quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ABORTO E HOLOCAUSTO. APROVAR UM É APROVAR O OUTRO. 180 GRAUS, O FILME.


O Brasil esteve a ponto de descriminalizar o aborto. Você sabe o que isso significa? Descriminalizar o aborto significa torná-lo legal em toda e qualquer ocasião. Ou seja, independentemente do motivo, a mulher poderá optar por fazer o aborto. Em nenhuma situação ela poderá ser acusada crime, como ainda ocorre hoje no Brasil, uma vez que tal prática passaria a ser abonada por lei.O processo de descriminalização do aborto está arquivado, momentaneamente não definitivamente, no Supremo Tribunal Federal, devido à grande mobilização popular.

Na Moral (Legislação, lei) brasileira, atualmente, há dois casos em que o Aborto é considerado Legal:

      a)      Em caso de estupro;
      b)      Quando a mãe corre claro e eminente risco de morte.

Alguns juízes autorizam ainda o aborto em casos de anencefalia, que é a ausência total ou de partes essenciais do cérebro, no feto.

Analisando pelo prisma da Ética, que atua basicamente no que há de essencial no ser humano, e por isso mesmo tem validade universal, sendo também invariante, e considerando ainda que a necessidade de sobrevivência é basilar e essencial a qualquer ser humano, independentemente de sua localização geográfica ou mesmo temporal, perguntamos:

Existe alguma situação em que o aborto poderia ser Eticamente justificável?

Para o aborto ser Moralmente justificável basta tão somente ser aprovado pelo costume vigente na coletividade ou ainda por legislação específica, visto que, por força conceitual, a Moral está ligada a códigos, leis, normas, costumes e hábitos. Sendo assim, o aborto praticado em decorrência de um estupro, por exemplo, é Moralmente aceito, pelo menos no que diz respeito à Moral brasileira. Mas o que estamos questionando é se algum tipo de aborto pode ser aprovado pelo critério da Ética.

Respondemos que apenas no caso em que a mãe corre eminente risco de morrer, o aborto passa a ser, por pura falta de opção, justificado pela Ética. Nesse caso, exclusivamente, o médico pode, sem nenhum  problema de consciência, optar pela vida da mãe. Observe: não se trata da escolha de um valor menor pelo maior ou vice-versa. O mesmo valor está em jogo. É vida contra vida. Qualquer que seja a decisão do médico estará sendo uma decisão Ética, pois estará trabalhando em função da manutenção da vida. Só e somente só nesse caso o aborto é Eticamente justificável

Entretanto, a Ética não
 aprovaria o aborto nos casos de estupro, mesmo estando solidária aos enormes traumas que isso traria à vítima. Primeiro porque a crianças não tem nenhum responsabilidade pelo que fez seu pai biológico. Segundo porque há aqui uma gradação de valores. O valor vida (da criança) é e será sempre infinitamente superior ao valor trauma (da vítima).

O mundialmente famoso filme “180 Graus trata exatamente sobre o problema de aprovar ou ser indiferente ao assassinato de crianças ainda no ventre. De forma contundente a questão do Holocausto é colocada lada a lado à questão do Aborto. Utilizando a Maiêutica Socrática, técnica que faz com que a pessoa chegue, por si só, à conclusão que está errada, o interlocutor do filme tem ajudado milhares de pessoas em todo mundo a visualizarem seu próprio erro ao defenderem e/ou não combaterem o aborto. Não deixe de assistir esse importante filme e lembre-se:

Aprovar o aborto é aprovar o holocausto. Ser indiferente à questão do aborto é ser indiferente ao assassinato em massa promovido pelo Nazismo. 

3 comentários:

  1. Impressionante a quantidade de besteira que tem neste blog!!! Com relação ao aborto, a comparação sofrimento da vítima x vida do feto além de erroneamente simplista, está equivocada. Primeiro porque o estupro é um trauma tão grande que muitas vezes vai do momento do ato e se prolonga por toda uma vida. Muitas vítimas não se recuperam psicologicamente e carregam consequencias (físicas e psicológicas) por toda a vida. Obrigar uma pessoa que sofreu uma violencia dessas a gerar uma vida fruto dessa violência é desumano. A rejeição dessa mulher a essa vida, começa na gestação e se prolonga por toda a vida. Sempre que olhar para a criança, essa mulher se lembrará da violencia que sofreu. Como amar um filho sob essas condições? Defender a vida não é simplesmente defender o direito de existência. Viver vai muito além disso. Essa vida, fruto da violência, iria, injustamente, sofrer com a falta de amor da mae. A mae que se viu obrigada a parir contra a sua vontade, ou abandonaria a sua "cria" logo após o parto, ou criaria de qq jeito, sem amor, sem carinho, sem afeto. Imagine as consequencias que isso nao geraria numa criança? Imagine o tipo de pessoa que essa criança nao seria... Isso não falo da boca para fora. É fruto de trabalho com vítimas desse crime horrível, que mutila fisica e emocialmente.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Todos os seres humanos inocentes tem direito a vida.
      Os bebês dentro do útero materno são seres humanos inocentes. Ter potencialmente um direito implica te-lo de fato. Logo, os bebês dentro do útero tem direito a vida.

      É justo matar um bebê pelo crime do pai?

      Excluir
  2. Prezado anônimo:

    Veja o que você diz: "Obrigar uma pessoa que sofreu uma violencia dessas a gerar uma vida fruto dessa violência é desumano".

    Que bom que você se preocupa com os grandes dilemas humanos.

    Quer dizer que o trauma de ter passado pelo estupro é MAIOR e mais grave que você ABORTAR, matar um ser vivo completamente outro?

    Ninguém aqui está minimizando o trauma que fica na vítima. Contudo, esse trauma é bem menor que a vida. Você quer corrigir um crime cometendo outro infinitamente maior e ainda quer ser tratado como alguém inteligente?

    Tudo de bom!

    ResponderExcluir

Divulgue meu Blog no seu Blog