quinta-feira, 15 de março de 2012

O DESAFIO DE CRESCER COMO UMA VERDADEIRA IGREJA DE DEUS


Muito se tem falado da “urgência” de se pregar o evangelho ou ainda de se fazer “qualquer” outra coisa para “mudar” a situação da IPB. Fala-se até em “salvar” a IPB da extinção. De fato, as estatísticas não são nada animadoras. Para termos uma idéia, no Censo 1991-2001[1], a  Igreja Presbiteriana do Brasil, em dez anos, teve um  acréscimo de apenas 2.000 novos membros. Isso representa um crescimento de 0,40%, em relação ao número de membros da IPB em 1991 (498.000 membros). Se comparado ao número de pessoas que se tornaram “evangélicas”  nesse mesmo período (5.809.000 membros), a situação é ainda mais alarmante: desse total, apenas 0,03% ingressaram na IPB.  Com relação à representatividade da IPB na população total de “evangélicos”, tendo como parâmetro os anos de 1991 e 2001, os números também em nada defendem nossa igreja: em 1991 a IPB representava 8% da população total de “evangélicos” (6.252.000 membros). Em 2001, quando o número de “evangélicos” chegou aos 12.061.000 de membros, esse percentual caiu para 4%, ou seja, enquanto o total de “evangélicos” quase dobrou, nesse período, a representação da IPB caiu pela metade.

Para onde afluiu então toda essa multidão se não para a IPB? Basta olhar para a estatística que revela o crescimento de algumas igrejas. Em 1991 a Assembléia de Deus tinha 2.400.000 membros; em 2001 esse número chega a 4.500.000 membros, representando um crescimento de 87,5%.  A Igreja Internacional da Graça de Deus, em 1991, tinha 100.000 membros; em 2001 chegou a 270.000 membros, um crescimento de 170%. A Igreja Quadrangular que em 1991 tinha 303.000 membros, em 2001 passou a 1.000.000 de membros, um desempenho de 230,3%. A Igreja Deus é amor em 1991 tinha 170.000 membros e passou a 750.000 membros em 2001, numa excelente performance de 341,18%.

Mas nenhum desses crescimentos acima podem ser comparados com as igrejas  “tope de linha” no quesito crescimento. Em terceiro lugar temos a Igreja Universal do Reino de Deus, que em 1991 tinha 268.000 membros e em 2001 atingiu a importante “marca” de 2.000.000 membros; isso representa um crescimento de 646,27%. Em segundo lugar aparece a não menos “famosa” Igreja Renascer em Cristo, da “Bispa” Sônia e do “Apóstolo” Estevam Hernandes, que em 1991 tinha apenas 10.000 membros e ao final de 2001 já “contabilizava” 120.000 membros, experimentando um astronômico crescimento de 1.100%. E, finalmente, a grande campeã: a Igreja Sara Nossa Terra, que em 1991 tinha 3.000 membros e em 2001 alcançou nada mais nada menos que 150.000 membros; representando um espetacular  crescimento de 4.900%.

Das Igrejas consideradas “tradicionais”, apenas a Igreja Batista conseguiu um índice de crescimento “satisfatório”: cresceu em dez anos 20%. Mesmo assim, um crescimento muito inferior das igrejas de tendências Neo-Pentecostais e Neo-Renovadas. A Igreja Luterana, nesse mesmo período, decresceu, perdeu 29.000 membros.

As estatísticas apresentadas acima, bem como sua fácil constatação, são responsáveis pelo surgimento de um novo e triste espírito dentro da IPB: um misto de inveja (das igrejas que estão “explodindo”), amor (pela IPB, no sentido de querer vê-la “grande”) e ódio (pelos princípios doutrinários e litúrgicos da IPB, que supostamente impedem seu crescimento).

Vivemos uma situação muito parecida com a registrada em  I Samuel 8:1-22, guardadas as devidas proporções, obviamente. O povo de Deus, de fato, havia identificado que algo não estava andando bem:

 Ora, havendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel [...]. Seus filhos, porém, não andaram nos caminhos dele, mas desviaram-se [...]. Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram ter com Samuel, a Ramá e lhe disseram: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam nos teus caminhos. Constitui-nos, pois, agora um rei para nos julgar, como o têm todas as nações.

Podemos identificar nesse diálogo os mesmos elementos que constituem o “espírito” que hoje existe na IPB: Inveja (das outras nações que possuíam um rei e que, pelo menos na visão do povo, viviam melhor e sem problemas); amor (no sentido de querer mudar de alguma forma a situação que se apresentava) e ódio (pelos princípios governamentais outrora  estabelecidos). Devemos notar que a preocupação do povo era mais que justificável, porém, o problema não estava nos princípios anteriormente estabelecidos e, sim, em alguns elementos destoantes.  Tal disposição de coração “[...] pareceu mal aos olhos de Samuel [...]. Então Samuel orou ao Senhor”. Samuel identificou, nas entrelinhas, da justa preocupação do povo, esse estranho e triste “espírito” e buscou orientação na palavra de Deus, que demonstrou também Sua reprovação quanto a  essa disposição de coração. “Disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não é a ti que têm rejeitado, porém a mim, para que eu não reine sobre eles”. Mesmo depois de demonstrar todos os problemas que o povo teria que assumir, caso fizesse tal opção (dos versículos 9 ao 18), “o povo, porém, não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei, para que nós também sejamos como todas as outras nações”.

Acaso seria esse também o desejo do coração de muitos membros, pastores, oficiais e líderes da IPB? Será que de fato queremos ser iguais a essas igrejas que estão crescendo? Porque é a elas que nos referimos como um bom exemplo de crescimento.  São elas que são postas lado a lado com a IPB para apontar-lhe a falta de crescimento e os defeitos.

Será que realmente acreditamos que Deus tem aprovado o crescimento de 646,27% da Igreja Universal do Reino de Deus? Os 1.100% da Igreja Renascer? Os 4.900% da Igreja Sara Nossa Terra?

Responder afirmativamente significa admitir que Deus esteja aprovando uma série de esquisitices que são, notadamente, estranhas à Bíblia, como por exemplo, “rosa ungida”, “corrente das mais variadas”, “cair na unção”, “raspar a cabeça”, “palavra profética” (escrita, inclusive) etc. Responder afirmativamente significa também admitir que Deus esteja em pleno acordo com a idolatria hindu dos 33.333 deuses; afinal, essa religião tem mais de um bilhão de membros. E os budistas? Deus também os tem aprovado? E o que não dizer do espiritismo? O Brasil é o maior país espírita do mundo. O espiritismo nega a deidade de Cristo.  Deus tem aprovado isso? É o que afirmaremos, caso chegarmos à conclusão que o crescimento dessas igrejas é obra de Deus e conta com Sua bendita aprovação.

O fato, prezados, é que: crescimento numérico não deve e não pode ser um termômetro para medir se a igreja é ou não de Deus ou ainda se a igreja está bem ou não. Menos ainda quando esse crescimento é fruto de técnicas bem ajustadas e em perfeita sintonia com o pragmatismo. Notem: essas igrejas estão crescendo por causa de técnicas e conceitos filosóficos e não pela pregação da palavra de Deus, aliás, é comum vermos membros dessas igrejas evangelizando? Claro que não! Pregando o evangelho genuíno? Menos ainda!

 Sobre essa questão, Phil A. Newton[2], em seu artigo “Minha passagem pelo Movimento de Crescimento de Igrejas”, afirma o seguinte:

Edificar uma igreja seguindo os "princípios do Movimento de Crescimento de Igrejas" significava anuência ao pragmatismo, ao invés de ao cristianismo bíblico. O pragmatismo pode resultar em crescimento numérico, mas não pode regenerar um homem incrédulo[3].

John. F. MacArthur, em seu excelente artigo “Eu quero uma Religião Show”, também comentando sobre esse assunto, afirma, citando George Peters:

O crescimento quantitativo pode ser enganador. Pode não ser mais do que a proliferação de um movimento social ou psicológico mecanicamente induzido, uma contagem numérica, uma aglomeração de indivíduos ou grupos, um crescimento de um corpo sem o desenvolvimento dos músculos e dos órgãos vitais[4].

E isso, creiam, não é a velha desculpa presbiteriana: “O importante é a qualidade e não a quantidade”! Você pode afirmar: “sei de todos os problemas doutrinários dessas igrejas e que elas, de fato, se afastaram da palavra de Deus, porém, o importante é que vidas estão sendo salvas, jovens estão saindo do mundo das drogas”.

Bem, não podemos negar essa “contribuição social”. Assim como os Espíritas, Mórmons e até instituições não religiosas, essas igrejas também têm conseguido livrar muitos do mundo das drogas e do álcool. Contudo, a alegação de que muitos estão sendo salvos é bem questionável.

Uma característica marcante dessas comunidades é que seus membros são, predominantemente, jovens (e sempre foi assim, desde a fundação). Esse fato é bastante elucidativo e nos inquieta a pensar qual destas duas alternativas são verdadeiras: a) o “apóstolo” Hernandes e Cia Ltda detêm os poderes da “fonte da juventude” (e os membros de sua igreja não envelhecem); b) Existe um elevado grau de rotatividade nesse tipo de comunidade (e isso já é totalmente comprovado). Isso revela, de forma inequívoca, o baixo grau de firmeza de fé e verdadeiras conversões. O texto de Mateus 13:3-7, nos ajudará a entender esse fenômeno: 

E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear e quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram. E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se.E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram.A erva nasce, mas vindo o sol, logo é eliminada. E a busca incessante por novos jovens continua!

Os jovens são atraídos, principalmente, pela “qualidade” e “quantidade” dos louvores. Muitos afirmam ter tido um “encontro” com Cristo por intermédio da “gospel music”, diferentemente do que afirma o Apóstolo Paulo em I Cor 1:21: “Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que crêem”. A ênfase desproporcional à adoração, diminui, de forma sensível, o tempo de estudos e pregações da palavra de Deus; ou seja, o que, de fato, produz salvos é relegado a segundo plano.

Diante de tudo que já foi exposto, entendemos que é uma grande benção crescer, inclusive numericamente. Ninguém é louco o suficiente para afirmar que crescimento numérico não é importante. Contudo, nossa principal preocupação não deve ser essa. Não devemos nem mesmo pensar em encher nossas igrejas. Não devemos ter nenhum tipo de compromisso com a “conversão” dos pecadores como, muitas vezes, movidos pelas estatísticas, somos tentados a ter, como demonstram práticas do tipo: “sejam bem vindos em nome do Senhor Jesus”, “recepcionistas sorridentes”, “apelos” e tantas outras formas de “agradar” o pecador,  convencendo-o  a ficar em nossa igreja.

Nosso dever, nossa tarefa, é tão somente pregar o puro, simples e genuíno evangelho do Senhor Jesus. Sola Scripture! Se as pessoas vão se converter ou não, isso, caros irmãos, não deve ser nossa preocupação e nem é nossa tarefa.

Nossa preocupação deve estar voltada para o fato de que “muitos” de nossos pastores estão se tornando, cada vez mais, “executivos de gabinetes”, isto é, não evangelizam, não visitam, não pastoreiam, não “arregaçam as mangas”, não são exemplos de pessoas que produzem frutos para o crescimento, não da IPB, mas do reino de Deus. Podemos negar esse fato? É só fazer uma pesquisa entre todos os presbitérios e veremos uma realidade uniforme: muitos pastores, pouquíssimas igrejas. Será que está faltando campo? Claro que não; já coragem de trabalhar, provavelmente.

Nossa preocupação deve estar voltada para nossos oficiais, presbíteros e diáconos, que vivem na mesma inércia, com um agravante: são responsáveis diretos pela falta de identidade doutrinária da IPB. E quanto aos membros que vivem apontando a falta de crescimento da IPB? Bem, esses merecem um certo desconto, pois, não possuem nenhum bom exemplo, porém, só criticam, também não produzem.  Esquecem que a responsabilidade de comunicar o evangelho é individual. Vivem dizendo: “a IPB não evangeliza”, quando deveriam dizer: “eu não estou evangelizando, preciso obedecer, urgentemente, ao “ide” do mestre. 

Devemos pregar “a tempo e fora de tempo”, como nos diz o verdadeiro Apóstolo[5] de Cristo em II Tm 4:2. Devemos pregar não porque “almas estão indo para o inferno, enquanto estudamos nossa teologia”, como afirmam alguns. Aliás, essa é uma afirmação teológica, saibam as pessoas que dela fazem uso ou não. Estão indo para o inferno aqueles pelos quais Cristo derramou seu precioso sangue? Isso equivale a dizer que o sacrifício de Cristo não foi eficaz. Não podemos esquecer que todos aqueles pelos quais cada gota do Bendito sangue foi derramado, indubitavelmente, serão salvos, nenhum a mais ou a menos, pela pregação de palavra, nossa responsabilidade. O sangue expiatório do Cristo não escorreu por todos, mas apenas pela sua igreja: “Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele comprou com seu próprio sangue” (Atos 20:28). Em plena harmonia com esse ensinamento, a Confissão de Fé de Westminster, interpretando as escrituras, afirma que “todas aqueles eleitos, antes da fundação do mundo, serão salvos e virão à Cristo e nenhum deles se perderá”.  Portanto, esse argumento de “almas caminhando para o inferno”, definitivamente, não deve ser nossa motivação para pregar o evangelho e não será nossa pregação que  mudará essa preordenação divina.

Todos aqueles que Deus predestinou para a vida, e só esses, é ele servido, no tempo por ele determinado e aceito, chamar eficazmente pela sua palavra e pelo seu Espírito, tirando-os por Jesus Cristo daquele estado de pecado e morte em que estão por natureza, e transpondo-os para a graça e salvação[6].

A nossa (única) motivação para pregar o evangelho deve ser outra. Devemos pregar porque Cristo mandou pregar e pronto. Devemos pregar por obediência aos mandamentos do senhor, sabendo que esse foi o meio pelo qual Deus decidiu chamar eficazmente seus eleitos.

Pregar o evangelho é um imperativo de Cristo. Assim aprendemos, conforme  registrado em Mateus 28:19-20: ”Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado”.

Nesse texto, devemos observar que a ordem para “ensinar todas as coisas que Cristo ordenou” é tão imperativa quanto a ordem para evangelizar. É “Ide” também. Esse, queridos, deve ser nosso grande desafio.

Queremos crescer, podemos crescer; mas não como muitas igrejas estão crescendo. Podemos e queremos crescer como Igreja Presbiteriana do Brasil. Uma igreja que tem a bíblia como Única Regra de Fé e Prática; uma igreja que põe o homem no seu lugar de criatura decaída e que reconhece a total Soberania de Deus.

Caros irmãos, não nos interessa crescer de qualquer forma, com uns membros atrofiados e outros desproporcionalmente alongados, como muitas igrejas “mutantes” estão crescendo. Queremos crescer o crescimento que provém de Deus:

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor (Efésios 4: 11-16).


[1] Fonte: Revista Veja, Edição Nº 26
[2] Um dos pastores que estudaram no Instituto de Crescimento de Igreja, fundado por McGravan, que em 1965 se uniu ao Seminário Teológico Fuller, em Passadena (Califórnia), principal reduto do “movimento de crescimento de igreja” (de onde as “super-igrejas” tiram toda sua base filosófica para apoiar suas práticas), onde chegou a ser aluno de C. Peter Wagner, o principal porta-voz do Movimento de Crescimento de Igrejas.
[5] O Apóstolo Paulo,  mesmo tendo escrito, pela inspiração divina, quase metade do Novo Testamento, precisou defender e reafirmar seu apostolado, pois muitos não o tinham como tal, a exemplo do que está registrado em II Coríntios capítulo 11. Muito me estranha o fato de alguns se auto-denominarem “apóstolos”,  tendo, inclusive, a ousadia de Escrever o que chamam de “palavra profética”  e ninguém questionar isso. Membros, inclusive da IPB, têm se referido a esses “falsos apóstolos” com um certo tom de sacralidade, e, isso é extremamente preocupante.
[6] Confissão de Fé de Westminster, Capítulo X.I.

16 comentários:

  1. pcoelho614@hotmail.com15 de março de 2012 20:19

    Paulo Coelho disse...

    Mestre Fábio, é exatamente assim que vejo o problema, e acho particularmente interessante e singular que vc corte na própria pele, quando é o caso. É preciso que cristãos com seu conhecimento e honestidade religiosa e secular venham a público para estes esclarecimentos. Valho-me também da ocasião para parabenizá-lo pelo excelente livro de seu punho "O PROBLEMA DO TEMPO", sob todos os aspectos um dos melhores livros que já li.

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  2. Graça e paz Fábio.
    Vou fazer um comentário com muito carinho. Meu filho está estudando em Viçosa MG, e nós fomos à IPB de lá, estava muito cheia a igreja, gostei do culto, tanto do louvor quanto da palavra, mas te confesso uma coisa, o culto era totalmente diferente da nossa igreja. A oração foi lida, como disse meu filho, parecia uma missa. Então ele foi no outro domingo em uma igreja batista, era outro culto, ele disse que havia mais vida. Parecia o culto de nossa igreja. Entenda bem, eu não posso falar das outras igrejas Presbiterianas, mas essa de Viçosa é muito parada.
    Eu não sou pentecostal, aliás, não gosto desse tipo de culto, mas também uma missa não faz o meu gosto.
    Creio que podemos ser firmes na doutrina e sermos mais "carismáticos" no louvor, lógico, desde que o louvor seja bíblico. Creio que não é imitando ninguém que IPB crescerá, mas talvez seja a hora de reavaliar certas tradições.
    Fique na Paz!
    Pr. Silas Figueira

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  3. Graça e paz Fabio, parabéns pelo texto e pela coragem!

    Em certo ponto eu até concordo com o Pr. Silas Figueira, pois uma ortodoxia morta ninguém merece. Mas como definir, ou como classificar se realmente um culto (ou forma litúrgica)é de fato sem vida (ou frio)?

    Se os padrões de medida forem os modelos néo-pentecostais ou as formulas magicas do evangelicalismo moderno, com certeza qualquer culto centrado na ordem e soli deo gloria, tende a ser rotulado como algo estranho e morto.

    Diante desta perspectiva, eu acredito que a causa (ou desafio) que mais ameaça o crescimento saudável da igreja, parte dos próprios membros do corpo de Cristo. Pois como você mesmo mencionou no final de sua postagem;

    "Membros, inclusive da IPB, têm se referido a esses “falsos apóstolos” com um certo tom de sacralidade, e, isso é extremamente preocupante."

    Se os ilustres representantes da IPB, afirmam que os próprios pentecostais são cristãos genuínos , e que os mesmos são aceitos como membros (caso desejem)sem precisarem ser batizados etc, porque então nos preocuparmos com os números, já que ainda que em times diferentes, todos comemoramos o gol???

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  4. Pr.Silas:

    Obrigado pela contribuição no assunto. Contudo, não posso me furtar de fazer alguns comentários sobre seu posicionamento:

    1- O senhor repete várias vezes a expressão "gostei do culto, não gostei do culto". Desculpa...mas..., não é Deus quem tem que gostar ou não do culto?

    Acho que o senhor igualmente não iria "gostar" do culto que era feito na VT, no tempo e no tabernáculo. Imagine: o senhor gostaria de estar vendo aquele espetáculo de sangue, animais sendo imolados, cheiro forte de sangue, etc? Acho que não. Mas, foi assim que Deus estabeleceu seu culto. E como o culto é para Ele, pouco estava interessado se as pessoas gostavam ou não do "modelo" de culto que havia proposto.

    Hoje, os cultos servem para agradar as pessoas. Estão cheios de coisas que nos agradam. Mas a questão é: essas coisas que incluímos nos cultos agrada a Deus? Ele requereu essas coisas no seu culto?

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    1. Por Pb. Alexandre Galvão
      Excelente artigo Pb. Fábio!

      conheço igrejas da IPB que anos a fio numericamente não crescem e para piorar a situação os problemas internos se avolumam. igrejas que existem há décadas e são raquiticas, são imaturas, são crianças espirituais. Igrejas que ainda estão como bebês choramingando para serem entretidas.
      concordo perenpetoriamente com tua análise, contudo, dias atrás antes de lê este esclarecedor artigo estive pensando acerca desta inércia númerica pela qual passa nossa igreja (a IPB), e qual seria a razão desse não crescimento.
      Pois, afinal de contas temos templos bem estruturados e bem localizados, um bom seminário em Recife ( O SPN) com uma excelente biblioteca sem contar que temos uma das melhores senão a melhor universidade da américa latina ( A Mackenzie), nossos pastores são relativamente bem instruidos, temos uma das senão a melhor confissão de fé histórica já produzida ( A Confissão de Fé de Westminster), muitos dos doutores e mestres em teologia aqui no Brasil, pertencem a nossa igreja, e diante de tudo isso nossa igreja númericamente não cresce. Qual será a razão?
      è claro que é o Espírito Santo que convence o homem do pecado da justiça e do juizo, contudo essa ação, operação do Santo Espírito é efetuada no momento da fiel exposição do Evangelho redentivo, na proclamação do Cristo crucificado. como disse Michael Horton: "sem a genuina ministração do evangelho da cruz o Espírito Santo não entrará em ação para converter pecadores nem para edificar os já salvos". o que está sendo pregado em nossos púlpitos é o genuino evangelho? esse é um outro ponto para reflexão!

      Em Cristo!
      um abraço!
      Pb. Alexandre Galvão

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  5. Caro Galvão:

    Sempre bom vê-lo por aqui. Você sempre "toca fogo". Isso é bom. O Rev.Maeli fez uma análise sobre a falta de crescimento da IPB por volta de 1996, quando estudava no SPN. Ele vinculou o não crescimento à situação econômico-social do país. Segundo ele, a pobreza intelectual, econômica e social de um país é um ambiente favorável ao proliferamento pente e neopentecostal. Ele também afirmou que, se o país crescesse nesses aspectos a situação se inverteria, isto é, as igrejas tradicionais passariam a crescer (mesmo assim não no ritmo das neopentecostais) e essas, ao contrário, estagnariam e até acabariam.

    Penso que é uma análise muito lúcida. Não sei se você chegou a acompanhar nossa série de postagens sobre "pentecostalismo e Reforma protestante". Lá abordo esses temas também. Aproveita e dá uma visitada no mês de 10/2011.

    Tudo de bom!

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  6. Sobre essas pesquisas de crescimento de igrejas, onde as neopentecostais ganham de goleada, será que se levou em conta que as portas dos fundos de tais campeãs são igualmente largas e que talvez só se tenha contado "as entradas", ao arrepio "das saídas"? Penso assim porque acredito que muitos dos que entraram o fizeram por motivação genuinamente cristã. E aí, ao se darem conta do engodo, será que permaneceram lá? O tal senso resistiria a este segundo modo de contabilização (+4-3)? Pago pra ver.

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  7. Prosaepoesia:

    Sua análise é perfeita. Um fato digno de registro é que essas igrejas, como disse no post, é constituída predominantemente de jovens. Isso aparentemente é normal mas, pelo contrário, é muito elucidador. Duas duas uma:

    a) Eles conhecem os segredos da fonte da juventude;

    b) Ou a mesma quantidade que entra saí e, assim, o quadro vai sempre se renovando, atraíndo sempre novos jovens com música jovem e de qualidade, além de trazer para dentro da igreja tudo aquilo que o jovem gosta. Mas, como vc pode notar muito bem: isso não dá certo por muito tempo.

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    1. Por Gleyberson Gomes.

      Muito bom o texto. Concordo plenamente, mas precisamos discutir outras questões também. Sou diácono da IPB, membro de berço, mas não estou na igreja por ter nascido nela e sim por plena convicção. Esse tema é complexo, na minha opinião, não é tão assim preto no branco. Por exemplo, falou-se acima em culto frio/quente, bom/ruim. É óbvio que não podemos tomar o padrão moderno do culto show, voltado para o 'adorador'. Mas é óbvio que há como saber a diferença de um culto para uma missa, e algumas igrejas tradicionais celebram missas e não cultos. Isso não afeta o crescimento da Igreja? Claro que sim, e tem que ser combatido com igual fevor que combatemos as tendências litúrgicas liberalizantes. Outra coisa, é preciso separar o que é fidelidade à Palavra do que é fidelidade à tradição. Nós não temos que ter fidelidade à tradição nenhuma (me refiro às tradições institucionais). Por exemplo, o modelo das Sociedades Internas, foi um modelo concebido para outra realidade. O que é que custa nós pararmos e refletirmos se esta estrutura ainda é adequada hoje? Se for, vamos continuar usando, mas se não? A IPB não está tendo a capacidade de repensar algumas questões de cunho meramente institucional.

      Só pra exemplificar, precisamos de atividades para faixas etárias específicas, precisamos de um louvor edificante e bíblico, precisamos ensinar a Palavra, mas sociedades não são canônicas, o hinário não é canônico, a EBD não é canônica; por que nós temos que fazer as mesmas coisas da mesma forma nossos pais e avós se o mundo deles não existe mais? O que é que custa à IPB refletir sobre suas estruturas institucionais? Manter-se fiel às escrituras não significa cristalizar TUDO na igreja sob o pretexto de estar seguindo a 'tradição que fomos ensinados', como se tudo que fizéssemos tivesse sido deixado pelos apóstolos e tudo estivesse milimetricamente previsto nas Escrituras.

      Nossa negociação em questões de fé deve ser a que Moisés teve com o faraó: "aqui não fica uma unha". E a IPB tem sofrido com isso num mundo onde os 'cristãos' negociam até a cruz. Agora, nas questões não relacionadas à fé e à sã doutrina, cristalizar estruturas e costumes além de um tremendo contra-censo e um grande anacronismo, é uma traição ao ideal da própria Reforma (sempre reformando, sempre revendo, sempre avaliando, sempre refletindo se não estamos fazendo coisas que tem um fim em si, o erro fatal do catolicismo). Agora você quer que eu diga que a IPB não tem sofrido com isso também? Não é o que eu vejo. O que eu temo é que, no zelo de combatermos o liberalismo e o neopetecostalismo, nós acabemos indo para o outro extremo, fustigando a Igreja da mesma forma que os inimigos que combatemos. Espero não ser mal interpretado. Eu só acho que a IPB tem obrigação de avaliar SE está tudo realmente certo, se não haveria alguma coisa que fosse que pudesse ser corrigida ou melhorada. Ou alguém acha que somos a "santa e imaculada Igreja de Cristo na Terra"?

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  8. Prezado Diac.Gleyberson Gomes.

    Sua análise é perfeita (quase..rs). Concordo literalmente quanto aos modelos de sociedades internas e até de EBD que vc menciona. É uma boa idéia para uma postagem só sobre isso. Quando tiver um tempinho vou ver se desenvolvo. Só não concordo contigo muito com relação ao culto. Isso, meu caro, não é uma questão de tradição e nem mesmo de gostar ou não gostar do culto, que vc compara a uma missa, em muitos casos. Evidentemente que a questão litúrgica influencia e muito na questão do crescimento, afinal, o pecador se agrada mais daquilo que lhe é mais achegado. Realmente a liturgia da IPB não é muito agradável aos pecadores. Mas a questão é: a quem queremos agradar? Penso que neste aspecto também não devemos negociar valores. Será o culto do VT era algo agradável até mesmo de se observar? Imagino que não. Toda aquele sangue e sacrifícios, rugido de animais e etc, certamente produziam um espetáculo nada agradável de se ver. Mas era assim que Deus queria. Isso, de alguma forma o agradava. Devemos pensar muito nisso também.

    Tudo de bom!

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    1. Por Gleyberson Gomes

      Pois é meu caro, ninguém é perfeito (rsrsr). Mas também o espaço é complicado para discutir certas questões. O culto é para Deus, portanto as pessoas que vão à igreja devem ir para PRESTAR o culto e não para assistir. Dessa forma, essa história de gostar ou não gostar de culto não pode existir. Se alguém não gostou do culto foi por que ele não foi prestá-lo; ao invés disso foi assisti-lo. Logo, se não foi de acordo com os seus padrões de 'bom', ele acha o culto ruim. E sei também que não devemos negociar valores bíblicos. Repito que disse no post anterior: nossa negociação em questões de fé deve ser a que Moisés teve com o faraó: "aqui não fica uma unha".

      O que eu falei foi contra as tendências neopuritanas e judaizantes que têm reaparecido com relativa força na atualidade. Eu amo música sacra, tenho vários CDs com obras de Bach, Handel, Brahms, eu fico maravilhado quando escuto, por exemplo, o Laudate Dominum do Vesperae Solennes e o Ave Verum Corpus de Mozart. Mas meu irmão, você acha que tem condições de nossos cultos serem hoje na mesma estrutura litúrgica do período da Reforma? Não tem condições. Eu não to defendendo que a gente vá ser como o pessoal da Renascer e do pessoal do G12, mas, se não me engano, na última reunião do Supremo houve um documento no sentido de reduzir o louvor nas igrejas à grupos corais. Isso pra mim que é um contra-censo.

      Meu medo, repito, são os extremos. Eu sou totalmente contrário ao liberalismo litúrgico que "tomou de conta", como se diz na minha terra. O problema é que, quando se fala contra essa liberalidade, você é chamado de tradicionalista. Por outro lado, quando você aponta os exageros dos tradicionais você é chamado de liberal. Por que não podemos buscar o caminho do meio? Eu sei que minha análise não é perfeita, é falha e incompleta, mas o que eu tenho tentado nas tantas conversas que tenho tido com várias pessoas é que nós busquemos o caminho do meio. Afinal, o apóstolo Paulo disse nós não deveríamos ser conhecidos por nossas posições liberais nem pelas posições tradicionais, mas ele disse "seja conhecida de todos a vossa MODERAÇÃO" (Fl 4.5). Nesse sentido, inclusive, eu gostei da postura da Igreja na sua Carta Pastoral. Pra mim foi uma postura equilibrada. Mas teve gente que reclamou, achou que ela foi "liberal" com as guitarras e baterias, outros acharam que foi "tradicionalista" com relação à dança. Pra mim essas posturas dizem tudo: no geral, houve equilíbrio.

      Eu nem havia falado propriamente sobre a atividade cúltica no post passado, mas precisava explicitar meu ponto de vista a respeito, espero que tenha ficado mais claro. Minha observação era mais sobre o peso da estrutura institucional da IPB, que na minha opinião é muito grande, e precisa se tornar um pouco mais 'leve'. Desculpe pelo jornal (rsrsrs).

      Que a graça do Senhor seja conosco.

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  9. Prezado Diac.Gleyberson Gomes:

    A questão do culto é uma questão de interpretação das Escrituras, portanto, de confessionalidade. Ou seja, a igreja, através dos símbolos de Westminster (que nada mais é que sua interpretação oficial das escrituras) entende que deve ser assim.

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  10. Prezado Gleyberson Gomes:

    Bom revê-lo por aqui. Seus comentários são sempre muito sóbrios e desveladores.

    Entendo perfeitamente sua preocupação com as recentes práticas "neopuritanas". Muitas igrejas têm tido problemas com esses grupos. Em nossa igreja mesmo, o conselho precisou atuar firmemente para combater tais práticas.

    Escrevi um longo artigo para combater esses ensinamentos intitulado "O princípio regulador do culto e sua utilização errada pelos Neopuritanos". Gostaria muito que de ver sua opinião sobre esse assunto, comentando o post. É só clicar no primeiro link abaixo. Na conclusão da postagem, se observar, vai ver a decisão do Supremo Concílio da IPB sobre essas práticas proibitivas neo-puritanas.

    Tudo de bom!

    http://filosofiacalvinista.blogspot.com.br/2010/02/o-principio-regulador-do-culto-e-sua.html

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    Respostas
    1. Por Gleyberson Gomes.

      Eu nunca tinha te parabenizado por este espaço, aproveito agora pra fazê-lo. Já tivemos uma árdua batalha a uns tempos atrás com o 'arminiano dogmático', não sei se você se lembra. Infelizmente o tempo quase nunca é nosso aliado e o tempo voa: estudo, trabalho, família, igreja... nem sempre acompanho todas as discussões aqui que sempre são muito boas. As vezes eu pego pesado nas discussões, mas a intenção é apenas provocar o debate. Nossa própria confissão de fé diz que os concílios não são infalíveis e devemos sempre observar as decisões e posturas da liderança à luz da Palavra.

      Faça mesmo uma análise sobre a questão das Sociedades Internas. A IPB precisa fazer. Eu fui presidente da UMP local e secretário executivo da federação de mocidade do meu presbitério ano passado, e sabe o que eu percebi claramente? Que a federação é uma entidade pro-forma da Igreja. Veja bem, as sociedades estão subordinadas ao Conselho local, a Federação não tem jurisdição sobre elas, se o Conselho quiser, ele pode inclusive extinguir a sociedade. Qualquer decisão da federação e das confederações pode ser revista ou anulada pelo concílio ao qual elas estiverem subordinadas. Você olha para no Manual as finalidades da federação e vê que elas estão todas na ordem do incentivar e coordenar. Aí vem um congresso com ‘verificação de poderes’, ‘comissão de diplomacia’ (somos o Itamarati?), análises de pareceres emitidos pelos pastores (como se a federação fosse aprovar ou reprovar o parecer do conselho...) etc.
      Dessa forma, qual o sentido da Federação ser um órgão administrativo? Não tem sentido nenhum. Pra que essa ‘burocracia’ se as federações e confederações não são órgãos com poder real deliberativo sobre as sociedades? A federação não é o tribunal de contas, não é instância recursal, não é casa legislativa. Por que não dar uma estrutura mais leve e menos burocrática às sociedades e às federações, particularmente à UPA e à UMP? São reflexões que eu tenho feito profundamente nos últimos tempos, particularmente em virtude da falta de interesse de muitos (na minha opinião motivada) em participar das atividades formais (plenárias e congressos) das sociedades. Isso não seria uma variável que de forma indireta interfere no crescimento da igreja com um público mais jovem? Eu acho que sim.

      Que o Senhor abençoe a sua Igreja.

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  11. SÃO MUITOS VALOROSOS OS COMENTÁRIOS FEITOS AQUI
    ,MAS O QUE TEMOS QUE ANALISAR O QUE AS PESSOAS PASSAM EM SUA VIDA SECULAR, OU SEJA, PROBLEMAS FINANCEIROS, FAMILIARES, E ETC. DESTE PONTO PRA FRENTE VEREMOS QUE AS IGREJAS QUE CRESCEM ASSUSTADORAMENTE BATEM DURAMENTE NA FERIDA OU SEJA COLOCAM PARA AS PESSOAS QUE PODEM EM "NOME DE JESUS" TIRAR CADA UMA DELAS DESTA SITUAÇÃO, EM OUTRAS PALAVRAS "UM EVANGELHO BARATO" QUE COLOCA NA PROMOÇÃO A MENSAGEM DA CRUZ PARA SEU BENEFICIO PRÓPRIO. CRESCIMENTO NÃO QUER DIZER QUE ESPIRITO SANTO PRESENTE, ATE PORQUE NÓS SABEMOS QUE EXISTE DUAS FORMAS DE BENÇÃOS E SABEMOS TAMBEM QUE O SOL BRILHA PARA JUSTOS E INJUSTOS. ENTÃO ONDE NOS AGARRAR? TEMOS QUE NOS AGARRAR EM II TIMOTEO 3 14-17 " PERMANECEI NAQUILO QUE APRENDESTES E DE QUE FOSTES INTEIRADO E SABENDO DE QUEM O APRENDESTES." ENTÃO NÃO FIQUE ALARMADO SE ESTAS IGREJAS CRESCEREM AINDA MAIS. NÃO IREI DIZER QUE ALGUMAS NÃO TEM A PREGAÇÃO DA PALAVRA, PORQUE TEM SIM, E TEM PASTORES AI QUE PREGAM MUITO BEM,MAS MUITAS DAS VEZES ESQUECEM DO VERDADEIRO SERVIÇO DO ATALAIA QUE EZEQUIEL DISSE EM SEU LIVRO. E TENTAM TOMAR O LUGAR DE DEUS E TORNÁ-LO SUA MARIONETE. O QUE MUITOS ESQUECEM QUE FOI A PARTIR DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO POR PARTE DO FUNDADOR DA IPB QUE COMEÇOU TUDO E MUITOS DELES SAIRAM DO MEIO DE NÓS. DESCULPE AQUELES QUE O PROPOSITO DE PREGAREM O EVANGELHO GENUINO E PEÇO A VOCES QUE CONTINUEM ASSIM SENDO PRESBITERIANOS OU NÃO, MAS TEMOS QUE RESSALTAR QUE A MUITOS APROVEITADOERS NESTE MEIO.
    FIQUE NA PAZ!
    DIACONO CLAUDIO GRASSINI

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  12. O pior é ver igrejas presbiterianas aderindo ao movimento de crescimento das igrejas, encontros, atos proféticos (patéticos), movimento de igreja em células de Robert Lay, Bill Hibels, sua posição doutrinária ruindo, adotando praticas neopetencostais, lenço ungido, óleo...

    Mas vi igrejas presbiterianas, pequenas, solidas, com adolescentes prestando atenção na plavra, anotando nas bíblias e até lendo John Owen, para minha satisfação.

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