contra".

    Danilo, dê uma lida nos Cânones de Dort e "Deus te esclarecerá".

    Grande abraço,

    Esdras Amorim

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  6. rev. Esdras o senhor "voltou" também - calma rs
    entendo pela Graça, Depravação total do Homem e
    da Soberania Divina - lembrando as grandes verdades Bíblicas, estão além das Doutrinas das Graças (tulip) do Calvinismo - certo.
    não sei em que sentido você disse heresia arminiana (se for uma má interpretação da palavra) sendo assim o calvinismo também é uma heresia - r
    irmão esdras ajude o irmão filosofo calvinista me responde a 2 perguntas que fiz para ele -
    1) Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!
    Mateus 23:37 por que Cristo ficou indignado com Jerusalém (mat23) sendo que o próprio Deus Pai predestinou eles para a rejeição? será que Cristo esqueceu este "detalhe"?
    2) por que Cristo lançou no rosto a incredulidade dos habitante de corazim e betasaida (mat 11.21) sendo que o próprio Deus predestinou esta rejeição?
    Esdras me explique estas 02 perguntas biblicamente - não me fala que é mistério -
    já que você(senhor) tirou as dúvidas dos irmãos no núcleo - que base bíblica o senhor tem - tire esta "heresia arminiana" da minha "cabeça" - a Verdade Bíblica tem que prevalecer
    Paz -
    abraço - me responde ein

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  7. bom dia a todos, tenho uma novidade pra vocês, o quase Padre Petus Alois aceitou o meu convite no FaceBook.Ele disse que vai voltar com todo o gás para debater com o fábio.Te prepara Fábio! rsrs

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  8. Embora tanto os arminianos e os calvinistas concordem em que a salvação é pela graça, é algo que não se pode merecer (Mt 19,25-26; Mc 10,26-27; Lc 18,26-27; Ef 2,8; etc.), as tradições luterana e reformada e afins seguem Lutero em sua afirmação de uma justificação “imputativa, forense, judiciária e não ontológica”. Se alguém tem fé é porque Deus deixou de imputar os seus pecados e lhe imputa a justiça de Cristo. A fé, por sua vez, é um dom de Deus, e entendida, na tradição protestante, como a causa instrumental (Ef 2,8) mediante a qual o homem é posto debaixo da graça salvífica de Deus (sola fide). Lutero considerou tal doutrina “o artigo que sustenta ou faz cair a Igreja” (articulus stantis vel cadentis ecclesiae).

    Confere senhor Fábio!!!

    Estas são algumas provas bíblicas apontadas pelos hereges protestantes, que advogam ser a justificação extrínseca, por haver uma correspondência de termos, entre “justificar” e “condenar”, na linguagem da Sagrada Escritura:



    “Se houver contenda entre alguns, e vierem a juízo para serem julgados, justificar-se-á ao inocente, e ao culpado condenar-se-á” (Dt 25.1).



    “O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, são abomináveis ao Senhor, tanto um como o outro” (Pv 17.15).



    “para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Rm 3,26)



    “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.” (Rm 5,8)



    “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus.” (Rm 10,3)



    “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2Cor 5,21)



    “Pelo que também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra com poder todo desejo de bondade e toda obra de fé.” (2Ts 1,11)

    Ora isso não passa de um nominalismo Okhamista barato e pasmem!! você senhor Fábio tem ainda a petulância de usar o católico Luis Gonzaga para dar sustento a sua patifaria teológica. Que vergonha!!

    Porém ao terminar o evento da Opus Dei farei minha contribuição á esse debate, como disse o herege Beto calvinista "vem chumbo grosso por aí"

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  9. irmão Beto Calvinista e irmão filosofo Calvinista
    antes de responder ao Petrus (diga-se de passagem escreve "dificil" rs) - me respondam as 02 PERGUNTAS que fiz para vocês - certo -
    Paz -

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  10. Desculpe, quis dizer irmão Esdras e Filosofo é não para o Beto certo.

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  11. Grande Danilo,

    Estou ciente desta minha "dívida" para com você.
    Estou com um pouco de dificuldades quanto ao tempo, mas ainda esta semana quito esta minha dívida com você, será uma satisfação.

    Abraço meu nobre!

    Esdras

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  12. Petrus:

    Confere, sim. Isso mesmo. Mas isso não é um ensinamento de Lutero. Isso é um claro ensinamento das Escrituras. Antes de Lutero, como bem sabes, muitos outros teólogos, até mais importantes que Lutero, já identificaram tal ensinamento nas Escrituras, a exemplo de Agostinho. Desculpe ter usado o "católico" Luis Gonzaga como ponto de partida para nossas reflexões. Mas não entendi sua reclamação. Você pensa diferente dele? O homem não é mau? Agostinho, o doutor de "sua" "igreja" estava errado? Estás do lado de Pelágio, então? Quanto ao seu "chumbo" grosso, meu caro Petrus, como já ficou evidente aqui, não passa de peças retóricas sem nenhuma sustentação escriturística. Se quiseres debater algo a sério, vamos utilizar a mesma base, ou seja, as Escrituras "somente", ok? Sei que isso não é muito confortável pra você. Deixar de lado as bulas "infalíveis" papais e a tradição acabam por lhe deixar sem muita "terra nos pés", como ficou mais que evidente no tema "idolatria de santos" em outras postagens, onde o senhor mesmo assumiu que "as escrituras condenam tal prática". Manda então teu chumbinho sem pressão...rs.

    Danilo:

    Respondi a todas as questões levantadas por você. Se não satisfez, desculpe....rs. Vamos aguardar o Esdras detonar, então...rs.

    Beto Calvinista:

    Você fica atiçando Petrus é?...rs. Corra não. Chame o homem pro debate e desenrole a parada...rs.

    Tudo de bom a todos!

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  13. irmão esdras - vou esperar certo - irmão Filosofo você não respondeu são as mesmas perguntas que fiz para o irmão Esdras - "veja acima"
    certo . tudo de bom

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  14. Fábio tenho debatido muito com petrus no face,e vejo que ele tá um pouco perdido nos seus argumentos,pois como você falou os argumentos dele são argumentos papais. percebo que ele é um bom contador de histórias,eu falei que ele precisa urgentemente de umas aulas de hermenêutica,pois ele é muito fraco quando se refere as escrituras. tenho certeza se ele procurar uma igreja presbiteriana em salvador,ele vai aprender muito. rsrs

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  15. Senhor babaca e petulante Fábio


    Explico: Calvino, como Lutero, era nominalista. Ou seja: eles negavam a existência de uma "humanidade" (ou natureza humana) fora de cada homem. A visão realista clássica (de S. Tomás, mais ainda de Sto. Agostinho, etc.) é de que haja uma humanidade da qual participamos todos os homens. Esta humanidade é a que foi assumida por Nosso Senhor (uma só Pessoa, duas naturezas: a natureza é determinação ontológica, não acidente). Para o nominalista, entretanto, ser homem é simplesmente um acidente que - por puro acaso - todos nós temos. Ser homem, em outras palavras, não é algo que ocorra realmente em nível ontológico (daí os netinhos deles hoje em dia querendo dizer que chimpanzé é gente, etc.; na falta de uma humanidade extrínseca ao homem, eles querem achá-la em percentuais de DNA o outras besteiras: ela é apenas um rótulo, uma característica não mais importante que a cor do cabelo, o tamanho do nariz ou o time pelo qual se torce, em termos de determinação ontológica do ente).

    No que toca a sua acusação de que sou adepto de Pelágio, isso não procede porque considero o Pelágio um herege como você, o Beto calvinista e todos os protestantes.

    O que eu como católico poderia pensar desta doutrina? Apesar de não utilizar o termo “depravação total” para descrever essa teoria (muitos calvinistas já assumem que este termo é equivocado. Por exemplo, o autor herege calvinista R.C. Sproul propõe um termo alternativo “corrupção radical”, apesar de também não ser muito melhor. Lorraine Boettner, outro calvinista, usa um termo mais ajustado “inabilidade total”), ele pode concordar com ela. A doutrina católica diz que, por causa da queda de Adão o homem perdeu o amor sobrenatural e não poderá fazer nada a não ser que Deus lhe conceda uma graça especial (Ludwing Ott, em Fundamentals of Catholic Dogma p. 229, traz que “para qualquer ato salutar a graça sobrenatural de Deus (gratia elevans) é absolutamente necessária”). Também citando o Concílio de Orange, que afirmou que “enquanto praticamos o bem Deus opera em nós e conosco, de forma que possamos praticá-lo” (cânon 9) e que “o homem nada faz de bom exceto aquilo que Deus ocasionou” (cânon 20). O Concílio de Trento ensina que “Se alguém disser que sem a inspiração preveniente do Espírito Santo e sem o seu auxílio, pode o homem crer, esperar e amar ou arrepender-se como convém para lhe ser conferida a graça da Justificação - seja excomungado” (Decreto sobre a Justificação, cânon 3). A Igreja ensina que a Graça de Deus é fundamental para permitir ao homem ser liberto do pecado, demonstrar genuínas virtudes e agradar a Deus.
    São Tomás de Aquino escreveu que a graça especial é necessária para que o homem pratique qualquer bem sobrenatural: amar a Deus, seguir seus mandamentos, receber a vida eterna, se preparar para a salvação, afastar-se do pecado e evitá-lo, e perseverar (Summa Theologiae (daqui em diante ST) I:II:109:2-10).

    Isto nos leva a afirmar que toda eleição moral está pré-determinada. Ao contrário, os católicos crêem que o homem, por ser criado à imagem e semelhança de Deus, foi criado com a capacidade de aceitar ou rejeitar a graça de Deus. Como os anjos, podemos escolher entre fazer a vontade de Deus ou satisfazer as nossas próprias inclinações egoístas ou, dito em outras palavras, pecar. Logo, de nós depende. E este é o grande presente que brota do sacrifício redentor de Cristo: o participar livremente na construção do seu Reino. Sem Jesus, não teríamos a oportunidade de aceitar nosso lugar como filhos de Deus. Sem dúvida, o caminho que escolhemos é da maior importância na disposição divina da salvação porque ninguém pode tomar nosso lugar no plano de Deus, nem completar para Deus o trabalho que nos corresponde realizar.

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  16. E ainda senhor herege Fábio as prova bíblicas que me pediu....


    O homem não é apenas livre para escolher: está obrigado a escolher.

    "Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar" (Gênese 4,7).

    Deus diz a Caim que pode derrotar o pecado se assim desejar.

    "Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo" (Romanos 7,21).
    São Paulo indica que o problema está em nossa vontade e não em nossos destinos.

    "É por causa de Deus que ela me falta. Pois cabe a ti não fazer o que ele abomina. Não digas: Foi ele que me transviou, pois que Deus não necessita dos pecadores. O Senhor detesta todo o erro e toda a abominação; aqueles que o temem não amam essas coisas. No princípio Deus criou o homem, e o entregou ao seu próprio juízo; deu-lhe ainda os mandamentos e os preceitos. Se quiseres guardar os mandamentos, e praticar sempre fielmente o que é agradável (a Deus), eles te guardarão. Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares. A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado, porque é grande a sabedoria de Deus. Forte e poderoso, ele vê sem cessar todos os homens. Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e ele conhece todo o comportamento dos homens. Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar;" (Eclesiástico 15,11-21).
    "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar" (1Coríntios 10,13).
    "Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte" (Tiago 1,13-15).
    "Eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão" (Provérbios 1,24-25).
    Vemos aqui uma afirmação explícita do ensinamento do livre arbítrio na Igreja. Deus nos convida, porém, não nos obriga.

    "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (2Pedro 3,9).
    O fato de que nem todos se arrependam - apesar de Deus desejar que isto o façam - prova concludentemente que somos capazes de decidir se queremos aceitar ou rejeitar a vontade de Deus. Isto é a essência do livre arbítrio.

    "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim não o lançarei fora" (João 6,37).
    Jesus promete aceitar aqueles que O aceitem e tem tentado alcançar toda pessoas criada desde o princípio.

    "Vendo, pois, Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito" (Êxodo 8,15).
    Deus não forçou a vontade do Faraó para obrigá-lo a fazer o mal; Deus simplesmente previu as ações do Faraó antes que ocorressem.

    "Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?" (Ezequiel 18,23).
    A eleição de fazer o bem ou o mal não é totalmente nossa. Deus deseja que façamos o bem, porém, não nos obriga a fazê-lo.

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  17. Petrus:

    Você é muito indeciso. Estás deixando muito evidente a fraqueza do teu rigor. como podes considerar o Pelagianismo como herético, ficar ao lado de Agostinho que afirma peremptoriamente ser o homem morto, totalmente depravado ou mesmo totalmente inabilitado (o nome que se dá a isso, Petrus,não importa. O fato é que o homem não pode por sua conta e risco voltar-se para Deus, por si só, sem o auxílio da sua graça vivificante) e ao mesmo tempo afirmar uma besteira desta:

    "O homem não é apenas livre para escolher: está obrigado a escolher [...]. A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado, porque é grande a sabedoria de Deus".

    Por acaso você conhece alguém que decidiu não ser mais pecador e que, realmente, tenha conseguido? (e não venha com essa estória fiada dos santos).

    Por que você mesmo não faz essa "promessa" (pra usar um termo que você conhece bem)? Se comprometa com Deus, com Maria e com os Santos em nunca mais pecar na sua vida. Afinal, segundo você, esse poder está em suas mãos, assim como está nas mãos de todo homem. Faça isso e nos avise.

    Vamos fazer o seguinte:

    Está criado aqui, a partir de hoje, o PECADÔMETRO DO PETRUS. A cada dia você entra aqui e atualiza a contagem: estou a 1,2,3, 365 dias sem pecar. Praticamente um BBB do não pecado. Se não assumires publicamente essa "promessa" vai ficar parecendo que, tendo esse poder, realmente não queres agir assim, preferindo o pecado, rejeitando, assim, obviamente, a Deus.

    Como alguém poderá escolher "estando morto em seus delitos e pecados", como afirma Paulo em Efésios 2:1?

    Fica claro a tentativa frustrada do Catolicismo Romano de acender uma Vela pra Agostinho e uma para Pelágio. Exatamente disso resulta sua soteriologia "semi-pelagiana" da sinergia.

    Outra coisa: nos polpe de sua interpretação mequetrefe de textos isolados. Usar João 6:37 para defender a vontade livre do homem? Tá de brincadeira? Jesus é claro. Quem Ele não lançará fora? Toda aquele que O Pai Lhe deu. A questão é que o Pai não lhe dá a todos, mas apenas alguns. Isso é eleição incondicional. O resultado lógico não poderia ser outro: "Não o lançarei fora", que é igual ao quinto ponto do Calvinismo: Perseverança dos santos. Sem contar as outras aplicações lamentáveis dos textos, que são usados de forma ingênua (não creio que fez por malícia) completamente fora de seus respectivos contextos. Além disso, por favor, não cite mais como argumento de autoridade livros apócrifos ou deuterocanônicos, ok?

    Tudo de bom!

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