terça-feira, 11 de setembro de 2012

O ATENTADO DE 11 DE SETEMBRO DE 2001 E O SEXTO MANDAMENTO: NÃO MATARÁS



Onze anos depois, hoje, dia 11/09/2012, o mundo relembra, ainda estarrecido, o maior atentado terrorista de todos os tempos. Sua magnitude foi sem precedentes na história.

Após o atentado de 11 de setembro de 2001, quando dois aviões tomados por terroristas suicidas, ligados ao Islamismo, colidiram com o maior símbolo econômico dos Estados Unidos, as duas torres do World Trade Center em Nova York, matando milhares de pessoas inocentes de diversas nacionalidades, o EUA decretou a chamada “Guerra ao terror”, ao “eixo do mal”. Relembre as cenas:



Na ocasião, depois dos ataques, o presidente Cristão George W. Bush (2001-2009) prometeu, em pronunciamento à nação pouco depois das 21h (22h em Brasília), "caçar e punir os responsáveis por esses atos covardes. Não faremos distinção entre os terroristas que cometeram esses atos e aqueles que lhes dão guarida", disse ele. Conforme: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1209200107.htm.

Em última análise, o que temos aqui? Guerra entre religiões? De um lado, radicais Islâmicos invadem um território "Cristão",  derrubam dois prédios de particular significado e matam milhares de pessoas inocentes, cristãos em sua maioria, incentivados por seus pressupostos religiosos. Do outro, uma nação predominantemente Cristã, de origem protestante, declara guerra e mata outras centenas de pessoas.

Que mulçumanos matem motivados por questões religiosas não é nenhuma novidade (a julgar pela comemoração demonstrada no primeiro vídeo, acima). Afinal, em seu próprio texto sagrado - o alcorão - e também na sua tradição, há essa recomendação de matar os “infiéis” ou os não-mulçumanos: “Deus cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do paraíso. Combaterão pela causa de Deus, matarão e serão mortos” (Sura 9-111). E ainda: Fazei guerra, com sangue e extermínio, a todos que não crêem em Alá [...]. Quando encontrardes com os infiéis, matai-os (Hadith).

Dos Cristãos, porém, se espera outra atitude. Afinal, não foi o próprio Cristo, do qual se dizem seguidores, que ensinou a “amar os inimigos”, no sermão do monte?

Além disso, o sexto mandamento é bem claro: “Não matarás”.

“Não se trata de desvios doutrinários como os que ocorreram com a igreja Católica, na idade média, levando-a a matar em nome de Deus. Trata-se, antes, de uma Religião que já nasceu com o propósito de eliminar o "infiel" (não-mulçumano). Conforme: http://filosofiacalvinista.blogspot.com.br/2011/03/islaminsmo-religiao-que-mata-e-possivel.html .

A questão que se levanta é a seguinte:

Não teriam os Cristãos direito à legítima defesa? Um país Cristão ou simpático  a esses pressupostos, como os EUA, por exemplo, não poderia revidar tamanha afronta? Não pode uma "nação cristã" utilizar-se de poderia bélico para defender-se e defender seu povo, sem quebrar o sexto mandamento?

A grande dificuldade de entendimento dos preceitos Cristãos, bem como dos mandamentos, especialmente o sexto, “não matarás”, é a falta de distinção entre “obrigação pessoal” e “obrigação social”.

Enquanto indivíduo, no âmbito da “obrigação pessoal” o Cristão deve, realmente, “dar a outra face”. “Amar aos inimigos” e até mesmo “orar” pelos seus algozes perseguidores. O cristão também está proibido, nesse mesmo âmbito, pelo sexto mandamento, de tirar a vida de outrem. Ou seja, ele está proibido de fazer justiça com as próprias mãos. Essas são as obrigações a que todo Cristão está sujeito, sob pena de não sintonia com os ensinamentos de Cristo, com uma rara “exceção à essa regra”, como veremos mais adiante.

Contudo, no âmbito da “obrigação social” essa questão precisa passar por uma releitura. Portanto, nesse sentido, um “Estado Cristão” (ainda que Laico, mas que cultive, simpatize ou tenha maioria que preze pelos valores Cristãos) não está obrigado ao mandamento “Não Matarás”, que é essencialmente dirigido a indivíduos. Muito pelo contrário, se necessário for “matar para promover e proteger a vida”, mas somente com essa motivação, que é o grande objetivo do sexto mandamento, o Estado deve assim fazê-lo, incorrendo em grave erro, inclusive, o Magistrado Civil, se assim não proceder. 

A pergunta 136 de um importante Catecismo Cristão Protestante Reformado, conhecido como Catecismo Maior de Westminster, formulado no século XVII, pelos Puritanos, ensina de forma esclarecedora esse assunto:

Pergunta 136: Quais são os pecados proibidos no sexto mandamento?  Resposta: Os pecados proibidos no sexto mandamento são: O tirar a nossa vida (At 16. 18) ou a de outrem (Gn 9.6), exceto no caso da justiça pública (Nm 35. 31,33), da guerra legítima ( Dt 20. 1-20), ou da defesa necessária ( Ex 22. 2); a negligência ou retirada dos meios lícitos ou necessários para a preservação da vida ( Mt 25. 42,43; Tg 2. 15,16); a ira pecaminosa( Mt 5. 22), o ódio( I Jo 3. 15; Pv 10. 12), a inveja( Pv 14. 30), o  desejo de vingança( Rm 12. 19); todas as paixões excessivas( Tg 4. 1; Ef 4. 31)  e  cuidados demasiados( Mt 6. 31,34); o uso imoderado de comida, bebida( Lc 21. 34), trabalho( Ex 20. 9,10)  e recreios( I Pe 4. 3,4); palavras provocadoras( Pv 15. 1; Pv 12. 18); a opressão( Is 3. 15; Ex 1. 14), contenda( Gl 5. 15), espancamentos, ferimentos( Nm 35. 16) e tudo o que tende à destruição da vida de alguém( Pv 28. 17 cf Ex 21. 18-36).”

Concluímos que, segundo essa interpretação, há algumas exceções em que o "Cristão" e o “Estado” podem matar

Mas, mesmo essas exceções, visam claramente atingir o objetivo maior do sexto mandamento: a preservação da vida.

Para o Cristão, no âmbito de sua “obrigação individual”, só e somente só, em caso de “defesa necessária” ou da chamada “legítima defesa”, também prevista na forma da Lei.

Para o Estado, entendido aqui como “cristãos no exercício de suas obrigações sociais”, mas não só,  a exceção aplica-se em casos de “justiça pública” (pena de morte, que consiste basicamente em eliminar, após justo julgamento, o assassino, que quebrou individualmente o sexto mandamento,  da sociedade, visando o bem estar e proteção da vida dos cidadãos) e “guerra legítima”.

Esclarecidos esses fatos, a dificuldade agora é julgar se a chamada “guerra ao terror” foi legítima ou não. O que você acha? Comente, deixe sua opinião.

20 comentários:

  1. Petrus Alois Rattisbonne15 de setembro de 2012 13:42

    Senhor Calvinista é interessante saber o que vossa objetável pessoa com seu mais novo sofisma tenta atribuir a santa igreja católica.Ela matou indiscriminadamente como esses hereges de Maomé e sua seita calvinista, ou você tem um bestiário de falsas histórias como seu amigo pachorrento Adeilton dutra, e saiba em minha volta ao brasil passarei a comentar seus dois últimos post sobre á predestinação, e seu velho comparsa Esdras Amorim terá novas respostas sobre a situação da fsspx colhidas com o superior da fraternidade bispo Falley, bem como a sua ovelhinha repetitiva o pobre e patético Adeilton Dutra sobre as incontáveis hereesias que o infeliz arranjou contra á igreja romana. Passar bem.

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  2. Saudoso Petrus,

    Estamos aguardando sua volta, pois desde que vossa protestantíssima pessoa se ausentou da nossa bela terra tupiniquim, os debates aqui não foram mais os mesmos em termos de calor.

    Volte logo, fiquei muito curioso para saber se sua fraternidade voltou a ser católica (e eu poder dedabter com um católico de verdade) ou está mais protestante do que nunca (debatendo eu com "fogo amigo").

    A propósito, já deu uma passadinha em Genebra para ver a herança deixada por Jean Calvin nesta sua viagem?

    Outrossim, vi aqui através da internet algumas fotos do Seminário de Écône, das quais pude ver uns seminaristas jogando futebol de batina! Desculpe mas não consegui conter os risos. Convide-os para virem ao Brasil aprender como se joga o verdadeiro futebol pentacampeão mundial.


    Naquele que disse "Haja luz",


    Esdras Amorim

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    1. Petrus Alois Rattisbonne18 de setembro de 2012 19:14

      Deti-me nesse momento na frente desse computador num dos poucos instantes que me restam nesta batalha de estudos intensivos e me deparei com essa afamada criatura o redivivo eclesiástico Esdras Amorim, sujeito insistente, vibrátil e apoditíco d insigne capaciade para ingnorar as mais salutares verdades que segundo São Tomás Aquino é a conformidade do intelecto com a coisa, portanto senhor Esdas Amorim, aceite os fatos, eu aceito todos os concílios romanos, a veneração aos santos, que Maria é Mãe de Deus, que o papa é Pedro e é a pedra de fundamento humano da igreja, que todos os protestantes vão arder no inferno. Isso porventura me torna protestante?

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  3. Esdras:

    Daqui a pouco vc vai querer que Petrus traga uma declaração de próprio punho do supremo pontífice romano dizendo que ele está sim debaixo dos pés de Roma....rs...kkkk. Será que ele tem algo assim para convencê-lo?...rs..? Me parece que menos do que isso não será suficiente....kkkkk...e que Petrus não venha com palavra do superior de sua ordem, que igualmente deve ter a mesmíssima vontade de "pertencer" a Roma....rs. Mas, uma coisa é querer e a outra é poder. Sinceramente não entendo essa vontade mórbida de ser escravo de homens e de seus dogmas religiosos sem nenhum embasamento Escriturístico. Só Deus deve ser senhor de nossa consciência.

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  4. Prezado Petrus:

    Falas como se fazer parte de uma instituição fosse uma decisão apenas unilateral. Claro que não é! Para fazer parte, oficialmente, de qualquer instituição, religiosa inclusive, é preciso "crer" em seus pressupostos, "querer" fazer parte dela, mas não só. O indivíduo pode ter essas características e ter sua filiação negada por outros motivos, disciplinares, por exemplo.

    É preciso que a referida instituição averigue as condições basilares de recepção desse "novo" membro e posteriormente o "aceite" como participante dela.

    Quer dizer que se alguém quiser ser pastor da igreja do Esdras, só porque se acha habilitado e porque diz crer nos seus pressupostos, poderá, baseado apenas em sua vontade, em detrimento da instituição? Pode Esdras?...rs. Sei que não. É o caso, meu caro e nobre Petrus. Me parece que sua ordem está nessa situação. Ou seja, vocês admiram, gostam, querem, mas.....Roma não quer. E isso naõ faz de você um Católico Romano oficial.

    Mas isso é bom. Bom saber que sua ordem tem coragem suficiente para dizer não a Roma. Estamos no mesmo barco. Com uma diferença: dizemos não apenas no que diz respeito aos desvios doutrinários de Roma. Como são muitíssimos, aí não dá pra nutrir irmandade de fé.

    Tudo de bom!

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  5. É meu nobre Fábio, to vendo que pode estar surgindo através da Fraternidade do Petrus um novo movimento ""dentro"" da ICAR, os Católicos Unilaterais. rsrsrsrs

    Não duvides se o Petrus voltar afirmando ser um irrefutável católico romano mesmo estando em situação canônica irregular e mesmo Roma dizendo NÃO, apenas porque o bispo dele falou ou até mesmo pela imensa vontade do referido cismático de querer voltar a estar debaixo dos pés de Roma.

    Você Petrus em sua obstinada missão de querer voltar ao seio romano afirma: "eu aceito todos os concílios romanos, a veneração aos santos, que Maria é Mãe de Deus, que o papa é Pedro e é a pedra de fundamento humano da igreja, que todos os protestantes vão arder no inferno. Isso porventura me torna protestante?"
    Analisando cada ponto de sua afirmativa, vejo que não aceitam o CVII, ao ponto de protestarem contra as decisões tomadas no referido concílio, concordo que vocês continuam sendo idólatras, percebo que ainda continuam cometendo a loucura³ de afirmar que Maria é Mãe de Deus (um dos maiores absurdos teológicos que já ouvi na minha vida, e antes de ontem, por triste coincidência, antes de começar as notícias esportivas numa rádio aqui em Recife, tive o desprazer de ouvir novamente numa reza que tem as 18:00hs, na mensagem da reza que é uma gravação, também fala esta terrível blasfêmia) e que a afirmação de Jesus em Mt. 16.18 é referente a Pedro.

    Quanto a nós irmos para o inferno, lamento mas você está pífiamente enganado, pois depois de sermos eleitos em Deus, regenerados e vivificados por Cristo (pois estávamos mortos em nossos delitos e pecados, e também no sacramentalismo romano), passamos a confessá-lo como Senhor de nossas vidas e em nosso coração crer que o Eterno o ressucitou dentre os mortos.

    Suas afirmações obviamente não o torna protestante, pois nós protestantes não somos idólatras, blasfemos, mentirosos e hereges. Mas a sua decisão de compartilhar o NÃO a Roma no CVII não o isenta de ter dado o primeiro passo rumo ao protestantismo, pois você está em cima do muro, nem é católico romano e nem é protestante.

    Como já disse em outro post, não serei honesto com os leitores nem comigo mesmo lhe considerar católico romano, pois Roma não o considera assim, no máximo posso lhe considerar um "Católico Unilateral".

    Isto posto, gostaria de pedir a você que dê pessoalmente meus parabéns ao Bp. Falley pela coragem de dizer NÃO a Roma, de enfrentá-los e assumirem esta postura protestante, mostrando que está dando os primeiros passos rumo a reconciliação com Deus.


    Volta logo.


    Grande abraço!

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  6. Petrus Alois Rattisbonne19 de setembro de 2012 12:40

    Estou chocado com a confusão do infeliz eclesiástico, e olha que em se tratando de teologia nada, absolutamente nada me deixa mais furioso que confusão de termos. Afinal, sou ou não sou protestante? Uma vez que vossa abjeta pessoa o afirma e por outro lado diz que sou idolatra, pelo que me consta seus pseudo-reformadores visavam reflorar com flores de primitivismo restaurando o verdadeiro cristianismo e destronando as velhas e carunchentas heresias de roma e do papado em prol do bíblismo puro e simples, ora senhor Esdras tenha pelo amor daquele me criou e infelizmente o criou a compaixão de me dá o seu veredito para que possa estar certo de que designado como protestante vou mais uma vez tentar buscar junto á minha racionalidade e a fraternidade refutar suas imbecis verbalizacões típicas de um herege que se vale das mais baixas teorias para fundamentar embrulhos de neo-platônismos mal ajambrando e desnorteadores. Pulhas e miséraveis, cheios de merda e pusilânimidade, vermes, fétidos dos infernos, cães do mais fundo canil, aves de mal agouro, lixos, obtusos, bundões, patos, crituras animalescas, rastaqueras, monstros, ratos, porcos, criaturas disposta ao perjúrio, Sisífos, Sátiros, diabólicos, isso vale para você eclesiástico de meia tijela e seu amigo, o desidratado de mente o filosofo calvinista. Depois dessas gentilezas que dispensei aos dois espero ter sido bem claro com suas adoráveis pessoas acerca do fato de estar em comunhão com vocês, pois, não, não, não, não, absolutamente não sou protestante. Sem contar com o fato de protestantes não idolatras rsrsrsrs ok vou fingir que creio, já Maria não é mãe de Deus ok vou fingir que não creio só para agradá-lo rsrsrsrs. Ué quero é claro que sou um católico não achas.

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    1. Vou sistematizar meu pensamento acerca de sua condição:

      - Você NÃO é católico romano, pois Roma assim já definiu e sua imensa vontade de o ser, NÃO faz que de fato você o seja. É uma decisão bilateral;

      - Você é protestante (embora que ainda nos primeiros passos), visto que há décadas vêm protestando contra as decisões tomadas pela ICAR no CVII;

      - Acredito que como protestante você evoluirá de apenas protestar contra o simples CVII e alargará seus protestos, combaterá o sacramentalismo, a deificação de Maria, defenderá a justificação pela fé, a eleição e perseverança dos santos e a Cristo como único mediador entre Deus e os homens e se libertará do calcanhar papal que tanto tem pressionado sua cabeça impedindo-o de ser livre, etc;

      Prove-nos a vossa catolicidade romana que nós o trataremos como tal, por enquanto louvamos a Deus por ver mais um grupo protestando, dizendo NÃO aos abusos de Roma.


      No Eterno,

      Esdras

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  7. "Parabéns, pegou ar!"


    Rapaz, fazia tempo que eu não via uma "pegada de ar" como esta, pegou mais ar que uma "Mercedinha 710".

    Sempre aprendi e ouvi os mestres falando que quando se parte para a gritaria e baixaria dentro de um debate é porque acabaram-se os argumentos lógicos, penso que você Petrus, chegou a este momento. Talvez por estar um pouco estressado com as atividades acadêmicas, objeto de sua viagem cidade dos cismáticos.

    Sinceramente Fábio, fiquei preocupado com o Petrus e a sua missão de apresentar sua dissertação em Écône. Sugiro não respondermos mais nada a ele até o dia do seu feliz regresso, pois tenho medo que o mesmo não obtenha sucesso na sua apresentação, visto que está se descontrolando emocionalmente com suas respostas, fato este que pode influenciar negativamente na conclusão de sua peregrinação a Écône.

    Outrossim, estou começando a perceber uma certa crise de identidade no amado Petrus. Nem a milhares de kilômetros de distância e em meio a uma apresentação acadêmica o mesmo consegue parar de pensar um pouco nos "comparsas de Calvino". Será ele um eleito em processo de regeneração?

    Não esqueça de parabenizar o Bispo Falley em meu nome, pela coragem de manter-se firme em dizer NÃO a Roma.


    Grande abraço!


    PS: "aves de mau agouro" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (sorri muito com isto)

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  8. Petrus Alois Rattisbonne24 de setembro de 2012 11:45

    Senhor eclasiástico impertinente Esdras Amorim vossa sofismática pessoa atribui aos católicos a deificação de Maria pela lógica cristã e bíblica de á considerarmos mãe de Deus. Ora, o que você acha quando sua prima Isabel a chamou de mãe do meu senhor e também em que sentido se dá á união hipostática de Jesus Cristo, será que Cristo foi deificado depois de adulto no rio jordão após o batismo como defendia o herege Nestório, só assim dá para crer em seus absurdos. Veja o quanto a lógica que você utilizza-se não tem base alguma para se sustentar comfrontada com a visão de um bom e informado católico como eu, vamos a lógica: Baseados em alguns argumentos famosos que foram manejados por escolásticos de renome oferecem exemplos do emprego das distincões [ distincões estas que você deveria ter feito antes de vomitar tais absurdos ] Vejamos este: Se houvesse muitos deuses, eles conviriam em algo, e difeririam em algo, pois, teriam o que neles é o mesmo e o que os distingue e, portanto, seriam compostos. Ora, em Deus não se pode admitir nenhuma composição; portanto não são muitos, isto é, Maria não é deusa e tampouco há outros deuses. Cuntudo ao examinarmos tal argumento alguns abestados [ isso não se refere a você, se bem que é bem a sua cara] tem a petulância de realizar as seguintes análises como esta: a maior é considerada verdadeira se se admitir uma precisão não mútua entre os elementos distintos; não se houver uma precisão mútua. Ou, melhor: poderiam dois deuses convirem em algo e em algo diferirem, sem haver composição? Neste caso, não haveria composição metafísica. Exemplifica-se com a substância e o acidente, que convêm em algo e em algo diferem, sem qualquer outra composição metafísica. Se tal é possível entre substância e acidente do mesmo modo é possível entre deuses. A aceitação da trindade cristã leva a admitir que entre as divinas pessoas há algo em que diferem, sem haver verdadeira composição metafísica. No entanto, um Deus poderia ser absolutamente simples, e os outros não, pois seria apenas Deus, e os outros, por terem algo que os diferenciasse do primeiro, teriam algo outro que o primeiro. Sendo o primeiro ser e sem composição, nele essência e exitência seriam idênticas e, neste caso, ser e Deus seriam idênticos. O que nos outros se diferenciaria do primeiro, não podendo ser ser, seria não ser. Contudo não ser é nada, seria composto de ser e de nada, ou, seja, limitados, deficientes, pois haveria limite de seu ser, e este limite começaria onde termina o ser. Como o que neles é ser, é positividade, presença, o inverso de não-ser, em algo participariam do ser, que há no primeiro, o que os tornaria sêres participantes, e portanto, sêres dependentes de outro. E como a ideia de Deus implica independência, tais deuses idolatrados por católicos [ como você supõe que seja a deificação de Maria e a veneração dos santos senhor Esdras ] nada mais seriam que criaturas do primeiro Deus, o que mostraria que, na verdade há apenas um único Deus. Portanto, crer que Maria é deusa é digno do inferno, sem perdão e clemência, crer que Cristo não é unido hipotáticamente como um Deus deste o primeiro instante no ventre de Maria é digno do geena. O que nos leva á crer que só existe um único Deus sem delongas ou targiversacões. E a própsito sua preocupacão foi infudada, pois concluir com louvor minhas dissertacões acadêmica. passar bem

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  9. Prezado Petrus:

    Penso que esse desfile de argumentos lógicos para provar a existência de um único Deus era completamente desnecessário, visto que ninguém aqui contesta tal verdade, igualmente fundamentada nas Escrituras Sagradas. Contudo, agrademos por ter nos enriquecido com eles. Também concordamos que atribuir status de deusa a Maria seria algo ridiculamente grave. Que me permitam dizer: os católicos Romanos não cometem tal absurdo. Não mesmo; eles, de fato, acreditam em um só Deus. O "Catolicismo teológico" ou "teórico" nem tem muita culpa nesse quesito, visto que, quando os teológos conciliares afirmaram ser "Maria mãe de Deus" queriam, na verdade, direcionar os holofotes para a pessoa de Cristo e sua deidade, que estava sendo contextada à época. O problema do Catolicismo está relacionado à mediação entre Deus e os homens. Enqanto as Escrituras apontam somente para Cristo, como esse mediador, a ICAR, por conta de seus muitos desvios e por não ter mais a bíblia como sua única regra de fé e prática, acabou criando uma série interminável de pseudos mediadores e mediadoras, sendo Maria a principal mediadora, inclusive hierarquicamente. A idolatria aqui, mesmo não considerando Maria uma "deusa"? Penso que sim. O catolicismo "popular" disseminado e incentivado pelo baixo clero, principalmente, assaltou a afirmativa dos teólogos conciliares, tirando o foco da deidade de Cristo enquanto direcionavam os holofotes para Maria, de forma indevida e louca. Pronto. Bastou isso para fazê-la de "mediadora" entre Deus e os homens, tomando o lugar que só percente a Cristo. Obviamente que essa substituição pode e deve ser considerada como idolatria também.

    Mas Petrus, assim com Esdras, também estou curioso para saber as mais recentes novidades de sua ordem. E aí? Em que pé estar a questão? Ata ou desata com Roma?

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    1. Fábio, já tens as datas e o cartaz do simpósio?

      Abração!

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  10. Petrus Alois Rattisbonne26 de setembro de 2012 12:59

    Meu caro calvinista o próposito dessa missiva não é provar para o senhor Esdras Amorim que Deus é único e necessário, nisto creio que vossas credulas pessoas crêem felizmente, e sim demonstrar que a lógica do elesiástico parvo e patético é disforme e mentirosa e que a santa igreja católica não ensina essas heresias de que Maria seja deusa, isso além de um absurdo de ordem teológica é inadimissível como visão cristã. Contudo, deve-se lembrar que qualquer católico ou protestante que venha por Maria, os santos, a bíblia ou o pastor acima de Deus, é em absoluto réu do inferno e promotor de doutrina satânica imperdoável, e isso me faz tremer de ódio. Ora no que toca a ao fato de que o famigerado concílio vaticano II ter estabelecido uma lista interminável de mediadores vocé está assombrosamente enganado pois nem sequer vossa boçal e ingênua criatura se deu ao luxo de examinarr as atas concíliares do referido concílio, isso pra mim soa como má fé e falta de vontade para estabelecer a verdade, e me parece que você não está disposto á tanto não é? Ora, no que se refere as questões da fraternidade, a situação é complicada, pois não estamos nem um pouco dispostos a aceitar o acordo próposto por roma, que insiste em nos propor a completa aceitação do concílio vaticano II coisa que consideramos um baita erro além de nos fazer cumplíces desse erro grosseiro que foi o tal concílio. Agora me parece que senhor Esdras vai revitalizar seus velhos comentários imbecis com vista á tentar me colocar em sua jangada triste e friorenta. vade retro satanás.

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  11. Meu caro Petrus,

    Não lembro em momento algum de ter tecido comentário falando que a ICAR e suas hereges ordens deificam a pessoa de Maria.

    Acredito que quem está fazendo confusão aqui com termos é a sua irascível pessoa, que dotado de profundo sono teológico não consegue interpretar textos por mais simples que estejam escritos no bom e velho português de Cabral.

    Não falei que ela seja deusa, afirmei que vocês a consideram como "mãe de Deus" (num gosto nem de ter que escrever uma loucura dessa! Perdoe-me Senhor.) e que isso é um dos maiores absurdos teológicos que eu já ouvi.

    Não falei nada quanto ao CVII ter apresentado uma lista de mediadores, dá onde você tirou isso que eu afirmei isso, pode mostrar-me? Vejo que quem está "viajando na maionese" aqui é você, ou pelo menos está querendo sofismar para comigo. Antes de querer atribuir a uma pessoa alguma coisa, primeiro mostre que ela opta por aquela ideia. Ou você esqueceu como se participa de um debate a nível acadêmico? Logo, não se caracteriza nem má fé e nem indisposição de minha parte para com o encontro da verdade, algo que você irresponsavelmente vem através de seus ligeiros sofismas querer atribuir a minha clara e objetiva pessoa.

    "Ora, no que se refere as questões da fraternidade, a situação é complicada, pois não estamos nem um pouco dispostos a aceitar o acordo próposto por roma" -- Quanto a isto eu não tinha a mínima dúvida que vocês optariam por continuarem protestantes, fato este que gostaria mais uma vez de parabenizá-los. A propósito, levou meus parabéns ao Bp. Falley por manter a "protestanidade" da Fraternidade? Que vocês continuem assim, pois acredito que dentro em breve possamos assistir o surgimento de novos Calvinos, Knox´s, Luteros vindo de sua ordem.

    Não revitalizarei meus comentários acerta de vossa protestantíssma ordem, visto que nada foi revitalizado de vocês para com Roma, portanto, manterei os mesmos pois ainda são válidos.

    No mais, desejo-lhe um bom regresso a terrinha. Você tem alguma previsão de vir a Pernambuco após sua volta junto com os irmãos da sua ordem?


    Abraço!


    PS: Caro Fábio, acho que ele também respondeu a sua curiosidade. Resumindo, estão mais protestantes do que nunca!

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    1. Petrus Alois Rattisbonne26 de setembro de 2012 22:03

      Senhor Esdras amorim se você espera que eu leve suas saudações ao bispo Falley vai sonhando, pois não é de bom tom receber elogios de hereges.
      Sendo assim, você nunca, digo nunca poderá derramar seu perigoso veneno de escorpião nessa bendita fraternidade que preza a boa e santa tradição e os canônes da santa igreja romana, isso é o que queremos vocês fora do que não lhes toca.
      Já no âmbito de suas heresias, poupe-me de ser de longe comparado a seus mestres hereges isso não agrada a mim e nem a meus companheiro da fraternidade, que jamais pensamos em rejeitar roma,e, sim ao desordenante CVII.
      Isso posto, não tente e nem se atreva a achar que haverá uma nova reforma de cunho protestante pois também rejeitamos suas solas, e só aceitamos o solu Christus e basta.
      Portanto, cale-se e não fale como se fossemos de seu meio.
      Passar bem

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  12. Prezado Petrus:

    Desculpe, mas Roma não quer fazer, nem fará nenhuma proposta de acordo com sua ordem, nem com qualquer outra. Nesse sentido, Roma se acha soberana. Quem quiser ser Católico Romano que se humilhe e subscreva integralmente a cartilha papal. É isso ou não ser considerado como tal. Nesse sentido, aos que não concordam mas ainda nutrem admiração por essa massa falida, resta apenas "protestar" de fora dos portões Romanos.

    A propósito Petrus, você vislumbra alguma possibilidade de pautar suas convicções apenas pelas Escrituras Sagradas em detrimento da tradição?

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    1. Petrus Alois Rattisbonne26 de setembro de 2012 21:05

      Que pilhéria é essa tá brincando do quê seu merda?
      Pautar minhas convicções na sola scriptura! qual é tua mesmo em senhor Fábio, tá achando que já pode fazer proposta só porque a fraternidade rejeitou o CVII?
      Ponha-se no seu devido lugar de protestantezinho meia boca e não se meta a intrujão nos assuntos que não lhe compete entendeu meu caro.
      Isso, também vale para o eclesiástico de meia tigela tá achando o quê!
      Que vai comemorar alguma protestantização da fsspx vai vendo babacas isso jamais se dará é história para inglês ver.

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  13. Meu amigo Fábio, que pergunta esta sua viu?! Se a resposta do Petrus for um SIM, devemos celebrar este momento e dar as boas vindas a mais um irmão que o Senhor tira as escamas dos olhos.

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  14. Petrus Alois Rattisbonne26 de setembro de 2012 20:33

    Meu nobre eclesiástico Esdras Amorim esta missiva não foi endereçada a sua pessoa, portanto não faça pressuposições apressadas isso além de ser de mau gosto é de uma falta de atenção absurda. Para que vossa afetada pessoa não fique choramigando pelos cantos feito um garotinho acusado de mentira, vou te contar um segredo bem massa, não foi para ti não besta que mandei o referido post fique tranquilo, sai dessa paranoia louca de gurizinho tarja preta coisa do mal.
    Agora depois do menininho louco está bem tranquilo vou me referi ao verdadeiro destinatário da missiva que é o Fábio o filosofo calvinista, por isso senhor Esdras esqueça o que sua apressadinha pessoa falou e jogue seus lixos verbais e teológicos para quem queira porque eu dispenso taxativamente.
    Bom senhor Fábio faça-me o favor de responder o que eu coloquei em minha última missiva, missiva esta que não foi para o Esdras e sim para você.
    Tudo de bom

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  15. Petrus Alois Rattisbonne27 de setembro de 2012 17:20

    Meu caro calvinista Fábio, você acha que basta ler a própria bíblia para conhecer Jesus Cristo e ser considerado cristão?
    Essa sua balela não há em lugar nenhum das sagradas escrituras! Ao Contrário, a santa bíblia afirma o oposto. No Evangelho segundo João, Jesus Cristo ensina: Vocês examinam as escrituras, julgando encontrar nelas a vida eterna. Pois bem! são elas mesmas que dão testemunho de mim; e vocês não querem vir a mim para que tenham vida".[ João 5,39 ]
    A própria bíblia ensina que Deus não pode ser encontrado apenas nas escrituras! Em absolutamente nenhum trecho da bíblia há sola scriptura como único caminho até Jesus Cristo, e jamais afirma que basta ler a palavra para seguir a Cristo ou alcançar salvação.



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