quarta-feira, 28 de março de 2012

A TRANSIÇÃO DO TEMPO PARA A ETERNIDADE COMO UM PRESSUPOSTO MÍSTICO EM AGOSTINHO DE HIPONA - PARTE 1


O problema do tempo tem sido motivo de intensos debates em diversas épocas, trazendo inúmeras questões a serem resolvidas. Uma delas é a de tentar sincronizar o tempo geral das matemáticas e das ciências com o tempo interno do indivíduo. Esta é, de fato, uma das grandes dificuldades da reflexão sobre o tempo. Contudo, um dos maiores e mais polêmicos problemas trazidos por essa reflexão é o que trata da transição de um tempo vivenciado para a eternidade.

São muitas as tentativas de apreender essa espécie de “negação do tempo”, desse “prolongamento de um presente que não passa”.

Teilhard de Chardin, por exemplo, refletindo sobre essa transição dá luz a uma teoria surpreendente:

O tempo é a duração dos acontecimentos ou fenômenos. Por isso o conceito de tempo evoca, necessariamente, o conceito de movimento, que é a sua única razão de ser. Para nossas observações, tempo e movimento são dois termos perfeitamente paralelos. Sem tempo não há movimento e sem movimento não há tempo. A duração do movimento é a própria essência do tempo [...]. O tempo somente deixará de existir com a completa cessação universal do movimento e dos fenômenos. Isso unicamente é possível pelo repouso absoluto da matéria, elevada até o último limite de sua realização, pela atualização de toda a sua potência. Tal situação coincide com a superação definitiva do tempo, transformado em natureza eterna [...]. A limitação do tempo não é somente um postulado da razão, mas é demonstrada pelo própria ciência física, que já possui condições de medir as durações finitas do mundo físico em movimento e transformação. Se o tempo do mundo nunca terminasse, nunca se tornaria eterno, pois somente terminado, ele pode adquirir um sentido de eternidade. A lei da entropia e o enrolamento cósmico vêm demonstrar, pela ciência, a necessidade irrevogável da completa cessação do tempo, pelo total esgotamento das energias físicas que produzem o movimento”[1].

Na história do pensamento encontramos definições muito variadas para o termo “eternidade”. Não é raro encontrarmos também definições desse termo sintetizadas em pequenas frases ou expressões, geralmente baseadas em escritos do Velho e do Novo Testamento, como por exemplo: “Um dia diante do Senhor é como mil anos”, “Eu sou o que Sou”, “Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim”, entre outras definições clássicas. A eternidade, apesar de ser um tema de caráter teológico, possui uma dimensão filosófica[2], de forma que, desde a antiguidade, tem sido pensada por grandes nomes da história da filosofia.

As diversas abordagens da eternidade nos parecem dar a impressão de que estamos falando de “várias eternidades”, isto é, de vários sentidos em que pode ser aplicada ou examinada. Dentre essas variadas abordagens, a elaborada por Agostinho de Hipona é digna de destaque, como bem sugere Borges: “O melhor documento da primeira eternidade é o quinto livro das Enéades; o segundo, ou cristã, o décimo segundo livro das Confissões de Santo Agostinho[3]”.

A Eternidade em Agostinho


Agostinho foi conduzido a analisar a questão do tempo e, conseqüentemente, da eternidade, a partir de algumas controvérsias, principalmente: 


1) com o Maniqueísmo 
2) com Pelágio 


Como veremos mais adiante. Aguarde a continuação na próxima postagem.

[1] POERSCH, J.L. Evolução e Antropologia no espaço e no tempo: síntese da cosmovisão de Teilhard de Chardin. São Paulo: Herder, 1972. p. 21
[2] Sobre a abordagem do termo “eternidade” na filosofia, assim informa ABBAGNANO, 2000, p. 378: “Esse termo tem dois significados fundamentais: 1º duração indefinida no tempo; 2º intemporalidade como contemporaneidade. A filosofia grega conheceu ambos os significados. Heráclito expressou o primeiro ao afirmar que o mundo “foi desde sempre, é e será fogo vivo que se acende a intervalos e a intervalos se apaga” (FR.3º, Diels). Platão contrapôs explicitamente os dois significados: “Da substância eterna dizemos erroneamente que era, que é e que será, mas na verdade só lhe cabe o é, ao passo que o era e o será devem ser predicados apenas da geração que procede no tempo” (TIM. 37e). Aristóteles utilizou ambos os conceitos [...] Plotino repete a concepção de Parmênides e de Platão: eterno é o que não era nem será, mas apenas é. A duração, porém, é peculiar às coisas que estão sujeitas ao momento local e para o resto são imutáveis, como ocorre com o céu, que é, por isso, algo de intermediário entre a eternidade e o tempo. Esse conceito também foi adotado pelo racionalismo moderno. Spinoza identifica a eternidade como a existência da substância, porque implícita em sua essência e, portanto, necessária [...] Leibniz afirma, contra Locke, a precedência de uma “idéia do absoluto”, que serviria de fundamento à noção de eternidade [...]. Toda a filosofia hegeliana é concebida do ponto de vista da eternidade [...]. “Intemporalidade” e “presente eterno” são as expressões mais repetidas também na filosofia contemporânea”.
[3] BORGES, 1991, p. 21.

quinta-feira, 22 de março de 2012

MINHA FILHA, MINHA FLOR - PG

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Assim como mudam as estações,
se acaba o frio de um inverno
E se espalham pela vida as flores de uma primavera

Aquele dia foi assim, o sol pela manhã anunciava, outubro
Trouxe o perfume que me faltava

Filha, menina escolhida por Deus
Pra fazer sorrir a nossa vida
Com você os meus dias serão primavera
A flor mais bela que Deus plantou em meu jardim

Filha, menina escolhida por Deus
Pra fazer sorrir a nossa vida com você
Os meus dias serão primavera
A flor mais bela

Tão bela quanto as rosas, preciosa como um lírio dos vales,
Seu nome é forte como a flor que resiste ao deserto
Seu sorriso em minha memória, Estará sempre guardado
Tão bela, preciosa, filha amada do pai, bela, tão bela
Seu nascer transformou a minha história

Filha, menina escolhida por Deus
Pra fazer sorrir a nossa vida
Com você os meus dias serão primavera
A flor mais bela que Deus plantou em meu jardim

Filha, menina escolhida por Deus
Pra fazer sorrir a nossa vida com você
Os meus dias serão primavera
A flor mais bela

quinta-feira, 15 de março de 2012

O DESAFIO DE CRESCER COMO UMA VERDADEIRA IGREJA DE DEUS


Muito se tem falado da “urgência” de se pregar o evangelho ou ainda de se fazer “qualquer” outra coisa para “mudar” a situação da IPB. Fala-se até em “salvar” a IPB da extinção. De fato, as estatísticas não são nada animadoras. Para termos uma idéia, no Censo 1991-2001[1], a  Igreja Presbiteriana do Brasil, em dez anos, teve um  acréscimo de apenas 2.000 novos membros. Isso representa um crescimento de 0,40%, em relação ao número de membros da IPB em 1991 (498.000 membros). Se comparado ao número de pessoas que se tornaram “evangélicas”  nesse mesmo período (5.809.000 membros), a situação é ainda mais alarmante: desse total, apenas 0,03% ingressaram na IPB.  Com relação à representatividade da IPB na população total de “evangélicos”, tendo como parâmetro os anos de 1991 e 2001, os números também em nada defendem nossa igreja: em 1991 a IPB representava 8% da população total de “evangélicos” (6.252.000 membros). Em 2001, quando o número de “evangélicos” chegou aos 12.061.000 de membros, esse percentual caiu para 4%, ou seja, enquanto o total de “evangélicos” quase dobrou, nesse período, a representação da IPB caiu pela metade.

Para onde afluiu então toda essa multidão se não para a IPB? Basta olhar para a estatística que revela o crescimento de algumas igrejas. Em 1991 a Assembléia de Deus tinha 2.400.000 membros; em 2001 esse número chega a 4.500.000 membros, representando um crescimento de 87,5%.  A Igreja Internacional da Graça de Deus, em 1991, tinha 100.000 membros; em 2001 chegou a 270.000 membros, um crescimento de 170%. A Igreja Quadrangular que em 1991 tinha 303.000 membros, em 2001 passou a 1.000.000 de membros, um desempenho de 230,3%. A Igreja Deus é amor em 1991 tinha 170.000 membros e passou a 750.000 membros em 2001, numa excelente performance de 341,18%.

Mas nenhum desses crescimentos acima podem ser comparados com as igrejas  “tope de linha” no quesito crescimento. Em terceiro lugar temos a Igreja Universal do Reino de Deus, que em 1991 tinha 268.000 membros e em 2001 atingiu a importante “marca” de 2.000.000 membros; isso representa um crescimento de 646,27%. Em segundo lugar aparece a não menos “famosa” Igreja Renascer em Cristo, da “Bispa” Sônia e do “Apóstolo” Estevam Hernandes, que em 1991 tinha apenas 10.000 membros e ao final de 2001 já “contabilizava” 120.000 membros, experimentando um astronômico crescimento de 1.100%. E, finalmente, a grande campeã: a Igreja Sara Nossa Terra, que em 1991 tinha 3.000 membros e em 2001 alcançou nada mais nada menos que 150.000 membros; representando um espetacular  crescimento de 4.900%.

Das Igrejas consideradas “tradicionais”, apenas a Igreja Batista conseguiu um índice de crescimento “satisfatório”: cresceu em dez anos 20%. Mesmo assim, um crescimento muito inferior das igrejas de tendências Neo-Pentecostais e Neo-Renovadas. A Igreja Luterana, nesse mesmo período, decresceu, perdeu 29.000 membros.

As estatísticas apresentadas acima, bem como sua fácil constatação, são responsáveis pelo surgimento de um novo e triste espírito dentro da IPB: um misto de inveja (das igrejas que estão “explodindo”), amor (pela IPB, no sentido de querer vê-la “grande”) e ódio (pelos princípios doutrinários e litúrgicos da IPB, que supostamente impedem seu crescimento).

Vivemos uma situação muito parecida com a registrada em  I Samuel 8:1-22, guardadas as devidas proporções, obviamente. O povo de Deus, de fato, havia identificado que algo não estava andando bem:

 Ora, havendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel [...]. Seus filhos, porém, não andaram nos caminhos dele, mas desviaram-se [...]. Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram ter com Samuel, a Ramá e lhe disseram: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam nos teus caminhos. Constitui-nos, pois, agora um rei para nos julgar, como o têm todas as nações.

Podemos identificar nesse diálogo os mesmos elementos que constituem o “espírito” que hoje existe na IPB: Inveja (das outras nações que possuíam um rei e que, pelo menos na visão do povo, viviam melhor e sem problemas); amor (no sentido de querer mudar de alguma forma a situação que se apresentava) e ódio (pelos princípios governamentais outrora  estabelecidos). Devemos notar que a preocupação do povo era mais que justificável, porém, o problema não estava nos princípios anteriormente estabelecidos e, sim, em alguns elementos destoantes.  Tal disposição de coração “[...] pareceu mal aos olhos de Samuel [...]. Então Samuel orou ao Senhor”. Samuel identificou, nas entrelinhas, da justa preocupação do povo, esse estranho e triste “espírito” e buscou orientação na palavra de Deus, que demonstrou também Sua reprovação quanto a  essa disposição de coração. “Disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não é a ti que têm rejeitado, porém a mim, para que eu não reine sobre eles”. Mesmo depois de demonstrar todos os problemas que o povo teria que assumir, caso fizesse tal opção (dos versículos 9 ao 18), “o povo, porém, não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei, para que nós também sejamos como todas as outras nações”.

Acaso seria esse também o desejo do coração de muitos membros, pastores, oficiais e líderes da IPB? Será que de fato queremos ser iguais a essas igrejas que estão crescendo? Porque é a elas que nos referimos como um bom exemplo de crescimento.  São elas que são postas lado a lado com a IPB para apontar-lhe a falta de crescimento e os defeitos.

Será que realmente acreditamos que Deus tem aprovado o crescimento de 646,27% da Igreja Universal do Reino de Deus? Os 1.100% da Igreja Renascer? Os 4.900% da Igreja Sara Nossa Terra?

Responder afirmativamente significa admitir que Deus esteja aprovando uma série de esquisitices que são, notadamente, estranhas à Bíblia, como por exemplo, “rosa ungida”, “corrente das mais variadas”, “cair na unção”, “raspar a cabeça”, “palavra profética” (escrita, inclusive) etc. Responder afirmativamente significa também admitir que Deus esteja em pleno acordo com a idolatria hindu dos 33.333 deuses; afinal, essa religião tem mais de um bilhão de membros. E os budistas? Deus também os tem aprovado? E o que não dizer do espiritismo? O Brasil é o maior país espírita do mundo. O espiritismo nega a deidade de Cristo.  Deus tem aprovado isso? É o que afirmaremos, caso chegarmos à conclusão que o crescimento dessas igrejas é obra de Deus e conta com Sua bendita aprovação.

O fato, prezados, é que: crescimento numérico não deve e não pode ser um termômetro para medir se a igreja é ou não de Deus ou ainda se a igreja está bem ou não. Menos ainda quando esse crescimento é fruto de técnicas bem ajustadas e em perfeita sintonia com o pragmatismo. Notem: essas igrejas estão crescendo por causa de técnicas e conceitos filosóficos e não pela pregação da palavra de Deus, aliás, é comum vermos membros dessas igrejas evangelizando? Claro que não! Pregando o evangelho genuíno? Menos ainda!

 Sobre essa questão, Phil A. Newton[2], em seu artigo “Minha passagem pelo Movimento de Crescimento de Igrejas”, afirma o seguinte:

Edificar uma igreja seguindo os "princípios do Movimento de Crescimento de Igrejas" significava anuência ao pragmatismo, ao invés de ao cristianismo bíblico. O pragmatismo pode resultar em crescimento numérico, mas não pode regenerar um homem incrédulo[3].

John. F. MacArthur, em seu excelente artigo “Eu quero uma Religião Show”, também comentando sobre esse assunto, afirma, citando George Peters:

O crescimento quantitativo pode ser enganador. Pode não ser mais do que a proliferação de um movimento social ou psicológico mecanicamente induzido, uma contagem numérica, uma aglomeração de indivíduos ou grupos, um crescimento de um corpo sem o desenvolvimento dos músculos e dos órgãos vitais[4].

E isso, creiam, não é a velha desculpa presbiteriana: “O importante é a qualidade e não a quantidade”! Você pode afirmar: “sei de todos os problemas doutrinários dessas igrejas e que elas, de fato, se afastaram da palavra de Deus, porém, o importante é que vidas estão sendo salvas, jovens estão saindo do mundo das drogas”.

Bem, não podemos negar essa “contribuição social”. Assim como os Espíritas, Mórmons e até instituições não religiosas, essas igrejas também têm conseguido livrar muitos do mundo das drogas e do álcool. Contudo, a alegação de que muitos estão sendo salvos é bem questionável.

Uma característica marcante dessas comunidades é que seus membros são, predominantemente, jovens (e sempre foi assim, desde a fundação). Esse fato é bastante elucidativo e nos inquieta a pensar qual destas duas alternativas são verdadeiras: a) o “apóstolo” Hernandes e Cia Ltda detêm os poderes da “fonte da juventude” (e os membros de sua igreja não envelhecem); b) Existe um elevado grau de rotatividade nesse tipo de comunidade (e isso já é totalmente comprovado). Isso revela, de forma inequívoca, o baixo grau de firmeza de fé e verdadeiras conversões. O texto de Mateus 13:3-7, nos ajudará a entender esse fenômeno: 

E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear e quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram. E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se.E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram.A erva nasce, mas vindo o sol, logo é eliminada. E a busca incessante por novos jovens continua!

Os jovens são atraídos, principalmente, pela “qualidade” e “quantidade” dos louvores. Muitos afirmam ter tido um “encontro” com Cristo por intermédio da “gospel music”, diferentemente do que afirma o Apóstolo Paulo em I Cor 1:21: “Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que crêem”. A ênfase desproporcional à adoração, diminui, de forma sensível, o tempo de estudos e pregações da palavra de Deus; ou seja, o que, de fato, produz salvos é relegado a segundo plano.

Diante de tudo que já foi exposto, entendemos que é uma grande benção crescer, inclusive numericamente. Ninguém é louco o suficiente para afirmar que crescimento numérico não é importante. Contudo, nossa principal preocupação não deve ser essa. Não devemos nem mesmo pensar em encher nossas igrejas. Não devemos ter nenhum tipo de compromisso com a “conversão” dos pecadores como, muitas vezes, movidos pelas estatísticas, somos tentados a ter, como demonstram práticas do tipo: “sejam bem vindos em nome do Senhor Jesus”, “recepcionistas sorridentes”, “apelos” e tantas outras formas de “agradar” o pecador,  convencendo-o  a ficar em nossa igreja.

Nosso dever, nossa tarefa, é tão somente pregar o puro, simples e genuíno evangelho do Senhor Jesus. Sola Scripture! Se as pessoas vão se converter ou não, isso, caros irmãos, não deve ser nossa preocupação e nem é nossa tarefa.

Nossa preocupação deve estar voltada para o fato de que “muitos” de nossos pastores estão se tornando, cada vez mais, “executivos de gabinetes”, isto é, não evangelizam, não visitam, não pastoreiam, não “arregaçam as mangas”, não são exemplos de pessoas que produzem frutos para o crescimento, não da IPB, mas do reino de Deus. Podemos negar esse fato? É só fazer uma pesquisa entre todos os presbitérios e veremos uma realidade uniforme: muitos pastores, pouquíssimas igrejas. Será que está faltando campo? Claro que não; já coragem de trabalhar, provavelmente.

Nossa preocupação deve estar voltada para nossos oficiais, presbíteros e diáconos, que vivem na mesma inércia, com um agravante: são responsáveis diretos pela falta de identidade doutrinária da IPB. E quanto aos membros que vivem apontando a falta de crescimento da IPB? Bem, esses merecem um certo desconto, pois, não possuem nenhum bom exemplo, porém, só criticam, também não produzem.  Esquecem que a responsabilidade de comunicar o evangelho é individual. Vivem dizendo: “a IPB não evangeliza”, quando deveriam dizer: “eu não estou evangelizando, preciso obedecer, urgentemente, ao “ide” do mestre. 

Devemos pregar “a tempo e fora de tempo”, como nos diz o verdadeiro Apóstolo[5] de Cristo em II Tm 4:2. Devemos pregar não porque “almas estão indo para o inferno, enquanto estudamos nossa teologia”, como afirmam alguns. Aliás, essa é uma afirmação teológica, saibam as pessoas que dela fazem uso ou não. Estão indo para o inferno aqueles pelos quais Cristo derramou seu precioso sangue? Isso equivale a dizer que o sacrifício de Cristo não foi eficaz. Não podemos esquecer que todos aqueles pelos quais cada gota do Bendito sangue foi derramado, indubitavelmente, serão salvos, nenhum a mais ou a menos, pela pregação de palavra, nossa responsabilidade. O sangue expiatório do Cristo não escorreu por todos, mas apenas pela sua igreja: “Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele comprou com seu próprio sangue” (Atos 20:28). Em plena harmonia com esse ensinamento, a Confissão de Fé de Westminster, interpretando as escrituras, afirma que “todas aqueles eleitos, antes da fundação do mundo, serão salvos e virão à Cristo e nenhum deles se perderá”.  Portanto, esse argumento de “almas caminhando para o inferno”, definitivamente, não deve ser nossa motivação para pregar o evangelho e não será nossa pregação que  mudará essa preordenação divina.

Todos aqueles que Deus predestinou para a vida, e só esses, é ele servido, no tempo por ele determinado e aceito, chamar eficazmente pela sua palavra e pelo seu Espírito, tirando-os por Jesus Cristo daquele estado de pecado e morte em que estão por natureza, e transpondo-os para a graça e salvação[6].

A nossa (única) motivação para pregar o evangelho deve ser outra. Devemos pregar porque Cristo mandou pregar e pronto. Devemos pregar por obediência aos mandamentos do senhor, sabendo que esse foi o meio pelo qual Deus decidiu chamar eficazmente seus eleitos.

Pregar o evangelho é um imperativo de Cristo. Assim aprendemos, conforme  registrado em Mateus 28:19-20: ”Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado”.

Nesse texto, devemos observar que a ordem para “ensinar todas as coisas que Cristo ordenou” é tão imperativa quanto a ordem para evangelizar. É “Ide” também. Esse, queridos, deve ser nosso grande desafio.

Queremos crescer, podemos crescer; mas não como muitas igrejas estão crescendo. Podemos e queremos crescer como Igreja Presbiteriana do Brasil. Uma igreja que tem a bíblia como Única Regra de Fé e Prática; uma igreja que põe o homem no seu lugar de criatura decaída e que reconhece a total Soberania de Deus.

Caros irmãos, não nos interessa crescer de qualquer forma, com uns membros atrofiados e outros desproporcionalmente alongados, como muitas igrejas “mutantes” estão crescendo. Queremos crescer o crescimento que provém de Deus:

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor (Efésios 4: 11-16).


[1] Fonte: Revista Veja, Edição Nº 26
[2] Um dos pastores que estudaram no Instituto de Crescimento de Igreja, fundado por McGravan, que em 1965 se uniu ao Seminário Teológico Fuller, em Passadena (Califórnia), principal reduto do “movimento de crescimento de igreja” (de onde as “super-igrejas” tiram toda sua base filosófica para apoiar suas práticas), onde chegou a ser aluno de C. Peter Wagner, o principal porta-voz do Movimento de Crescimento de Igrejas.
[5] O Apóstolo Paulo,  mesmo tendo escrito, pela inspiração divina, quase metade do Novo Testamento, precisou defender e reafirmar seu apostolado, pois muitos não o tinham como tal, a exemplo do que está registrado em II Coríntios capítulo 11. Muito me estranha o fato de alguns se auto-denominarem “apóstolos”,  tendo, inclusive, a ousadia de Escrever o que chamam de “palavra profética”  e ninguém questionar isso. Membros, inclusive da IPB, têm se referido a esses “falsos apóstolos” com um certo tom de sacralidade, e, isso é extremamente preocupante.
[6] Confissão de Fé de Westminster, Capítulo X.I.

sexta-feira, 9 de março de 2012

PAI É PRESO POR DISCIPLINAR O FILHO


A chamada Lei da Palmada nem entrou em vigor ainda e um pai já foi preso por disciplinar seu filho. Aprovada pela Câmara dos Deputados a Lei ainda precisa passar pela aprovação do Senado. Trata-se de uma Lei extremamente polêmica que, a princípio, não prevê punição aos "agressores".

A agressão ocorreu às 7h em uma escola particular de Brasília. Um pai começou a dar palmadas e chegou a bater no filho de três anos com o cinto. O menino ficou com marcas no corpo e chamou a atenção de quem estava por perto. Alguns pais tentaram intervir, mas não conseguiram. Um deles era policial militar e deu voz de prisão ao agressor. Enquanto o PM, que estava à paisana, chamava uma viatura, ele fugiu. O pai foi localizado em casa e no caminho para a delegacia, algemado, ele não quis mostrar o rosto. Ele tentou se justificar: "Meu filho chegou na escola dando birra! Ele não queria entrar na sala. Eu conversei, eu argumentei... ele estava gritando na sala" (http://www.sbt.com.br/jornalismo).

Veja abaixo a reportagem desse fato lamentável. Atente para o sóbrio comentário da apresentadora Rachel Sheherazade:

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É evidente que a disciplina que cabe aos nossos filhos não pode nem deve servir de espetáculo ao público, como quem quer dar uma resposta à vergonha sofrida por suas "birras". Precisamos entender que nossos filhos são pecadores. São maus por natureza e por isso mesmo precisam ser educados, que em última análise é a retirada da maldade de seu coração e a inserção de virtudes e valores positivos. A disciplina deve ser feita no ambiante do lar ou em local reservado e sem ser na presença de terceiros. É uma questão que só interessa aos pais - responsáveis pela benção da disciplina - e aos filhos - aqueles que "precisam" ser disciplinados. Como bem observou a repórter na manifestação de sua opinião, a palmada, como recurso disciplinar, não deve se transformar  em uma agressão.


A bíblia, no que diz respeito à correção dos filhos, trás algumas orientações importantíssimas, muito embora esses preceitos entrem em choque direto com as recomendações de psicólogos e pedagogos da atualidade. Vejamos o que Deus tem a nos ensinar sobre a disciplina dos nossos filhos:

"A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela" (Provérbio 22:15).

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" (Provérbios 22:6).

"Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem" (Provérbios 3:12).

"O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina" (Provérbios 13:24).

"Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá" (Provérbios 23:13).

"A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe" (Provérbios 29:15).

quinta-feira, 8 de março de 2012

O QUE FAZER QUANDO TUDO PARECE DAR ERRADO?

TEXTO BÁSICO: JÓ 1:13-22

INTRODUÇÃO:

 O Século XIX  marca um divisor de águas na história da humanidade. É nele, onde se dá, entre outros fatos importantes, o desenvolvimento, no seu ápice, das ciências positivas e do Humanismo. O homem agora buscava uma autonomia em relação a Deus. Era comum dizer-se que o homem não precisava mais de Deus, que conseguia sem problema algum resolver todas as suas questões. Um homem chamado Frederic Nitch, reconhecido por muitos como pai do humanismo, escreveu um livro que anunciava, pasmem, a morte de Deus, e, conseqüentemente, da religião. A idéia que permeava neste século era a idéia de um “super homem” (aliás o super homem que conhecemos nasce daqui). O homem resolve tudo, faz tudo, não precisa de nada, muito menos de Deus (que era apenas uma criação fantasiosa da igreja para subjugar as pessoas e mantê-las sob sua tutela).

No fervor dessa corrente filosófica, Humanismo, que exaltava o homem e suas qualidades, acima de qualquer coisas, ainda no século XIX, surge um homem que vai trazer toda essa maneira de pensar acerca do homem para dentro do protestantismo: chamava-se Charles Finey (o criador do APELO na pregação, que nada mais é que reflexo da corrente filosófica de sua época. No apelo toda a responsabilidade da salvação é lançada para o agora “super homem”, que tem, inclusive, o poder de decidir se vai dar ou não uma chance a  Deus).

A influência da entrada do humanismo dentro das igrejas evangélicas pode ser facilmente percebida até hoje. Eu diria que mais de 90% das igrejas recebem e alimentam uma visão humanística acerca do homem. Expressões do tipo:

“Senhor eu declaro....”, “Senhor eu não aceito a pobreza...”, “Sou filho de Rei, portanto sou príncipe e tenho que viver na riqueza...”, “Senhor eu profetizo a benção”..etc.

Demonstram claramente que o humanismo está impregnado na teologia hodierna. Não faz muito tempo, e tomamos conhecimento de um rapaz que era líder de uma determinada igreja, e havia sido disciplinado simplesmente porque ficara doente, afinal, como um “filho do Deus todo-poderoso” poderia ficar doente?

Um dos maiores divulgadores do humanismo dentro das igrejas evangélicas hoje em dia, com uma penetração muito grande, sobretudo nas igrejas Neo Renovadas, é o teólogo americano Kenneth Hagin. Vejamos algumas citações dele acerca do que ele pensa sobre o crente, sobre como deve ser o servo de Deus:

“O homem... foi criado em termos de igualdade com Deus, e poderia permanecer na presença de Deus, e sem qualquer consciência de inferioridade...Deus nos criou tão parecidos com Ele quanto possível.... ele nos fez seres do mesmo tipo dEle mesmo... O homem vivia o Reino de Deus. Vivia em pé de igualdade com Ele... O crente é chamado de Cristo...eis quem somos; somos Cristo. Quando o homem nasce de novo ele toma sobre si a natureza divina e torna-se, não semelhantes, mas igual, exatamente igual em natureza com Deus. A única diferença entre o homem e Deus torna-se a magnitude, Deus é infinitamente divino e nós ainda finitamente divinos. O crente é uma encarnação de Deus exatamente como é Jesus de Nazaré (Jornal palavra da fé, Dez/97).

O servo de Deus, na visão desse pessoal é, literalmente, um “SUPER CRENTE”, alguém que declara e pronto, está tudo resolvido. Alguém que determina a vitória e a vitória vem. Alguém que impõe as mãos e as coisas acontecem. A teologia de Kenneth Hagin (totalmente maculada pelo humanismo tem feito dos  crentes verdadeiros  “semi-deuses”.

Mas, quando olhamos para a palavra de Deus não é isso que vemos. O nosso próprio mestre é descrito em ISAÍAS 53:3 como Homem de dores, o próprio Jesus nos adverte em JOÃO 16:33 No mundo tereis aflições e depois nos fala em MATEUS 7:14 sobre o caminho, que é estreito, apertado, difícil. Somos incentivados em LUCAS 14:27 a tomar sua cruz e segui-lo (e o que é isso senão renúncias muitas vezes extremamente dolorosas). O apóstolo Paulo nos fala em II CORÍNTIOS 11:24-27 que muitas vezes passou por privações, fome, frio, assaltos, apedrejamento etc. O que não dizer do sofrimento exaustivo e humilhação do jovem josé? Dos cristão primitivos sacrificados em dores terríveis? (conta-nos a história que no primeiro século Nero ateava fogo aos cristãos simplesmente para iluminar seus jardins. Tantos irmãos presenciaram seus filhos serem devorados por leões famintos) tantos e tantos outros exemplos. 


ELUCIDAÇÃO:

O texto de Jó, citado acima, não deixe de ler,  é uma clara antítese da teologia que se está sendo pregada nas igrejas hoje. Jó era Servo de Deus, humilde e fiel, mas que passou por experiências que lhes trouxeram dores inimagináveis:

1-      Perdeu seus bois e suas jumentas e os servos;
2-      Perdeu suas ovelhas e mais servos;
3-      Perdeu seus camelos e ainda mais servos;
4-      Perdeu seus filhos e filhas;
5-      E como desgraça pouca é bobagem, perdeu sua saúde.

A expressão: Falava este ainda...quando outro..” nos dá uma idéia de como aconteceu na vida desse servo de Deus: desgraça em cima de desgraça...

Todos esses textos da palavra de Deus, a famosa história de Jó  nos faz ter a idéia exata de quem é o homem nas mãos de Deus: Fraco, indefeso, passivo de sofrer dores intensas, totalmente dependente e humilhado diante de um Deus que faz todas as coisas “segundo o conselho de sua vontade”.

O homem bíblico, inclusive os que são servos verdadeiros de Deus, é em muito diferente daquele pintado por Frederic Nitch, Charles Finey , Kenneth Hagin, Valnice Milhomes e seus seguidores. O homem bíblico não é um “SEMI-DEUS”, é um homem falho e indefeso, que muitas vezes passa por problemas terríveis. Vamos refletir sobre isso?


TEMA:

O QUE FAZER QUANDO TUDO PARECE DAR ERRADO?


ARGUMENTAÇÃO:

1º) Devemos nos livrar do perigo eminente de BLASFEMAR contra Deus.

A primeira coisa que nos vêm à mente quando passamos por catástrofes em nossas vidas é um sentimento maligno de culpar a Deus por tudo, uma vontade quase insustentável de abandonar tudo. Veja a lógica da mulher de Jô: (v.9) ...”amaldiçoa a Deus e morre”. Ela simplesmente externou aquilo que muito provavelmente estava enchendo o coração e a mente de Jó. Fazer com que o servo de Deus blasfeme contra Ele é a maior preocupação de Satanás nestes momentos difíceis, veja o v.11!

Mas jó exatamente para não permitir que sua boca falasse o que sua consciência e coração estavam pedindo, numa tentativa bem sucedida de calar aqueles maus pensamentos, fala em alto e bom som: “Bendito seja o nome do Senhor” (v.21). É claro que essas palavras são as últimas que nossos corações pendem para que sejam pronunciadas, mas mesmo contra a vontade (que é naturalmente de falar coisas contrárias a Deus), Jô nos ensina que devemos bendizÊ-Lo.

Isso aconteceu também com o Salmista Asafe, no salmo 73, ao perceber que mesmo sendo um servo fiel de Deus passava por dificuldades terríveis, enquanto que os ímpios prosperavam sem problema algum. É claro que o que seu coração (instigado pelo diabo) pedia que dissesse não eram palavras de louvor a Deus, mas Asafe sabia que se  pronunciasse seus pensamentos maléficos e blasfemos (pois tê-los ainda não se configura pecado e sim tentação)  estaria aborrecendo a Deus (v.15). Antes porém de começar toda essa reflexão de sua situação ele já começa dizendo: “com efeito Deus é bom para com Israel (v.1) porque sabia do iminente perigo de blasfemar contra Deus.

Recentemente perdi uma pessoa muito querida, brutalmente assassinado, servo de Deus, ele e toda sua família. Interessante que sua mãe em meio a lágrimas e dores incontáveis dizia repetidas vezes: “Deus é bom...Deus é bom...Deus é bom...” com um claro intuito de calar os pensamentos blasfemos que lhes viam à mente (provavelmente?)


2º) Reconhecer que não somos nada, e que não temos o direito de cobrar satisfação de Deus.

A expressão perfeita de Jô (v.21) “ nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei” expressa com muita sabedoria a consciência que nada temos, que nada nos pertence, somos tão somente mordomos de Deus.

O apóstolo Paulo em Rm 9:20, faz algumas perguntas muito pertinentes quanto a isso: “Quem és tu ó homem para discutires com Deus?! Porventura pode o objeto perguntar a quem o fez: por que me fizeste assim?”

Numa visão macro das coisas, o nosso tempo, o nosso dinheiro, a nossa saúde, enfim tudo que dispomos e usufruímos, nada nos pertence, tudo é de Deus, que bondosamente nos dá para que administremos. Isso nos tira completamente o direito de reclamar de Deus por ter tirado “nosso” dinheiro, “nossos” familiares..”nossa” saúde...etc...

Em momentos de crise e desespero é extremamente importante ter essa compreensão de que somos tão somente despenseiros, mordomos e não donos das coisas. E tão somente fazer coro com o salmista autor do Salmo 39:9Emudeço, não abro os lábios porque tu fizestes isso”.


3º) PROCURAR ENTERDER O PLANO DE DEUS QUE ESTÁ SE DESCURTINANDO DIANTE DE NOSSOS OLHOS E MAIS QUE ISSO: COLOCAR-SE HUMILDEMENTE A DISPOSIÇÃO PARA CUMPRIR SEUS PROPÓSITOS:

Ainda no v.21 quando Jô declara: “O SENHOR DEU E O SENHOR O TOMOU”, é uma declaração inequívoca de alguém que, apesar de não estar entendendo o que está acontecendo, apesar de não estar gostando, apesar de estar sofrendo tremendamente com tudo o que está  acontecendo, reconhece a SOBERANIA DE DEUS, reconhece que nada LHE FOGE AO CONTROLE.

Muito provavelmente Jó possuía muitos planos maravilhosos para seus filhos seus empregados e seus rebanhos. O grande problema é que Deus tinha um plano diferente para sua vida. E quando isso acontece temos que entrar em sintonia novamente com os planos de Deus.

Veja o que diz o sábio Salomão em  PROVÉRBIOS 19:21

“Muitos são os planos no coração do homem;
 mas o desígnio do Senhor, esse prevalecerá”

A palavra de Deus ainda nos ensina em ISAÍAS 55: 8-9

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”

Jó parece ter entendido perfeitamente que o plano de Deus é infalível e se cumprirá, que o plano de Deus é infinito e ilimitado e humildemente agora coloca-se como instrumento no cumprimento do propósito do Deus soberano. Jó entendeu que quer queiramos ou não os PROPÓSITOS DE DEUS sempre prevalecem sobre nossa vontade.

Podemos lembrar aqui de Jonas. Deus lhe deu ordem explicita para pregar em Nínive, ele pegou um navio em sentido contrário, Deus envia uma tempestade, lhe derruba no mar, vem um peixe engole Jonas, vomita Jonas perto de Nínive e daqui a um pouco lá está Jonas pregando, como QUERIA O DEUS SOBERANO!

Conta-se uma história de uma mulher crente que havia perdido seu filho e estava revoltada, havia abandonado a igreja. Seu pastor foi visitá-la e a encontrou, em meio a lágrimas e revoltas, bordando um tecido. Ele logo aproveitou a oportunidade e lhe disse: “irmã que coisa horrível a senhora está fazendo. Está muito feio”. Ele de pronto retrucou: “não pastor, é porque o senhor está vendo do lado errado”. E de imediato o pastor concluiu: “irmã...é assim que a senhora está vendo o plano de Deus na sua vida. Do lado errado”. Assim como seu bordado visto do lado errado é feio,  O PLANO SOBERANO, SÁBIO E AMOROSO DE DEUS, VISTO DO LADO CERTO, É MARAVILHOSO! DEUS JAMAIS É PEGO DE SURPRESA. NADA SAI DO SEU CONTROLE. AINDA QUE AS COISAS PAREÇAM ESTAR DANDO ERRADAS TEMOS QUE SABER: DEUS ESTÁ NO CONTROLE. PARA ELE NADA DÁ ERRADO ELE ..”TUDO FAZ SEGUNDO A SUA VONTADE SOBERANA”.


CONCLUSÃO:

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam  a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Prove que você não é um robô. Um pedido aos amigos blogueiros


Caro amigo blogueiro:

Sempre acesso seu blog. Gosto muito dos texto ali publicados. Me sinto impulsionado a comentar. Só não consigo comentar todas as vezes. Quando tenho um tempinho, faço questão de comentar. Entendo perfeitamente que você modere os comentários, muito embora eu não tenha essa prática no meu blog. Até porque se aparecer algum comentário mais "desaforado" eu deleto. Pronto. Simples assim.  Mas, tudo bem. Continuem moderando se acham importante.  Só tem uma coisinha que não gosto do seu blog:

Tenho que provar que não sou um robô cada vez que quero fazer um comentário....rs. Sinceramente... aí também já é demais também. Posso garantir a você que NÃO SOU UM ROBÔ!!!!!! Por favor, me deixe comentar sem que seja preciso eu provar que sou gente de verdade. Por favor, diga isso a seu blog também. Não me faça ficar com uma crise existencial cibernética.

Além de provar que não sou um robô, digitando uma palavra, ainda acham pouco e continuam duvidando. Agora são duas palavras a serem digitadas. Se eu realmente fosse um robô e conseguisse digitar a primeira palavra, será que não teria capacidade de digitar a segunda também?

Sem contar  que, na maioria das vezes, as palavras são indecifráveis. Parece até "línguas estranhas". Ora, não querem que eu as digite? Então porque pedem pra eu digitar? Qual a utilidade pra você se eu digitar errado? Não querem que eu comente, é isso? Poxa, é só dizer...rs.

Já pensou se a onda pega? Como seria na padaria? Por favor, moça, me dê 10 pães. NADA DISSO! Prove que é você mesmo. Prove que você não é um robô. Prove que você não é um alienígena que veio nos atacar. Mas, robô come pão?

Pensem nisso, facilite a vida de quem quer comentar seus interessantes artigos.

segunda-feira, 5 de março de 2012

MORTE DO BISPO ROBINSON CAVALCANTI: inquérito concluído. O que seria uma justa punição ao assassino?


O inquérito da morte do Bispo Robinson já foi concluído. O crime foi realmente premeditado. Segundo o delegado da DHPP:

Eduardo Olímpio Cavalcanti, de 29 anos, confessou à polícia ter assassinado os pais, o bispo anglicano, Dom Edward Robinson Cavalcanti, 67, e a professora aposentada Miriam Cavalcanti, 64, a facadas. O jovem disse que premeditou os crimes, pelos quais não se arrependeO relato foi feito durante quatro horas de depoimento colhido na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na tarde do sábado passado, depois que ele recebeu alta médica do Hospital da Restauração (HR) e antes de ser levado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Lodi (Cotel), em Abreu e Lima (http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20120305103737).

Todos ainda se perguntam: o que teria motivado Eduardo a uma ação tão violenta contra aqueles que lhe estenderam a mão quando até mesmo os seus pais biológicos o rejeitaram? 

Eduardo contou ao delegado José do Prado que foi motivado por sentir-se desprezado e abandonado pelo pai. Revoltado por ter sido enviado aos Estados Unidos aos 16 anos de idade, ele contou que voltou a sentir-se negligenciado pela família quando voltou para casa este ano após um processo de deportação nos EUA. No país, ele respondia a 15 processos de trânsito e uso de drogas. Segundo ele, a decisão de assassinar os pais foi reforçada com a recusa do bispo em acolher no Brasil a atual esposa dele e os três filhos que ele teve de diferentes relações (http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20120305103737). 
Confesso meu estranhamento, desde o início, ao saber que o Bispo teria enviado o filho adotivo para morar nos EUA com apenas 16 anos de idade. Tudo bem que ele estava na casa de uma irmã do Bispo e que este o mantinha financeiramente. Uma série de questionamentos afloram dessa questão: será que se ele estivesse morando com o Bispo sua história seria a mesma? Será que ele teria tido um grau tão perigoso de envolvimento com gangues e drogas? Não quero julgar. Claro que intenção deve ter sido a melhor possível. Afinal nem todos têm a oportunidade que o assassino teve, de morar e estudar no exterior. Oportunidade que ele não aproveitou. Se houve falha na criação e no afastamento precoce não o isenta nem diminui sua culpa. Ele se mostrou um assassino frio e sanguinário. Provavelmente não foram suas primeiras vítimas.
Inquérito concluído. Agora é só aguardar o julgamento sob a guarda vigilante do Estado. Julgamento lembra, de imediato, absolvição ou aplicação de pena. Como réu confesso, a primeira opção está descartada. Indiscutivelmente Eduardo, como culpado, será condenado e receberá uma pena. 
Para esse caso, perguntamos: o que seria uma pena justa para a barbárie cometida pelo Eduardo, filho adotivo do Bispo Robinson?
Um amigo da família, também da igreja anglicana, como podemos perceber nos vídeos da postagem anterior, em prantos, sugeriu uma espécie de prisão perpétua. Claro, todos sabemos, antes que alguém nos acuse de ignorância jurídica, essa pena não existe no Brasil. Mas a questão não é essa. Estamos perguntando o que seria uma pena justa, independentemente da possibilidade de sua aplicação. De justa entenda-se algo que é 100% compatível com o tamanho da falta praticada. 
Seria a pena de prisão perpétua uma pena justa para Eduardo? 
Ele não estaria levando vantagem sobre suas vítimas, que eram também seus pais adotivos? Eles estão mortos. Brutal e covardemente assassinados. Ele está vivo e gozando da proteção do Estado. Isso é justo?  O desejo de justiça estaria completamente satisfeito com essa pena considerada por muitos como absurdamente severa?
Obviamente que não. Não mesmo. A única pena que satisfaria com completude a justiça e que seria plenamente compatível com o crime cometido não é outra a não ser a Pena de Morte. Qualquer outra que se aplique é fazer pouco caso da vítima desse tipo de crime.
Precisamos revisitar esse tema. Estudar, debater, propor sua aplicabilidade jurídica como forma não de diminuir o crime propriamente dito, mas, muito mais, de promover a justiça àqueles que tiveram suas vidas ceifadas por criminosos dessa natureza. Isso não é possível? É claro que é! Só não é simples.
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Aproveite e vote na enquete ao lado que trata sobre a Pena de Morte nos casos de crimes hediondos.

quinta-feira, 1 de março de 2012

DETALHES DA MORTE DO BISPO ROBINSON CAVALCANTTI


Postamos esses vídeos abaixo, de programas policiais locais (Recife e Região Metropolitana), para tentar trazer algumas informações aos admiradores do Bispo Robinson Cavalcanti, principalmente aqueles que moram fora do Estado de Pernambuco. O Bispo era uma figura realmente proeminente na sociedade pernambucana e no meio acadêmico. Lamentamos esse final trágico de sua caminhada.

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